quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Justin Bieber luta com rapazes na rua e mostra boxers

Justin Bieber foi fotografado durante as gravações de uma campanha contra o Bullying. O cantor de 17 anos encenou uma luta de rua, agredindo dois rapazes da mesma idade. Mais tarde, os paparazzi fotografaram Bieber a conversar com os colegas da equipa e a mostra-lhes os boxers roxos que estava a usar.

A campanha visa consciencializar os norte-americanos para os problemas consequentes do Bullying. Na semana passada, um jovem de 14 anos, fã de
Lady Gaga, suicidou-se depois de passar alguns anos a ser vítima de humilhações por parte dos colegas. A cantora dedicou-lhe uma música (vê aqui o vídeo).

Fonte: MYWAY

Colégio do RS supera vandalismo com apoio dos alunos

A Escola Estadual Padre Réus, em Porto Alegre (RS), conseguiu acabar com o vandalismo e casos de bullying com a conscientização dos alunos. Foto: Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra
A Escola Estadual Padre Réus, em Porto Alegre (RS), conseguiu acabar com o vandalismo e casos de bullying com a conscientização dos alunos

Foto: Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra


Faz cinco anos que a direção da Escola Estadual Padre Réus, em Porto Alegre (RS), não precisa pintar os muros da escola e muito menos investir na recuperação de mobiliário como mesas, cadeiras e quadros negros. Depois da implementação do projeto Escola Sem Violência, em 2005, os índices de vandalismo e casos de bullying caíram praticamente a zero. Em meio a um cenário em que muitos colégios públicos sofrem com a falta de infraestrutura e convivem com a violência, a escola gaúcha se tornou referência na caminhada por uma instituição mais limpa e segura.

Diretor da instituição desde 2004, Ruy Guimarães lembra o primeiro dia na escola: "os muros eram pichados e a maioria dos equipamentos, quebrados. Começamos aquele ano com a falta de mais ou menos 200 cadeiras e mesas", lembra. Ruy arregaçou as mangas e traçou um plano pedagógico para reverter as depredações que haviam virado tradição no colégio da zona sul da capital gaúcha. "O primeiro momento foi de prevenção. Pintamos toda a escola e compramos novos materiais", diz. O total do orçamento, somente em consertos, foi de R$ 20 mil.

Porém, o diretor sabia que as paredes limpas e as classes inteiras não durariam muito tempo se os alunos não fossem conscientizados. "Chamei pais e alunos para uma reunião. Primeiro mostrei as fotos de como estava a escola antes, toda destruída. Depois, pedi para que notassem as mudanças nas instalações. Todos admitiram que preferiam estudar em um local limpo", conta. Então, a combinação feita entre alunos e professores foi clara: "Estragou? Paga o conserto".

A maior motivação para os estudantes foi o ginásio de esportes. "O local estava fechado havia dois anos. Eles não tinham onde jogar bola nem onde ter aula de educação física. Prometi que, se no ano seguinte não precisássemos gastar com consertos, iríamos reverter este dinheiro para o ginásio". A promessa foi cumprida dos dois lados. O diretor investiu na quadra esportiva, e os estudantes já estão há cinco anos sem pichar as paredes.

Trabalho pedagógico interdisciplinar mudou atitudes
Apesar de ter funcionado no primeiro ano, Guimarães sabia que precisava atacar outros problemas vistos como culturais. "A gente precisava trabalhar o conceito de violência e vandalismo. As atitudes precisavam mudar não pela quadra esportiva, mas por todo o ambiente escolar".

Foi assim que surgiu o projeto Escola Sem Violência, aplicado a partir de 2005, trabalhando conceitos de violência e bullying dentro de todas as disciplinas. Mas, ao contrário de investir no projeto durante um ano ou dois, os professores viram a necessidade de torná-lo permanente. "O aluno entra na escola no 1º ano do ensino médio e sai dali dois anos. Se ele passar esses três anos trabalhando em coisas como respeito ao próximo e ao patrimônio público, a atitude dele vai de fato mudar", fala.

Por isso, todos os professores intercalam o ensinamento de conteúdos curriculares com atividades reflexivas, mas eficazes. Nas aulas de sociologia, por exemplo, se estuda a importância da preservação do patrimônio histórico. Depois, se arrecada uma verba com a venda de rifas para que escola e alunos decidam o que vão comprar para melhorar o colégio. "Uma turma reformou o jardim, outra investiu em ventiladores", conta o diretor.

Outro exemplo são as aulas de filosofia do educador Ildo Vilarinho. Investindo na autoimagem como a melhor percepção de si mesmo, o professor decidiu abordar o conceito de bullying na sala de aula. "Primeiro nós trabalhamos a diferença entre violência e bullying. Depois partimos para a prática", conta. Em grupos, os alunos discutem casos de bullying que sofreram, que ficaram sabendo ou que leram na internet. Depois, montam uma peça teatral que mostre a história da vítima da violência escolar e do agressor. "Eu filmo as apresentações e nós vemos juntos no encontro seguinte", explica Vilarinho.

Por meio das gravações, os estudantes conseguem perceber as consequências que um caso de bullying pode acarretar na vida de uma pessoa. "A filmagem inclusive capta quem estava conversando durante a apresentação do outro e atrapalhando a turma. Discutimos respeito também", diz.

O resultado de um trabalho que é inserido no dia a dia do aluno é visto em números. "Eu brincava que o Padre Réus tinha, em média, uma briga por ano. De alguns anos, para cá não temos tido nenhuma", comemora Guimarães.

"Os alunos novos vão 'na onda' dos mais velhos", diz aluno
Matheus Alegria entrou na Escola Padre Réus quando tinha 14 anos, em 2009. Durante o Ensino Fundamental, o adolescente, hoje com 16, frequentou outra escola pública de Porto Alegre. "Eu notei a diferença na primeira semana de aula. Aqui todo mundo é amigo, não tem essa história de panelinha", afirma.


O aluno começou a trabalhar conceitos de respeito já no primeiro ano de escola, mas afirma que a atitude dos outros estudantes é o que mais influencia. "Eu vejo que os novos alunos acabam indo na onda dos mais velhos, que são contra a violência. Então todo mundo acaba tendo as mesmas atitudes", diz, garantindo que nunca presenciou um caso de bullying nos corredores da escola. 

Fonte: Terra

1ª DP de Campo Grande esclarece homicídio da Av. Noroeste


Policiais da 1ª Delegacia de Polícia em investigações no inquérito policial instaurada para apurar a morte de THIAGO FEDOSSI SILVA (18 anos) conseguiram esclarecer as circunstâncias e autoria do homicídio.

O crime ocorreu no dia 16 deste mês, por volta das 19h, na Av. Noroeste, próximo ao nº 666, Centro, onde a vítima executada com três tiros, falecendo no local. A motivação do homicídio foi uma discussão ocorrida na Escola Maria Constânça de Barros onde a vítima teria praticado bullying contra um adolescente, chamando-o de “Padeiro” (termo com conotação sexual), quando RAPHAEL DE SOUZA OLIVEIRA (18 anos) inconformado com os fatos, tomou “as dores” do menor e dizendo “vou chamar meus trutas e acabar logo com isso”, ligou de seu celular para DIONATAN KREVIN HOLZ (18 anos), que em companhia de BRUNO RIBEIRO DA SILVA (21 anos), o “Lacraia”, e FERNANDO BARBOSA REZENDE SILVA (25 anos), o “Bezerrão”.

O autor dos disparos Bruno Ribeiro, o “Lacraia”, já conta com passagens pela Polícia por roubo, porte de armas e receptação havia conseguido a arma com seu comparsa Fernando Barbosa, o “Bezerrão”, já com ficha criminal por Tentativa de Homicídio e Roubo. A participação de Dionatan foi conduzir o veículo nos quais os autores do crime fugiram. 

Fonte: MS Agora

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Defensoria realiza ações de cidadania em escola da Vila Janaina

Seiscentas crianças e adolescentes de 6 a 12 anos, da Unidade de Educação Básica Roseno de Jesus Mendes, localizada na Vila Janaína, na Região Metropolitana de São Luís, participaram de atividades educativas, como parte das ações do projeto Aprender Brincando, da Defensoria Pública do Estado (DPE/MA).

A ação é desenvolvida em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed), Faculdade do Maranhão (Facam), Casa de Acolhida Marista e tem o patrocínio do Banco do Brasil e Governo federal.

Acompanhados pela equipe do Núcleo Psicossocial da Defensoria Pública, 22 acadêmicos do curso de Pedagogia da Facam desenvolveram atividades junto aos alunos da UEB Roseno Mendes, sob a supervisão da professora Erlinda Miranda. A ação, lúdica e pedagógica, estendida aos estudantes dos dois anexos da escola, teve início com a distribuição da cartilha “Aprender Brincando”, elaborada pela DPE/MA.

“Abordamos de forma lúdica os direitos e deveres previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. A ideia é desenvolver nos alunos consciência crítica e senso cívico, através de atividades recreativas que despertem seu interesse”, explicou Erlinda Miranda.
 
Temáticas

De acordo com a coordenadora do Núcleo Psicossocial da DPE/MA, Silene Ferreira Gomes, durante as atividades são abordados temas como violência doméstica, bullying, pedofilia, preservação ambiental, direito à saúde, educação, moradia, dentre outros, por meio de oficinas e de estratégias pedagógicas apropriadas à faixa etária dos alunos. Também estão previstas aulas de capoeira, percussão e teatro, em parceria com a Casa de Acolhida Marista, além de rodas de diálogos e oficinas com professores, pais e responsáveis.
 
Melhoria do Ideb

A diretora da UEB Roseno, Lourdinha Queiroga, elogiou a iniciativa da Defensoria Pública Estadual e demais parceiros do projeto, e disse que as atividades desenvolvidas muito irão contribuir também para a melhoria do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da escola. “É muito louvável e motivo de orgulho para a nossa escola receber este projeto em tão boa hora, idealizado pelo defensor geral, Aldy Mello Filho, que aqui já esteve por algumas vezes acompanhando, pessoalmente, as várias etapas de execução do projeto”, comentou.
 
Participação dos alunos

A aluna Isabela Almeida, de 12 anos, foi um dos destaques da rodada de leitura dinâmica. Acompanhada pelo acadêmico do curso de Pedagogia da Facam, Gilson José Rodrigues, responsável pelas atividades na turma, ela leu com desenvoltura as primeiras paginas da cartilha do Aprender Brincado, e foi aplaudida pelos colegas, motivando outros voluntários a continuarem a leitura e demais atividades. O projeto será executado na UEB Roseno de Jesus até o próximo ano, com a realização de atividades quinzenais de acordo com o plano de trabalho.

Fonte: Jornal Pequeno

Vereadores de Alta Floresta aprovam 4 projetos de lei (um é BULLYING)

A Câmara Municipal de Alta Floresta realizou, hoje, a 29ª sessão ordinária, aprovando quatro projetos de lei, um requerimento, quatro moções e foram apresentadas treze (13) indicações. O Projeto de Lei 1458/2011 autoriza o executivo municipal realizar serviços de patrolamento e terraplanagem em área particular, lote NL 3, bairro Jardim das Flores, através da cessão de patrol a uma empresa, pelo período de quatro horas; projeto de lei 1449/2011, instituindo e incluindo anualmente no calendário oficial e de eventos do Município de Alta Floresta, a Semana do Bebê, a ser realizada na 1ª quinzena de outubro de cada ano; projeto de Lei 1453/2011 que dispõe sobre o exercício de comércio nas dependências da Feira Livre da Produção Rural e do Empreendedor Individual de Alta Floresta; projeto de Lei 1455/2011 que em súmula autoriza o Executivo Municipal disponibilizar recursos financeiros no valor de R$ 1 mil para a Igreja Apostólica Primitiva.

Foram aprovados requerimento para ser concedido tempo de 15 minutos na sessão ordinária do legislativo, no próximo dia 04, para pronunciamentos alusivos à realização da 1ª Semana do Bebê de Alta Floresta, de autoria de Elisa Gomes Machado (presidente do Conselho Municipal da Criança e Adolescente de Alta Floresta e Articuladora Pró-Selo UNICEF).

Os vereadores aprovaram moções. A número 80/2011 é de congratulações com a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, pela realização do 7º Encontro de Missões, realizado nos dias 17 e 18 de setembro, de autoria do vereador Emerson Machado; a 081 é de congratulações com toda a comunidade evangélica da Igreja Apostólica Primitiva, na pessoa do Pastor Cezar da Cruz, pela comemoração do 7º aniversário do Ministério em nossa cidade, ocorrido entre os dias 16, 17 e 18 de setembro, também de autoria do vereador Emerson Machado; moção 082 com os empresários Renato Benetti e Joanita Fernanda Botega, pela inauguração da empresa de materiais elétricos, de autoria do vereador Emerson Machado; moção 083/2011 de congratulações com o Jornal da Cidade, diretor Fernando Sena Sampaio, pelo reconhecimento dos nossos pioneiros, através da coluna "Gente da Gente", de autoria do vereador Éden Silva.

Apresentados Projeto de Lei 009/2011 que dispõe sobre a criação da semana de combate ao Bullying no município de Alta Floresta, de autoria dos vereadores Angelo de Campos (PR) e Nilson Rodrigues (DEM); Projeto de Lei 010/2011 que reconhece o concurso Miss Terceira Idade e inclui no Calendário oficial de datas e eventos do município, de autoria do vereador Charles Miranda Medeiros (PR); Projeto de Lei 011/2011 que declara de utilidade pública a sociedade de amigos do Museu de História Natural de Alta Floresta, de autoria do vereador Charles Miranda Medeiros (PR).

Os projetos agora seguem para as Comissões Permanentes da Câmara Municipal, que emitem os pareceres e após deliberação serem colocados em votação, em plenário, de acordo com o regimento interno da câmara.

Fonte: Só Notícias

Jateí: Escola de Nova Esperança desenvolve projeto de prevenção e combate ao Bullying

Washington Lima / Fátima News
Foto: Washington Lima / Fátima News


A Escola Estadual Prof. Joaquim Alfredo Soares Vianna, do Distrito de Nova Esperança, no município de Jateí, que recentemente passou a operacionalizar como Educação Básica do Campo, finalizou o Projeto de Combate e Prevenção ao Bullying Escolar.

O projeto teve início no 3º bimestre e teve como público alvo os alunos e comunidade abordando temas como: O que é o bullying; Como se defender do bullying; Como ocorre o bullying; Quem procurar quando se é alvo de bullying; Ameaças sofridas; Quem pratica bullying; Conseqüências de quem sofre bullying; Depressão, isolamento, entre outros, através da distribuição de panfletos na comunidade a fim de conscientizar e prevenir toda a população sobre a gravidade dessa prática.
 
FOTOS DAS APRESENTAÇÕES E PALESTRA

Segundo a diretora Milca Gandine, "Toda a sociedade tem o dever de prevenir e evitar o bullying, principalmente profissionais ligados a educação. A escola deve perceber e monitorar as habilidades ou possíveis dificuldades que possam ter os jovens em seu convívio social com os colegas. Passa a ser atitude obrigatória daqueles que assumiram a responsabilidade pela educação."

Sobre o tema os alunos confeccionam cartazes, realizaram pesquisas na Sala de Tecnologia, debates, produções de textos, poesias e vídeos, elaboração de paródias, dramatizações e dinâmicas de grupo visando difundir o tema abordado e criar atitudes para solucionar a prática do bullyng.

O Projeto foi concluído com a exposição do material produzido pelos alunos, apresentações de Grupos de Dança da unidade escolar, apresentação do Coral de LIBRAS, apresentação com os alunos do Projeto Aulas de Violão e com Palestra Educativa com os Policiais Militares Joseval dos Santos e Rogério Ferreira, envolvendo toda a comunidade.
 
O QUE É BULLYING?
Bullying vem da palavra bully, que significa 'valentão'. São abusos físicos e psicológicos de um agressor contra sua vítima. "Até a década de 70, não era interpretado como violência, mas sim algo que fazia parte das relações sociais e do amadurecimento das crianças, ou até como brincadeira", explica Cleo Fante, pesquisadora sobre o assunto. Esse ato envolve apelidos, boatos, ameaças, críticas, isolamento e agressão física.

Geralmente a vítima começa ser alvo a partir da 5ª e 6ª série do Ensino Fundamental. Não são simples "brincadeiras" de mau-gosto, afinal, o bullying ultrapassa os limites psicológicos ou físicos. O aluno se sente impotente diante da situação e fica acuado, além de não achar nada de divertido nisso.

A Internet é um lugar fácil de depreciação da vítima. É possível criar perfis e blogs fakes, espalhar boatos e fotos, colocando esta pessoa em situações muito constrangedoras. Aí, quando ela sai de casa e vai para escola, por exemplo, acaba sendo alvo de vários comentários.

Chamado de assédio moral, a versão adulta do bullying pode vir tanto do chefe quanto dos colegas de trabalho. Perseguição e marcação cerrada na hora de executar a função ou criticas sem fundamentos são algumas formas de abuso cometidas nesse ambiente.

Escolas do Rio vão ter programa anti-bullying

O Estado do Rio terá um programa de Prevenção e Conscientização do Assédio Moral e Violência nas escolas. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou nesta terça-feira (27), em segunda discussão, o projeto de lei 683/07, que busca combater o chamado bullying – a violência física e psicológica no ambiente escolar. 

O projeto do deputado Chiquinho da Mangueira (PMDB) cria o programa que deverá ser desenvolvido através de ações multidisciplinares com atividades didáticas para conscientização, orientação e prevenção das agressões. A proposta define um conjunto de 10 metas para o programa, que vão da prevenção e combate da prática nas escolas ao auxílio a vítimas e agressores.

O autor informou que o projeto foi precedido por quatro meses de pesquisa. “Fizemos trabalho de pesquisa com alunos universitários, dentro das escolas públicas e chegamos à conclusão de que alguma coisa precisava ser feita para combater esse problema no estado”. Para ele, o programa aumentará a conscientização sobre as agressões, que, segundo ele, vêm crescendo. “Se o Governo não tomar uma atitude, envolvendo a sociedade, teremos problemas mais sérios no futuro”, aponta.

O projeto foi aprovado com emenda do deputado Rafael Picciani (PMDB), que inclui entre as práticas que caracterizam o bullying (como insultos pessoais, ataques físicos, grafites depreciativos e isolamento social) o cyberbullying. “São agressões cada vez mais comuns e que, pelo alcance que têm, são muitas vezes ainda mais danosas”, argumentou o parlamentar. O projeto será enviado ao governador Sérgio Cabral, que terá 15 dias úteis para sancionar ou vetar a proposta.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Segurança nas escolas ainda não é prioridade

Da Redação
Um recente levantamento do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) demonstrou que cerca de 62% das escolas estaduais foram palco de atos de violência em 2010 como depredações, roubos, violência contra professores e alunos. O caso do garoto David Mota Nogueira, que atirou na professora e depois se matou, na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano, levanta discussão sobre insegurança vivida diariamente dentro dos ambientes escolares.

Aluna da Escola Estadual Padre Aristides Greve, em Santo André, Fernanda Rodrigues afirma que várias pessoas já foram alvo de assaltos nas proximidades da escola, inclusive dois professores que foram abordados dentro do próprio estacionamento do colégio. “Depois desses assaltos não vimos nenhuma ronda escolar, para fazer um monitoramento na hora da entrada e na hora da saída. Alunos estão mudando de escola para não serem os próximos a sofrerem atentados”, critica a estudante.

No início de setembro, um adolescente foi pego com um revólver calibre 22 dentro da Escola Estadual Profª Mirna Loide Correa Ferle, em Mauá. Em depoimento aos policiais, o estudante afirmou ser alvo de ameaças na saída da escola e por isso teria comprado a arma.

Presente em reunião com os prefeitos da região, no Consórcio Intermunicipal do ABC, o secretário de Desenvolvimento Metropolitano, Edson Aparecido, afirmou que todas as escolas do Estado já possuem programas de segurança implantados e a integração dos guardas municipais com a Polícia Militar é um exemplo de ação bastante positiva. “Mas não foi discutido nada de novo sobre esse tema aqui no Consórcio e também não sei se a secretaria de Segurança Pública pensa em ações novas para reforçar a segurança escolar”, afirma o secretário.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo não informou se há novos projetos em relação a segurança nas escolas. (Colaborou Carolina Neves)

Fonte: RD Online

Alerj vota projeto contra o bullying



Programa desenvolverá atividades de conscientização e prevenção

Rio - Será votada nesta terça-feira, na Assembleia Legislativa o projeto de lei 683/07, sobre o combate ao bullying nas escolas.

Foto: Marcelo Regua / Agência O Dia
Alunos serão  orientados sobre a violência física | Foto: Agência O Dia
O projeto do deputado Chiquinho da Mangueira (PMDB),  cria o Programa de Combate ao Assédio Moral e Violência nas escolas públicas e privadas. e deverá ser desenvolvido através de ações multidisciplinares que promoverão atividades didáticas para conscientização, orientação e prevenção das agressões.

A proposta define um conjunto de 11 metas para o programa, que vão da prevenção e combate da prática nas escolas ao auxílio a vítimas e agressores. “Este é um problema cada vez maior e que traz sérias consequências para as crianças e adolescentes vitimados, que têm seu desenvolvimento escolar prejudicado e podem desenvolver traumas”, explica o deputado.

Fonte: O DIA online

Criança com dificuldades em matemática pode ter discalculia

Seu filho tem dificuldades em matemática? Talvez não seja somente falta de empenho ou má vontade, mas um transtorno neurológico de aprendizagem que afeta 6% da população mundial: a discalculia.
De acordo com o neuropediatra Paulo Breinis, do Hospital Infantil Sabará, como não é tão conhecida, a doença não é diagnosticada de imediato, prejudicando a vida social e auto-estima da criança. Quem sofre de discalculia é incapaz de compreender e realizar contas matemáticas básicas, o que impede a aquisição de conhecimento mais completo.
“Ao ser negligenciando, o problema costuma virar uma bola de neve. Há casos de crianças que começam a se sair mal na escola, são reprovadas e abandonam os estudos. Em outros, são vítimas de bullying ou perseguição dos próprios pais que associam o problema à preguiça ou falta de emprenho na escola”, relata o pediatra.
Assim como a dislexia, dificuldade na compreensão da leitura e escrita, a discalculia não costuma ser tratada com medicação. Segundo Breinis, o tratamento envolve treinamento e aulas extras de matemática. Somente crianças que também apresentam a Síndrome do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), algo freqüente em pacientes com discalculia, costumam receber medicação.
O neuropediatra explica que é comum as crianças apresentaram os dois diagnósticos simultaneamente: discalculia e dislexia. “Nesses casos é importante que o tratamento envolva uma equipe multidisciplinar formada por neurologista, psicóloga, fonoaudiólogo e pedagogo”, ressalta.
Recentemente a revista Science trouxe reportagem sobre a doença mostrando seu impacto social e econômico na sociedade. Uma série de pesquisas internacionais tem estudado a discalculia. A boa notícia é que o treinamento, baseado em explicações e realização de exercícios, costuma ter eficácia, auxiliando a criança portadora do transtorno.
Fonte: O Serrano