Não podemos ficar impávidos e serenos com a frequência e a gravidade com que ocorrem estas situações
Fonte: D Notícias
Nestes últimos dias fomos todos confrontados com acontecimentos de elevada violência, com especial intervenção de adolescentes e, em algumas situações, em contexto escolar. É verdade, não é a primeira vez que situações semelhantes ocorrem e são tornadas públicas, mas a sua disseminação exponencial pelas redes sociais e pelas novas tecnologias de informação dão-lhes ainda maior visibilidade, impacto e produzem uma multiplicidade, quantas vezes “descontrolada” de reações.
Na realidade, uma das formas mais comuns e conhecidas do chamado bullying é o que acontece em contexto escolar, já que as formas de violência e agressão entre os alunos são as mais variadas e podem acontecer em quase todos os níveis do seu percurso escolar. É, em muitos casos, mesmo um problema crónico de difícil abordagem e resolução.
A complexidade deste fenómeno é agravada pelo uso das redes sociais, do espaço virtual,da internet ou de outras tecnologias relacionadas para intimidar e hostilizar uma pessoa (colega de escola, professores, ou mesmo desconhecidos) difamando, insultando ou atacando de forma cobarde. É o chamado Cyberbullying e neste, a prática de violência é ainda mais fácil para os agressores, porque podem fazê-lo de forma anónima (felizmente que já existem formas de descobrir, identificar e processar esses agressores e levá-los à justiça).
A complexidade deste fenómeno é agravada pelo uso das redes sociais, do espaço virtual,da internet ou de outras tecnologias relacionadas para intimidar e hostilizar uma pessoa (colega de escola, professores, ou mesmo desconhecidos) difamando, insultando ou atacando de forma cobarde. É o chamado Cyberbullying e neste, a prática de violência é ainda mais fácil para os agressores, porque podem fazê-lo de forma anónima (felizmente que já existem formas de descobrir, identificar e processar esses agressores e levá-los à justiça).
No entanto, não podemos ficar impávidos e serenos com a frequência e a gravidade com que ocorrem estas situações. Sim, estas práticas de violência não são “novas”, já acontecem há muitos anos, mas esse facto não pode surgir como uma forma de atenuar, de desvalorizar ou de desculpabilizar essas situações e aqueles que nelas participam. É preciso dizer BASTA!! Não se pode recorrer a pseudoexplicações permissivas que tudo aceitam, que tudo integram, que tudo purificam. É necessário envolver todos os membros da comunidade escolar, no caso de uma escola, todos os membros e parceiros da comunidade, no caso de outros contextos, para uma intervenção concertada, sistémica e intencional que acentue os valores do respeito pela dignidade de cada pessoa, da liberdade, da integridade, da honestidade, da consideração pela vida, sagrada e inviolável.
Neste processo, ninguém deve ficar de fora, mas a família e em particular os pais devem ser especialmente chamados à responsabilidade. Eles são verdadeiramente os primeiros e os principais responsáveis pela educação dos seus filhos e não podem negligenciar essa tarefa. Devem, igualmente, estar atentos às atitudes dos seus filhos, principalmente em alterações de comportamento, oscilações nos resultados escolares, surgimento de hematomas ou outras situações que pareçam “fora do comum”. Só uma proximidade vigilante permitirá uma ação que contribua para um processo de crescimento equilibrado e feliz. Todos temos de combater a violência. Ela não é aceitável.
Nenhum comentário:
Postar um comentário