terça-feira, 27 de setembro de 2011

Mandaguaçu é sede de ciclo de palestras sobre BULLYING

Tem início hoje o XI Seminário de reflexão de educação e X Seminário Regional de Educação de Mandaguaçu. O tema deste ano é “Educação contemporânea: o resgate de valores em busca de uma prática educativa com sucesso”. O evento é voltado para profissionais da educação e áreas afins de toda a região e segue até sexta-feira, dia 30.
 
Hoje à noite o professor Nailor Marques trata de “Educação para o hoje! (O futuro já chegou)” e motiva o público presente. Amanhã pela manhã, a palestra fica a cargo do professor mestre em Educação Marcos Meier, com o título “A psicologia e a indisciplina na sala de aula” e à tarde é a vez de “Bullying ou crise de valores?” com Jamar Monteiro, historiador, pedagogo e mestre em Educação. Informações podem ser obtidas pelo telefone (44) 3245-5588. 

Fonte: O Diário na Escola

Estudante de Três Corações é a vencedora do EPTV na Escola


Alice Teodoro da Silva ficou em 1º lugar com redação que teve o bullying como tema

A estudante Alice Teodoro da Silva, de Três Corações, foi a grande vencedora do Projeto EPTV na Escola deste ano no Sul de Minas. Ao todo, 19.233 estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental fizeram a redação, que teve como tema "Bullying, quando a brincadeira perde a graça". Participaram do projeto 116 cidades do Sul de Minas.

A primeira seleção foi feita por jornalistas da EPTV. A escolha dos semifinalistas e dos finalistas ficou a cargo de uma comissão, composta também por jornalistas da emissora e por uma professora de português.

A premiação dos vencedores acontece em uma cerimônia no dia 20 de outubro, no Distrito de Monte Verde, em Camanducaia.

Confira a lista dos 10 finalistas:

1º lugar:
Alice Teodoro da Silva
Escola: Escola Municipal Dona Maria Laura
Profº: Eduardo Basílio Ribeiro
Cidade: Três Corações

2º lugar:
Talisson Barbosa Pereira
Escola: Escola Estadual Padre João Neiva
Profª: Selma Maria Claret de Lima Pereira
Cidade: Santana da Vargem

3º lugar:
Samara Campos Oliveira Reis
Escola: Colégio Imaculada Conceição
Profª: Denise Aparecida Silveira
Cidade: São José da Barra

4º lugar:
Rayana Gabrieli da Silva
Escola: Escola Municipal Paulo Sinésio Belato
Profª: Marisa Helena da Silva Pereira
Cidade: Monsenhor Paulo

5º lugar:
HeloÍsa MendonÇa Terra
Escola: Escola Estadual Professor Fábregas
Profª: Sandra Helena Silva
Cidade: Luminárias

6º lugar:
Leandro Marques Esteves
Escola: Escola Estadual Presidente Tancredo de Almeida Neves
Profª: Liliane Maria de Oliveira Lima
Cidade: Monte Belo

7º lugar:
Wender Toledo Izabel
Escola: Escola Municipal Rio do Peixe II
Profª: Ana Maria Naves
Cidade: Três Corações

8º lugar:
Giovanna Carvalho Silva
Escola: Escola Estadual Américo Dias Pereira
Profª: Christiane Pereira Nahar
Cidade: Três Corações

9º lugar:
FabrÍcio Eduardo de Brito
Escola: Escola Estadual Doutor João Pinheiro
Profª: Denise Machado Azevedo
Cidade: São Gonçalo do Sapucaí
 
10º lugar:
Mariane Mendes Gois
Escola: Escola Estadual Doutor Benedito Leite Ribeiro
Profª: Vânia Maria Dutra da Costa
Cidade: Guaxupé

Fonte: EPTV

 

Parlamento Jovem terá três representantes paraenses


Advaldo Nobre/Ascom Seduc
Os alunos da escola estadual Simão Jacinto dos Reis e o secretário de Estado de Educação, Cláudio Ribeiro: ideias reconhecidas na Câmara

Três alunos da escola estadual Simão Jacinto dos Reis, de Tucuruí, no sudeste do Pará, serão os representantes paraenses no Parlamento Jovem deste ano. Os projetos de Brendam Rodrigues, Dalciane Corrêa e Eric Souza foram selecionados e serão defendidos na Câmara Federal, desta segunda (26) até sexta-feira (30), em Brasília.

O Parlamento Jovem proporciona a 78 estudantes do ensino médio de todo o país uma oportunidade de simular, durante cinco dias, a jornada de trabalho dos deputados federais. Os jovens criam projetos de lei, que passam por simulação de todas as etapas do processo legislativo. Bullying, assistência social e incentivo ao estudo do desenho nas escolas são os temas das proposições apresentadas pelos estudantes paraenses.

Antes de embarcar para Brasília, os estudantes foram cumprimentados e parabenizados pelo governador Simão Jatene e pelo secretário de Estado de Educação, Cláudio Ribeiro. “São iniciativas como estas que demonstram que a educação vai além do que é abordado em sala de aula e que nossos alunos têm compromisso social”, ressaltou Ribeiro.

Dalciane Corrêa elaborou um projeto de assistência domiciliar para jovens infratores, por meio do Instituto Mão Amiga, após assistir a uma reportagem na televisão. Ela viu o drama de adolescentes que, após cumprirem pena na Febem, voltam a praticar atos infracionais. “Neste espaço, eles receberiam auxílio psicológico e seriam incentivados a praticar esportes e dar continuidade aos estudos”, explicou.

O projeto do aluno Brendam Rodrigues, por sua vez, estabelece uma pena alternativa – como a prestação de serviços de manutenção na escola – ao jovem que for flagrado praticando o bullying. “Esse é um assunto que está na mídia, gera muita polêmica, mas que carece de uma discussão mais aprofundada, especialmente dentro da escola. Proponho esse debate e o estabelecimento de penas alternativas para quem demonstrar esse tipo de comportamento”, ressaltou.

O estudante Eric Souza propõe a criação da Olimpíada Nacional de Desenho a Mão Livre e Realístico, por meio da qual seriam incentivados o ensino e o estudo do desenho nas escolas. “Sempre gostei de desenhar, mas não tinha estímulo na escola. Foi por sentir falta disso na grade curricular que resolvi propor esse projeto de lei. Fiquei muito feliz que ele tenha sido selecionado. Estou vivendo uma grande expectativa”, concluiu.

Danielly Gomes – Seduc

Fonte: Agência Pará

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Violência urbana, tolerância zero

Hoje em dia a palavra violência possui grande destaque no cenário nacional e internacional. A violência está nas ruas, nos jornais, nos debates acadêmicos, nas conversas informais, etc

Hoje em dia a palavra violência possui grande destaque no cenário nacional e internacional. A violência está nas ruas, nos jornais, nos debates acadêmicos, nas conversas informais, etc. A violência urbana, sem dúvida, é um dos temas mais discutidos na sociedade atual, pois atinge todas as classes sociais e faz centenas de vítimas diariamente. Não é fácil conceituar violência, pois o termo possui inúmeros significados, mas não há como desvincular sua idéia de ato criminoso. 

No início desta semana, em Ponta Grossa, acompanhamos pelos jornais e noticiários o bárbaro crime cometido por um rapaz de 23 anos, contra uma jovem de apenas 21, aparentemente motivado por psicopatia sexual aliado ao uso de bebida alcoólica.
 
Em geral, quando tomamos conhecimento de histórias de crimes bárbaros, cometidos principalmente por jovens, temos naturalmente um sentimento de repulsa, que por sinal é muito justificado. Porém fica a pergunta: o que faz uma pessoa jovem, aparentemente normal, cometer um crime tão bárbaro? Trauma de infância? Bullying? Desrespeito a vida e a dignidade das pessoas? Ambição doentia? Uso de drogas? Consumo excessivo e bebida alcoólica? Ou a certeza da impunidade? Seja qual for a razão, nada justifica tamanha crueldade.
 
A sociedade já não suporta mais tanta violência física, psicológica, impulsos agressivos e crimes hediondos como este ocorrido em nossa cidade. Em todos os lugares, percebe-se estampado no rosto das pessoas de bem o sentimento de indignação pelo aumento progressivo da violência. É o anseio popular pela “tolerância zero” no combate a criminalidade e a selvageria urbana.
 
A violência urbana é um problema que afeta a ordem pública e toda a sociedade, independente de classe social, englobando diversos tipos de violência: doméstica, escolar, dentro das empresas, contra idosos, crianças, entre outras. Esse mal vem amedrontado as pessoas e muitas vezes impedindo-as de realizar diversos tipos de tarefas. Não há uma causa específica para a violência, apesar de muitos especialistas apontarem a má distribuição de renda como fator principal.
 
As conseqüências da violência são terríveis, o crescimento do tráfico de drogas, o aumento de crimes extremamente violentos que começam por brigas familiares, de bar ou de trânsito. Sem falar nos roubos que aumentam ainda mais o medo e falta de liberdade dos cidadãos. A solução para a violência urbana não é apenas aumentar o reforço policial e melhorar a estrutura das Polícias, como o governo vem tentando fazer, mas sim procurar conscientizar toda a população da importância que a ação conjunta de toda a sociedade tem no combate a esta anomalia social. Desta forma, todos nós podemos contribuir para que isso não se expanda ainda mais. Pequenos atos podem colaborar para restringir a violência urbana, como por exemplo, promovendo a solidariedade e repensando nossos valores éticos e morais.
 
A violência urbana é grande em países em que funcionam mal os mecanismos de controle social, político e jurídico. Em países como o Brasil, de instituições frágeis, profundas desigualdades econômicas e uma tradição cultural de violência, a realidade do cotidiano das grandes cidades é violenta. São freqüentes os comportamentos criminosos graves, como assassinatos, linchamentos, assaltos, tráfico de drogas, tiroteios entre quadrilhas rivais e corrupção, além do desrespeito sistemático às normas de conduta social estabelecidas pelos códigos legais ou pelo costume.
 
Com isso, o crescimento da violência – que ocorre em função da falta de oportunidades e na total falência da atuação do Estado através de políticas públicas como, uma educação de qualidade acessível a todos e de um sistema penitenciário que realmente recupere os infratores – faz com que o sentimento de “banalização” cresça na mesma proporção. Quanto maior o número de casos de violência, mais “acostumada” e “anestesiada” fica a nossa sociedade. Lutemos pela paz antes que seja tarde demais!

Fonte: JM News

Tragédia em São Caetano

Qualquer comentário será apenas especulação ("Criança atira em professora e se mata no ABC", 23/09). Não sabemos quais circunstâncias levaram o garoto a se matar: família, bullying, sociedade, mídia ou "brincadeira de criança"? Uma coisa que me arrisco a dizer é que os pais devem prestar mais atenção nos filhos, os professores, nos alunos e a sociedade, nas crianças. Se nossa vida fosse segura, este pai não teria uma arma a mais e nem um filho a menos.  
ISRAEL ANTONINI, pelo Facebook * Horrível. O que leva uma criança aparentemente normal a fazer uma coisa dessas? Forças do mal, para quem acredita. 

Fonte: Destak Jornal

domingo, 25 de setembro de 2011

PROMOÇÃO 2011 do espetáculo BULLYING – ganhe dinheiro, camisa, foto, adesivos, certificado e sacola #EUDIGONÃOAOBULLYING


Faça indicações da Cia Atores de Mar´ com o espetáculo BULLYING para as instituições de ensino de todo o Brasil. Pode ser também aos professores, coordenadores, pedagogos e diretores. É importante eles informarem que foi uma indicação sua ou você mesmo anote todas as indicações e nos passe semanalmente por email ciaatoresdemar@gmail.com.

Se fecharmos o contrato de apresentação do espetáculo BULLYING você ganha POR APRESENTAÇÃO:

1)     R$ 100,00
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5)     UMA SACOLA EU DIGO NÃO AO BULLYING
6)     UM ADESIVO EU DIGO NÃO AO BULLYING
7)     UM ADESIVO CIA ATORES DE MAR´

Dependendo de onde você reside e da disponibilidade de nossa agenda, você poderá receber em sua casa a BLITZ EU DIGO NÃO AO BULLYING com o ELENCO e DIRETOR do espetáculo BULLYING.

Você pode divulgar nas Redes Sociais como ORKUT, FACEBOOK, LINKEDIN, TWITTER, BLOGGER, MYSPACE, BUZZ, entre tantos outros. Também nos SITES das INSTITUIÇÕES DE ENSINO, por TORPEDO, por TELEFONE ou PESSOALMENTE – o importante é divulgar.

Quanto mais você divulgar, mais chances você tem de ganhar!

Escolas precisam mudar para reagir à violência, defendem especialistas



Uol


Com um novo caso de violência escolar -em que um aluno de dez anos atirou em uma professora em São Caetano do Sul (SP) e se matou-, o debate sobre como lidar com o problema volta à tona. Especialistas ouvidos pelo UOL Educação afirmam: as escolas precisam mudar para tentar evitar novos episódios. Essas mudanças também passam, dizem, pela família e pela formação do professor.

"A escola precisa mudar muito. Precisa evoluir muito em questões pedagógicas, nos métodos de ensino, no próprio relacionamento dos professores com os alunos", afirma o professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) Evandro Camargos Teixeira. Ele defendeu, neste ano, uma tese de doutorado sobre as relações entre violência e abandono e desempenho escolar.
 
"Não é uma questão de coerção. Isso não vai acabar com o problema. Não adianta colocar a polícia. Ela vai lá para tentar resolver o problema que acabou de acontecer. É [preciso] uma política de conscientização de todos os setores", afirma Teixeira.
 
Para Paulo Carrano, professor da Faculdade de Educação da UFF (Universidade Federal Fluminense), não houve muitas mudanças nas escolas nos últimos anos. "A disciplina escolar não mudou muito, a disposição das carteiras [na sala] não mudou muito", diz.
Professor
 
Essas mudanças, afirma Carrano, também devem passar pelo professor. "O ‘manda quem pode, obedece quem tem juízo', tem que ter lugar a outro tipo de autoridade. Os professores mais escutados [pelos alunos] são os que têm a autoridade do saber, que sabem o que estão dizendo, e os que têm a autoridade do afeto, que escutam, que dão valor às experiências que os alunos já trazem. O que consegue juntar as duas é o melhor professor."
 
Fonte: Portal do Paraná

Escolas alagoanas viram território de guerra

Láyra Santa Rosa

Os últimos meses não foram fáceis para educação pública em Alagoas. Se não bastassem os problemas estruturais, a violência invadiu o universo escolar, tirando a vida de profissionais da educação, ferindo alunos e maculando um local que para muitos parecia seguro. E por mais que seja reforçada a segurança nas escolas, o problema não para de crescer.

Porteira Terezinha Soares, da escola Rui Palmeira (Foto: Yvette Moura)
Porteira Terezinha Soares, da escola Rui Palmeira (Foto: Yvette Moura)

Depois de ser alvo de tráfico de drogas e precisar fechar às portas com receio da violência, a escola municipal Rui Palmeira, no Vergel do Lago, agora parece um reality show com câmeras espalhadas por toda parte. A medida de segurança foi tomada em março, após a direção detectar que traficantes da Vila Brejal tinham invadido a escola para fazer de lá, ponto de drogas no horário noturno.

“Foi um momento crítico. Algumas pessoas que tinham envolvimento com drogas vinham dizendo que queriam estudar, mas estavam presentes para comercializar entorpecentes para outros alunos. A direção ficou desesperada e decidimos fechar às portas até que algo fosse feito. Hoje, temos câmeras de segurança por toda parte e também recebemos duplas de policiais para fazer a segurança. Depois disso, tivemos uma evasão no horário da noite de quase 70%”, disse uma diretora da Rui Palmeira, que preferiu não se identificar.

Ainda segundo a educadora, a situação na escola hoje é mais calma, apesar de ainda existirem muitas brigas entre alunos e algumas agressões verbais a professores. “Existem alunos que não respeitam professores e a qualquer atitude mais brusca, eles ficam agressivos, respondem e até fazem ameaças. Nesse caso, chamamos os pais, para que eles tomem a providência. Só que a violência vem de casa. Eles aprendem a serem agressivos na rua e isso reflete dentro da escola”, falou.

A porteira Teresinha Soares trabalha na escola há mais de 15 anos e revela que é preciso ser linha dura, para manter a ordem. “Estou aqui pela manhã e esses meninos não respeitam ninguém. Fazem bagunça, brigam o tempo todo e são violentos. Mas, comigo isso não acontece, porque sou linha dura. Tenho que manter a ordem e muitas vezes “engrosso” a voz, para conseguir controlá-los. Falta a cultura de paz nessa escola e na vida desses meninos”, afirmou.

Violência vem dominando o espaço que deveria ser de aprendizado
A situação de violência nas escolas tem se agravado. Em agosto, a invasão de um homem armado à escola Estadual Rosalvo Lobo, na Jatiúca, chamou a atenção para o perigo que os alunos da rede pública têm corrido. No horário da tarde, um jovem identificado como Rafael da Mancha, entrou no prédio, atirou em duas pessoas e fugiu correndo. As duas vítimas, uma aluna de 17 anos e o porteiro Janilson Alves Pinto, 44, não eram os alvos do bandido, mas acabaram sofrendo as consequências. A menina teve ferimentos leves, já o porteiro acabou morrendo, após ficar internado por alguns dias.

Depois do crime, professores e alunos não quiseram mais voltar ao trabalho, só depois que a segurança fosse reforçada. “O que nós queremos é apenas segurança. Não temos como educá-los nos sentindo inseguros”, disse o professor de educação física da escola, Alexsandro Santos Vieira na época do ataque.

As aulas na escola voltaram na última quarta-feira, com homenagens às vítimas do atentando. No evento a diretora da unidade, Lucy Jane Lins prestou esclarecimentos aos alunos e pais sobre como deve acontecer o funcionamento da escola, que logo após o atentado ainda sofreu com a queda do teto de uma das salas. “Todo o trabalho necessário está sendo feito pela escola e pela Secretária de Educação para que nossos alunos não sejam prejudicados. Também vamos nos reunir para definir como será feita a reposição dos dias de aula paralisados para que não haja atraso do ano letivo e as aulas terminem na data prevista”, afirmou.

Cultura de paz começa de casa
Educação emocional. Essa pode ser a chave para uma cultura de paz, dentro das escolas públicas alagoanas. Diante de tanta violência 16 cidades do Estado, já iniciaram o projeto Paz nas Escolas com suporte da Secretaria da Paz, que visa ensinar às crianças das séries iniciais a cultivar o amor ao próximo, controlar seus extintos e expressar seus sentimentos, longe da agressividade.

O projeto ainda está em fase inicial, mas já tem tido alguns resultados, de acordo com os próprios diretores de escolas, que tiveram reunidos para trocar experiências na última quinta-feira. “É tudo muito novo mais já podemos perceber a mudança no comportamento de cada um deles. Antes, eles eram agressivos, brigavam o tempo todo e não respeitavam a figura do professor. Agora estão mais calmos e entendendo a importância de manter a paz”, disse Lucidalva Gomes dos Santos, professora da Escola Pedro Carvalho Pedrosa, que fica na cidade de Coqueiro Seco.

De acordo com a professora a escola fica localizada num bairro violento da cidade, onde existe tráfico de drogas, prostituição infantil, alcoolismo e até mesmo agressões dentro das próprias casas. “As crianças vivem uma cultura de violência. Aprendem a ser agressivos dentro de casa e nas ruas. Vivem com medo e receio de falar o que sentem. A violência acontece na maior parte fora da escola, mas se reflete dentro, o tempo todo. Tanto que o comportamento da maioria é agressivo”, relatou.

A paz deve se tornar uma rotina
O projeto Paz na Escola surgiu há cinco anos e foi aplicado em São Paulo e Minas Gerais. Ele foi criado diante da necessidade de trabalhar situações reais como violência urbana e principalmente dentro das famílias. O idealizador do projeto Paz na Escola, o professor paulista João Roberto Araujo, também esteve em Alagoas na última semana e explicou um pouco sobre a importância de cultivar a paz, através da educação emocional.

“As pessoas acham que violência se resolve com políticas de repressão, através da polícia e da Justiça. Isso também tem que ser trabalhado, mais não é a única alternativa. Costuma dar um exemplo que é o caso da Meningite, se os médicos tratam apenas a febre, a bactéria continua. Bem assim é a violência, se tratamos apenas a repressão o problema não passa. É preciso políticas sociais mais firmes e que ensinem uma nova forma de pensar nessas crianças, onde a paz se torne uma rotina”, explicou o professor João Roberto.

Segundo o idealizador do projeto, um dos maiores problemas da violência é o analfabetismo emocional.  “As crianças são reeducadas. Elas passam a ter aulas semanais, onde recebem acompanhamento dos professores para aprender a lhe dar com raiva e suas emoções. A paz se aprende e é isso que queremos ensiná-los”, falou. “Com essa educação pela paz, as crianças acabam se tornando multiplicadores e eles exercem uma influência grande nas suas famílias. E isso se torna um movimento grande, onde uma sociedade se modifica”.

Leia a matéria completa na edição deste domingo de O JORNAL

Fonte: O Jornal de Alagoas

Ameaças e crimes expõem aumento da violência nas escolas de Umuarama

Umuarama – A violência é um problema social que está presente, cada vez mais, também nas ações dentro das escolas. Isso já não é surpresa, pois notícias envolvendo violências entre crianças, adolescentes e até professores aparecem diariamente. E é o que não deveria acontecer, pois escola é lugar de formação da ética e da moral dos sujeitos ali inseridos, sejam eles alunos, professores ou demais funcionários.
 
Na edição de quinta-feira, o Ilustrado relatou a história de uma criança de 14 anos, que vem sendo ameaçado de morte, por outros dois garotos, por ser honesto, e relatar um furto. O caso aconteceu nas imediações de um colégio estadual e o pai da vítima registrou um boletim de ocorrência na delegacia em Umuarama, e teme pela segurança do filho.
 
Na sexta-feira, a RPC TV, exibiu uma reportagem, em Cianorte, onde uma aluna do Colégio Estadual Itacelina Bittencourt, gravou imagens de uma briga que envolveu quatro estudantes na escola. Segundo a estudante, que não quis se identificar, a confusão aconteceu no horário do intervalo, quando três adolescentes agrediram outro jovem, que não conseguiu se defender. Dois dos agressores não eram alunos e entraram na instituição apenas para cometer a violência, segundo a estudante.
 
O chefe do Núcleo Regional de Educação, em Umuarama, Adalberto Carlos Rigobello, afirma que o problema da violência, geralmente é algo externo à escola e os alunos trazem problemas das ruas; “A violência que a criança sofre, ou presencia, nos bairros, é levada para o interior das escolas”. As drogas são um motivo de preocupação para Rigobello. Segundo ele, através delas, os alunos ficam violentos, causando problemas.
 
Rigobello afirmou ainda que para enfrentar esse grave problema, é preciso existir o fortalecimento de uma rede de apoio à criança, que envolve todas as entidades, que se preocupam com a formação de cidadão de bem. Ele relatou que é preciso investir na educação, “É muito melhor a criança estar na escola, do que na rua. Hoje o pai e a mãe precisam trabalhar e é melhor a criança estar com um professor”, enfatizou Rigobello.
 
Para a coordenadora do enfrentamento à violência na escola, Edina Terezinha Monteiro, é preciso trabalhar com a prevenção, trabalhando junto com a rede de proteção à criança. Ela destaca o trabalho da Patrulha Escolar, que também faz um trabalho de prevenção junto às escolas e Guarda Municipal que sempre marca presença nas portas e nas escolas.
 
Em relação às violências sofridas pelos professores, Edina afirma que não há registros mais sérios em Umuarama, mas faz um apelo para que os professores denunciem a violência. Segundo ela, os professores não tem o habito de denunciar e isso prejudica o trabalho de combate à violência.
 
A origem da violência pode estar na família
A prática de um ato infracional por crianças, adolescentes, é visto pelo Conselho Tutelar como um problema de falta da estrutura familiar. Os conselheiros Amos Westphal, e Priscila Mariana Carvalho de Morais, em conversa com a reportagem do Ilustrado, relataram que a escola é mais um cenário dessa violência, e como a criança passa a maior parte do tempo nas escolas, acaba estourando lá.
 
O conselheiro Amos destaca que o agravante hoje é a ausência dos pais. Antigamente, podia até ter um conflito nas escolas, mas ao chegar em casa, a criança era orientada pelos pais. Priscila ressalta que as crianças hoje estão sendo educadas somente pelo Governo, pois a família já não faz mais o seu papel. “A família acaba entendendo é que é dever da escola, é dever da creche, é dever de qualquer um zelar pelo filho, menos da família. A falta de tempo dos pais deixa as crianças desamparadas, sem uma direção.”
 
A conselheira destaca ainda que as famílias hoje, já não são funcionais. Muitas delas não exercem o mesmo papel, que antigamente exerciam, de ditar regras, impor limites, conselhos morais. O conselheiro Amos ressalta que a educação moral deve ser ensinada pela família, pois não é função apenas das escolas.
 
Essa ausência pode gerar uma culpa, que não permite repreender as atitudes das crianças. Segundo Priscila, essa ausência inibe os pais, já que eles não participam da vida da criança e não têm autonomia para repreendê-las.
 

MAIS MORTES EM ESCOLAS
Esse ano a violência nas escolas já foi destaque no noticiário nacional e internacional. O mais chocante talvez tenha sido o Massacre de Realengo; no dia sete de abril, por volta das 8h30min da manhã, na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 12 e 14 anos. Oliveira foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.
 
Na quinta– feira passada, uma outra tragédia, dessa vez em São Caetano do Sul, onde um aluno de 10 anos atirou na professora dentro da sala de aula e depois disparou contra a própria cabeça. Os dois foram socorridos com vida, mas o estudante David Mota Nogueira morreu. A professora, identificada como Rosileide Queiros de Oliveira, de 38 anos, deixou a escola consciente.

Fonte: Umuarama Ilustrado

Apeoesp debate nesta terça em Itapecerica violência nas escolas

Karen Santiago


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Divulgação Reunião acontece nesta terça-feira, 27, na Faculdade Anhanguera

Casos de violência sofridos por educadores, professos, gestores e funcionários são crescentes na região como aponta dados do Dirigente Regional de Ensino de Itapecerica da Serra, ao todo desde o início do ano, 89 ocorrências foram registradas. A mais recente foi à agressão da mãe de uma aluna, na porta da escola, contra a diretora da EE Jardim Campestre, em Embu-Guaçu. Além de agressões, os professores também são ameaçados de morte, e até são brutalmente assassinados, como é o caso da professora Joyce Domingues, em frente ao EMEF Paulo Freire, em Embu.

Atenta aos casos por meio da imprensa a Apeoesp realiza reunião na próxima terça-feira, 27, às 10h, na sede da Faculdade Anhanguera, em Itapecerica da Serra. O objetivo do encontro é o combate à violência nas escolas. “Não podemos aceitar que violências como essas, venham apenas reforçar as estatísticas, como foi o assassinato da professora Joyce. Mesmo reconhecendo que há diversas variáves nas situações de violência escolar, como a questão social, entendemos que medidas imediatas poderiam ser tomadas para minimizar esse quadro”, explicam.

De acordo com a nota divulgada à imprensa regional, para a Apeoesp as medidas seriam: construir uma efetiva gestão democrática das escolas garantindo a mais ampla participação da comunidade escolar; completar o quadro de funcionários de todas as escolas, convocando e efetivando as pessoas que passaram no último concurso e, garantir o afastamento temporário, sem nenhum prejuízo de ordem funcional, aos educadores que sofreram agressões ou estão sendo ameaçados.

Serviço:
Reunião com professores, diretores e funcionários das escolas da região para debater medidas de combate a situação de violência nas escolas.

Terça-feira, dia 27 de setembro, às 10h Faculdade Anhanguera de Itapecerica da Serra (Avenida XV de novembro, 1586  - Centro)

Fonte: Jornal na Net