sexta-feira, 18 de março de 2011

Gagueira na infância pode influenciar bullying


Uma pesquisa realizada pela Universidade de Purdue, no Estado de Indiana, nos Estados Unidos, constatou que o bullying é mais frequente em crianças com gagueira, um problema de fluência na fala que é muito conhecido. Este problema pode ser originado do impacto emocional que a criança venha a ter.

As terapias ajudam muito no tratamento, mas os efeitos negativos recebidos das provocações na época da escola ainda podem continuar na vida adulta. Os estudiosos afirmam que mesmo depois de adulto, a pessoa ainda pode viver situações constrangedoras criadas pela gagueira na infância e ampliadas pelo bullying.

“É muito comum crianças com gagueira sofrerem preconceito e até mesmo bullying por parte dos colegas de escola, que tiram sarro e o excluem do grupo. As consequências deste tipo de violência com crianças que sofrem de gagueira podem ser muito prejudiciais, elas tendem a se isolar, apresentam baixa autoestima e certo comprometimento no rendimento escolar”, explica a psicóloga e tutora do Portal Educação, Denise Marcon.

Uma boa saída para driblar o problema desde a infância é uma conversa de pais e filhos e cuidadores sobre o bullying, ensinando a lidar com as situações verbais de violência verbal.

Os professores também têm importante papel na conversa com os alunos e, para isso, precisam estar preparados para falar de forma adequada. Vale destacar que a gagueira é um conjunto de fatores emocionais e biológicos e 70% dos casos que ocorrem na idade pré-escolar são superados antes mesmo de terem idade suficiente para entrar na escola.


Fonte: Pantanal News

quarta-feira, 16 de março de 2011

Polícia lança nova cartilha do Batalhão Militar Escolar

Buscando contornar o quadro de violência que, cada vez mais, tem acometido jovens – especialmente os estudantes –, o Batalhão de Polícia Militar Escolar (BPMESC) realiza nesta quinta-feira, dia 17, das 8 às 10 horas, a 14ª reunião com órgãos ligados às escolas estaduais, municipais e particulares, a fim de fortalecer ações de prevenção à violência nas escolas, marcada, nos dias de hoje, pelo uso de armas, agressões físicas, furtos, conflitos e tráfico de drogas, entre outras. A atividade será realizada no Colégio da Polícia Militar – Unidade Vasco dos Reis (Avenida T-48 com a Avenida Mutirão, Setor Oeste).

Na ocasião, será lançando o Projeto Rede de Apoio à Segurança nas Escolas, fazendo apresentação da 8ª edição da cartilha do BPMESC, ao mesmo tempo em que a banda de música da PM-GO e cães adestrados do Batalhão de Choque da Polícia Militar estarão promovendo entretenimento para os alunos da referida escola.

Segundo a assessoria da PM, o projeto Rede de Apoio à Segurança nas Escolas visa inibir a violência nas escolas por meio de ações preventivas. “No ano de 2010, em relação a 2009, tivemos redução de 23% no índice de ocorrências, obtidas principalmente com ações de prevenção, através de programas como o Proerd, de palestras, da intensificação do policiamento e do envolvimento de outros órgãos e da comunidade escolar”, informa.

Segundo a PM, o projeto é fruto de um planejamento conjunto, a partir de reuniões comunitárias realizadas com a participação de pais, alunos e líderes comunitários, além de órgãos e instituições como Secretarias Estadual e Municipal de Educação, rede privada de ensino, Secretaria Estadual de Cidadania, Comurg, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Guarda Municipal, Conselhos Tutelares, Juizado da Infância e Juventude, Ministério Público Estadual, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescentes, entre outros.

Fonte: Goiás Agora

Bullying ganha mais espaço com a Internet e educadores mobilizam-se

Por Mariana Cerigatto
A escola deve ser responsabilizada e combater o Bullying. Essa é a opinião do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp). A discriminação, que é crescente e acontece no ambiente escolar contra os alunos, tem sido mais facilmente disseminada pela Internet.

Esse foi um dos assuntos discutidos entre mantenedores das diversas escolas particulares de Bauru junto ao presidente e vice-presidente do Sieeesp, Benjamin Ribeiro da Silva e José Augusto de Mattos Lourenço, que também é presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep). Membros da entidade estiveram ontem em Bauru e realizaram reunião regional. Cerca de 30 representantes de colégios e escolas privadas de Bauru marcaram presença.

“O Bullying se tornou uma epidemia nas escolas elas têm papel prioritário para combater essa discriminação”, afirmou Silva. Já o vice-presidente do Sieeesp, José Augusto Lourenço, chamou a atenção de um caso que aconteceu em São Paulo, na qual a vítima, um aluno, precisou mudar de escola diante das ridicularizações que sofria. Contudo, os agressores já tinham utilizado a Internet para espalhar as ofensas. “Apesar do caso ter acontecido em uma cidade maior, percebemos que esse tipo de agressão chega a ser mais facilmente disseminada nas escolas do Interior, pois as comunidades são menores”, frisa Lourenço.

Frente a isso, o sindicato orientou os representantes das escolas a não deixar de detectar o problema, pois a escola se torna responsável. “A escola deve documentar sempre a ocorrência dessas agressões”, salientou Lourenço, anunciando um seminário sobre Bullying que acontecerá em São Paulo, em maio, no Colégio São Luiz.

Duda Trevizani, diretor regional do Sieeesp, lembra um caso da agressão ocorrida em Bauru. “Lembro-me de um aluno que estudou na rede Preve Objetivo e foi cursar medicina em outra cidade, após terminar o ensino médio. Ele sofria de paralisia infantil e quando entrou na faculdade foi vítima de brincadeiras que exploravam os defeitos dele”, recorda Duda. No entanto, segundo Duda, o rapaz, diante tantas brincadeiras consideradas ofensivas, resolveu abandonar a faculdade de medicina e se tornou comerciante. “Ao analisar esse episódio, pode-se afirmar que a prática Bullying é capaz de deixar cicatrizes para a vida toda”, afirmou.

Ele frisa que a agressão, geralmente, é praticada pelos alunos, mas não somente. “O pior é quando parte do próprio professor, que acaba fazendo brincadeiras e ofendendo determinado aluno. Assim, os educadores precisam de orientação para dar fim a esse hábito terrível, que, em alguns casos, merece punição”, sublinha Duda.

Os representantes também vão visitar outras cidades do Interior de São Paulo, com intuito de discutir assuntos de interesse das escolas particulares espalhadas pelo Estado.

Fonte: JC Net

terça-feira, 15 de março de 2011

Casal Obama promove campanha anti-bullying

Barack e Michele Obama gravaram um vídeo sobre a importância de prevenir o bullying e sobre como essa é uma responsabilidade de todos. Mas não foi para passar na televisão. Em vez disso puseram-no online no Facebook. O pequeno filme foi gravado durante uma conferência sobre o tema que decorreu na Casa Branca. O presidente dos EUA revelou que ele próprio foi vítima de bullying quando era criança, devido às suas grandes orelhas e ao seu nome, e que isso não o deixou ileso.

O Facebook é de resto usado no âmbito desta iniciativa para pôr em rede pais, professores e alunos a discutir estratégias eficazes de prevenção do bullying. Esta rede social promove a segurança online através comandos de denúncia que podem ser usados quando alguém se sente perseguido ou ofendido na rede. Uma nova ferramenta na prevenção e na discussão onde existe hoje também espaço para novas formas de bullying.

Barack Obama sublinhou que um dos grandes objectivos que todos devemos ter presente é o de acabar com o mito de que o bullying é um ritual de passagem normal que faz parte da infância e do crescimento. Porque não é.

Fonte: TVI24

Bullying pode gerar consequências graves ao desenvolvimento dos alunos

Bullying pode gerar consequências graves ao desenvolvimento dos alunos

BRINCADEIRAS SEM GRAÇA, MANIFESTAÇÕES DE BULLYING PODEM PREJUDICAR O DESENVOLVIMENTO DOS ESTUDANTES

Valdira Velozo

Atos de violência psicológica que ocorrem em forma de brincadeiras, mas que também podem chegar à agressão física, cometidos por alguns estudantes para intimidar outros são problemas enfrentados diariamente por alunos no mundo todo. A simples tarefa de ir à escola para muitos estudantes torna-se algo quase insuportável, quando eles são vítimas de bullying. Nesta terça-feira, o Colégio Puríssimo irá abordar o tema no encontro Bate-papo Família e Escola, que terá palestra com o tema "Aspectos psicológicos e legais do bullying escolar”. A palestra, que ocorrerá às 19h30 no Salão Nobre do colégio, será ministrada pela psicóloga, mestre em Educação Especial e doutoranda em psicologia Ana Carina Stelko Pereira, e pelo Dr. Roberto Pinto dos Santos, promotor de Justiça.

Ana Carina explica que, caso o aluno vítima não obtenha ajuda de adultos ou colegas e se mostre acuado e sem defesa, os autores do bullying podem manter a violência e ir aumentando a frequência e a gravidade das agressões. Ela destaca que, para perceber se o filho é vítima do bullying, é importante estar presente na vida dele, conhecer os interesses e dificuldades, mas promovendo sua autonomia. A psicóloga cita algumas situações que podem ser sinais de bullying: não querer ir à escola, sentir-se mal perto do horário de aula, dizer sentir medo de ir à escola, alterar o rendimento escolar, apresentar hematomas e ter pesadelos frequentes.

Já no caso do filho ser o agressor, Ana Carina destaca que, primeiramente, é preciso admitir que é uma possibilidade seus filhos serem agressivos. “Comumente, os pais se esquivam do problema, minimizando a agressão realizada pelo filho, culpabilizando o aluno que foi vítima ou mesmo a escola”, diz.

Outra situação envolvendo o tema é o cyberbullying, que ocorre por meio de tecnologias virtuais como Internet e celular. A psicóloga destaca que, neste caso, o aluno pode sofrer violência em qualquer lugar e o fato estar disponível na rede a qualquer momento. “Vídeos postados no YouTube com mensagens denegrindo o aluno podem ser vistos em qualquer lugar, momento ou tempo e dificilmente se reconhece a autoria”, observa a psicóloga.

Fonte: Jornal Cidade

MP abre processo para combater bullying

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem


Um procedimento administrativo foi aberto pelo Ministério Público do Estado (MPE) para a implantação de políticas públicas que visem prevenir e controlar a prática de bullying nas instituições de ensino público. Cuiabá ocupa o 18º lugar no ranking das capitais brasileiras que mais registram casos de condutas agressivas nas escolas, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o promotor Miguel Slhessarenko Júnior, a ideia é estimular o combate a qualquer tipo de humilhação, que pode levar a consequências mais graves, como espancamentos ou até a morte. Ontem, ao participar do “I Seminário Bullying na escola: desafios para educadores”, promovido pelo Conselho Estadual de Educação (CEE), Slhessarenko lembrou que atitudes agressivas estão gerando indenizações.

Em um dos casos, a estudante P.S.P, 17 anos, sofreu durante 8 anos agressões verbais e até físicas no ambiente escolar e resolveu buscar seus direitos na Justiça. Só ano passado, a Promotoria da Vara de Infância e Juventude de Cuiabá atendeu seis casos de bullying. Com apoio da Defensoria Pública, a jovem ingressou na Justiça com uma ação para reparar danos psicológicos sofridos. Além de ser chamada de balofa, sardenta, perebenta, Mafalda e X-9, por duas vezes P.S.P. foi agredida fisicamente. A ação que tramita na Justiça pede uma indenização de R$ 50 mil como forma de reparação dos danos morais aos quais a adolescente foi submetida.

O tipo de agressão que mais se efetiva entre os alunos é o de injúria, em que ocorrem tratamentos como “caolho”, “dois olhos”, “perneta” ou “perna-de-pau”, “alemão”, entre outros.

O promotor entende que é papel do gestor prevenir e combater esses tipos de agressões e, em caso de omissão, tanto os pais dos agressores como a instituição de ensino podem se sentar no banco dos réus e responder pelo ato de violência física ou moral.

Ao citar algumas medidas nas esferas estadual e federal, o promotor informou que está em tramitação no Congresso Nacional um projeto de lei que busca criminalizar o bullying como crime contra a honra. “Numa situação mais grave, quando resulta em violência física, a pena prevista é de dois a quatro anos de reclusão”, disse.

Por outro lado, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Gilmar Soares, defendeu que o combate aos comportamentos agressivos exige um conjunto de medidas que vão desde a valorização à formação dos professores. “Faltam condições para que o profissional se dedique e se envolva com os problemas referentes à aprendizagem”, disse, lembrando as duplas ou triplas jornadas dos trabalhadores.

Soares observou ainda que dentro da escola se reproduz o que é vivenciado do lado de fora e aceito pela própria sociedade. Dentro deste contexto, ele citou o reality show “Big Brother Brasil”. “A violência é um fenômeno complexo e afeta a todos. Nos últimos 10 anos, o programa Big Brother mostra pessoas que dizem: eu faço amor com você, te beijo, mas se você atravessar a minha vida, a chance de ganhar dinheiro, eu te elimino”, comentou.

Fonte: Diário de Cuiabá

sexta-feira, 11 de março de 2011

Apeoesp alerta para agressões a professores

Por Rodrigo Salles

De acordo com a Associação dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), cerca de 80% dos educadores da rede pública já sofreram algum tipo de agressão. A pesquisa também revela que 96% dos registros referem-se a agressão verbal. Outros 88,5% descrevem casos de vandalismo.

A presidente do sindicato, Maria Izabel Noronha, afirma que de 10 a 15 professores são assassinados por ano no Estado.

O ambiente insalubre devido à violência na rede estadual ficou em evidência nas últimas semanas, depois do assassinato da professora Joyce Chaddad de Moraes Domingues em frente à escola onde lecionava, em Embu. Joyce era coordenadora pedagógica da unidade e havia retornado ao trabalho depois de cumprir licença-maternidade.

Na opinião de Ademar de Assis Camelo, coordenador regional da Apeoesp, a violência presente no ambiente escolar é reflexo da sociedade onde o sistema de ensino oficial está inserido. “O Estado é omisso e falho no que tange a respeito da segurança dentro da sala de aula”, comenta.

A dirigente Sílvia Regina Spineli Koshikuno, da Diretoria de Ensino de Limeira, acredita que os números da Apeoesp são exagerados. “Felizmente, os casos de agressão na nossa jurisdição são fatos isolados”, comenta.

Contudo, Sílvia afirma que episódios de vandalismo e furto em escolas estaduais têm aumentado bastante.

Questionada se o ambiente insalubre não tem como consequência aumento dos pedidos de afastamento por parte dos professores, a dirigente afirma que a assiduidade dos docentes cresceu nos últimos anos. “Um dos critérios da Secretaria da Educação para o pagamento do bônus anual aos professores é a assiduidade”, explica.

Segundo a Diretoria de Ensino, problemas de voz, como afonia, são a principal causa de pedidos de licença médica entre os professores, seguidos por doenças relacionadas à velhice

Fonte: Jornal Cidade

Psiquiatras lançam obra que estuda adolescência em Florianópolis

Identificar as fronteiras entre comportamentos esperados ou anormais é tarefa difícil e levou os psiquiatras Francisco Baptista Neto e Luiz Carlos Osório a escreverem Adolescentes – o Desafio de entender e conviver, que será lançado no dia 17 de março, em Florianópolis. Os dois são autores também de um grande sucesso da Editora Insular – Aprendendo a conviver com adolescentes.


O comportamento do jovem é realmente complexo. Tanto que os psiquiatras contaram com o apoio de um time de especialistas para escrever capítulos específicos sobre as diferentes questões que compõem este período extremamente difícil que é a passagem da infância para a vida adulta. Trata-se de uma análise aprofundada da formação do indivíduo, abordando patologias no decorrer do processo de crescimento, falando da convivência com a família, sexualidade, relação com colegas, professores e com a instituição da escola, passando por temas contemporâneos como bullying, internet, drogas, transtornos alimentares e escolha profissional.

Apesar da complexidade do assunto, o livro traz uma boa notícia para os pais: há como prevenir a maior parte dos problemas dos filhos. A receita é preservar a qualidade do convívio a partir do nascimento, o que certamente influenciará o comportamento futuro dos filhos nas suas relações íntimas e na forma como vão lidar com as pessoas ao seu redor.

Serviço

O que – Palestra O Psiquiatra e o Adolescente – Quando Medicar, Lourival Baptista Neto e Lançamento do livro Adolescentes – o Desafio de entender e conviver, de Francisco Baptista Neto, Luiz Carlos Osório e colaboradores

Quando – 17 de março, às 19h30min
Local – Spettus – Rodovia SC-401, 3116 (Floripa Shopping)

Facebook cria ferramentas para combater ciberbullying

O Facebook anunciou que vem trabalhando em um conjunto de ferramentas para proteger o usuário de ações de intimidação (bullying) e criar uma “cultura de respeito”, informou o Mashable nesta quinta-feira (10/3).

O anúncio foi feito durante conferência para prevenção de bullying organizada pela Casa Branca em Washington, capital dos Estados Unidos, e que teve a presença do presidente Barack Obama.

“O Facebook defende uma cultura de respeito de várias formas”, afirmou a rede social, em sua página voltada a segurança. “Por exemplo, nós exigimos que as pessoas usem seus nomes e identidades reais, para que possam responder por suas ações.”

Segundo o Facebook, até então os usuários podiam alertar o site diretamente sobre ações de intimidação ou que violassem seus termos de uso. Agora, no entanto, a rede social vai oferecer a opção de enviar uma mensagem particular ao autor do conteúdo ofensivo.

E, se decidir informar diretamente o Facebook, o usuário poderá incluir como referência uma figura de autoridade reconhecida, como pai, mãe ou professor, como contato do informe de incidente.

“É nossa esperança que recursos como esses ajudem não apenas a remover o conteúdo ofensivo, mas também ajudar as pessoas a chegar à raiz do problema. Nós temos testado e melhorado a denúncia social nos últimos meses e em breve ela estará disponível globalmente”, detalhou o site.
Atualmente, a possibilidade de denunciar conteúdo está disponível para fotos e publicações no mural. O site planeja estender a funcionalidade a perfis, grupos, páginas e eventos “em breve”, informou.

O Facebook também vai atualizar seu Centro de Segurança com vídeos educativos e conteúdos de especialistas reconhecidos, além de material que poderá ser baixado e utilizado em debates e discussões.

Países como o Reino Unido também buscam atuar com mais rigor no combate ao bullying. A polícia britânica divulgou no fim de fevereiro que vai atuar de forma mais firme no combate ao ciberbullying, especialmente os praticados em redes sociais. Entre as medidas a serem adotadas estão a notificação do acusado e de sua família.

Fonte: PC World

quarta-feira, 9 de março de 2011

Crianças com gagueira sofrem mais com o bullying

Uma nova pesquisa publicada por uma universidade americana aponta que os eventos de bullying contra crianças gagas impactam mais na sensação de ansiedade do que a própria gagueira – um problema de fluência da fala amplamente conhecido

“Técnicas que ajudam essas crianças a lidar com a gagueira podem não dar conta de todo o problema, pois o impacto emocional pode vir de outras fontes”, explica Willian Murphy, pesquisador da Universidade de Purdue. “Mesmo as crianças que trabalham suas emoções em terapias podem continuar a sentir os efeitos negativos dessas provocações na escola na idade adulta. A habilidade verbal comprometida mesmo depois de velhos pode ter raízes nas situações embaraçosas criadas pela gagueira na infância e amplificadas pelo bullying.”

Murphy também trabalhou com outros dois pesquisadores – Scott Yaruss, da Universidade de Pittsburgh, Robert Quesal e Nina Reardon, da Universidade de Western Illinois – e publicou um livro sobre o tema.

Nos EUA, as escolas são as responsáveis pelas terapias para ensinar as crianças a lidar com a gagueira. “Entretanto, essas crianças podem não receber o melhor tratamento possível e, fora isso, as crianças com níveis de ansiedade mais altos podem não ter sido identificadas adequadamente, pois as terapias são desenhadas para atender a grupos amplos, onde a individualidade muitas vezes pode não estar sendo observada”, diz Murphy.

Nesse ponto, os pais e cuidadores precisam conversar com seus filhos sobre o bullying e ensiná-los a lidar com as situações de violência verbal. Entre as estratégias para lidar com o bullying está ter um grupo de bons amigos que possam auxiliar essas crianças a se sentirem mais protegidas e mesmo se sentarem mais próximos dos professores, para evitar serem alvos de ataques durante a aula.

“Os pais muitas vezes cometem o erro de achar que as crianças devem ignorar os bullyes – indivíduos que cometem o bullying – ou então enfrentá-los fisicamente. As crianças não conseguem ignorar algo que as incomoda. E brigar não resolve o problema da forma mais adequada, além de levar a maiores problemas no futuro”, explica o pesquisador.

Problema não pode ser minimizado

Para o especialista, os professores também precisam estar preparados para falar sobre o assunto de forma adequada, lembrando inclusive que figuras históricas tinham gagueira (incluindo cantores e atores). Mas o problema não pode ser simplificado.

“Todo mundo reconhece a gagueira e a maioria das pessoas acha que sabe como curá-la. Parece fácil, afinal é só ‘a pessoa relaxar’. Mas não é bem assim que a gagueira funciona”, aponta Murphy.

A gagueira é uma combinação complexa de fatores biológicos e emocionais. Ela só pode ser diagnosticada com um maior nível de certeza após praticamente seis meses de acompanhamento. O histórico familiar ainda não é um fator determinante claro, mas sabe-se que meninos desenvolvem mais o problema do que as meninas. E, de acordo com dados americanos, aproximadamente 70% dos casos de gagueira na idade pré-escolar são superados antes das crianças terem idade para entrar na escola. Já com crianças mais velhas e adolescentes, as chances do problema de fluência acompanhá-los até a idade adulta é mais alto.

Fonte: O que eu tenho?/Uol