terça-feira, 5 de julho de 2016

Criança vítima de bullying retirada da escola para trabalhar com o pai



Decisão tomada depois das denúncias de abusos por parte dos colegas do menino por causa da sua dislexia. Agora o pequeno vai para o escritório com o pai e continua a aprender, mas de forma informal

Educação. [Fotos: Lusa]


Educação






Um homem retirou o filho de nove anos da escola, por sofrer de bullying devido à sua dislexia, e agora leva-o para o escritório para a criança continuar a aprender.
Lee Cooke vive em Wolverhampton, em Inglaterra, e a sua história está a tornar-se viral na Internet. O homem tem um filho de nove anos, que sofre de dislexia e era vítima de abusos e perseguição por parte dos colegas de escola.
Para pôr fim ao bullying que ofilho sofria, Lee Cooke decidiu retirá-lo da instituição e começou a levá-lo para a imobiliária que dirige, onde, entre outras tarefas, o rapaz aprende a atender telefonemas e matemática.
Numa publicação na internet com milhares de gostos e comentários, Lee Cooke explicou a sua decisão e aponta responsabilidades à falta de proteção que o filho tinha por parte dos diretores da escola.
“Hoje aprendemos matemática, tecnologias da informação e comunicação (TIC) e atendemos telefonemas. Hoje o meu menino sorri e eu também”, lê-se na publicação de Lee Cooke divulgada pelo Daily Mail.
Mas o testemunho deste pai também tem contornos críticos aos antigos colegas e professores do filho: “Espero que isto sirva aos valentões e professores para verem que ter dislexia não significa ser gozado e ignorado por aqueles professores que deviam estar lá a protegê-lo”.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Eu venci o bullying e você pode também

Maria Eugênia

MARIA EUGÊNIA



A história do pequeno Don, o morador de São Sebastião de apenas 4 anos que cortou os cabelos para não ser mais chamado de menina pelos colegas de escola, me tocou. Me lembrei do início da minha adolescência. Baixinha, gordinha, com sardas, cabelos crespos E ainda usava óculos! Difícil não ser alvo de bullying.

Foram tempos complicados de vencer. Os ataques e o preconceito transformaram a risonha e espontânea menina em uma jovem tímida e solitária.  Passei anos trancada no quarto, conversando com diários. A vitrola era a minha melhor amiga…. Ao som dos LPs, cantava e dançava sobre o piso de sinteco para espantar tanta tristeza.
Meus pais não enxergavam o que se passava comigo. Não os culpo. Estavam mais preocupados no sustento da família. Naquela época não se falava em bullying. As escolas não tratavam do assunto, muito menos os veículos de comunicação, embora a violência psicológica intencional já existisse. Tão dolorosa e cruel como se mostra nos dias de hoje.
Não existia internet naquela época. Era difícil compartilhar o problema. Me refugiava em livros. E neles, aos poucos, descobri que não havia nada de errado comigo. As histórias que lia me transformaram novamente. Os livros abriram meus olhos para o mundo. Me deram argumentos, atitude, conhecimento.
Também aos poucos fui saindo da concha. Foi um processo lento, superado por amigos que começaram a admirar o que eu havia me tornado. O estranho é que eu continuava a mesma: baixinha, gordinha, com sardas, cabelos crespos cacheados e usava óculos.
Porque somos assim, afinal. Temos defeitos. E não são poucos. Mas temos muitas coisas boas, sim, senhor!
Narigudas, esqueléticas, gordas, altas demais, baixinhas, sardentas, corcundas, cabelos pixaim, homossexuais, negras… Nada disso deve se sobrepor a valores como honestidade, cumplicidade, amizade, responsabilidade, confiança, verdade…  Todos merecem respeito pelo que são por dentro e por fora, desde que joguem no time do bem. Isso é o que importa. Pelo menos para mim.
E foi assim que ajudei meus filhos a enfrentarem o preconceito quando foram vítimas dele. Matheus tinha uns 10 ou 12 anos. Me lembro que o menino alegre, de repente, se fechou. Depois de muita conversa descobri que entrou na mira de alguns colegas por ser o mais baixinho da turma. Foram meses de conversa até que ele entendesse que aqueles que o afastaram por causa do tamanho dele não mereciam uma lágrima sequer.
Mais tarde foi a vez de Laura. Uns quilinhos a mais foram suficientes para torná-la alvo de bullying. O efeito foi devastador. De um extremo a outro, beirou a anorexia. Dona de uma personalidade forte, está superando o trauma e se abrindo para a vida. Um exemplo!
Confesso que são marcas que ficam para sempre. Algumas coisas você consegue superar, outras você dá um jeito. Das minhas sardas, por exemplo, fiz uma arma de sedução. Ao tamanho pequeno agreguei o charme de um salto agulha e sapatos de fazer inveja. A balança deixou de ser problema quando me esqueci dela. E os cabelos rebeldes são contidos por uma boa escova elétrica. Quando vou à praia, me permito a liberdade total de não domá-los. Porém, não tem a ver com o que os outros acham, mas com o que eu quero! "
Quanto aos óculos, alterno momentos com eles e com lentes de contato. Tenho um arsenal deles em casa. De várias cores, formas e modelos. Um para cada look, para cada momento… Tem épocas em que gosto de usá-los. Tem outras, como agora, que os odeio. Porém, não tem a ver com o que os outros acham, mas com o que eu quero!
O pequeno Don cortou o cabelo. Tenho certeza que daqui a um tempo se sentirá confiante para deixá-lo crescer novamente. Ou quem sabe vai preferir ficar com ele curto mesmo. Do jeito que se senti melhor.
Superar o bullying é um caminho tortuoso. Não existem conselhos. Apenas troca de experiência. Cada um deve encontrar a forma melhor de enfrentar o preconceito. Pelo que vivi, só posso dizer que existem muitas ladeiras a vencer. Mas pra toda subida, há uma descida logo adiante. E é isso o que importa.

domingo, 3 de julho de 2016

Fernanda D'avila diz que sofreu bullying na infância

Por: Victória Xavier  | Foto: Divulgação / MF Assessoria 

Fernanda D'avila já foi rejeitada na adolescência por ser magra e sem curvas. Pioneira como referência fitness, a modelo e apresentadora admite ter sofrido bullying em sua época de escola e diz que às vezes nem acredita ser referência mundial.
Aos 30 anos, Fernanda é a estrela da nova campanha da grife Having Fun e posou para um ensaio em que mostrou muita juventude.
"Me sinto muito mais bonita aos 30 anos. Não tenho boas recordações dos meus 15 anos, não aceitava ser magra e tinha vergonha de usarroupas que mostrassem minhas pernas finas", disse a bailarina.
Fernanda D'avila se inspira na milenar frase do filósofo grego Aristóteles e a usa como exemplo em seu estilo de vida.
"Hoje sou referência para muitas mulheres de todas as idades. É muito gratificante e inacreditável, pois nunca imaginei ajudar tantas pessoas com minha evolução. Acho que o medo me tornou uma pessoa muito firme e decidida. Levei muitos "não", porém conquistei os "sim" que queria. Como diz a famosa frase de Aristóteles: 'Nós somos o que fazemos todos os dias. Deste modo, a excelência não é um ato, mas um hábito'", filosofou a morena, que diz ter usado os obstáculos que a vida lhe apresentou como mola propulsora para alcançar seus objetivos: "As experiências negativas, nos trazem força e decisões para a vida inteira. Estou realizada no em minha vida profissional atuando com grandes marcas nacionais e internacionais."

Bullying: docente fala discurso do Estado

Comércio de Jhau

A professora Mariana Cristina Justulin, 29 anos, acredita que seu caso é uma demonstração da contradição entre o discurso e a prática do governo estadual.
Para ela, houve preconceito em relação ao seu estado de saúde. “Ao mesmo momento em que ele (Estado) põe o assunto bullying para ser trabalhado na sala de aula, ele mesmo o pratica”, comenta Mariana.
Outra eventual contradição é que na época em que prestou concurso ela lecionava na rede estadual em Bariri pela categoria O (docentes temporários).
Em 2014, quando foi chamada para assumir o cargo de professora na rede estadual, a docente foi à atribuição e escolheu o cargo em Boraceia. Apresentou todos os exames requisitados no edital.
Em junho de 2014 foi publicado na Imprensa Oficial do Estado que ela não estava apta a assumir o cargo. Solicitou reconsideração da perícia e foi a São Paulo fazer o exame.
“O Estado mencionou que eu poderia ficar doente ao longo da minha profissão”, diz Mariana “Qualquer um pode ficar doente ao longo do exercício da profissão. O fato de estar acima do peso não é uma doença crônica como o Estado acusou.”
A docente conta que quer dar aulas e que o tem direito ao cargo na rede estadual. Ainda pensa se efetivamente irá querer atuar como professora do Estado.
Atualmente ela é efetiva na prefeitura de Boraceia e trabalha em Bariri como eventual (contrato). A dedicação à sala de aula ocorre nos períodos da manhã, tarde e noite. (ACM e AZ)

Bullies, vítimas e testemunhas

São estes os três ‘grupos’ que compõem qualquer situação de bullying. O que os caracteriza, como são diferentes e o que têm em comum.

ACTIVA

Por  CATARINA FONSECA 
O que é que um bully, a sua vítima e as testemunhas que os observam têm em comum? Respondemos já à pergunta: todos vivem num mundo onde ainda se endeusa a violência. E todos estão em sofrimento. Parece básico? Pedimos à psicóloga Rita Xarepe que nos ‘descodificasse’ o mundo da agressão: que não é só infantil.
O BULLY | “Para algumas crianças, a violência é a forma mais simples de resolver um problema”, explica Rita Xarepe. Ensina-se a cooperação e a empatia? “Claro que se ensina. O problema é que não se ensina só por palavras. Se falamos com um agressor de forma agressiva, como é que eles vão aprender a não fazer o mesmo? Temos de entrar em sintonia com o sofrimento deles. Porque um agressor também pode estar em sofrimento. Por isso temos de conversar com estas crianças sabendo colocar-nos no lugar delas, e mostrar que não estamos a julgar mas a tentar compreender.”
A violência é usada… porque funciona. “Pode ser alguém que está a reagir a um ambiente agressivo e aquela é a única maneira de o fazer porque sente que não tem recursos. A forma que todos nós temos de resolver os problemas é sempre a mais fácil e a que dá mais resultado. E a violência dá resultado. Portanto, se uma coisa resulta, vamos usá-la, porque é onde nos sentimos mais eficazes. Não vamos escolher outra que não sabemos pôr em prática ou sequer se funciona.”
Além disso, a violência é uma lição constantemente reforçada: nós raramente somos solidários no ‘mundo dos adultos’. “Olhe a situação dos refugiados. E isto é só um exemplo. Portanto, a dificuldade é convencer-nos a nós próprios daquilo que pregamos, porque há bullies de todas as idades, não é um exclusivo infantil. Em muitos empregos existem estas situações, mas no mundo dos adultos não se fala nisto, porque temos vergonha. É mais fácil falar das crianças, é mais mediático e visível.”
A VÍTIMA | “As vítimas reagem com fragilidade porque muitas vezes são mesmo mais frágeis”, explica Rita. “Ou diferentes. Qualquer diferença serve. Se aliam a isso uma baixa autoestima, está criado o ambiente ideal. Há crianças fisicamente frágeis que não se veem como tal, porque por exemplo são boas a jogar futebol.” Importante: ninguém tem ‘culpa’ de ser vítima. “Se se vive num sistema que acolhe e valoriza as diferenças, estas situações de bullying não acontecem tanto. Mas se um rapaz que gosta de cor-de-rosa é posto de lado pela nossa sociedade, como queremos que as crianças o aceitem?”
AS TESTEMUNHAS | “Não se pode estar à espera que uma testemunha se ponha em risco para defender um colega”, defende Rita. “Não se pode exigir a uma criança que seja um herói, e mesmo assim eles existem. O que não é justo é que estas situações sejam postas nos ombros das crianças, que são demasiado pequenas para lidar com assuntos tão complexos. Uma testemunha não fará nada se sentir que não está protegida, que tem de se aliar aos mais fortes. Por isso temos de criar um sistema a favor da amizade, e não contra o bullying. É mais fácil e efetivo trabalhar na prevenção. Depois, já as coisas aconteceram e deixaram marcas.”
O QUE PODEMOS FAZER
“Tem sempre que ser a escola a organizar-se para resolver e prevenir estas situações”, defende Rita Xarepe. “Tem de se criar um ambiente em que os mais novos ou mais fracos sejam bem acolhidos, com projetos e atividades específicas, criando um sistema de madrinhas e tutores, por exemplo, e criar redes entre alunos e professores, não só para situações de emergência, mas para o dia a dia. Temos de ter recreios sem medo, com ambientes solidários e de entreajuda, e em que isso não sejam só palavras bonitas.” Para que bullies, vítimas e testemunhas não sejam deixados à sua sorte.

Saradona do MMA sofria bullying e bomba na web maquiada e com sensualidade

Do UOL, em São Paulo
Gabi Garcia é uma referência do jiu-jitsu, um exemplo de superação e também uma atleta que foi de vítima de bullying a referência para outras mulheres. Hoje dando seus primeiros passos no MMA, a campeã mundial de jiu-jitsu não é só força: valoriza cada vez mais seu lado feminino e atrai fãs por causa disso.
Atualmente, Gabi tem mais de 300 mil seguidores nas principais redes sociais. E eles adoram não só as conquistas dela nas lutas, mas também seu perfil fora de combate. As fotos em que Gabi aparece maquiada, com vestidos longos ou simplesmente numa pose mais sensual fazem tão ou mais sucesso que as poses sérias de uma lutadora.
São centenas de elogios em suas fotos. Os fãs valorizam a beleza da lutadora e a colocam como um exemplo de mulher que enfrentou obstáculos na vida antes de alcançar seus objetivos - a morte do irmão no tatame e os 16 anos de espera até a conquistar seu primeiro título são duas dessas dificuldades.
Hoje, Gabi é dez vezes campeã mundial de jiu-jitsu e começou sua trajetória no MMA com duas vitórias em duas lutas. Virou uma referência para muita gente.
Mas nem sempre foi assim. A gaúcha de 30 anos e 1,98m costuma dizer que se acostumou a ser vítima de bullying na infância por ser maior que os amigos. "Sempre encarei bem, nunca tive problema com o meu tamanho e o esporte me ajudou a aceitar isso, mas crianças são terríveis, então me provocavam e eu batia nelas", contou ela ao UOL Esporte em 2013.
Ainda na adolescência, Gabi decidiu fazer uma cirurgia estética e colocou próteses de silicone nos seios. Cerca de dez anos depois, trocou as próteses por culpa de um deslocamento e pelo prazo. Ao mesmo tempo, no entanto, descuidou-se da forma física. Foi justamente a vontade de entrar no MMA que a motivou a se recuperar.
A gaúcha diz ter perdido 60kg nos fortes treinos que começou nos Estados Unidos. O boxe entrou na sua vida como preparação para o MMA. Gabi continua forte como antes e tem o famoso corpo sarado, exibindo uma coleção de músculos muito bem definidos.
A estreia dela no MMA aconteceu no fim de 2015, no Rizin FF, organização japonesa da modalidade. E foi com uma vitória por nocaute logo no primeiro round. Em abril deste ano, novo desafio e mais um triunfo, novamente no ringue do Rizin FF. Os resultados a deixaram nos holofotes também dos japoneses. A fama de Gabi se espalhou pelo mundo. E o lado feminino que ela sempre tentou ressaltar faz mais sucesso do que nunca.

Raiva na infância desafia os pais na arte de educar

Sentimento negativo nas crianças é normal, mas é preciso haver limites


É possível trabalhar a raiva de forma positiva, diz Tania Paris
Em uma ilha ocupada por muitos pássaros que não podem voar, mas que mesmo assim transmitem alegria por onde passam, a personalidade irritada de Red se destaca no meio do bando. A narrativa da animação “Angry Birds: O Filme”, em cartaz em alguns cinemas do país, aborda um problema comum, mas difícil de lidar, principalmente na infância: a raiva.

Esse é o tipo de sentimento que, segundo a presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (Asec), Tania Paris, é detectado quando a criança acha que teve uma perda. “E não adianta dizer para ela (criança) não sentir aquilo. Isso não ajuda em nada”, diz.

Por isso, é também muito comum confundir o comportamento com o sentimento. Por exemplo, a diferença entre birra e raiva. “O comportamento veio por causa do sentimento. Se a criança se joga no chão e faz manha, isso é comportamento”, diz Tania.

Para que os pais consigam ajudar os filhos, é fundamental entender os motivos do sentimento da criança e o que ela está vivendo. “Se os pais se fixarem só no comportamento, a tendência é que eles possam reprimir (a criança), mas, para ajudar, é preciso identificar a origem”, diz.

No filme, é mostrado que a origem da raiva de Red está no bullying sofrido na escola, e, então, ele decidiu se excluir. Mal-humorado, o pássaro com problemas de temperamento, depois de se envolver em uma briga, é obrigado a frequentar um grupo de terapia para controlar a raiva.

Autora de dois livros sobre bullying, a psicóloga Maria Tereza Maldonado explica que uma parte dos autores de bullying já sofreram agressões anteriormente. “Existe o raciocínio de vingança. Se já fui uma vítima, agora eu vou fazer vítimas”, observa. Nesse caso, a prevenção passa pela construção de um programa eficiente de prevenção do bullying em escolas, segundo Maria Tereza.

Intervenção. Explicar que é natural a raiva, mas não aquilo que se faz a partir do sentimento, é fundamental para os pais conseguirem evitar a agressividade nas crianças. E o autocontrole, segundo Tania, é algo que ninguém nasce sabendo. Ou seja, pode ser ensinado.

“Para educarmos as crianças para lidar com esse sentimento negativo, o melhor momento é fora do episódio de raiva. A conversa deve ajudar a criança a se instrumentalizar para lidar com aquilo para que, no momento de raiva, os pais possam lembrá-la da conversa anterior”, diz.

Os ensinamentos de autocontrole podem começar desde cedo, a partir de 1 ano. Sugerir opções de relaxamento, como respirar fundo ou fazer algo que envolva esforço físico, é uma alternativa. Antes de tudo, porém, Tania lembra que é preciso ser um “bom modelo”. “Copiar o comportamento é muito comum.
Se o pai está irritado e bate no filho, não tenha dúvida de que ele está ‘ensinando’ o filho a bater no outro”, explica.
Minientrevista
Maria Tereza Maldonado, Psicóloga

A maioria dos casos de bullying é motivada pela raiva? O autor de bullying sente raiva dos colegas e os ataca porque fizeram algo de que ele não gostou, tem que se vingar, são várias motivações. Outra questão é a necessidade de poder, ou seja, eu quero que várias pessoas tenham medo de mim, fiquem submissas. Então, muitas vezes o autor tem necessidade de exercer a liderança de forma opressora.

Como agir? Todos nós sentimos raiva, porém muitas crianças e até adultos não conseguem aprender maneiras aceitáveis de manifestar a raiva. Com essa dificuldade, muitos a expressam de forma agressiva, impulsiva, dizem tudo o que querem e sem pensar. As pessoas têm que aprender a tomar conta da raiva em vez de deixar a raiva tomar conta delas.

Quais seriam essas opções? Pode ser por meio de bases terapêuticas, ou com círculos restaurativos em escolas, ou seja, conversas entre pessoas que praticam e sofrem bullying para melhorar a qualidade dos relacionamentos por meio da reflexão e do aumento da empatia. (LM)

Bullying de pai contra filha faz sucesso na internet



Pai faz sucesso nas redes sociais ao parodiar selfies da filha adolescente (Foto:  @CassandraOlay/Twitter)
Pai faz sucesso nas redes sociais ao parodiar selfies da filha adolescente (Foto: @CassandraOlay/Twitter)
Um pai americano está fazendo sucesso na internet depois que postou fotos parodiando os selfies da filha adolescente. Ele chega ao requinte de “imitar” as tatuagens da filha

A jovem Cassie Martin resolveu “entrar na brincadeira” e postar as fotos originais e as paródias lado a lado, afirmando que seu pai “faz bullying com ela”, e as imagens tiveram milhares de likes


Pai faz sucesso nas redes sociais ao parodiar selfies da filha adolescente (Foto:  @CassandraOlay/Twitter)
Pai faz sucesso nas redes sociais ao parodiar selfies da filha adolescente (Foto: @CassandraOlay/Twitter)
Do G1

Mãe faz desenhos em protetor ocular do filho para evitar 'bullying

G1


Foto: Reprodução TV TEM
Mãe faz desenhos em protetor ocular do filho para evitar 'bullying'
A dona de casa Tamiris Francieli Alves de Oliveira, de 25 anos, conta que o filho tinha dores de cabeça constantes, por isso o levou a um oftalmopediatra. Como ela é portadora de uma alta miopia, suspeitou que ele poderia ter o mesmo problema. O menino foi diagnosticado com ambliopia, um problema na visão caracterizado como uma falha no desenvolvimento neuro-visual.

O oftalmologista Ronald Broner explica que é como se um olho fosse mais preguiçoso que o outro. Para resolver a situação, o olho bom precisa ficar tampado para o "preguiçoso" trabalhar.

Quando soube que o filho precisaria usar o protetor ocular, Tamiris diz que ficou preocupada e com receio de o filho ficar chateado na escola caso os amigos zombassem dele. Para evitar um possível "bullying", ela passou a desenhar os tampões com temas de super-heróis, os preferidos de Enzo.

Na escola, ele virou sensação, já que os amigos querem ver e ter os desenhos. Tamiris já confeccionou 160 tampões com canetinha, lápis de cor e grafite. "Muita gente pergunta se é adesivo, eu falo que não, que faço e a pessoa se surpreende", diz.

Tamiris transformou o desespero em passa tempo e desenhar passou a ser uma terapia. "Não vou falar que vou sentir falta dos tampões, porque assim, quero que ele sare logo, mas vou sentir falta de desenhar. Virou uma terapia", conta.

O Enzo gosta tanto do tampão que colocou em todos os bichinhos de pelúcia. De acordo com o oftalmologista, tudo o que a mãe fez valeu a pena porque o tratamento do Enzo está indo muito bem. "Essa ideia que ela teve da adesão ao tratamento foi ótima porque não afeta a parte psicológica da criança, sem sofrer com piadas na escola, na rua", afirma.

Uma das amigas de Enzo, Maria Júlia da Silva, de 4 anos, diz que acha bonito os tampões usados pelo colega de classe. "Eu também queria, mas minha mãe não compra para mim", diz.

Mãe torna-se modelo 'plus size' para apoiar filha vitima de bullying

Mulher decidiu tornar-se modelo de tamanhos grandes para mostrar à filha que é preciso aceitarmo-nos como somos e gostar daquilo que nos distingue dos outros.


MUNDO REINO UNIDO
POR ANDREA PINTO

Depois de ter sido vítima de bullying na escola por causa do seu tom de pele, Jerri Hoath prometeu a si mesma que jamais deixaria que os seus filhos passassem pelo mesmo.

Foi, por isso, com revolta, que descobriu que a sua filha estava a ser vítima de bullying, quando um dia a encontrou no banho a esfregar a pele porque queria ver se conseguia ficar mais clara.
“Ela perguntava-me porque é que a tinha feito daquela maneira e porque lhe tinha dado aquele tom de pele. Foi horrível”, conta a mãe ao The Sun.
Jerri, de 26 anos, decidiu, então, ser modelo para provar à filha que não há problema em sermos diferentes. “Queria mostrar-lhe que não existe apenas um tipo de pessoa bonita”, justifica