quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Alunos da Escola Arlindo Lima recebem palestra sobre bullying

O projeto "OAB vai à escola" realizado em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, completa quatro anos, com resultados positivos nas escolas municipais, com o corpo docente, alunos e pais que são o público-alvo dos temas abordados. Nesta quarta-feira (18), os alunos da Escola Municipal Arlindo Lima receberam a coordenadora da comissão da OAB, Eugênia Portela de Siqueira Marques que ministrou uma palestra sobre "Bullying: um mal que pode ser evitado".

Na platéia, alunos do 4º e 5º ano escutaram atentamente a advogada e professora, que explicou com exemplos do cotidiano como os alunos podem ser vítimas deste tipo de agressão, caracterizada por serem repetitivas e agressivas, causando conseqüências como: déficit de atenção, baixo rendimento escolar, reprovação, ansiedade, depressão, aflição, suicídio e até assassinato. "Temos que aprender a respeitar os colegas e não ofendê-los verbal e fisicamente. Ninguém gosta de ser mal tratado", explicou Eugênia.

Conforme foi transcorrendo a palestra, as crianças ficaram confiantes e não tiveram vergonha de falar que já tinham passado por uma situação de bullying. A estudante M.E.S., de 10 anos desabafou que sofre com piadinhas maldosas por causa da dentição e, por conta disto, ser chamada de "dente de coelho" ou "dentuça". Outras também deram depoimento e demonstraram estar bem por dentro do que é esta agressão, já que foram citadas questões como discriminação de cor, da vestimenta, por usarem óculos ou aparelhos dentários e, até, por causa do sobrenome.

A cada explicação, a palestrante explicava como proceder, sempre evitando o revide ou a violência e alertando para que as vítimas procurem a direção da escola ou os pais. "Ao invés de excluirmos do nosso convívio uma pessoa por ser diferente, vamos acolhê-la, recebê-la bem. A vida não seria sem graça se todo mundo fosse igual?", questionou a palestrante.

Para o diretor da escola, Aristóbulo dos Anjos Castro, a iniciativa do projeto é ótima e vem auxiliar o corpo escolar com educação e colaborações a todos os envolvidos. "A parceria do "OAB vai à escola" é muito boa para a Rede Municipal de Ensino e a escola foi palco do lançamento do 1º gibi do projeto", comemorou o educador.

Entendendo o bullying – é uma palavra proveniente da língua inglesa e significa algo como valentão, briguento, sendo atualmente um problema mundial, encontrado em qualquer escola e série, independente de ser pública ou privada. Na opinião do diretor, é um tema que ser sempre reforçado, por ser detectado diariamente. "Todo mês, pedimos palestras e além do bullying será discutido o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A programação é a seguinte:

(18/08) – bullying – 4º e 5º anos

(19/08) – ECA – 6º e 7º anos

(20/08) - bullying – 6 e 7º anos

Além estes temas, são discutidos também: relacionamento interpessoal, direitos das mulheres e violência doméstica, novas modalidades de famílias, direito do trabalhador e também os direitos dos trabalhadores menores, cidadania, diferentes tipos de discriminação, vícios e desvios de comportamento, relacionamento familiar, entre outros.

A advogada afirmou, ainda, que recentemente foi feito um convite para as universidades e alunos do 7º e 9º semestre da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) devem participar como voluntários. "Para se mudar situações de risco, temos que utilizar a ferramenta da educação. A escola é uma sociedade em miniatura", afirmou Eugênia Marques.

Fonte: Correio do Estado Campo Grande


Câmeras flagram agressão a vítima de bullying a caminho da escola no RS

Adolescente levou socos e pontapés de três agressores.
Polícia de Passo Fundo investiga o caso.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que um garoto de 16 anos foi agredido em frente a uma escola em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, na quinta-feira (12).

Segundo a polícia, a agressão foi provocada por um caso de bullying iniciado dentro da escola.

Três adultos bateram no estudante a mando de outros adolescentes, de acordo com a polícia. O vídeo mostra o ataque a socos e pontapés.

O estudante ficou com lábios e uma das mãos machucada. Segundo a polícia, o pai do estudante já teria procurado a direção da escola para informar que o garoto sofria bullying.

O delegado titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Mario Pezzi, disse que os envolvidos serão interrogados a partir da próxima semana.

Fonte: G1


Aluna é agredida por colegas em escola de Ribeirão

Menina de 11 anos com transtorno de atenção leva soco e pedradas em unidade estadual de ensino e mãe ameaça ir à Justiça

Wesley Alcântara - Especial A Cidade

Foto: Matheus Urenha / A CidadeEstudante de 11 anos vítima de colegas de escola afirma que não quer mais voltar às aulasEstudante de 11 anos vítima de colegas de escola afirma que não quer mais voltar às aulas

A dona de casa R.E.P., de 30 anos, afirma que a filha de 11 anos é vítima de bullying (intimidação de colegas de classe por intolerância) desde o ano passado, na escola estadual Vereador José Bompani, no Conjunto Valentina Figueiredo, zona Norte de Ribeirão Preto. Na semana passada a menor foi agredida com um soco no rosto e apedrejada pelos colegas da sala de aula, logo após sair da escola.

Uma inspetora acompanhou a menina até a casa da avó. Mesmo assim, um grupo de dez crianças continuou a atirar pedras, que acertaram apenas a mochila da menina.

A mãe diz que a filha, repetente da 4ª série do ensino fundamental, é perseguida porque tem dificuldade no aprendizado. Aos 4 anos, pediatras diagnosticaram que a menor tem Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

"Os colegas da sala a xingam de burra e de gorda. Como fica chateada, acaba revidando aos xingamentos e os alunos a agridem", disse R., que pretende processar o Estado caso nenhuma providência seja tomada. A família da estudante pede a mudança dela para outra escola, desde que o ensino seja de qualidade.

Providências

Os pais da menina participaram nesta terça-feira de uma reunião na escola, que prometeu providência. O conselheiro estadual da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado), José Wilson de Souza Maciel, diz que a entidade oferece projetos para orientar professores a combater o bullying.

A Secretaria da Educação do Estado afirma trabalhar no combate à violência escolar e que conquistou resultados significativos com o Programa Sistema de Proteção Escolar, implantado em 2009. O projeto conta com manuais de procedimentos e conduta, que servem como referência à convivência no ambiente escolar e detalham normas adotadas em situações de conflito.

Os nomes não foram divulgados para não identificar a menor, segundo preconiza o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Fonte: Jornal A Cidade

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Educar e ser educado contra o bullying

Perpétua Maria da Silva

Preocupações com provas, pesquisas e vestibular fazem parte da vida estudantil. O que não deveria estar presente na rotina de crianças e jovens, e em nenhuma outra fase da vida, é a violência, seja ela física ou psicológica. Infelizmente, a realidade mostra que estudantes estão cada vez mais expostos a essas situações. Implicâncias entre colegas podem gerar os mais variados apelidos e, com isso, as diferenças e as características peculiares de cada um passam a ser exaltadas de forma pejorativa e podem evoluir para agressões físicas. Muitas vezes, pela correria do dia a dia, os pais não percebem mudanças de comportamento nos filhos que indicam serem vítimas ou autores dessa violência que afeta os jovens e assusta familiares e educadores em todo Brasil: o bullying. É preciso estar atento aos sinais. A criança pode perder a vontade de ir para a aula, apresentar uma queda no rendimento escolar e não ter vontade de interagir com os amigos, mas o problema será percebido quando seus pais forem chamados no colégio em razão de brigas.

Pais e professores estão estreitamente ligados ao cotidiano das crianças. Mais que a proximidade física, é necessário construir um canal permanentemente aberto ao diálogo. Devemos ser referência em um momento de medo, dúvida ou angústia. É fundamental promover iniciativas para coibir essa forma de violência, como as leis antibullying aprovadas na Câmara de Vereadores e na Assembleia Legislativa. Os colégios da Rede Metodista de Educação do Sul também criaram um projeto com o objetivo de discutir o tema com seus alunos, para torná-los multiplicadores no processo de conscientização. O bullying é, acima de tudo, uma questão de formação. Mais do que preparar para o mundo acadêmico e profissional, a escola deve preparar para a vida, com valores éticos e morais, com respeito aos direitos e espaço dos outros. Antes de condenar uma criança por seus atos, é preciso se perguntar onde ela aprendeu tal comportamento. Pais e professores devem atuar juntos e ter consciência de que não basta apenas educar, é preciso ser educado, pois é na infância que se consolidam as bases da tolerância e do respeito com o outro. É com esta filosofia, presente no Ensino Metodista, que se deve trabalhar a formação de bons cidadãos para a vida em coletividade.

Vice-diretora da Educação Básica dos Colégios Metodistas Americano, Centenário e União

Fonte: Jornal do Comércio - POA

Como entender e evitar o bullying

Atitudes rudes, humilhações, xingamentos e ameaças – físicas e psicológicas – têm nome: bullying. O tema tem sido tratado cada vez com mais atenção por pais e professores. Dois lançamentos atentam para o problema de formas diferentes.

Jefferson Galdino optou por contar a história de Joca, menino que sentia um friozinho na barriga quando as aulas se aproximavam. Alvo da zoação de três colegas, sofria ao pensar que seria chamado de “cabeça de repolho” ou que deveria pagar pedágio para poder ter tranquilidade na escola. No final, a lição serve pra todos: os meninos percebem que a atitude só lhes fazia mal e Joca, que suas diferenças são muito importantes, pois fazem dele uma pessoa única.

A catarinense Miriam Portela aprofunda mais o tema. A história também se passa na escola, claro, mas é um pouco mais densa. Por meio dos personagens, é possível levar a discussão adiante na sala de aula. Professores e alunos podem entender que a agressão atinge todas as classes sociais.

Bullying, Vamos Mudar de Atitude!, de Jefferson Galdino. Noovha América. 26 págs. R$ 28

Bullying, Vamos Sair Dessa?, de Miriam Portela. Ilust. Toni D’Agostinho. Noovha América. 50 págs.R$ 42

Fonte - Diário Catarinense

domingo, 15 de agosto de 2010

Cia Atores de Mar´ faz participação com espetáculo BULLYING no SBT


Junior Beéfieeri, Patrick Moraes, Juliana Behla, Vanessa Palazzi e Mar´Junior no SBT para a gravação do programa "Casos de Família" apresentado pela Christina Rocha. 13/08/2010

Conscientização sobre danos do bullying deve começar cedo

Para o professor Carmelito Alcunha, de Cáceres, o processo de conscientização dos alunos sobre a prática perigosa de bullying e de cyberbullying deve começar desde cedo. Ele desenvolve um projeto com esse objetivo há cinco anos. O professor conta que ficou impressionado com a esse tipo de violência na escola onde ele leciona e resolveu tomar uma atitude.

“Na verdade eu considero esse tipo de atitude como um distúrbio de comportamento. Na internet é ainda pior, porque é uma violência mascarada, onde a única pessoa que aparece é a vítima”, opinou.

Para tentar coibir esse tipo de ação, toda semana Carmelito Alcunha realiza pequenas palestras sobre bullying e cyberbullying na escola em que trabalha, que tem cerca de 700 alunos de 6 a 17 anos. Segundo o professor, a prática tem trazido resultados.

“Eu percebi que os estudantes estão mais calmos e menos agressivos entre si, diminuiu até mesmo os apelidos – que de inocentes não têm nada”, afirmou. Para ele, se esforçar para diminuir a incidência de qualquer tipo de violência é tarefa de todo educador. A escola, ao longo dos anos, mostrou que não está livre da violência. Os muros dos colégios nem sempre são suficientes para proteger os alunos e professores. Nem deles mesmos. (CH)

Fonte: Diário de Cuiabá

Estudantes ajudam quem sofre discriminação

Com o tempo, estudantes da 8ª série aprenderam a lidar com o bullying e ajudam os mais novos a superar esses problemas. O primeiro passo foi o levantamento feito em todas as séries da escola.

– A gente pesquisou e viu quem sofria bullying e também quem cometia em cada turma – conta Bruna Castellan, da 8ª série.

Depois, a exibição de um filme didático com a história de um sapo gordo e de um magro promovido pelos alunos mais velhos ajudou a explicar o tema para as crianças.

– Nosso vídeo também fala que a maioria das pessoas comete bullying como defesa e, muitas vezes, isso é um problema familiar – explica Felipe Luciano, 15 anos.

Reconhecer desde cedo que atitudes podem ser prejudiciais aos colegas é umas das tarefas mais importantes do projeto.

– É tão fácil julgar os outros, mas é muito difícil enxergar os próprios defeitos – ressalta a aluna Giulia Zanini, 14.

Além de conscientizar, os estudantes querem ajudar os colegas que sofrem discriminação e não buscam ajuda em casa.

– A gente quer quebrar o silêncio para que possamos aconselhá-los ou encaminharmos para as pessoas certas – observa a estudante da 8ª Gabriele Scopel, 14.

Por último, veio o blog com o intuito de envolver mais pessoas nesta campanha.

Fonte: Pioneiro Caxias do Sul

Conversar faz a diferença


Alunos da Escola Matteo Gianella, em Caxias, desenvolvem projeto inovador

Caxias do Sul – Quando a professora de português Márcia Volquind trabalhou a clássica história de A Branca de Neve e os Sete Anões pelo enfoque pejorativo, não esperava que os estudantes levassem tão longe o projeto antibullying que estava introduzindo.

Os próprios alunos da 8ª série da Escola Estadual de Ensino Fundamental Matteo Gianella, no bairro Santa Catarina, estenderam a campanha para outras séries e até para fora dos muros da escola por meio de um blog.


Eles contam suas experiências aos mais novos para conscientizá-los de que, como os anões do conto infantil, as pessoas são diferentes e não devem ser discriminadas.


Para estimular os alunos a falarem sobre bullying, a professora começou expondo um problema de infância. Quando era pequena, Márcia tinha os dentes caninos mais desenvolvidos do que os outros e, frequentemente, recebia apelidos por isso. Por mais inofensiva que a brincadeira escolar pareça, ser chamada de drácula lhe causou um transtorno.


– Por um bom tempo da minha vida, eu não sorri. Por mais complicado que seja para os alunos expor histórias como essas, os relatos impressionam e acabam causando identificação – relembra a professora.


No grupo da 8ª série, multiplicador do projeto pela escola, a maioria já sofreu algum tipo de bullying. Matheus Montanari, 14 anos, não tem vergonha de exibir seu cabelo azul pelos corredores. Entretanto, o adolescente é vítima de comentários maldosos.


– As pessoas não aceitam as diferenças. Normalmente, elas não falam para ti, mas já aconteceu de as pessoas rirem de mim e dizer que eu deveria processar o meu cabeleireiro. Antes eu ficava mais triste, mas é o que eu gosto. Porém, o apoio que recebo é muito mais forte – acredita Matheus.


Por causa da estatura, a estudante Bruna Castellan, 14, também ganhou diversos apelidos. Ela admite que ficava chateada.


– Eu fui até tentar fazer tratamento para ganhar um pouco de altura, mas eu parei quando vi que não tinha moral correr atrás de algo que não dependia só de mim – conta a aluna.


Para a professora, a iniciativa tem provado que a conversa continua sendo a melhor maneira de se combater a violência, tanto psicológica quanto física.


– Em sala de aula você encontra os sete anões, mas esses apelidos fazem as pessoas se excluírem. O que temos de aprender é a conviver em grupo e aceitar as pessoas. Para isso, primeiro é preciso conhecê-las – ensina Márcia.


babiana.mugnol@pioneiro.com

BABIANA MUGNOL

Fonte: Pioneiro Caxias do Sul

Bullying: a violência dentro das escolas

As mais diferentes formas de violência invadem cada vez mais as escolas brasileiras e em todo o mundo.

Aqui no Brasil por algum tempo, essa violência foi muito debatida dentro das escolas públicas e era ligada a clientela dessas escolas, principalmente no período noturno. Discutia-se a necessidade de um policiamento mais ostensivo na frente das escolas, uma vigilância maior para que pessoas de fora não invadissem os prédios escolares, enfim, era uma violência tratada como algo fora dos muros escolares.

Já escrevi alguns textos sobre o assunto e em todos eles, sempre defendi a tese da necessidade de tratar essa violência como algo inerente não apenas ao lado de fora dos muros das escolas mas sim e principalmente, como um comportamento dos próprios alunos dentro das salas de aulas e dependências internas das mesmas.

Escrevi textos falando da necessidade urgente de se trabalhar a inteligência emocional dos alunos como uma das principais formas de tratar essa violência escolar.

Fiz muitas palestras em escolas públicas e também particulares sobre o assunto tentando mostrar a importância de se incluir no currículo escolar a alfabetização emocional dos alunos.

Cada vez mais, um comportamento denominado bullying, tem sido observado e apontado como um dos grandes problemas disciplinares e comportamentais em nossas escolas.

Hoje, essas pesquisas estão sendo voltadas mais para escolas particulares pois esse comportamento cresce assustadoramente nessas escolas.

O que é bullying? È a expressão usada para denominar um comportamento extremamente agressivo de grupos de alunos em relação a determinados alunos da classe ou da escola. Envolve agressões verbais, emocionais e físicas como socos, pontapés, ameaças, enfim um comportamento violento e inaceitável dentro de escolas.

O que tem chamado mais ainda a atenção dos estudiosos do assunto é que a idade é cada vez menor de alunos que praticam o bullying dentro das escolas. Um comportamento antes mais comum em adolescentes está sendo apresentado por crianças a partir de 7 anos de idade.

Esse comportamento agressivo geralmente é liderado por um dos alunos e os outros seguem suas ordens isolando algum colega, ameaçando-o, hostilizando-o publicamente e chegando mesmo a agressões físicas dentro da escola. O líder, geralmente um aluno problemático induz outros, que até mesmo por medo de represália e de não serem mais aceitos pelo grupo obedecem e hostilizam algum colega.

O problema é sério e muitas vezes acaba fazendo com que a vítima não queira mais ir à escola, abandonando-a e apresentando problemas emocionais também graves.

O que as escolas brasileiras estão fazendo para coibir e tratar essa violência?

Temos certamente que citar algumas causas para o aumento desse problema nas escolas e entre elas a falta de família e de limites é uma das maiores.

Muitos desses líderes negativos são de famílias problemáticas cujos pais não sabem lidar com disciplina e afetividade em relação aos seus filhos. Esses alunos acabam em parte, descontando seus problemas familiares nos colegas e escolhem um deles para ser a vítima da vez. São crianças também que não toleram frustrações e extrapolam através de um comportamento que não pode ser aceito pela escola.

Pesquisas indicam uma falta de vigilância nas escolas o que facilita o bullying pois os alunos que comandam os outros não se sentem ameaçados de punição o que reforça o comportamento inadequado. Quando os pais das vítimas procuram na escola a direção e coordenação muitas vezes alegam que não sabem de nada até que os pais mudam seus filhos de escola por não conseguirem resolver o problema.

O aumento desse comportamento na escola mostra uma vez mais uma necessidade urgente de se trabalhar com competência as emoções e a resolução de conflitos com os alunos. Se uma escola faz um trabalho constante de compreensão dos sentimentos, como eles agem e como somos capazes de exercer um controle sobre eles, certamente os alunos aprenderão como resolver conflitos de uma forma adequada sem a necessidade de usar a violência para exteriorizar os seus problemas.

Dizer que a culpa é apenas da família não resolve o problema. A escola tem que achar um caminho para trabalhar essa violência, independente de poder contar ou não com os pais de seus alunos nessa resolução.

Varuna Viotti Victoria - Diretora e pedagoga.