domingo, 7 de novembro de 2010

Um terço dos estudantes do país é vítima de bullying

Do Jornal da Band

Pelo menos um terço dos estudantes brasileiros é vítima de xingamentos, piadas ou mesmo agressões físicas nas escolas, de acordo com o IBGE.

O bullying tem preocupado pais e até parlamentares no Congresso. Um projeto de combate ao problema está para ser votado no senado. O objetivo é criar uma rede nacional de combate ao bullying, com um telefone 0800 e tratamento psicológico gratuito às vítimas.

Sofrem constantemente com o bullying, 30,8% dos estudantes brasileiros. Segundo um estudo do IBGE, 35,9% dos alunos de escolas particulares reclamam do problema, contra 29,5% nas instituições públicas.

Educar para a PAZ

Se é do broto que se verga o tronco, se a educação vem do berço, significa que desde que nascemos começa a nossa educação.E penso que, em sã consciência, nenhum pai ou mãe, eduque mal o seu filho.

Confúcio disse que “o que afoga as boas sementes não é o mato, mas a negligência do camponês”. Não sejamos negligentes. Não sejamos espectadores do que ocorre a nossa volta. Levantemos do nosso descanso e participemos da luta contra a maldade que tanto machucam nossas crianças, jovens e adultos.

Se acabarmos com a erva daninha e cultivar as boas sementes, sempre haverá um sugestivo amanhã. Para isso acontecer é necessário que tenhamos bons chefes, e a recíproca será verdadeira, uma camaradagem espontânea.

O bullying pode acontecer em qualquer empresa ou ambiente de trabalho, da maior corporação ao menor negócio: hospitais, clínicas, consultórios médicos, escritórios de advocacia, salões de cabeleireiro, spas, academias de ginástica, faculdades ou universidades. Na polícia, nos bombeiros, repartições públicas, e muitos outros lugares, além da escola, são claro. O bully pode ser uma pessoa, um grupo, ou todo um departamento. E deixam para trás um rastro de vítimas.

O bullying no local de trabalho tem sido um problema não falado por anos, chamado de “EPIDEMIA SILENCIOSA”. Comportamento: acusação, crítica, fofoca, assédio, insultos, intimidações, racismo, assédio sexual, homofobia. Os chefes que são bullies podem preparar seus alvos para o fracasso, de muitas maneiras. Entre elas, acusações de que seu desempenho profissional é inadequado. Apenas sugerem, veladamente. São os chamados “santinho/santinha de pau oco”. Criam ambientes de trabalho opressivos, competitivos e cheios de medo. Muitas vezes fazem com que os trabalhadores se voltem uns contra os outros. Às vezes, vários indivíduos, entre eles pode ser um superior, que tenta forçá-lo a mudar de tarefa, ou até mesmo deixar o emprego.

Esse comportamento, chamado MOBBING (ataque em grupo, máfia, gang, quadrilha), intimidam, culpam, distorcem a realidade, são desonestos e/ou criam caos permanente. E os trabalhadores, em ambientes de trabalho desse tipo sentem-se confusos, assustados, ansiosos, culpados, envergonhados, com raiva, e/ou deprimidos. Os bullies de local de trabalho podem gerar destruição por muitos anos, sofrendo pouca ou nenhuma conseqüência por seu comportamento. Às vezes encontram outros empregos, exercendo bullying em novos ambientes. E como já foi dito, a vítima do bullying pode se tornar um bully também.

Quando há bullying/mobbing no local de trabalho e nada se faz a respeito, o custo é pago em produtividade baixa, centenas de horas perdidas por licenças de saúde, consultores caros, processos judiciais onerosos e cada vez mais, perda de vidas, real ou figurada. E quanto mais se permite o bullying/mobbing, sem intervenção, mais alto o custo para a organização e para o agredido. A prevenção é treinar a todos, de diretores a trabalhadores, para reconhecer o comportamento. Os bullies/mobbis são sarcásticos e desmerecem outros por meio de humor negativo. Quando confrontados, dizem: eu estava só brincando. Você não tem senso de humor? Podem também parecer arrogantes, contar vantagens, para que os outros saibam que eles são mais importantes. Convencem outras pessoas que são mais inteligentes, têm mais conhecimento e especialização, melhor histórico, etc. Os bullies/mobbis,têm necessidade de se sentirem no controle de todos e de tudo.São egoístas e autocentrados,querendo ser o foco de atenção positivas. Esses “chefes bully/mobbing” assumem o crédito pela criatividade e pelo esforço de seus empregados durante anos, convencendo-os que são seus principais apoiadores. E ao mesmo tempo os mantêm em seu lugar, ao depreciar e sabotar sutilmente suas idéias, seus atributos pessoais, sua formação, seu desempenho profissional e/ou suas realizações. Alguns manipulam seus colegas para que se volte contra suas vítimas.

Com esse 3º artigo, fecha-se o ciclo, círculo ou circo (dos horrores) dos três personagens principais: a vítima, o agressor e o espectador. Esse último, o espectador, nem sempre reconhecido como personagem atuante em uma agressão, é fundamental para a continuidade do conflito. O espectador típico é uma testemunha dos fatos: não sai em defesa da vítima nem se junta aos agressores.

Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva ocorre por medo de também ser alvo de ataques ou pó falta de iniciativa para tomar partido. Também considerados espectadores, há os que atuam como uma platéia ativa ou uma torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo. Eles transmitem imagens ou fofocas, tornando-se coautores ou corresponsáveis.

Sugestões:
MALHAÇÃO: um dos pioneiros ao mostrar os problemas abordados nos três artigos. Assistam.

Leitura: OLIVER TWIST, de Charles Dickens. O SENHOR DAS MOSCAS, de William Golding.

Carpe diem. (aproveite o dia).

Consulta: acervo particular.

(*) Gilda Proença. Licenciatura em Letras Anglo-Portuguesas - Universidade Estadual de Londrina - UEL- Paraná. Especialização em Metodologia Educacional – UFMT – Rondonópolis

Fonte: A Tribuna Mato Grosso

Seminário discutiu o bullying e a prevenção à violência nas escolas

As secretarias estaduais da Segurança Pública e Defesa Social e Educação promoveram ontem, sábado (06/11), o Seminário Intersetorial de Prevenção à Violência nas Escolas, voltado aos conselheiros comunitários, oficiais e comandantes da Polícia Militar do Ceará.

O encontro aconteceu nesta manhã, no Instituto Felippo Smaldone, localizado no bairro Joaquim Távora. Além do seminários, os conselheiros participaram do minicurso sobre Lideranças Proativas e Planejamento Estratégico/Sistêmico.

O objetivo do seminário é fazer um diagnóstico da violência nas escolas, bem como envolver as forças amigas a promover a cultura de paz nas comunidades.

Segundo o coordenador da Coordenadoria de Defesa Social, Francisco Erivaldo, o papel da Seduc é orientar os conselheiros, que também são líderes comunitários, sobre a melhor metodologia a ser aplicada para diagnosticar a questão da violência nas escolas.

Para tratar deste assunto foram convidados dois consultores de desenvolvimento humano e organizacional, Flávio Mesquita e Marlúcia Mesquita.

O coordenador acrescenta ainda que a violência nas escolas tem se retratado de diversas formas, por meio de agressões físicas ou verbais, ou destruindo o patrimônio escolar. Atualmente a agressão mais freqüente é o bullying, que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro ou outros alunos.

Capacitação No minicurso serão abordadas temáticas ligadas as competências de liderança exigidas para o novo perfil de líder empreendedor, no que se refere à mobilização, apoiando as políticas de segurança pública e defesa social.

A aula será ministrada pelo capitão da PM Weibson Braga, especialista em gerenciamento de projetos.

“Seguindo uma abordagem interativa e prática os participantes vivenciarão momentos importantes para a sua atuação diária, seja no âmbito pessoal ou profissional”, destaca Weibson Braga.

Para Weibson Braga as principais questões a serem trabalhadas no mini-curso são: a proatividade enquanto líderes comunitários, a definição sobre quais suas prioridades de atuação, a melhor maneira de gerenciar seu tempo, bem como inspirar seus liderados para obter a colaboração no dia-a-dia nas comunidades.

“As lideranças precisam saber comunicar-se para repassar suas ideias para a comunidade”, ressalta Weibson. A previsão é de que aproximadamente 300 conselheiros participem da capacitação.

Também foram convidados os comandantes do 5º e 6º Batalhão, além de oficiais e do comandante do Ronda do Quarteirão, Weresleik Matias.

A Seduc realizou o seminário no último mês de setembro, onde o público-alvo eram professores e alunos.

Fonte: PGE

sábado, 6 de novembro de 2010

Bullying para ser discutido e não praticado! Com o diretor Mar´Junior na Rádio MEC

Você já foi insultado, constrangido, intimidado ou ridicularizado? Se sim, você já sofreu Bullying. Este termo que não tem tradução para o português, define o conjunto de violências anti-sociais e agressivididades que causam algum tipo de trauma em sua vítima.

Este fenômeno muito presente nas escolas e em várias isntituições socias, até mesmo dentro das famílias, é tema do zoasom desta quinta-feira 11/11.Vamos tentar ententer os fatores que causam o Bullying, suas consequências, entender o que é o cyberbullying, discutir casos e muito mais.

Participe com a gente desta discussão ao vivo direto do auditório da rádio MEC AM, que fica na Praça de República, n°141-A, centro do Rio. Ou então acompanhe o programa aqui pelo site www.zoasom.com e participe pelo twitter @ZoaSom.

O diretor, roteirista e produtor Mar´Junior idealizador do espetáculo BULLYING estará presente.

PARTICIPE!



Itaboraí luta contra o bullying

O combate ao bullying ganhou mais uma ferramenta ontem em Itaboraí. A Prefeitura celebrou o Dia Municipal de Enfrentamento ao Bullying, que a partir de agora será comemorado toda primeira sexta-feira do mês de novembro. A campanha contra o bullying no município começou com o 8º Simpósio da Educação, realizado de 12 a 14 de agosto passado.

Fonte: O São Gonçalo

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A república dos covardes

O que hoje denominamos bullying, ou assédio moral, constitui-se num conjunto de práticas violentas, normalmente relacionadas às ideologias preconceituosas, como racismo, sexismo, homofobia, e, estranhamente, contra pessoas responsáveis e cumpridoras de seus deveres.

A palavra designa todo comportamento violento, seja no plano material ou emocional, exercido sobre algum outro mais frágil e que sofre normalmente em silêncio.

Este assédio acontece em agremiações esportivas, ou mesmo em ambientes de trabalho, raras são as empresas onde tal comportamento não se manifesta. Possivelmente as próprias pressões do dia a dia, com sua imensa carga de frustrações, induzam algumas pessoas sem muitos freios morais a esta conduta, transferindo aos mais fracos seus rancores e decepções.

Infelizmente, tem ocorrido nas áreas públicas e privadas, denotando sociedades com vivência histórica e social de alto grau de violência real e simbólica. Organizações, sites ou blogs focados na exibição violência, muitas vezes até de seu culto, aceleram este problema e dificultam uma ação eficaz de controle.

Como todas as organizações, escolas também sofrem com várias modalidades de assédio, visíveis no ambiente escolar apesar de este ser um espaço normalmente idealizado para a compreensão, a solidariedade e o acolhimento. Alguns tipos de apelidos, a coerção do mais forte em relação ao mais fraco, muitas vezes leva ao abandono dos estudos ou isolamento social de alguns estudantes. Estes ataques ocorrem muitas vezes através de suas redes de relacionamento, e, embora virtuais, não deixam de ser profundamente doloridos.

Quando estudantes praticam bullying contra algum colega, geralmente o fazem explorando uma vantagem desproporcional; estão em maior número, são mais fortes, o colega é “diferente” e, portanto, tem contra si a opinião dos demais.

Os assediadores, em qualquer nível, têm em comum uma imensa dor e uma desmedida covardia. E isso ocorre em toda a sociedade de modo alarmante: condutores de veículos de aço de uma tonelada desrespeitando pedestres, assaltantes armados impondo sua vontade, políticos escondendo-se do julgamento de crimes em sua impunidade, clientes humilhando garçons e vendedores, comerciantes praticando preços abusivos, países fortes invadindo países fracos, patrões degradando empregados, corruptos espoliando os bens públicos.

Subordinados que aceitam a sujeição mais abjeta tendem a serem os chefes mais arrogantes. Crianças molestadas podem tornar-se adultos molestadores. Ou seja, a violência tende à autogeração, em moto contínuo, e aparentemente estabelece-se um modelo doente, em que aquilo que se sofreu é o que se deve impor em sofrimento quando possível.

Até mesmo, lamentavelmente, uma parte dos pais, ausentes da educação de seus filhos por vários motivos, dentre eles a excessiva carga de trabalho na competitividade que caracteriza a moderna civilização, exerce certo assédio moral em relação aos professores, esperando deles responsabilidade total sobre aprendizado de seus filhos. É como se a escola pudesse “dar conta” sozinha de toda a educação, aí incluídas noções de moral e de bons costumes, de comportamento e relações interpessoais.

Uma escola sozinha não constrói outro padrão de comportamento, é preciso o engajamento comunitário na solução deste problema. Nas palavras do poeta Paulo Leminski: haja presente para tanto passado.

* Wanda Camargo – Comissão do Processo Seletivo – Faculdades Integradas do Brasil – UniBrasil.

Fonte: paranashop.com

Colégio estadual cria estatuto antibullying

Com o lema "Queremos uma escola sem bulying", o Colégio Estadual Branca da Mota Fernandes, que promoveu ontem o Dia de Combate ao Bullying. Cem profissionais da escola estiveram envolvidos no evento, que contou com a participação de todos os 2 mil alunos matriculados e 400 pais convidados.

Na programação, palestras, apresentações artísticas, exposições de trabalhos e a formulação de um Estatuto Antibullying, elaborado coletivamente por alunos e professores, que será colocado para votação de efetivamento em assembleia.

A data marcou o fim de um plano de ação contra a prática de bullying, que se estendeu durante todo o ano letivo, coordenado pela professora Ivone Pingoello, mestre em Educação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

"É muito gratificante ver os resultados", diz. "A equipe toda da escola se encaixou muito bem."

Durante o primeiro semestre, professores formaram um grupo de estudos, orientado por Ivone, para tomar conhecimento sobre o bullying. No segundo semestre, colocaram em prática o que aprenderam, trabalhando o assunto em sala de aula.

O diretor do colégio, Gickson Rivelino Silva, afirma que o trabalho feito neste ano gerou melhora rápida nas questões disciplinares do colégio. Segundo Silva, ainda há "casos de molecagem" normais no ambiente escolar, mas as ocorrências de "indisciplina pesada" ficaram para trás.

"Perto de 2009, o que enfrentamos neste ano foi um passeio", conta.
A melhora de comportamento pode ser verificada no estudante César (nome fictício), 14. Quando perguntado se o comportamento dos agressores se modificou, o garoto confessa com um sorriso envergonhado que "digamos que eu era um deles", mas depois do trabalho em sala de aula aprendeu que o bullying só estimula uma violência cada vez maior.

Fonte: odiario.com de Maringá

Bullying é tema de palestra e apresentação em Escola Municipal

Os alunos da Escola Municipal do Parque Piauí participaram nesta quarta-feira (03) de uma aula diferente, que teve como tema o Bullying, uma prática cada vez mais comum dentro das escolas.

A atividade foi uma iniciativa que partiu dos próprios alunos e os professores souberam atendê-los com o intuito de estimular a interação e diminuir os números de agressões.


De acordo com uma das professoras à frente do projeto, Enói Cavalcante, este é apenas um começo e que aos poucos ajudará na educação do alunos. “Depois de vermos diariamente vários casos de agressões com os alunos, decidimos apoiar a vontade deles e assim fazer crescer essa necessidade de todos”, explicou.

Bullying é um termo da língua inglesa (bully = “valentão”) que se refere a todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender, sendo realizadas dentro de uma relação desigual de forças ou poder.São intimidações que podem até causar um certo tipo de trauma.

Para a psicóloga da escola, Valéria Thayse,crianças ou adolescentes que sofrem bullying podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima. Tendem a adquirir sérios problemas de relacionamento, podendo, inclusive, contrair comportamento agressivo. Em casos extremos, a vítima poderá tentar ou cometer suicídio. “Com este tipo de aprendizagem, o alunado tende a ser menos violento e procura manter a paz com uma relação amigável, evitando assim a discriminação, hoje tão comum”, enfatizou.

O projeto piloto é desenvolvido com a ajuda dos alunos do 8º e 9º ano. Durante a apresentação realizada no auditório da escola, duas alunas, Mayara Uchoa (14 anos) e Geane (15 anos) comandaram a aula com palestras e apresentações que traduziram de fato a realidade do dia-a-dia.

Fonte: cidadeverde.com