quarta-feira, 7 de julho de 2010

Comportamentos de bullying em debate na Expoeste

Sessão com Sónia Seixas

Sessão c/ Sónia Seixas

Decorreu no auditório da Expoeste, nas Caldas da Rainha, após uma primeira desmarcação, uma acção de debate sobre os comportamentos de bullying entre pares.

Nesta acção pretendeu-se dar a conhecer alguns comportamentos quer das vítimas, quer dos agressores, para que a comunidade possa responder e dar uma solução no sentido de prevenir novos casos.

O debate foi organizado pela Plio, uma empresa que tem sede no edifício da Expoeste e que possui uma estrutura ligada à formação.

“O bullying não é uma situação normal na adolescência e temos de lutar contra isso. Os conflitos até podem ser normais entre irmãos mas não entre pares”, declarou Sónia Seixas durante a sessão, onde estiveram presentes cerca de duas dezenas de interessados.

A oradora apresentou um estudo e concluiu que muitos dos agressores têm na sua relação o consumo de tabaco, álcool, níveis de popularidade medianos, e ao contrário as vítimas são pessoas com menor índice de popularidade e são rejeitados.

Dos sinais de alerta para os alunos agressores está a raiva descontrolada, já que se apresentam impulsivos, zangam-se facilmente e manifestam uma baixa tolerância à frustração. Podem ser obstinados, oposicionistas e provocadores com adultos, nomeadamente com pais e professores, desafiando a sua autoridade. São pouco empáticos com os colegas vitimizados e retiraram satisfação e prazer do medo e desconforto que lhes provocam. Podem envolver-se precocemente em comportamentos anti-sociais como vandalismos e roubos. Compram coisas ou têm coisas novas para as quais não teriam normalmente dinheiro suficiente. Culpam outras pessoas pelos seus problemas e recusam aceitar responsabilidades pelos seus comportamentos negativos e manifestam uma grande necessidade de dominar os outros.

Nos sinais de alerta das vítimas, há que verificar os livros, materiais escolares ou outros pertences que podem aparecer estragados ou escondidos. Ferimentos, cortes, arranhões, nódoas negras, rasgões ou outros danos na roupa. Frequentemente isolados ou excluídos do grupo de pares durante os intervalos e nas aulas serem os últimos a serem escolhidos nos jogos de equipas. Procuram a proximidade com o professor ou outros adultos durante os intervalos, o almoço ou tempos livres. Não costumam levar colegas da escola para casa, não passam tempo em casa de colegas e raramente recebem convites dos colegas para festas. Parecem receosos ou relutantes em ir para a escola de manhã e fazem queixas frequentes e repetidas dores de barriga ou de cabeça. Desmotivam-se do trabalho escolar, manifestam baixo interesse pela escola e diminuem o aproveitamento. Súbitas alterações de comportamento porque estão sempre tristes, apresentam enurese nocturna, tiques, problemas de sono, pesadelos, perdas de apetite, choro e gaguez.

“Não podemos estar à espera do insucesso das vítimas. São marcas para a vida se forem repetidamente vítimas nas escolas. Os sinais mais evidentes são as dores de barriga, as dores de cabeça, o não me apetece ir para a escola hoje, o beber o leite mais devagar, o retardar ir para a escola o mais possível. São estes alguns sintomas de alerta e que os pais devem ter em atenção”, disse Sónia Seixas.

A oradora alertou ainda os professores para o facto de também eles terem um papel preventivo neste domínio. O bullying acaba por surgir, porque hoje não há tempo para haver educação, que consiste em dar afectos e disciplina.

“A falta de presença dos pais nas escolas é um problema. O tempo escasseia e as crianças passam muito tempo nas escolas e os pais até pedem para passarem mais tempo lá. Quando estão com os filhos querem dar afecto e esquecem-se que falta dar disciplina. As escolas deveriam de usar um projecto que está implementando numa outra escola, em que os alunos mais velhos ficam responsáveis por alunos mais jovens. Isso dá segurança e cria integração entre a comunidade”, manifestou a oradora.

Por Carlos Barroso

Fonte: Jornal das Caldas

nota esclarecedora sobre o espetáculo BULLYING

Shalom!

A Cia Atores de Mar´ vem por meio desta esclarecer que:

O espetáculo BULLYING é um projeto que vem sendo desenvolvido desde 2004 nas instituições de ensino. O seu maior objetivo é levar o esclarecimento aos alunos deste grande mal que é a violência escolar.

O que muitas instituições de ensino dizem não existir, existe sim, algumas com pouca gravidade e outras com muita gravidade. E um dos motivos que leva alguém a praticar essa agressão é o relacionado - à falta de carinho, de diálogo e aos problemas presentes no lar. Isso pode gerar no agressor a necessidade de provar a todos que é superior e não teme a ninguém.

O título escolhido foi dado exatamente para tocarmos diretamente na ferida. Sabemos que é uma ótima ferramenta, que com a estrutura da instituição de ensino, podemos juntos desenvolver o papel que nós propomos - que é o de alertar, o de orientar e o de dar soluções plausíveis.

Após o espetáculo, fazemos um debate que é oferecido gratuitamente à instituição de ensino. Mas isso não obriga a instituição de ensino a fazer o debate, ela pode simplesmente só contratar o espetáculo BULLYING.

Temos outras opções de espetáculos teatrais e para as diversas faixas-etárias. Temas como meio-ambiente, reciclagem, unidade, companheirismo, amizade, pontuação gráfica, ortografia, entre tantos outros. Assim como as datas comemorativas como dias dos pais, das mães, do natal, da pascoa, etc. Como também o teatro corporativo/empresarial com temas como SIPAT, qualidade de vida, comportamento, vendas, motivação, comunicação entre outros.

Portanto, quando a sua instituição quiser levar o teatro educação ou só o teatro de entretenimento, antes analise uma de nossas propostas. Veja o que queira levar aos seus alunos, se temos algo pronto ou a possibilidade de criarmos um espetáculo para você em especial, sem custos adicionais, sim porque escrevemos as peças teatrais por encomenda. Por isso, não há motivos de você não levar aos seus alunos a cultura por intermédio do teatro.

Vamos aos nossos espetáculo para 2010/2011.

* A Batalha da Vírgula Contra o Ponto Final - público alvo: acima de 7 anos - tema: pontuação gráfica
* A Formiga e o Elefante - público alvo: acima de 2 anos - tema: amizade, companheirismo e unidade

* De Leite X Mr. Açúcar - público alvo: acima de 2 anos - tema: higiene bucal

* Bullying - público alvo: acima de 9 anos - tema: violência escolar

* Presente de Natal - público alvo: todas as idades - tema: universal, confiar em DEUS


A
Escola de Teatro da Cia Atores de Mar´ tem sua matriz no bairro da Freguesia, em Jacarepaguá, mas está ampliando para 2011 núcleos nas instituições de ensino.

No mais, ficamos aguardando o seu contato,

Obrigado!

Mar´Junior - Diretor/Presidente da Cia Atores de Mar´

NOTA - "Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduo(s) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma".

Menino vítima de bullying é agredido com golpes de porrete

Vítima de bullying - agressões verbais e psicológicas repetidas vezes, sem motivação evidente -, um menino de 12 anos, aluno do 6º ano de escola municipal em Oswaldo Cruz, zona norte do Rio, foi espancado a golpes de porrete por um estudante da 8ª série, de 16 anos, na manhã de segunda-feira.

Por causa dos ferimentos nas costas, braço esquerdo, orelha direita e cabeça, o menino vomitou e sofreu tonturas por mais de quatro horas. Na terça, ele fez exame de corpo de delito no Instituto Médico-Legal (IML). O suspeito das agressões vai depor nesta quarta na 30ª Delegacia de Polícia (Marechal Hermes), onde o caso foi registrado como lesão corporal. A pancadaria ocorreu a 150 m do colégio.

"Se as pessoas não interferem e tomam o porrete, acho que meu filho teria morrido ali", afirmou o pai do menino. "Enquanto um batia, outros quatro mandavam ele bater ainda mais", revelou a vítima. "Eles vieram por trás, puxaram minha mochila, por isso empurrei ele para me soltar. Foi quando ele pegou o porrete."

Conforme relatos, desde que entrou para a escola, em fevereiro, o menino sofre por ser um dos calouros. Há dois meses, o pai pediu à direção que o transferisse para o turno da manhã. "Briguei com um garoto que não parava de dar tapa no meu rosto", disse o menino. "Cercamos ele de carinho, por isso não admitimos que seja vítima de violência, ainda mais no ambiente escolar", afirmou a mãe, que tem outros três filhos.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que o fato ocorreu fora das dependências da escola. "Ao tomar conhecimento do ocorrido, a direção encaminhou os estudantes de volta à escola e convocou os responsáveis para reunião. O aluno do 8º ano, acusado de agressão, mora com a avó e, de acordo com ela, será providenciada a sua transferência, pois ele voltou a viver com os pais na cidade de Araruama."

Escola deve prevenir o bullying
O pediatra Lauro Monteiro Filho, especialista em bullying, disse que o problema deve ser prevenido e combatido pela escola. "Prevenir e combater o bullying é responsabilidade de toda a instituição e envolve funcionários, professores, diretoria, alunos e pais".

O médico também aconselha sobre como enfrentar este drama recorrente. "Não se resolve o bullying escolar na polícia ou na Justiça, que são as últimas instâncias a serem procuradas, se todo o resto falhou".

No Rio de Janeiro, o combate ao bullying está previsto na lei 5.089, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes em outubro de 2009. O texto destaca que as unidades de ensino devem incluir ações antibullying nos projetos pedagógicos.

Fonte: noticias.terra.com.br

A ameaça do bullying na escola

no

Há duas semanas uma professora de uma escola de Brasília foi presa acusada de amarrar e amordaçar um estudante hiperativo de 5 anos para “acalmá-lo”. Em março, um caso semelhante ocorreu em Curitiba, mas não ganhou as páginas dos jornais. Um garoto adotado aos 6 anos foi diagnosticado como hiperativo aos 12 e por isso ele se cansa de ficar em sala de aula durante muito tempo. Na ocasião, começou a dizer à mãe que não queria ir mais para a escola. Quando ela conseguia convencê-lo, o menino chegava atrasado. Um dia a professora o levou para a direção devido ao atraso. Ameaçaram chamar o Conselho Tutelar e disseram que eles iriam tirá-lo da mãe dele. Ele ficou apavorado com a iminente ameaça. “Meu filho foi adotado aos 6 anos, antes disso, viveu em abrigos, sabe muito bem como funciona o Conselho Tutelar. Foi uma ameaça muito pesada”, conta a mãe. Depois de sofrer bullying (intimidação em inglês), o aluno se recusou a voltar à escola. Hoje ele estuda em outra instituição e recebe assistência psicológica.

Ambas histórias retratam um novo tipo de bullying, o dos professores em relação aos estudantes “problemáticos”, que sofrem de algum tipo de distúrbio. “O aluno com hiperatividade, por exemplo, é colocado dentro da sala de aula, começa a tumultuar e o professor não sabe como lidar. Ele não está capacitado para conduzir essa situação e acaba entrando numa competição para medir forças”, explica a psicopedagoga e presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Quézia Bombonatto.

Segundo ela, tanto o aluno como o professor são vítimas dessa situação. “Na escola pública o aluno não valoriza o professor. Chegamos ao ponto de que é necessário, muitas vezes, ter a interferência mesmo do Conselho Tutelar e da Ronda (polícia escolar).”

O psiquiatra Bruno Mendonça Coêlho afirma que muitos professores têm dificuldade em identificar crianças com distúrbios e isso acontece, principalmente, pelo excesso de alunos em sala de aula e pela falta de formação do professor. “Além da dificuldade em identificar uma criança com problema, existe o preconceito dos próprios pais, que se negam a aceitar que seu filho tem uma doença”, explica Coelho.

E os casos não são poucos. Segundo o psiquiatra, cerca de 40% das crianças que buscam tratamento são diagnosticadas com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). “A dica é ficar atento a qualquer mudança no comportamento das crianças, o que pode indicar que existe algum problema”.

A professora Maria Lúcia Pinto Benites Chaves ministra aulas em uma escola municipal de Pompeia, interior de São Paulo, e sabe muito bem o que é viver essa situação. “Tenho um aluno de 8 anos de idade hiperativo e extremamente agressivo. Ele agride verbalmente tanto eu como os colegas. Fico de mãos atadas, sem saber o que fazer. Não estamos preparados para lidar com uma situação como essa”, conta Maria Lúcia.

A professora afirma que nunca revidou as grosserias do aluno e que sempre tenta tratá-lo com carinho, o que não adianta, já que ele não permite a aproximação. “O ideal seria desenvolver um trabalho individual com essa criança. Gostaria muito de poder voltar a estudar e saber lidar com essa situação, mas por falta de recursos financeiros isso não é possível”, fala Maria Lúcia.

Uma situação completamente diferente acontece com a professora Karina Esteves, que dá aulas em uma escola particular de São Paulo. Na sala de aula, o número de alunos é reduzido o que acaba facilitando a identificação de algum aluno com distúrbios psicológicos. “A gente percebe quando existe algum problema e aí o seguinte passo é conversar com os pais dessa criança e solicitar apoio médico e da própria escola, o que sempre funcionou”, conta.

MEDIDAS – Em meio a esse turbilhão de emoções vividas por alunos e professores, medidas simples podem ajudar a resolver a situação durante as aulas. A psicóloga Rafaela Gualdi explica que a participação dos pais é fundamental. “Eles devem estimular a criança a contar como foi o seu dia na escola e buscar serem parceiros da instituição”. Para ela, o papel do professor também é de extrema importância, já que é ele quem passa boa parte do tempo com a criança. “Ele precisa buscar estreitar os laços com o aluno e respeitá-lo para ser respeitado, sempre com muito carinho”, diz.

O norte-americano especialista em prevenção e repressão ao bullying e autor do livro “Proteja seu filho do Bullying” (Editora BestSeller), Allan L. Beane concorda com a psicóloga. “Professores e todos os funcionários das escolas devem se basear na seguinte regra de ouro: tratem os outros da maneira como gostariam de ser tratados.”

Fonte: A Tribuna, Mato Grosso

sábado, 3 de julho de 2010

"Os pais têm de ser pais, não amigos", opina juíza sobre caso de bullying em Carazinho

Vera Deboni acredita que os responsáveis não podem ter medo de impor limites aos filhos

Se os pais fossem mais rígidos e controlassem as atitudes de seus filhos, um fato ocorrido em Carazinho teria sido freado desde seu início. Esta é a opinião da juíza Vera Deboni, da Vara da Infância e Juventude em Porto Alegre, sobre um caso de bullying ocorrido no município do norte do Estado.

A 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul condenou a mãe de um jovem de Carazinho a pagar indenização de R$ 5 mil por danos morais. O filho dela criou um site com a finalidade de ofender um colega de classe. Segundo o Tribunal de Justiça do RS, o ato caracterizou-se por bullying.

Segundo Vera, os responsáveis não podem ter medo de impor limites aos filhos e lembra da "responsabilidade objetiva" dos pais na questão jurídica.

— Eles respondem em questões indenizatórias pelos filhos — diz a juíza.

— A fronteira entre uma brincadeira e um dano moral é tênue. Quando que se transforma em dano? Quando a situação vira constrangimento — aponta Vera.

Em Carazinho, foram feitas montagens fotográficas nas quais o autor da ação aparece ora com chifres, ora com o rosto ligado a um corpo de mulher. Segundo ele, após muita insistência e denúncias por mais de um mês, o provedor cancelou o fotolog. O adolescente também recebia e-mails com conteúdo ofensivo.

Os fatos ocorreram enquanto o autor da ação ainda era adolescente e, segundo ele, foram muito prejudiciais, havendo necessidade de recorrer a auxílio psicológico.

— Os pais têm de ser pais, não (da turma de) amigos. Eles acreditam que têm de respeitar a individualidade do filho, mas não. Eles têm papeis claros, papel de limitador — explica a juíza, lembrando da recomendação que faz aos responsáveis nos casos em que julga.

— É próprio testar, passar dos limites. O pai e a mãe têm de dizer "chega, aqui não". Senão ele (o filho) vai além — conclui.

Fonte: Zero Hora

quinta-feira, 1 de julho de 2010

RS: governadora sanciona lei que combate bullying em escolas

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), sancionou a Lei 13.474, aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, que prevê políticas públicas contra o bullying nas escolas de ensino básico e de educação infantil, privadas ou do Estado.

A nova lei considera bullying, entre outras coisas, ações repetidas de ameaças e agressões verbais ou físicas; submissão do outro, pela força, à condição humilhante ou constrangedora na presença de outras pessoas; furto, roubo, vandalismo e destruição proposital de bens alheios; insultos ou atribuição de apelidos constrangedores; comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças socioeconômicas, físicas, culturais, políticas, morais, religiosas, etc.

Além disso, o texto define como cyberbullying o envio de mensagens, fotos ou vídeos por meio de computador, celular e afins com conteúdos que resultem em exposição física ou psicológica do aluno, assim como sua postagem em blogs ou sites.

O objetivo da lei é reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições, melhorar o desempenho dos alunos que são agredidos, promover a cidadania e o respeito aos demais; e identificar, em cada instituição, a incidência e a natureza das práticas de bullying.

Para isso, planos locais serão desenvolvidos para a prevenção e o combate às práticas de bullying com capacitação de docentes e equipes pedagógicas para diagnosticar este tipo de comportamento.

As vítimas de bullying e seus familiares terão direito a orientação, apoio técnico e psicológico, para que seja garantida a recuperação da autoestima das vítimas e a minimização dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar.

As ocorrências de bullying serão registradas em histórico mantido atualizado. A lei tem caráter educacional e não prevê punições aos estudantes.

Fonte: Redação Terra

Aprenda a identificar crianças vítimas de bullying

Por Caline Migliato

São Paulo, 1º (AE) - Confira abaixo algumas dicas do norte-americano Allan L. Beane - autor do livro "Proteja seu filho do Bullying" (Editora BestSeller) - para identificar crianças vítimas de bullying, como os professores podem lidar com essa situação e quais são as consequências para os alunos que sofrem esse tipo de problema.

DICAS PARA OS PROFESSORES

- Diminua as distrações, colocando a carteira da criança próxima à sua mesa em um lugar mais calmo

- Siga uma rotina estrita e estabeleça intervalos entre pequenos momentos de trabalho

- Monte um esquema com itens das tarefas que devem ser cumpridas pelo aluno. Isso ajudará a mantê-lo focado

- Frequentemente, peça ao aluno que repita as instruções oralmente

- Ajuste sua expectativa em relação ao aluno com a real possibilidade dele cumprir as tarefas. Muitas vezes, crianças com TDAH não podem cumprir a mesma quantidade de trabalho que os demais

- Concentre-se em lidar apenas com problemas comportamentais sérios para que o aluno não se sinta oprimido

- Monte um esquema com boas maneiras e o relembre sempre sobre manter um bom comportamento

SINTOMAS DAS MUDANÇAS

- Mudança repentina na vontade de ir para a escola

- Mudança repentina nas notas (ficam mais baixas)

- Perda de interesse em atividades realizadas pelo professor

- Ferimentos físicos inexplicáveis, como coceiras e machucados

- Dores de cabeça e estômago frequentes

- Perda de apetite

- Pesadelos

- Mudança repentina no humor (tristeza, depressão, raiva, ansiedade, etc.)

- Perda de autoestima e autoconfiança

- Prática de bullying com outras pessoas

CONSEQUÊNCIAS PARA AS VÍTIMAS DE BULLYING

- O bullying cria uma atmosfera de medo na escola

- Muitas vezes, as vítimas acabam deixando de ir à escola permanentemente

- Impacto negativo na aprendizagem devido às notas baixas

- Excesso de vergonha. Eles se sentem mal por não conseguirem lidar com a situação sozinhos

- Autoflagelação (se cortam ou comem compulsivamente)

- Suicídio

- Estresse pós-traumático

- Vítimas podem fugir de casa quando são maltratadas na escola e em casa

- Se unem a gangues, passam a usar drogas para se sentirem aceitos por algum grupo

- Usam álcool e drogas para escapar da dor criada pelo bullying

- Depressão, ansiedade, compulsão por comida

- Criam problemas sociais. Quando adultos podem maltratar a mulher ou marido, seus filhos e seus animais de estimação. Podem se tornar péssimos chefes e colegas de trabalho. Muitos cometem crimes

SEGUNDA RETRANCA

Concurso incentiva e reconhece projetos voltados à inclusão de alunos com TDAH

Apostando no fato dos professores serem os primeiros a identificar alunos com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em sala de aula e com o intuito de incentivar novas estratégias para minimizar essa dificuldade da criança, a Novartis, com apoio da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA) lança o concurso "Atenção Professor", criado para reconhecer projetos voltados à inclusão de alunos com esse problema.

O concurso tem como tema "Inclusão de alunos com TDAH" e podem participar professores de escolas públicas ou privadas de todo o Brasil. Os projetos podem ser inscritos em três diferentes categorias: Ensino Fundamental (1º ao 4º ano); Ensino Fundamental (5º a 8ª /9º ano) e Ensino Médio. O professor da escola interessada em participar deve acessar o site www.atencaoprofessor.com.br até o dia 31 de julho e preencher o formulário de inscrição.

Ao final, em fevereiro de 2011, será anunciado o melhor projeto de cada categoria. Os três vencedores serão contempladas com um prêmio de R$ 7.000,00 a ser utilizado em benefício da escola e o professor será convidado a participar de um congresso nacional sobre educação. (Por Fabiane Bernardi/AE)

Alunos do Colégio Atena debatem sobre Bullying, semente da violência



Redação de aluna do terceiro ano é reproduzida com exclusividade pela reportagem do Jornal Araxá

A violência nas escolas tem sido tema de debates e dor de cabeça para educadores e pais de alunos, principalmente com o surgimento do bullying (termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo).

Tendo como principal objetivo despertar nos alunos que não se pode considerar normais e sem importâncias as agressões (veladas ou explícitas) gratuitas que causam sofrimento às vítimas, seja na escola ou na sociedade como um todo, o Colégio Atena implementou esse projeto envolvendo os alunos do Ensino Meio. Resultado dos debates e leituras em sala de aula são textos como o da aluna do terceiro ano Jaquelline Marques Rosa, reproduzida com exclusividade pela reportagem do Jornal Araxá. Vale salientar que o trabalho em sala de aula foi desenvolvido pelo professor Daniel.


Segue na integra, o texto de Jaquelline Marques Rosa


BULLYING: UMA ANOMALIA SOCIAL


Atualmente, percebe-se que é cada vez maior a incidência se atos violentos nas escolas, definidos como bulliyng. Isso se deve ao fato de que esse problema é visto com naturalidade pela maioria das pessoas, o que corrobora com o crescimento do mesmo. Mas quais são as causas desses ”atos de valentia” e o que pode ser feito para minimizar essa “anomalia social” ?


Primeiramente, deve-se ressaltar que grande parte dos bullies são do sexo masculino. Durante toda a história da humanidade, a figura do homem está associada a atos de valentia e coragem. Essa relação contribui, indubitavelmente, para a manutenção desse problema.


Outro fato que merece ser citado é a questão familiar. Quase sempre, as pessoas que têm um comportamento violento vêm de uma família desestruturada, em que são comuns cenas de abuso de autoridade e desrespeito.


Deve-se lembrar também que a escola induz constantemente os alunos à violência, mesmo de forma indireta, visto que há uma valorização da competitividade, em que somente os melhores estudantes conquistarão as vagas nas universidades. É a “lei do mais forte” proposta por Darwin, que vigora em nossa sociedade capitalista.


O bullying só será combatido, portanto, se suas “raízes” forem extintas. E isso se faz possível através de uma postura crítica diante da violência, de laços familiares mais saudáveis e da maior valorização do esforço em detrimento da valorização dos resultados dos alunos. Porém, essas medidas devem ser tomadas o mais rápido

possível, ou senão, muitas pessoas ainda serão vítimas dessa “anomalia social”.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Governo sanciona lei que combate bullying em escolas gaúchas

Política antibullying tentará reduzir a violência dentro e fora das instituições e melhorar o desempenho escolar

governadora Yeda Crusius sancionou hoje a lei 13.474, aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, que prevê políticas públicas contra o bullying nas escolas de ensino básico e de educação infantil, privadas ou do Estado, em todo o Rio Grande do Sul.

Com isso, as instituições de ensino desenvolverão a política antibullying. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), na terça-feira.

— Com esta lei estamos agindo fortemente no sentido de dar um basta a este problema social, que tem provocado distúrbios psicossomáticos em crianças vítimas — disse Yeda.

O bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

Pela nova lei, considera-se bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou grupo de indivíduos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidar, agredir fisicamente, isolar, humilhar, ou ambos, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

Confira abaixo gráfico sobre o cyberbullying:




Política antibullying

O texto da proposta lista como práticas de bullying as ações repetidas de ameaças e agressões físicas como bater, socar, chutar, agarrar, empurrar, submissão do outro, pela força, à condição humilhante, furto, roubo, vandalismo e destruição proposital de bens alheios, extorsão e obtenção forçada de favores sexuais, insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes, comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, políticas, morais, religiosas, entre outras, exclusão ou isolamento proposital do outro, pela intriga e disseminação de boatos ou de informações que deponham contra a honra e a boa imagem das pessoas, e envio de mensagens, fotos ou vídeos por meio de computador, celular ou assemelhado, bem como sua postagem em blogs ou sites, cujo conteúdo resulte em sofrimento psicológico a outrem.

Segundo o governo, a política antibullying terá como principal objetivo reduzir a prática de violência dentro e fora das instituições e melhorar o desempenho escolar, promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito aos demais.

Da mesma forma, servirá para orientar as vítimas e seus familiares, oferecendo-lhes apoio técnico e psicológico, de modo a garantir a recuperação da autoestima e a minimização dos eventuais prejuízos em seu desenvolvimento escolar.

Além disso, disseminar conhecimento sobre o fenômeno bullying nos meios de comunicação e nas instituições, entre os responsáveis legais pelas crianças e adolescentes nelas matriculados.

Fonte: site do governo do RS.

Bullying online causa desgaste em escolas americanas

Escolas se deparam com questões complexas sobre como lidar com o cyberbullying

Os pais da menina, com indignação e medo, mostraram ao diretor algumas mensagens de texto: uma dúzia de ameaças chocantes e sexualmente explícitas enviadas a sua filha na noite do sábado do telefone celular de um menino de 12 anos de idade. Ambas as crianças estudam na sexta série da Escola de Ensino Fundamental Benjamin Franklin em Ridgewood, Nova Jersey.

"Ele tem de ser punido", insistiam os pais.

Foto: The New York Times

Diretor Tony Orsini

"Eu disse: 'Isso aconteceu fora da escola, em um fim de semana'", lembrou o diretor Tony Orsini. "Nós não podemos discipliná-lo."

Ele perguntou se os pais do menino haviam sido contatados.

"Isso seria estranho demais", responderam. Os pais ensinam esportes juntos.

"E a polícia?", perguntou Orsini.

Os pais haviam decidido que uma investigação criminal seria prolongada e seu resultado era incerto. Eles queriam uma ação imediata.

Atualmente as escolas se deparam com questões complexas sobre se e como lidar com o cyberbullying, um rótulo impreciso para atividades online que variam de mensagens de textos a websites de assédio em grupo. É difícil quantificar a extensão do fenômeno.

Mas um estudo de 2010 do Centro de Pesquisas de Cyberbullying, um grupo think tank fundado por dois criminalistas que definiram este tipo de bullying como o "dano intencional e repetido" feito por meio de telefones e computadores, determinou que um em cada cinco estudantes do ensino médio é afetado.

Afrontados pela escalada da agressividade dos adolescentes no ciberespaço, muitos pais estão procurando nas escolas justiça, proteção e até mesmo vingança. Mas muitos educadores não se sentem preparados ou não querem agir como promotores e juízes.

Se a resolução de conflitos deve ser da responsabilidade da família, da polícia ou das escolas continua a ser uma questão em aberto, evoluindo junto com as definições do próprio cyberbullying.

No entanto, os administradores que decidem que devem ajudar os seus alunos muitas vezes enfrentam dificuldades pragmáticas e jurídicas.

De acordo com a Liga Anti-Difamação, embora 44 Estados tenham estatutos contra a prática de bullying, menos da metade oferece orientação sobre como as escolas podem intervir em questões envolvendo assédio moral "por meio de comunicações eletrônicas", que ocorre quase sempre fora da escola e mais gravemente nos finais de semana, quando as crianças têm mais tempo livre para socializar online.

Os cyber-detetives

Em abril, o fardo da resolução de tais problemas na Benjamin Franklin se tornou tão pesado que Orsini enviou um email exasperado aos pais que se tornou notícia nacional:

"Não há absolutamente NENHUMA razão para qualquer estudante do ensino médio fazer parte de um site de redes sociais", ele escreveu. Se as crianças foram atacadas por meio de sites ou mensagens de texto, ele acrescentou, "VÁ IMEDIATAMENTE À POLÍCIA!"

Essa não era a resposta que os pais da menina que tinha recebido a mensagem queriam ouvir.

Orsini cedeu. Afinal, os textos eram irritados e obscenos, os pais estavam horrorizados, a menina muito nervosa. "Nós podemos certamente falar com o menino", disse o diretor.

Investigar uma queixa pode ser difícil. O diretor-assistente Greg Wu, Orsini, um orientador, um agente social e um diretor de escola primária se depararam com isso: os alunos haviam "saído juntos" por uma semana, antes da menina romper o relacionamento. Os textos que ela recebeu na noite de sábado eram cada vez mais sarcásticos, gráficos e intimidantes.

Mas as trocas mostradas a Orsini estavam incompletas. Antes de entregar o telefone para seus pais, a menina apagou suas respostas.

O rapaz alegou que ser inocente, dizendo a Wu que havia perdido seu telefone celular no sábado.

O rapaz insistiu que o aparelho caiu quando ele andava de bicicleta à tarde com seu irmão e um amigo, ambos alunos da quinta série.

Além disso, o menino é um fraco aluno em gramática e linguagem, mas as mensagens de texto eram razoavelmente perfeitas. Wu ditou uma sentença básica para o menino escrever. Ela resultou cheia de erros.

Em seguida, um diretor de escola primária falou com os meninos da quinta série separadamente.

Na quinta-feira, Orsini telefonou para os pais da menina com sua conclusão inquietante: o menino nunca enviou as mensagens de texto, o telefone perdido foi encontrado por outra pessoa e usado para enviar as mensagens. Quem as escreveu?

A identidade provavelmente permanecerá desconhecida.

Foto: The New York Times

Escolas se deparam com questões complexas sobre como lidar com o cyberbullying

Desespero do ensino fundamental

Meredith Wearley, orientadora da sétima série da escola Benjamin Franklin, ficou chocada durante a primavera com os dramas criados na web: mensagens de texto que zombavam de "novas melhores" amizades, segredos contados com confiança e, em seguida, publicados no Facebook, meninas e meninos intimidados fazendo retaliações via online.

As meninas entram no seu escritório, deprimidas, chorando, surpresas, traídas. "Uma menina fica brava porque sua amiga é amiga de uma outra menina", disse Wearley.

Estudos mostram que o assédio online pode começar na quarta série. Até o ensino médio, os alunos pré-dispostos à crueldade no ciberespaço se tornam tecnologicamente mais sofisticados, mais capazes de esconder as suas impressões. Mas também é nesse período que os alunos mais velhos podem ser mais resistentes.

"No colegial, os jovens desenvolvem mais autoconfiança, entram para atividades extracurriculares e se concentram no futuro", disse Sameer Hinduja, professor da Universidade Florida Atlantic e autor do livro "Bullying Beyond the Schoolyard" (Bullying para Além do Pátio Escolar, em tradução livre).

Durante o ensino médio, ele disse: "A percepção dos colegas determina em grande parte a sua autoestima. Com a pele em erupção e corpos em mudança, muitos estudantes da sétima série têm dificuldade até mesmo em entrar na escola pela manhã".

As batalhas legais

Decisões em alguns casos de cyberbullying em todo o país dão sinais contrários. Algumas famílias conseguiram processar escolas por não protegerem seus filhos de agressores. Mas quando a Escola Beverly Vista de Beverly Hills, na Califórnia, disciplinou a filha de Evan S. Cohen da oitava série por cyberbullying ele levou a questão ao distrito escolar.

Depois da aula em um dia em maio de 2008, a filha de Cohen, conhecida nos documentos judiciais como JC, gravou as amigas em um café, falando mal e rindo de uma outra menina da oitava série, CC, chamando ela de "feia", "mimada" e "vagabunda".

J.C. postou o vídeo no YouTube. No dia seguinte, a escola a suspendeu por dois dias.

''O que me irritou ", disse Cohen, advogado da indústria sonora em Los Angeles, "é que essas pessoas suspenderam a minha filha por algo que aconteceu fora da escola". Em nome de sua filha, ele processou.

Em novembro passado, o juiz Stephen V. Wilson da Corte Distrital analisou se o vídeo tinha ligação com a escola. Em sua decisão legal, ele determinou que a punição poderia valer se o vídeo feito por JC tivesse causado grandes transtornos na escola. Mas o juiz Wilson decidiu em favor da jovem cinegrafista porque os problemas foram mínimos: os administradores lidaram com o assunto em silêncio e antes do recreio.

O distrito teve de pagar os custos de JC e honorários de seus advogados.

A Suprema Corte ainda não abordou o discurso dos estudantes online. Juízes de primeira instância em alguns distritos têm ficado do lado das escolas que têm disciplinado alunos por publicar vídeos ameaçadores sobre os educadores de seus computadores de casa.

Cuber-sábios

Que diferença alguns anos podem fazer na vida de um adolescente? No início deste mês, um grupo de meninas orgulhosas da oitava série da escola Benjamin Franklin entrou nas salas da sexta série. Centímetros mais altas do que os alunos de 12 anos de idade, elas irradiavam exuberância quando mexiam em seus longos cabelos. Elas queriam oferecer conselhos sobre os sites de redes sociais e o cyberbullying.

''Quantos de vocês discutiram a carta Orsini com seus pais", perguntou Annie Thurston, uma das estudantes da oitava série, referindo-se às advertências feitas sobre a atividade online. Pelo menos uma dúzia de alunos ergueu as mãos.

Em abril, uma mãe alertou Orsini sobre o FormSpring, um site em que os comentários podem ser enviados anonimamente para caixas de entrada de email e publicados a critério do recipiente. Muitos adultos parecem confundir o motivo pelo qual as meninas, em particular, optam por publicar perguntas atravessadas - algumas adolescentes dizem que fazem isso para retrucar contra meninas mais duras.

O diretor encontrou os nomes de alguns alunos da Benjamin Franklin no FormSpring. Orsini relatou depois que não conseguiria pronunciar nem mesmo uma versão higienizada das obscenidades que leu. Sua face ficou vermelha, lágrimas encheram seus olhos.

Aquilo o levou a escrever o email aos pais, no qual ele disse que nenhum estudante do ensino médio precisa estar em sites de redes sociais. Muitos pais concordaram. Mas outros disseram que as escolas e as famílias devem se esforçar mais para ensinar os alunos a responsabilidade digital.

As meninas da oitava série acham que Orsini tem razão: os alunos mais novos não devem estar no Facebook. Elas fizeram perguntas aos alunos da sexta série, quase todos eles disseram que têm telefones celulares. "Os seu pais leem suas mensagens de textos", perguntaram.

Apenas algumas mãos foram levantadas.

''Minha mãe continua ameaçando comprar um software para que possa monitorá-los", disse um rapaz, dando os ombros. "Mas ela nunca chega a isso."

Que impacto teve carta Orsini?

''Eu menti para meus pais", disse outro garoto. "Eu lhes disse que desativei minha página do Facebook. Mas, em dois dias, comecei de novo."

* Por Jan Hoffman

Fonte: IG