quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Bullying, retrato de um sistema doente

POR  Outras palavras
REDAÇÃO

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Novo livro sugere: fenômeno não é distúrbio psíquico. Quem o pratica reproduz, na vida privada, as lógicas de competição violenta da sociedade em que estamos mergulhados
Por Mark Karlinno Truthout Tradução: Inês Castilho
O que causa bullying em países como os Estados Unidos? Em “Bully Nation – How the American Establishment Creates a Bullying Society (“Como o Establishment Americano Cria uma Sociedade de Ameaças”, em tradução livre)Charles Derber e Yale R. Magrass mostram como a desigualdade de poder, o militarismo e o capitalismo agressivo dos EUA tornam prosaico este tipo de prática, tanto no plano individual quanto noinstitucional.
Frequentemente aborda-se o bullying de uma perspectiva individual. Por exemplo, alguém pode começar uma campanha para acabar com o bullying nas escolas. O subtítulo do seu livro, contudo, indica que ofenômeno não pode ser visto isoladamente. Como vocês vieram a enxergar isso como um problema cultural sistêmico?
161101-bullyingCharles Derber and Yale R. Magrass: O bullying é uma forma de controlar as pessoas, de colocá-las em “seu lugar”. Talvez exista há tanto tempo quanto há vida humana. Até cerca de vinte anos atrás era desdenhado como “normal”, um rito de passagem que crianças e adolescentes devem passar e “superar”. Algumas pessoas sofremrelativamente pouco – talvez sejam eles próprios agressores – e o bullying produz neles pouco impacto, a longo prazo. Para outros, é um trauma que deixa cicatrizes por toda a vida.
Em sua maior parte, a narrativa sobre o bullying tem sido feita por psicólogos, que o veem como um problema para indivíduos que necessitam de terapia. Precisamos, porém, averiguar porque ele é tão enraizado; será que pessoas e instituições poderosas têm interesse em promovê-lo e perpetuá-lo?
Vivemos num capitalismo militarizado. Capitalismo supõe competição – vencedores e perdedores. Militarismo requer violência, agressão e submissão à autoridade. O bullying constrói exatamente essas características. A psicologia é inadequada para compreender sua causa e força. Ela não tem um conceito de poder, procura estudar indivíduos mudando suas atitudes. A sociologia e a política são muito melhores para entender o poder. Wright Mills, um sociólogo dos anos 1950, discorreu sobre a “imaginação sociológica”. Argumenta que não se pode separar “problemas individuais” de “questões públicas”. Precisamos da imaginação sociológica para entender o bullying. Como as crianças são educadas para fundir-se com o capitalismo militarizado? Que tipo de sistema educacional é necessário para este sistema? Como autoridades educacionais encorajam uma cultura estudantil que prepara para o capitalismo militarizado e vê o bullying como parte “normal” da vida?
TEXTO-MEIO
Estou intrigado por duas expressões do livro: “capitalismo militarizado” e “bullying do capital”. Vocês podem explicar a diferença?
Nem todas as sociedades capitalistas são militarizadas (pense na Costa Rica ou na Suécia), e nem todas as sociedades militarizadas são capitalistas (pense na Rússia ou na Arábia Saudita). Nós às vezes esquecemos isso, porque os EUA combinaram muito sutilmente o militarismo e o capitalismo, criando o “capitalismo militarizado”. O militarismo é, intrinsecamente, uma força ameaçadora; por seu lado o capitalismo étambém um sistema muito ameaçador. Todos os Estados militarizados, até mesmo aqueles não capitalistas, são intimidadores. E o mesmo é verdade para estados capitalistas que não são militaristas.
Mas quando se tem um sistema capitalista militarizado, os esfeitos são multiplicados. Tanto o elemento militarista do sistema quanto o capitalista criam bullying – e a sinergia cria um superbullying. Essa é uma das razões pelas quais os EUA são a mais poderosa e perigosa nação intimidadora.
A expressão “bullying do capital” – título do Capítulo 2 do livro – refere-se ao bullying inerente ao capitalismo, operado pelas elites capitalistas até mesmo em sociedades não-militarizadas. A classe capitalista – e em especial as corporações – ameaçam trabalhadores, consumidores, fornecedores, corporações e fornecedores rivais. Marx construiu toda a sua teoria da exploração capitalista como uma relação de ameaça entre a classe capitalista e a classe trabalhadora. Pensamos ser pertinente denominar esse tipo de bullying de “bullying do capital”.
Como a eleição de 2016, e especificamente Donald Trump, ilustram a ideia de “nação bully”?
Donald Trump encarna a imagem que a maioria das pessoas têm de bullying. Com seus insultos, ataques e mesmo ameaças violentas, ele parece uma criança – muito crescida e muito velha — praticando bullying. Mas, de novo, precisamos ser cuidadosos e não psicologizar excessivamente.
Há uma questão sociológico-política mais importante: por que ele é tão popular, ao menos em certos círculos? As pessoas dizem frequentemente que Hitler era louco, mas isso pede uma pergunta: como um lunático consegue milhões de seguidores e domina um dos países mais desenvolvidos do mundo? Embora sejam brutais e crueis, bulliers são frequentemente admirados.
Quando Trump tinha seu reality show – “O Aprendiz” –, as pessoas aplaudiam a cada vez que ele anunciava: “Você está demitido!”. Num tempo de ansiedades, quando os salários estão estagnados há décadas, quando homens brancos sentem seu status ameaçado pelas mulheres e negros, quando pessoas do Terceiro Mundo podem derrotar os Estados Unidos no Vietnã, Iraque e Afeganistão, alguns grupos podem sentir necessidade de um protetor que irá “tornar a América grande novamente”. Por “grande”, Trump quer dizer que os Estados Unidos devem sentir-se livres para ir a qualquer lugar que desejem, fazer qualquer coisa, em qualquer parte do mundo, impunemente. Ninguém pode ter permissão de bagunçar a América. É necessário um homem forte – um bullier.
Para proteger você, ele deve assegurar que ninguém pode desafiá-lo – ele deve ser capaz de destruir as ameaças. Quanto mais efetivamente ele ameaça, mais seguro você se sentirá. Você pode até mesmo sentir-se empoderado com seu brilho; você pode ser parte da casta dominante, do time vencedor. Pessoalmente, sua vida pode não ser lá grande coisa, mas você pode ao menos ser parte de alguma coisa grande – o bully mundial.
Você pode falar um pouco sobre bullying racial e de classe?
Capitalismo é bullying; é competição – vencedores e perdedores. A desigualdade de classe está no centro do capitalismo. Os fracos merecem sua sorte. Qulquer pessoa que pode ser intimidada merece sê-lo. Os pobres não têm resistência e disposição. Eles devem submeter-se ao poder daqueles que têm força para construir indústrias, fortunas e impérios. Os fortes estão destinados a governar os fracos. Para a economia prosperar, o 1% deve ser livre para intimidar os 99%.
O bullying racial não é essencial para o capitalismo militarizado, mas é útil. Os Estados Unidos começaram quando os europeus cruzaram o Atlântico para apossar-se das terras dos nativos americanos e aniquilá-los. Eles tinham liberdade de fazê-lo porque os nativos eram definidos pelos europeus como pessoas inferiores e não-civilizadas, incapazes de ser livres, ter sua própria cultura e sua própria terra, talvez incapazes até mesmo de viver. Os europeus foram escolhidos por uma força superior. Eles tinham o “Destino Manifesto” para intimidar, dominar e prevalecer.
No início, os europeus tentaram escravizar os nativos, ameaçá-los para fazer seu trabalho para eles, mas isso mostrou-se impraticável já que os nativos morriam ou escapavam para terras que conheciam melhor do que os europeus. Então os europeus voltaram-se para os africanos, os quais também eram definidos como menos-que-humanos, criaturas infantis, incapazes de cuidar de si mesmos, que necessitavam da civilização e proteção europeias. Eles tinham de ser dominados para seu próprio bem. Vinte milhões foram forçados a cruzar o Atlântico, com metade morrendo no caminho.
A escravidão negra pode ter tornado brancos pobres ainda mais pobres, aprofundado a divisão de classes e pode ter aumentado o bullying de classe, mas ao menos os brancos pobres poderiam sentir-se parte do bullying racial. Contudo, isso produziu um seleto grupo de muito poucos ricos, com mais riqueza vinda da escravidão do que da terra, colheitas, ferrovias ou fábricas. O bullying racial reforçou o bullying de classe. Ele dividiu os 99% e levou muitos dentre os 99% a identificar-se com o 1%, ao invés de questioná-lo.
Quando a escravidão acabou, o bullying racial contra os negros continuou na forma das leis de segregação Jim Crow, e mesmo quando elas acabaram, o bullying racial subesiste com evidências como brutalidade policial contra os negros. O bullying racial ajuda a construir a popularidade de gente como Donald Trump.
Muita gente provavelmente não pensa em bullying ambiental. Podem explicar o conceito?
Em nossa era de mudanças climáticas catastróficas, é difícil não pensar sobre “bullying ambiental”. Mas, embora todo capitalismo militarizado crieefeitos ambientais devastadores, não encontramos nenhum trabalho que use esse termo.
Na vida cotidiana, é claro, muitos sabem que determinadas pessoas ameaçam seus cachorros ou outros animais. As pessoas também se dão conta de que há uma cultura de bullying animal – como o negócio mortal de briga de cães. E a maioria das pessoas está também consciente de que o agronegócio – seja da Purdue, da Tyson ou da Cargill – transforma o bullying de animais em um mecanismo de lucro impiedoso.
Mas, embora seja bastante óbvio que os animais são hostilizados, pode parecer menos claro que plantas ou solo ou pedras possam sofrer bullying. O bullying implica em que a vítima pode experimentar alguma forma de consciência. Várias culturas indígenas acreditam que toda a vida e a natureza têm espírito ou consciência, mas as sociedades ocidentais construíram uma visão de não-senciência das plantas e de toda a natureza, permitindo que os humanos ataquem e destruam todas as formas de vida.
A ciência agora mostra que muitas plantas têm, de fato, notáveis formas de consciência e comunicação. Estudos recentes sobre as árvores mostram que elas se comunicam entrelaçando suas raízes, e de fato sobrevivem e prosperam construindo “comunidades de árvores”. Cientistas que estudam florestas falam agora de árvores “solitárias” que se tornam isoladas e morrem rapidamente.
No epílogo do livro, vocês debatem algumas novas formas de reduzir o bullying. Vocês podem descrever algumas destas ideias?
A visão psicologista convencional – a de que o bullying é simplesmente uma forma de distúrbio pessoal ou doença mental – conduz à ideia segundo a qual a única solução é a terapia. Isso cria uma verdadeira indústria de aconselhamento escolar, num esforço que não freou a prática de bullying por crianças (na escola ou online).
Não chega a ser surpresa, já que a abordagem terapêutica não compreende a principal raiz do problema. Quando crianças ou adultos ameaçam, estão respondendo a estímulos de suas empresas e sua sociedade militarizada. Não estão “doentes”, desajustados ou “sub-socializados”. Ao contrário: estão muito bem ajustados; não precisam de terapia para se ajustar.
Debatemos a presença, nas escolas, de um significativo movimento “anti-bullying”, cheio de boas intenções mas fixado no foco psicologista. A prática continuará a crescer até que nos livremos do pensamento convencional e foquemos nas raízes do problema.
Significa usar a “imaginação sociológica” e perceber que muitos problemas pessoais – o bullying é um grande exemplo – são na verdade problemas sociais. A melhor maneira de reduzir o fenômeno é mudar nossa sociedade, reduzindo seu caráter militarista e caminhando para um sistema menos marcado pelas lógicas capitalistas. Países como a Suécia têm taxas muito mais baixas de bullying. Isso é porque não são militarizados: poderiam ser vistos como o que Bernie Sanders chama de “socialismo democrático”. Sua rede de benefícios sociais universal e seu forte movimento de trabalhadores reduzem as desigualdades de riqueza e poder, que são as causas sistêmicas do bullying.
Tal tipo de mudança, nos Estados Unidos, poderá ocorrer apenas quando os movimentos sociais contra o capitalismo militarizado e as hierarquias sociais baseadas em etnia, classe e gênero tornarem-se mais fortes. Estes movimentos estão disseminados, porém fragmentam-se. Precisam trabalhar juntos. Como o bullying é um problema sistêmico, é preciso que os movimentos busquem mudanças estruturais mais amplas para reduzir o fenômeno.
Alguns grupos anti-bullying – que atuam em grupos-alvo, como mulheres, negros, latinos, muçulmanos e membros das comunidades LGBTQ – começam a compreender a natureza social do problema. Porém, para se tornar efetivos, eles devem tornar seus movimentos universais. Significa somar forças para reduzir as hierarquias sociais e para criar uma alternativa ao capitalismo militarizado que assegure direitos e poderes iguais e repeito a todos.

Menina que sobreviveu a câncer comete suicídio após sofrer bullying


Redação RedeTV!

Bethany com os pais, Wendy Feucht e Paul Thompson (Foto: Reprodução/CNN)

Sobrevivente de um câncer no cérebro, a jovem Bethany Thompson, de apenas 11 anos, tirou a própria vida após sofrer bullying na escola por mais de um ano.

Conforme informou a CNN nesta terça-feira (1º), a adolescente cometeu suicídio na tarde de 19 de outubro, após mais um dia de bullying na escola. Ela usou uma arma que era mantida na residência da família, em Ohio (Estados Unidos), para atirar contra a própria cabeça. O corpo dela foi encontrado pela mãe, Wendy Feucht.

Mais cedo, ela havia dito para uma amiguinha que não aguentava mais as provocações e que pretendia se matar. O pai da coleguinha chegou a ligar para Wendy, a fim de avisar sobre a situação, mas Bethany já estava morta.

Diagnosticada com câncer aos três anos de idade, Bethany passou por sessões de radioterapia e ficou livre da doença em 2008. Desde então, ela convivia com as sequelas do tratamento em seu sistema nervoso: uma deformação no rosto.

O que a mãe dela via, e descreve, como um sorriso "torto", os colegas de classe da menina viam como motivo de chacota. "Não era um problema tão grave, mas ela era bastante sensível em relação a isso", explica a mãe ao site da TIME. "Ela simplesmente sentiu que precisava fazer algo com as próprias mãos. É triste e é horrível que ela tenha sentido que ninguém poderia ajudá-la", acrescentou.

Além do bullying pela deformação, a menina ainda era provocada por ter cabelos crespos. 
Triste, confusa e desapontada com a forma como o caso da filha foi tratado pela escola (a instituição estava ciente de tudo), a mãe de Bethany pretende agora conscientizar as pessoas sobre os perigos da prática do bullying. "Tudo acontece por uma razão. Isso é triste? Sim, é triste. Mas se a morte dela servir para acabar com o bullying, isso terá ajudado as pessoas a abrirem seus olhos", afirma Wendy. "Ela não está mais sofrendo. E eu sei que voltarei a vê-la um dia. Eu encontro conforto ao saber disso".

Apaixonada por super-heróis e animais, Bethany pretendia estudar para se tornar uma veterinária ou paleontóloga no futuro.

(Foto: Reprodução/CNN)

Grazi Massafera revela a revista ter sofrido bullying nos bastidores das novelas: "Sou uma sobrevivente"

Atriz disse ainda que teve objeto escondido em sua bolsa para acusarem ela de roubo

do R 7

Grazi Massafera está nas páginas da revista Marie Claire de novembro. À publicação, a atriz revelou ter sofrido bullying de colegas de elenco assim que estreiou em Páginas da Vida, novela de 2006. 
— Estou há dez anos fazendo novelas e às vezes, em cena, reencontro atores que tentaram puxar meu tapete quando comecei. Em minha primeira cena de choro, uma colega do elenco ficou atrás do câmera, me encarou e sussurrou: ‘Você não vai conseguir!’. Quando ganhei o troféu de atriz revelação [no prêmio Melhores do Ano do Domingão do Faustão, em 2006], encontrei um ator veterano nos bastidores e fui cumprimentá-lo. Ele virou a cara e disse: ‘Olha só essa big brother... Em que mundo estamos?’. Já teve ator que disse na minha cara: ‘Não contraceno com ex-BBB’ e, quando tinha diálogos comigo, falava olhando em direção à parede. Houve coisas mais baixas, como quando esconderam um estojo de maquiagem na minha bolsa para me acusar de roubo no camarim. Uma vez encontrei um boneco preto horrível, pintado com tinta vermelha e todo espetado, um vodu mesmo, no meu carro. Só eu sei o que passei... Sou uma sobrevivente!
À publicação, Grazi ainda relembrou sua participação no Big Brother Brasil e garantiu não ter vegonha, se dizendo ainda ser uma pessoa bastante determinada.
— Não me envergonho de ter começado no Big Brother Brasil. Sei que muitas meninas querem participar do programa porque sonham trilhar um caminho como o meu. Acho isso tão perigoso... Não sei dizer o que deu certo para mim ali. Talvez porque, apesar dessa minha cara de boazinha, sou um bicho ruim [risos]. Sou muito determinada e corajosa.
No entanto, a coragem de Grazi não parecia ser tão grande assim...
— Um tempo atrás tive uma crise, quis desistir de ser atriz. Não me sentia estimulada porque sempre me escalavam para fazer o mesmo tipo de personagem: que tivesse a ver ou com meu físico ou com meu apelo popular. Estava tão esgotada de explorar isso... Então fui para a Espanha fazer um curso [com o diretor argentino Juan Carlos Corazza] e voltei apaixonada pela profissão. A Globo queria que eu virasse apresentadora do Vídeo Show, mas não aceitei. Foi então que recebi o convite para fazer Verdades Secretas. Foi um momento incrível. Agora, com a Luciane [a ex-garota de programa que Grazi interpreta em a Lei do amor], a cobrança é alta. Tento transformar isso a meu favor para que não vire um boicote.
Grazi ainda falou sobre aposentadoria.
— Faço análise há seis anos e tenho aprendido a buscar o equilíbrio em tudo na minha vida. Existe uma cobrança dos maquiadores, dos diretores e do público para que uma atriz apareça cada vez mais linda e jovem na TV. Quem entra nessa pira... Beijo, meu amor, fica louca! Vejo mulheres se mutilando, com o rosto todo esticado, e acho triste. Já fiz botox e coloquei silicone no peito para me sentir mais feminina. Gosto de malhar, mas penso sempre que o benefício é a saúde e o presentinho é a estética. Algumas atrizes dizem que querem morrer velhinhas no palco. Eu não! Nos próximos dez anos, pretendo diminuir meu ritmo e ir parando de atuar aos poucos. Fui indicada ao Emmy Internacional, mas nunca sonhei em ter uma carreira lá fora. Nem falo inglês! E adoro chegar ao exterior e não ser reconhecida.

Twitter testa resposta sem "@"; recurso facilita bullying, dizem usuários

Do UOL, em São Paulo



O Twitter está testando com alguns usuários o uso de uma ferramenta que poderá ser liberada para todo mundo em breve: a retirada dos nomes de perfis de Twitter, que começam com uma arroba (@), da contagem de caracteres.
Poderia ser uma boa notícia para quem acha que o limite de 140 caracteres das postagens no Twitter é pequeno. Mas a novidade está confundindo e preocupando quem a testou, pois pode dificultar o entendimento da ordem e do contexto da conversa, além de facilitar abusos em massa.
O recurso está sendo testado para alguns usuários no app do Twitter para iOS. Segundo os relatos desses usuários, todos os @apelidos desaparecem quando a mensagem é publicada, permitindo que os 140 caracteres sejam usados apenas para texto.
Uma captura de tela de Tressie McMillan Cottom, professora de sociologia na Universidade de Harvard, mostra como fica a interface no app: as pessoas que foram incluídas na conversa ficam em uma linha abaixo da linha que mostra o autor do tuíte em questão.
Reprodução
Nova forma de mostrar as pessoas na conversa no Twitter confunde usuários
Para ver todos na conversa, agora é preciso tocar em um link "Outros" em uma resposta, revelando uma janela pop-up com os participantes.
No entanto, usuários como a professora e Matthew Panzarino, editor do site "Techcrunch", se mostraram descontentes com a mudança. "Quando eu tento responder a um tuíte, eu não tenho nenhuma ideia de a quem estou respondendo", disse Tressie.
"Um minúsculo texto (mostrando os @apelidos) significa 'não olhe para mim', por isso é preciso mais atenção e carga cognitiva para perceber quem está em uma conversa ou sendo respondido", criticou Panzarino.
Segundo ele, se você responder a várias pessoas, você é apresentado apenas ao @apelido da última pessoa, e será esse o que aparecerá nas cadeias de resposta que as pessoas verão dentro do tuíte em suas próprias linhas do tempo. 
Além disso, a forma com que a ferramenta está funcionando dificulta a retirada de alguém que tenha sido incluído na conversa sem permissão, pois é preciso que outra pessoa a desabilite da cadeia da conversa para retirá-la.
Outro problema apontado pelos testes é que o novo recurso facilita que "trolls" sejam incluídos na conversa e encham o usuário de mensagens abusivas sem que seja fácil de identificá-lo.
"Às vezes uso o Twitter para se envolver em conversas que, se visíveis para toda a minha linha do tempo, poderiam me deixar vulnerável ao abuso de não-seguidores. Tudo que faz com que seja mais difícil para mim identificar os usuários em um tuíte aumenta o risco de que eu poderia responder a uma isca de um 'troll'", diz Tressie.
"As pessoas entendem nomes como nomes. Remover iconografias como fotos de perfil ou '@apelidos' do tuíte exclui contexto importante e cria uma confusão, onde não há necessidade", concluiu Panzarino.
O Twitter ainda não se manifestou sobre essas primeiras reações aos testes dessa nova ferramenta.
Em setembro, a empresa parou de contar caracteres ao incluir fotos e vídeos em um tuíte.

Conferência “Alertar para Ajudar, uma Escola Feliz é o que se quer” abordou prevenção na área do bullying

POR 


conferência bullying LagoaA conferência “Alertar para Ajudar, uma Escola Feliz é o que se quer”, que se realizou no dia 26, no Convento de S. José, em Lagoa, abordou a prevenção na área do bullying.
Os vários intervenientes – da GNR à Polícia Judiciária, passando pelos presidentes das Associações de Pais, os diretores dos Agrupamentos de Escolas da rede pública – partilharam os seus conhecimentos na área da prevenção e promoção de boas condutas em contexto escolar e comunitário.
O vereador Luís Encarnação presidiu aos trabalhos – perante uma plateia constituída por estudantes, professores, educadores, encarregados de educação e técnicos da autarquia, da escola e das Instituições locais que intervêm na educação – durante os quais foi apresentado o segundo ano do “Projeto Portal B”, financiado pelo Município de Lagoa e agora com uma nova designação, mas sempre com o objetivo de trabalhar a prevenção e diminuição de comportamentos de risco e violência entre pares, recorrendo à normalização do espaço escolar, com a assessoria especializada de Tânia Paias, pública e cientificamente reconhecida no âmbito da intervenção e prevenção do bullying.
«Ao mesmo tempo que é preciso proporcionar aos estudantes e encarregados de educação as competências necessárias a uma adequada escolaridade (muito para lá dos conteúdos escolares), cada vez mais os educadores e os próprios técnicos necessitam de estar atualizados, de perceber que tipo de linguagem utilizam e o que expressam e, para isso, nada melhor do que refletir em conjunto com quem diariamente acompanha as realidades escolares», salienta a Câmara de Lagoa.

Inquérito aponta que menino morto após deixar escola foi agredido

Segundo investigações, ele foi agredido e o suspeito já foi identificado.
A Polícia agora vai abrir um procedimento em desfavor do suspeito.


Do G1 PA

Eduardo de Souza Cordeiro, 12 anos, morreu após ser espancado na escola, em Belém.  (Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal)Eduardo de Souza Cordeiro, 12 anos, morreu no dia 31 de agosto, em Belém. (Foto: Divulgação/ Arquivo Pessoal)
A Polícia Civil concluiu o ínquerito que apurava as condições da morte do estudante Eduardo de Souza Cordeiro, de 12 anos, que foi enviado para o Fórum de Belém, na tarde da última seguda-feira (31). O menino morreu após deixar a escola pública onde estudava, no bairro do Telégrafo, no mês de agosto. De acordo com as investigações, ele foi agredido e o suspeito também já foi identificado.
Segundo a delegada Adriana Magno, que presidiu  o caso, além da agressão também houve uma queda acidental. "O que não conseguimos precisar é o que aconteceu primeiro, mas os dois fatos existiram", explica. A Polícia agora vai abrir um procedimento em desfavor do suspeito. "Não podemos dar muitas informações, mas o suspeito da agressão era alguém com acessa a escola e com idade escolar. Agora vamos apurar o nível de culpa dele. Isso não deve demorar muito", conclui.
Entenda o caso
O menino Eduardo Souza Cordeiro, 12 anos, morreu durante a madrugada do dia 31 de agosto, no Pronto Socorro Municipal Mario Pinotti, em Belém. A família afirma que a criança foi espancada dentro da Escola Estadual Santo Afonso, no bairro do Telégrafo, e não resistiu. Ainda segundo familiares, Eduardo vinha sofrendo bullying e que a família já havia procurado a escola por causa do problema.

Segundo o laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), a morte de Eduardo foi causada em decorrência de uma hemorragia interna.
Após a morte do menino, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc),  informou que estava apurando as circunstâncias do fato e que havia levantado duas versões do fato: a de que o aluno sofreu uma queda durante o intervalo de aula, e a outra de que foi vítima de agressões motivadas por bullying, ainda que a escola não possua histórico de agressões entre estudantes.
Duas versões
Para a família, não havia dúvidas de que Eduardo foi espancado. O tio da criança Mauro Guedes, disse que os ferimentos apresentados por Eduardo foram graves demais para um acidente. "Teve que tirar o baço dele, perfurou um pulmão. Nós tamos querendo saber o motivo dessa agressão, os detalhes de como foi que aconteceu isso", disse.

Eduardo completaria 13 anos no dia 31 setembro, a morte do menino abalou toda a família. "Eu estou rezando muito, pedindo muito para Deus para me dar força para conseguir superar essa dor. Estou cobrando justiça porque não aguento mais isso. A saudade é grande e a cada dia que passa tudo lembra ele...Toda lágrima que eu chorar não vai acalmar nunca meu coração. Isso é inaceitável", disse a mãe da vítima, Sílvia Cordeiro, em último depoimento ao G1.
O menino morreu tentando ser reanimado no Pronto Socorro Municipal. "Chegamos a levar ele pra casa, mas ele tinha muitos hematomas, ficou roxo. Levamos pro Pronto Socorro, fizeram exames, tentaram reanimar. Umas três horas [da madrugada] ele teve cinco paradas cardíacas e morreu às 4h”, conta Rosilene Leal, tia da vítima.
Já para os funcionários da Escola Estadual Santo Afonso, não houve agressão. "O que aconteceu foi uma fatalidade em hora de intervalo. O menino correndo, brincando. Em momento algum teve briga. Até porque quando tem qualquer tipo de briga eles formam logo aquela rodinha e começa 'briga, briga, briga'. E não foi. Os colegas ficaram super preocupados", disse a secretária Vilma Rabelo.
Para a Escola, os ferimentos apresentados por Eduardo foram consequência de um acidente, durante uma brincadeira. "Ele caiu na área e bateu a costela. Colocamos bolsa de gelo, e levaram o menino andando. Ele saiu andando com tio e a avó", afirmou a professora Regina Monteiro.
De acordo com o IML antes da perícia necroscópica, a certidão de óbito de Eduardo indica ruptura de baço, escoriações externas e hematomas.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Mar'Junior e Ernesto Piccolo com o livro "BULLYING - EU sofri. EU pratiquei. EU hoje conscientizo."




Mar'Junior e Ernesto Piccolo - ele participou da campanha #EUdigonãoaobullying #CiaAtoresdeMar' de 2016 - com o livro "BULLYING - EU sofri. EU pratiquei. EU hoje conscientizo."#bullying #diganãoaobullying #cyberbullying #marjunior #ernestopiccolo #literatura #lê #ler #livro #leitura #arte #teatro #cultura #educação #livros #vida #Brasil #viagem #professores #professora #professor #escola #colegio #editora #livraria

Grazi Massafera revela ter sofrido bullying nos bastidores das novelas: "Sou uma sobrevivente"


Indicada ao Emmy Internacional de melhor atriz e de volta às novelas em "A Lei do Amor", a atriz fez um balanço de seus dez anos de carreira e deu detalhes das dificuldades enfrentadas para se firmar na profissão. "Encontrei um vodu, no meu carro", disse


Grazi Massafera na Marie Claire de novembro (Foto: Bob Wolfenson / Edição de moda: Larissa Lucchese)
Ela estreou em uma novela do horário nobre há dez anos, tendo como experiência profissional anterior um concurso de miss e um reality show. Foi criticada, sofreu preconceito e quase desistiu da carreira. Mas hoje vive a consagração. Indicada ao Emmy de melhor atriz, Grazi Massafera volta às novelas como destaque de "A Lei do Amor". Capa de novembro da Marie Claire, ela fala sobre os altos e baixos de sua trajetória na TV e garante: “Sou uma sobrevivente!”
Confira a seguir alguns trechos do bate-papo. A íntegra está na edição que chega às bancas nesta terça (01).
BICHO RUIM
"Não me envergonho de ter começado no Big Brother Brasil. Sei que muitas meninas querem participar do programa porque sonham trilhar um caminho como o meu. Acho isso tão perigoso... Não sei dizer o que deu certo para mim ali. Talvez porque, apesar dessa minha cara de boazinha, sou um bicho ruim [risos]. Sou muito determinada e corajosa. Um tempo atrás tive
uma crise, quis desistir de ser atriz. Não me sentia estimulada porque sempre me escalavam para fazer o mesmo tipo de personagem: que tivesse a ver ou com meu físico ou com meu apelo popular. Estava tão esgotada de explorar isso... Então fui para a espanha fazer um curso [com o diretor argentino Juan Carlos Corazza] e voltei apaixonada pela profissão. A Globo queria que eu virasse apresentadora do 'Vídeo Show', mas não aceitei. Foi então que recebi o convite para fazer 'Verdades Secretas'. Foi um momento incrível. Agora, com a Luciane [a ex-garota de programa que Grazi interpreta em a 'Lei do amor'], a cobrança é alta. Tento transformar isso a meu favor para que não vire um boicote.”
BULLYING DO PROJAC
"Estou há dez anos fazendo novelas e às vezes, em cena, reencontro atores que tentaram puxar meu tapete quando comecei. Em minha primeira cena de choro [em "Páginas da Vida"
(2006)], uma colega do elenco ficou atrás do câmera, me encarou e sussurrou: ‘Você não vai conseguir!’. Quando ganhei o troféu de atriz revelação [no prêmio Melhores do Ano do "Domingão do Faustão", em 2006], encontrei um ator veterano nos bastidores e fui cumprimentá-lo. Ele virou a cara e disse: ‘Olha só essa big brother... Em que mundo estamos?’. Já teve ator que disse na minha cara: ‘Não contraceno com ex-BBB’ e, quando tinha diálogos comigo, falava olhando em direção à parede. Houve coisas mais baixas, como quando esconderam um estojo de maquiagem na minha bolsa para me acusar de roubo no camarim. Uma vez encontrei um boneco preto horrível, pintado com tinta vermelha e todo espetado, um vodu mesmo, no meu carro. Só eu sei o que passei... Sou uma sobrevivente!”

"Faço análise há seis anos e tenho aprendido a buscar o equilíbrio em tudo na minha vida. existe uma cobrança dos maquiadores, dos diretores e do público para que uma atriz apareça cada vez mais linda e jovem naTV. Quem entra nessa pira... Beijo, meu amor, fica louca! Vejo mulheres se mutilando, com o rosto todo esticado, e acho triste. Já fiz botox e coloquei silicone no peito para me sentir mais feminina. Gosto de malhar, mas penso sempre que o benefício é a saúde e o presentinho é a estética. Algumas atrizes dizem que querem morrer velhinhas no palco. Eu não! Nos próximos dez anos, pretendo diminuir meu ritmo e ir parando de atuar aos poucos. Fui indicada ao Emmy Internacional, mas nunca sonhei em ter uma carreira lá fora. Nem falo inglês! E adoro chegar ao exterior e não ser reconhecida.”

Criança que sobreviveu a cancro suicidou-se por sofrer de bullying


Quando tinha apenas três anos foi-lhe diagnosticado um tumor cerebral.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Depois de batalhar contra tratamentos de radiação devido a um tumor cerebral que lhe foi diagnosticado quando tinha três anos, Bethany Thompson teve de enfrentar mais problemas na sua vida. Apesar de em 2008 ter conseguido vencer a batalha do cancro, um dos tratamentos causou-lhe danos nos nervos da boca e alterou para sempre o sorriso desta rapariga de 11 anos.

De acordo com a CNN, esse sorriso diferente e o seu cabelo encaracolado fizeram com que fosse alvo de bullying na escola. Numa quarta-feira, Wendy Feucht recorda que a filha disse à sua melhor amiga que já não conseguia aguentar mais ser alvo de gozo e que por isso se iria matar.
Nessa tarde, no dia 19 de outubro, a aluna do sexto ano de Ohio, suicidou-se. Depois de chegar a casa, Bethany procurou uma das duas armas que havia em sua casa. Nesse momento, o seu padrasto estava a dormir noutro quarto.
“Ela era a minha princesa, a minha bebé”, disse o pai Paul Thompson. Recordada pela família como uma jovem generosa e repleta de vida, adorava nadar, estar com animais e ouvir música.
A Triad Middle School, estabelecimento de ensino que frequentava, estava a par do problema de bullying de Bethany e a mãe da rapariga tinha inclusive falado com o diretor da escola dias antes de a filha se matar.
“É preciso que alguma coisa mude. Alguma coisa está estragada no sistema e havia muitas maneiras diferentes de se ter lidado com esta situação”, acrescentou a Wendy.

Aos 41 anos, Thalita Rebouças fala sobre maturidade: 'O olhar da mulher madura acaba sendo mais interessante'

'As rugas contam histórias. Sempre vou querer ter rugas de felicidade, de quem sorri bastante', avisa a escritora, nos bastidores do 'Encontro'

Escritora, jornalista e atriz na websérie Absurdices, do Gshow. Dá para perceber a correria que é a vida da versátil Thalita Rebouças, que já vendeu mais de dois milhões de livros voltados para o público adolescente. Entre tantos projetos e trabalhos, Thalita explica como ela se enxerga: "Me defino como escritora, totalmente". Aos 41 anos, ela garante, nos bastidores do Encontro, que se sente muito melhor agora do que aos 30. "Me acho muito mais interessante agora. Quando me olho no espelho, gosto do meu olho e não é pela cor. Acho que o olhar da mulher madura acaba sendo mais interessante que o de uma menininha. Posso estar viajando, mas é o que eu penso", diz Thalita, com um largo sorriso no rosto, sua marca registrada.

"Comigo não funcionam aquelas dietas que depois das 18h não pode comer um carboidrato. Nunca vai me ouvir falar isso"

Por falar em alegria, nem a chegada de algumas (poucas) ruguinhas tiram a felicidade da escritora, que acredita que seu espírito jovem reflete em sua aparência. "Eu sou feliz. As rugas contam histórias. Sempre vou querer ter rugas de felicidade, de quem sorri bastante. As pessoas dizem que não aparento a idade que tenho. Deve ser porque a minha alma é jovem", explica Thalita, ao lembrar o que tira seu humor: "Não sou de fazer regime e gosto muito de comer. Durante a semana tento me segurar, mas adoro beber vinho e amo carboidrato. Comigo não funcionam aquelas dietas que depois das 18h não pode comer um carboidrato. Nunca vai me ouvir falar isso. Bebo muita água e malho para comer. Viro um bicho quando estou com fome. Sou zero romântica, não sou fofinha. Por isso, não me peça para dividir comida", completa, aos risos.

Thalita Rebouças tira foto com a Fátima depois de participar do 'Encontro' (Foto: Juliana Hippertt/Gshow)

Sem planos voltados para a maternidade, Thalita explica que é muito bem resolvida nesta questão. "Os fãs nunca me cobraram. Os adultos e a minha família que se espantam. Deve ser porque fui casada durante 18 anos. Sou muito bem resolvida com isso. Acho que ter filho é fácil, mas ser mãe é difícil. Tenho pavor de criança mal educada. Acho que para educar, você precisa ter muito tempo. Não gosto da ideia de deixar com babá, avó. Por isso, só vou ter o dia em que eu tiver o tempo necessário para criar bem uma pessoa. Tem gente que me fala que é ótimo ter filho, mas não cuida. Por enquanto, controlo a minha carreira", conta a escritora, que acabou de finalizar seu 22º livro, com previsão de lançamento para abril.

Focada no universo teen, Thalita conta que nunca sofreu bullying na adolescência, mas recorda que não se achava tão bonita: "Nunca ninguém fez bullying comigo, mas já sofri muito com os meus dentes. Usei aparelho por muito tempo. Não gostava do meu cabelo e da minha canela (risos)".