sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Violência no ambiente escolar é debatida em encontro internacional na capital maranhense


Mais de 500 pessoas participaram do I Seminário Internacional sobre Bullying Escolar e Cultura de Paz, realizado na última sexta-feira, 15 de abril, no auditório da Assembléia Legislativa do Maranhão, Cohafuma. O evento foi promovido pela Plan Brasil e Instituto Conexa, com o apoio da Secretaria de Educação de São Luís, Universidade Dom Bosco e GT Estadual de Enfrentamento ao Bullying.
 Selma Rosa/Plan Brasil
 
 Momento de encerramento do Seminário Internacional sobre Bullying Escolar e Culutra de Paz - Staff Plan com parceiros e colaboradores.


As consequências psicossociais, as implicações jurídicas, o cyberbullying, e todas as demais situações que envolvem o fenômeno Bullying, no espaço escolar e virtual, foram discutidas durante a realização do I Seminário Internacional sobre o tema, em São Luís, no último dia 15. No encerramento, um coquetel de lançamento do livro “Bullying: Intimidação no Espaço Escolar e Virtual”, de Alexandre Ventura e Cléo Fante.

Palestraram o doutor em Educação, Alexandre Ventura (Portugual); a psicóloga e jornalista, Sônia Makaron (São Paulo); o procurador do estado de Minas Gerais e especialista em Gestão Pública, João Viana Costa; o engenheiro, mestre em Administração e doutorando em Serviço Social, Luiz Rossi (Maranhão); o médico Hebeatra, doutor em Saúde Pública, Feizi Milani (Bahia); o pedagogo e teólogo Carlos Aguerrea (Espanha); e a pedagoga, escritora e especialista em Bullying, Cléo Fante (São Paulo).


O tema “Bullying Escolar” tem recebido a atenção da mídia no mundo todo e, nos últimos anos, tem despertado a atenção da sociedade brasileira e do poder público para a questão, em virtude do aumento progressivo da violência nas escolas públicas e particulares. Esforços conjuntos da Organização Não-Governamental Plan Brasil, Conselhos Tutelares, Ministério Público, Conselhos de Direitos, Secretarias de Estado e Municípios do Maranhão, entre outros atores sociais, conseguiram, no final de 2010, a aprovação da Lei Estadual de Enfrentamento ao Bullying Escolar. A referida lei foi sancionada pela Governadora do Maranhão no dia 17 de novembro, sendo publicada no diário oficial no dia seguinte.


Esta foi uma entre tantas conquistas alcançadas pelo Comitê Estadual de Combate ao Bullying. Também foram aprovadas as leis municipais de combate ao bullying em Codó e Timbiras, cidades da Região dos Cocais Maranhenses. Toda essa mobilização começou há pouco mais de dois anos, quando a ONG Plan lançou a Campanha Mundial Aprender Sem Medo. No Brasil, logo após o lançamento da campanha, a Plan encomendou a primeira pesquisa nacional sobre bullying escolar, com uma amostragem de mais de 5 mil alunos.


Os resultados da pesquisa serviram para a Organização traçar estratégias de enfrentamento à violência, focando suas ações no estado do Maranhão, onde mantém a maioria de seus projetos e programas. Passou, então, a desenvolver, no início do ano passado, um programa piloto de combate ao bullying em oito escolas, sendo duas em cada cidade (São Luís, São José de Ribamar, Codó e Timbiras). Através do Projeto “Educar para a Paz – Aprender Sem Medo”, a Plan passou a promover reuniões, palestras, seminários, e capacitações para professores e pais/responsáveis nesses municípios, além de orientar e auxiliar as escolas nas ações de prevenção, intervenção e encaminhamentos de estudantes envolvidos em situações de bullying.


São mais de dois anos de mobilização e sensibilização, já com algumas conquistas, mas cujos resultados maiores e mais significativos serão sentidos a médio e longo prazo, especialmente na vida de crianças e adolescentes que estão sendo envolvidos e atendidos pelo projeto. Nesse rol de conquistas, está “I Seminário Internacional sobre Bullying Escolar e Cultura de Paz”, que foi um sucesso de público e de cobertura jornalística. O principal objetivo do evento foi fortalecer as discussões para a busca de ações efetivas que possam reduzir ou mesmo por um fim na violência escolar, que vitimiza crianças e adolescentes de todas as idades e séries, mas especialmente do ensino fundamental.


Fonte: Aprender Sem Medo

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