sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Violência escolar: ministério não divulgou dados

Observatório da Segurança em Meio Escolar afirmou que forneceu os dados ao Governo em Novembro

O coordenador do Observatório da Segurança em Meio Escolar afirmou que aquele organismo já forneceu ao Governo os últimos dados sobre as agressões em escolas mas que estes continuam por divulgar.

«Os dados relativos ao ano lectivo de 2010/2011 foram entregues ao Ministério da Educação e Ciência ainda em Novembro do ano passado», como pressupunha o contrato que a tutela mantinha com aquele organismo de investigação e que expirou no início deste ano, disse João Sebastião à Lusa.

Em relação à agressão de familiares de uma aluna ao professor de Gaia que a expulsou da sua sala de aulas na quarta-feira, João Sebastião indicou que é uma situação que ocorre irregularmente mas assinalou que «as pessoas que agridem têm vindo a ser processadas e castigadas», desde que este tipo de agressão passou a ser crime público.

«Quanto mais publicidade e visibilidade houver deste tipo de situação, menos ocorrências tende a haver», afirmou João Sebastião, uma vez que «as pessoas vão percebendo que não podem agredir física ou verbalmente um professor e ficarem impunes».

O professor de Matemática, de 63 anos, foi agredido em frente à escola EB 2/3 dos Carvalhos por presumíveis familiares de uma aluna do 6.º ano que tinha expulsado da sala de aula, por estar a perturbar a lição.

Uma professora da escola disse sob anonimato que o colega foi agredido com murros e pontapés e que os agressores teriam entre 20 e 30 anos.

Fonte: TVi 24

Aprendizagem Sistêmica - Aceitando as diferenças

Marina Budin (*)

Com este artigo, queremos mostrar aos professores como trabalhar habilidades sociais junto a seus alunos. Nele, falaremos sobre a importância dos alunos trabalharem juntos, como despertar a vontade entre eles, e como ensinar habilidades que melhorem o desempenho acadêmico e o convívio social.


Se pedíssemos aos nossos alunos para atuar em grupos e os deixássemos livres para escolher em sua própria equipe, certamente eles escolheriam de acordo com seus interesses, conquistas e gênero.
Se trabalharmos com equipes heterogêneas, mesmo com certa resistência dos alunos no início, designamos a eles a oportunidade de se conhecerem e se aceitarem melhor, aplicando estruturas que possibilitem o grupo a se conhecer.

Tendo despertado o interesse de trabalhar junto, precisamos trabalhar as habilidades para se trabalhar junto. Quando formamos grupos heterogêneos, temos grandes riscos de tornar alunos desmotivados, tímidos, rejeitados etc., isso pelo simples fato de algum membro do grupo não ter aptidão para trabalhar em equipe.


Suponhamos, por exemplo, que em um grupo exista uma aluna de alto desempenho, que tenha mais facilidade com certo conteúdo que está sendo aplicado. Mesmo que não seja sua intenção magoar seus colegas de grupo, a aluna começa a ditar as respostas do exercício sem antes mesmo contar com a participação dos seus pares. Neste exemplo citado, o ideal seria que a aluna explicasse , passo a passo, ensinasse, cooperasse e não simplesmente ditasse.


Atualmente, o tema Bullying tem conquistado grande importância. Diariamente vemos inúmeros comportamentos inadequados como agressões , seja de professores por alunos, seja de aluno por professores, que chocam a sociedade e afetam diretamente o rendimento escolar. Este assunto, que tem vindo à tona apenas recentemente, vem se tornando cada vez mais relevante para estudar comportamentos que atingem milhares de crianças e adolescentes.


Tendo em conta algumas manifestações psicológicas exibidas nos alunos, como agressões, baixa autoestima e depressão, entre outros, as estruturas da Aprendizagem Sistêmica trabalham habilidades sociais que estão em falta para o desenvolvimento humano. Educação é ensinar e aprender. Para isso, podemos desenvolver os alunos para um aprendizado cooperativo e não competitivo, pelo simples fato de trabalharem em grupos o tempo todo. Basta praticar!

Inúmeras estruturas auxiliam no desenvolvimento de habilidades sociais como saber escutar, esperar, elogiar, revezar, ajudar etc. São estratégias que podem ser utilizadas em qualquer conteúdo acadêmico que estimulam o trabalho em equipe, a comunicação e a liderança pessoal. Nosso maior objetivo é contribuir positivamente para os alunos que ensinamos, não só no meio acadêmico, mas para a vida.


Algumas estruturas, tais como “Roda Vida”, “Dupla Dinâmica” e “Troca Cronometrada”, desenvolvem habilidades sociais de revezamento e elogio entre os membros das equipes. Já habilidades sociais, como saber escutar, entender e ajudar, estruturas como “Coach Duplo”, “Quanto vale esta ideia” e “Ciranda”, são excelentes maneiras de estimular estes comportamentos.

O importante neste aprendizado é que o professor deverá deixar todos os alunos cientes de quais habilidades sociais eles estarão praticando naquela determinada atividade; assim, cada um estará consciente do objetivo proposto. Com as estruturas trabalhadas constantemente, rapidamente os alunos aprenderão esses comportamentos e, com o passar do tempo, as habilidades sociais estarão presentes automaticamente em seu cotidiano.


Outro ponto relevante que vale a pena ser citado é a variedade de papéis designados para um aluno desempenhar, no s qua is ele é o maior responsável em realizar aquela determinada tarefa ou ação que melhoram o trabalho em equipe. Todos estes papéis cooperativos, delegados pelo próprio professor, incentivam a liderança e ressaltam a necessidade de adquirir tais habilidades sociais.


Um papel cooperativo, citado no livro de base desenvolvido pelo psicólogo Dr. Spencer Kagan, é o papel de “Encorajador”, no qual o aluno que foi designado a realizar esta responsabilidade terá como maior objetivo motivar a sua equipe. Já o responsável pelo papel do “Parabenizador” será o aluno que trabalhará habilidades sociais, tais como elogiar seus pares ou seu grupo de trabalho, promovendo o aumento da autoestima e o clima do grupo.


“Animador de Equipe”, “Orientador”, “Guia do Foco” e “Pensador” são outros exemplos de papéis cooperativos, que trabalham habilidades como: celebrar conquistas, ajudar, manter-se focado na tarefa e refletir. Por fim, todas as estratégias da Aprendizagem Sistêmica facilitam o aprendizado acadêmico, além de oferecer oportunidades benéficas e positivas na sala de aula, contribuindo para a diminuição da violência escolar e elevando a inclusão social.


É importante enfatizar a necessidade de formar alunos que saibam, acima de tudo, respeitar as diferenças e saber conviver com elas, propondo desafios que trabalhem habilidades individuais para serem sempre praticadas e compartilhadas.


* Marina Budin é Orientadora e Consultora do Planeta Educação ( www.planetaeducacao.com.br ). Graduada em Administração de Empresas, cursando MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas.

Fonte: Jornal Dia Dia

Luta contra a violência escolar é uma prioridade social na Coreia do Sul

O ministro sul-coreano da Educação promete acabar com a violência escolar mais recorrente, após uma série de suicídios de alunos vítimas de «bullying» e outros géneros de violência nas escolas do país


Lee Ju-ho tem andado muito ocupado desde o início do ano. Aproveitou as férias escolares para lançar uma série de propostas que visam mudar o modo como as escolas e a sociedade lidam com o grave problema do «bullying». Esta palavra inglesa indica uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. As propostas do ministro para combater esta praga social surgem após vários contactos com estudantes, professores, pais e especialistas da área educacional.

O governante considera importante criar uma educação preventiva, que inclui sessões sobre violência escolar com pais e alunos. O seu ministério irá criar manuais detalhados para os professores sobre formas de lidar com o problema. Tudo isto inserido num contexto de uma contínua campanha nacional de formação e informação que terá como objetivo lidar de forma ativa e coordenada com esta problemática.

O ministro insiste no papel central que os professores devem desempenhar na luta contra todas as formas de violência nas escolas, mas recorda que é obrigação de todos os membros da sociedade fazer o possível para combater e, se possível, erradicar esta praga social, a começar pelo núcleo familiar. Da parte do governo, Lee Ju-ho quer envolver dois ministérios numa participação especial: o ministério da Saúde, Bem-Estar e Assuntos da Família e o ministério da Igualdade. O primeiro irá focar a sua atenção na criação de programas de assistência médica das vítimas, enquanto que o segundo se ocupará do acompanhamento e tratamento psicológico das vítimas e seus familiares.

Fonte: Fátima Missionária da Coreia do Sul

Escolas do Rio contratam seguro contra bullying

As escolas parecem ter uma nova preocupação em relação ao bullying: além de educar seus alunos para evitar esse tipo de violência física ou psicológica, as instituições de ensino agora querem se proteger de possíveis prejuízos financeiros causados por ações na Justiça movidas por famílias de vítimas. Vinte colégios já contrataram um seguro contra bullying, criado há quatro meses pela Ace Seguradora.
 
O novo Código Civil entende que o colégio é responsável pela reparação civil de seus estudantes. Nosso objetivo é dar proteção ao patrimônio das instituições, explica Rodrigo Granetto, chefe de Responsabilidade Civil Profissional da Ace. A empresa não revela os nomes dos seus clientes.
 
O seguro pode ser contratado por universidades, colégios, escolas de idiomas, entre outros tipos de instituições de ensino. O dinheiro garante recursos financeiros na defesa jurídica de funcionários e também no pagamento de indenizações estabelecidas pela Justiça às vítimas em casos de bullying. De acordo com Granetto, o valor mínimo a ser pago ao segurado fica em torno de R$ 100 mil, mas pode chegar a milhões de reais, dependendo do porte da escola, do perfil de seus estudantes e do valor escolhido pela instituição.
 
Mãe de uma vítima de bullying, Ellen Bianconi move uma ação contra o Colégio Nossa Senhora da Piedade, no bairro Encantado, no Rio de Janeiro. Até agora a indenização estabelecida é de R$ 100 mil, mas a escola apelou. Ela não aprova a idéia do seguro: Minha filha teve o cabelo cortado e foi agredida por três alunos. Eu já havia conversado com as professoras e a diretora sobre as agressões verbais, mas alegaram que não podiam fazer nada. Se fossem bem preparadas para lidar com o tema, nada disso teria acontecido. O seguro só deixa a instituição numa posição confortável, mas não vai mudar nada, opina Ellen.
 
A longo prazo, a Ace Seguradora quer mais do que vender apólices às instituições. O plano é criar um banco de dados sobre a ocorrência de violência nas escolas para ajudar os segurados com informações sobre os melhores procedimentos para combater o bullying. Com isso, vamos evitar as ações na Justiça, as quais podem obrigar ao fechamento de escolas, que, com condenações recorrentes, ficarão com imagem arranhada, diz Granetto.
 
O próprio presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Município do Rio de Janeiro (Sinepe Rio), Victor Nótrica, reconhece que a falta de conhecimento sobre o problema é uma das maiores falhas das escolas. Para ele, o seguro pode ser útil, mas a prevenção é mais eficaz. Se eu fosse proprietário de uma escola, não contrataria o seguro de jeito nenhum. Acho melhor usar o dinheiro para investir na reeducação de alunos, na capacitação de professores e na aproximação dos pais com os colégios, comenta.[2]
 
Granetto rebate esse tipo de crítica, explicando que o seguro não foi criado como uma solução para a violência nas escolas. O seguro não tem a intenção de resolver o problema. É apenas uma das medidas a serem adotadas nas instituições. Deve haver treinamento de funcionários e professores e campanhas de conscientização dos estudantes, além da criação de um ambiente favorável ao diálogo nas escolas.
 
Fonte: Site Corretores de Seguro

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Existem lições que são pra vida toda

Agressão: «Alguém tem de penalizar estes bandidos»

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) exige que sejam penalizados os agressores de docentes, como autores de crime público, lamentando que estes casos caiam no esquecimento, depois de noticiados.

«Estas situações não são o dia-a-dia nas escolas, mas acontecem, e o que os sucessivos governos fazem é declarações muito solidárias com os professores, anunciam que vão fazer medidas para os proteger, quando os casos aparecem nas primeiras páginas dos jornais, mas depois a coisa passa e não fazem nada», disse à agência Lusa o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira.

Um professor de matemática de 63 anos, que expulsou uma aluna da sala de aula por estar a perturbar a lição, foi agredido à frente da escola, em Gaia, por três homens, alegados familiares da estudante do 6.º ano.

«Isto não pode acontecer, alguém tem de penalizar estes bandidos que agridem professores à porta da escola», afirmou o dirigente sindical, reiterando que a agressão a um professor tem de ser considerada crime público: «Não pode ser o agredido que vai fazer queixa do agressor para depois ir levar mais um tiro na cabeça».

Mário Nogueira defende que, em primeiro lugar, têm de ser adoptadas medidas preventivas. «Tem de haver uma escola mais humanizada, mais pequena, não são estes mega-agrupamentos miseráveis, com 3.000 alunos, sem funcionários», frisou.

No entanto, se a agressão acontecer, deve ser tratada como crime que é, sustentou. «O que espero é que estas coisas não passem novamente para o esquecimento. Rapidamente todos temos de saber o que vai acontecer a estes bandidos», declarou.

A FENPROF tem defendido que o professor seja considerado autoridade pública dentro da escola.

O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, prometeu em Novembro tudo fazer pela autoridade dos professores, colocando-se ao lado dos docentes na defesa da disciplina na escola e prometendo um novo estatuto do aluno até à Primavera, para entrar em vigor no próximo ano lectivo.

Famílias devem ser «responsabilizadas»


Também a Federação Nacional da Educação (FNE) classificou de «extremamente preocupantes» as agressões a professores, defendo medidas urgentes de penalização dos agressores e de responsabilização das famílias pelo comportamento dos alunos.

«Ainda recentemente tivemos uma situação de um professor agredido que não quis fazer queixa, nem que ninguém fizesse, por medo de retaliações», disse à agência Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.

«Aguardamos a apresentação de novas medidas prometidas pelo Governo, enquadradoras da acção de violência contra professores, mas também precisamos de normas para fazer com que as famílias sejam responsabilizadas», defendeu Dias da Silva.

O dirigente sindical considera que não pode haver muito tempo para a tomada de sanção, nem para o aluno, nem para as pessoas que agrediram o professor. «Isto é inaceitável, não pode acontecer», lamentou.


Fonte: TVi 24

Lei entra em vigor contra o bullying nas escolas

Na quarta-feira entra em vigor a nova Lei sobre a Promoção da Convivência sem Violência nas escolas, com o objetivo de combater e erradicar o assédio moral em todas as escolas de educação básica e superior do Distrito Federal média.
 
Este novo sistema, que foi publicado ontem no Diário Oficial, afirma que irá criar uma Rede Interagencial, e um Observatório sobre convivência escolar, pelo Departamento de Saúde local, e um Programa para a Prevenção e Tratamento da Violência no Ambiente Escolar.

Além de um modelo único de atendimento integral de pessoas que recebem, geradores e observadores da violência na escola, reconhecer e abordar seis tipos de abuso em crianças de escolas; individual no coletivo, físicas diretas e indiretas, o sexual, verbais e pode ser registrado através da Internet conhecida como cyberbullying.

De acordo com o local Maricela Contreras MP, promotor da lei, a partir de agora vai começar a trabalhar na elaboração de um regulamento para padronizar o processo ea lista de ação em cada uma das circunstâncias.

"A falta de um regulamento não impede ou diminui esta nova lei e suas disposições, não é uma ação de aplicação da lei. O que vai surgir é que o seu desenvolvimento envolveu autoridades locais e federais para analisar várias questões ", dito.

Em uma entrevista com Chronicle, também presidente do Comitê de Saúde na Assembléia Legislativa também explicou que o programa vai trabalhar para aumentar a conscientização dos funcionários públicos e pessoal responsável para os menores, para reconhecer e notificar as autoridades e informar os pais ou responsáveis.

Também, dito, vai trabalhar para fazer o diagnóstico da violência em todos os campi na capital, perto de encontrar o problema e suas bordas, para começar a trabalhar intensamente no atendimento, prevenção e erradicação da violência nas escolas.

De acordo com a publicação, competência estabelecida na aplicação da nova norma aos departamentos de saúde locais, Educação, Desenvolvimento Social e Segurança Pública, a intervenção sendo este último em casos de situações flagrantes de violência no ambiente escolar que afetam diretamente a geração de maus tratos e abuso entre escola escola.

Como o Procurador-Geral, o 16 delegational sede e do Sistema para o Desenvolvimento Integral da Família (DIF).

Julian Contreras instou a Secretaria de Educação Pública (Setembro) evitar a tentação de bloquear a operação dos novos regulamentos, como o facto de um terço dos estudantes em vítimas primárias e secundárias de humilhação ou abuso de seus pares, fala da gravidade do problema.

Fonte: Educaciony Cultura AZ

Um quarto de posts no Facebook e Twitter são de usuários arrependidos

Paola Príncipe Para o TechTudo

De acordo com uma pesquisa realizada por professores da universidade de Oxford, um em cada quatro usuários se arrepende de algo que postou em uma de suas redes sociais. Na maioria das vezes porque o usuário considera o que falou inadequado ou algo que possa chatear alguém.

tweets 
Posts arrependidos (Foto: Reprodução)

Outro dado interessante é que mais de um quarto dos dois mil entrevistados admitiram que postariam coisas no Twitter ou no Facebook, por exemplo, que não diriam pessoalmente.

O professor de Antropologia Evolucionária, Robin Dunbar, que analisou os resultados da pesquisa, acredita que a razão disso seria porque no ambiente digital nós não recebemos as reações imediatas que teríamos se estivéssemos numa conversa cara a cara.

Na mesma pesquisa, 40% dos entrevistados disseram que usam o Twitter e Facebook pra falar de um assunto fervoroso. E quase metade deles acreditam que a sua opinião fez a diferença.

Sobre casos de bullying, um terço já havia presenciado ou sido vítima de alguma forma de bullying online. Pela análise dos dados, Robin Dubar acredita que para a adaptação ao nosso complexo mundo social, precisamos aprender algumas habilidades que somente as experiências cara a cara proporcionam.

 
O TechTudo apoia o Brasil Sem Vírus, movimento que dissemina práticas de segurança e distribui antivírus gratuitamente. Estima-se que 80% dos brasileiros já estiveram com os computadores ameaçados por vírus e ataques de hackers. Você pode ajudar sua rede de amigos enviando uma vacina para eles. Seja voluntário!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Papo de Gordo 82 – Bullying


Depois de uma entrevista com o mestre do humor, Ary Toledo, tá na hora de falarmos sobre um assunto sério: bullying. Eduardo Sales Filho, Maira Moraes, Lucio Luiz e Flavio Soares recebem os convidados Jabour_rio (Baú Pirata e Maycon.info) e Pablo de Assis (Psicolog, Papo Lendário, Dexter’s Mind, Pizza Trekker) para bater um papo sobre um dos temas mais discutidos na mídia no último ano.

No programa de hoje, entenda porque as pessoas praticam bullying, divirta-se com a volta da família Petraskis, saiba qual a relação entre o politicamente correto e o bullying, descubra quem foi convidado para este podcast só pra ser “bullyinado”, aprenda como identificar quando seu filho está sendo vítima de bullying e conheça os motivos que levaram o tio Flavio a se tornar um punk.

Podcast Papo de Gordo está começando, mas a discussão sobre bullying não acaba aqui. Deixe sua opinião sobre o assunto nos comentários e ajude a enriquecer o programa.

Duração: 89 minutos

Fonte: Papo de Gordo

Voltas às aulas: uma lição para pais e filhos

Começa mais um ano letivo e milhares de crianças têm a possibilidade de rever amigos e professores. Também é a época em que outras tantas crianças vislumbram um novo horizonte de descobertas ao ingressar pela primeira vez na escolinha. Todas elas precisarão de muita atenção para os diversos itens que permeiam o universo escolar, especialmente nos aspectos comportamentais.
 
Segundo o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da MBA Pediatria, os novatos necessitam de uma preparação, não apenas dos baixinhos, mas algumas vezes também a dos próprios pais. “É o primeiro momento de “grande” separação e, frequentemente, isto gera sensação de insegurança em ambos. Por isso, o primeiro passo para os pais ajudarem os seus filhos a aceitarem bem o ingresso nesta nova e importante etapa de sua vida é terem a certeza da decisão que estão tomando e do lugar e pessoas com quem estão deixando os seus filhos. É pela confiança dos pais que se inicia a confiança dos filhos”, aconselha.
 
Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria, Sylvio Renan reforça que não há muito o quê explicar aos muito pequenos, mas há como mostrar o quanto será bom e divertido a oportunidade de eles estarem com outras crianças, e também com outros adultos que lhes cuidarão com tanto carinho quanto os pais. Quanto ao incentivo, nada melhor que mostrar as coisas novas e legais que terão na escola, como aprender e brincar.
 
Para os maiores, os que regressam para o ambiente escolar, o grande trabalho já foi feito e, em geral, todos adoram o retorno à escola em que poderão dividir com os outros colegas os acontecimentos que passaram durante as férias.
 
Do jardim de infância ao ensino médio, nem tudo são flores. Entre os percalços estão questões ligadas ao bullying, por exemplo. Mesmo sendo um tema muito discutido ultimamente, o pediatra Sylvio Renan alerta que é preciso ficar atento a possíveis comportamentos arredios da criança, especialmente se ela não se mostrar feliz em querer retornar à escola.
 
O pediatra aponta que tristeza, raiva, choro e sintomas de doença sem causa aparente, especialmente na hora de ir à escola, são alguns dos sinais de que a criança pode estar com algum problema de relacionamento. “O trabalho dos pais aqui também se baseia na confiança e na amizade que precisam demonstrar a seus filhos, assegurando-os que podem se abrir e confiar plenamente neles para a solução de qualquer problema”.
 
Para os pais, é importante lembrar que em todos os aspectos e fases a criança deve se sentir compreendida e reconfortada. Com diálogo próprio para cada idade, os pais podem (e devem) conscientizar seus filhos de que a escola não é apenas uma obrigação, mas um espaço saudável para o corpo, a mente e alma, que trará benefícios e realizações no futuro.

Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros
Autor do livro “Seu bebê em perguntas e respostas – Do nascimento aos 12 meses”, é médico formado em 1974 pela Faculdade de Medicina do ABC. Especializou-se em pediatria na Unifesp/EPM, obtendo em seguida título pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

Fonte: Jornal de Barretos