quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Quase metade dos jovens brasileiros já sofreu bullying no trabalho

Pesquisa feita com jovens estudantes e estagiários revelou que metade deles já foi vítima do bullying. ‘Se você não ligar, diminuiu’, diz um jovem.


Fonte: Jornal Nacional TV Globo

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Uma pesquisa concluiu que o bullying não é só uma realidade das escolas brasileiras. Para muitos jovens, ele continua no mercado de trabalho.
Os cabelos compridos e o jeito que não é o do típico machão foram a deixa.
“Incomodava piadas sem graça, sabe, assim, tipo: ‘ah, falar do cabelo’. O que mais teve piada foi cabelo e o meu jeito”, lembra um homem.
O motivo pode até variar, mas o desconforto com as brincadeiras de mau gosto não. No primeiro estágio, aos 14 anos, o problema dele era o com o próprio nome.
“Sempre colocando apelidos, estereótipos ou coisa do gênero”, afirma um outro homem.
Ele se dá bem com o nome, mas teve dificuldade em lidar com as provocações.
“Começava com piadinhas, tal, até aí sem problemas. Mas chega um certo ponto e começava a ficar chato, crítica a situação, entendeu?”, diz o homem.
Ruim para quem já é mais velho e experiente, o bullying pode ser pior ainda para quem é jovem e está só começando a carreira. E apesar de toda discussão sobre o assunto, no ambiente de trabalho, o respeito ainda parece longe do ideal. Uma pesquisa feita com 5 mil jovens estudantes e estagiários no Brasil revelou que pelo menos metade deles já foi vítima do bullying.
E 33% disseram levar na esportiva para não sofrer ainda mais, mas 7% admitiram que foram vítimas e reagiram praticando bullying. Dois extremos de jovens que não sabem direito como dar um basta em situações que vão da zombaria ao assédio moral. Um mal que deve ser cortado pela raiz.
“O bullying ele veio de uma questão meio infantil que não foi corrigida, do se aceitar, aceitar o outro como ele é, e muitas vezes a gente pratica o bullying para apontar o defeito do outro pra que ninguém veja o meu”, explica Rafaela Gonçalves, responsável pela pesquisa.
Descobrir parceiros e maneiras de enfrentar é sempre um grande alívio.
“É meio bola de neve, sabe? Mas eu acho que se você não ligar, diminui, do que se você se sentir ofendido e acabar, tipo, ficando pior”, afirma um homem.
“Já tento conversar com os superiores, encarregados responsáveis pelo setor para poder estar deixando a situação um pouquinho mais tranquila”, conta outro homem.

Nas escolas, os rapazes são sobretudo vítimas do bullying homofóbico

Educação - Portal do Distrito
por Rosa Duarte
(Professora)
 


Há dias, depois do noticiário das oito da noite, estava sentada no sofá da sala em frente ao televisor, quando apanhei a meio uma reportagem sobre jovens em risco. Hesitei, mas acabei por me prender (é que são sempre impressionantes de tão reais…). Não me acrescentou muito ao que já sabia, mas ouvi com apreensão as atuais estatísticas que apontam o suicídio como a segunda causa de morte dos adolescentes, liderada pelos acidentes de viação.

Infelizmente o problema do bullying não é um problema social só da atualidade. Apenas se tornou mais visível pela sua ação de combate. A importação do termo é evidentemente mais recente do que os maus-tratos verbais e físicos infligidos aos seres vulneráveis, que são menos iguais, dentro e fora do nosso país.  

A denúncia é a atitude acertada no sentido da sua resolução, para que melhor se possa ajudar com experiência e eficácia. Os casos mais complicados, que demoram a ser detetados, são aqueles que habitualmente são minimizados e descredibilizados pelos habilidosos agressores que procuram por todos os meios influenciar o ambiente humano à volta, com o intuito de neutralizar possíveis queixas ou sinais dados pela vítima, derrubando quaisquer intenções de denúncia. E os próprios, com vergonha ou medo, deixam-se andar, às vezes preferindo convencer-se de que os outros é que têm razão, e autoinfligindo-se. Ou então esperam, quem sabem em vão, resolvê-los por conta própria.

Os mais vulneráveis, sabemos, são os menos experientes, logo os mais jovens. Mas não apenas necessariamente… Quando se quer agredir, mesmo em idades mais avançadas, basta acionar um mecanismo gradual de isolamento social para a pessoa em causa. E assegurar o seu ostracismo distorcendo a imagem social dessa pessoa, afim de secar quaisquer tentativas do próprio se defender, pondo-o a ridículo. O requinte pode levar à nomeação de um pseudoamigo para se aproximar e vigiar os pensamentos da vítima, conquistando-lhe a amizade e construindo um disfarce de igual vítima dos mesmos agressores, mostrando-se afável publicamente para sanar qualquer suspeição de coação psicológica ou agressão verbal. E isto foi-me retratado por uma jornalista idónea, com quem converso regularmente, e está a fazer o levantamento de situações como estas, reais, nas escolas e na sociedade em geral, entre alunos e não só…

É certo que a vida tem adversidades para todos e que a sobreproteção também pode ser um problema quase tão grande como o bullying. Que muitas vezes é uma reação natural, ainda que excessiva, de controle e proteção contra, nomeadamente, o bullying. Há pais, e sobretudo mães, que querem tanto aos seus filhos que não os deixam lidar eles próprios com as situações adversas, quando até certo ponto são próprias do processo de integração e crescimento desses jovens. E não sabem, os mesmos pais, como intervir na medida certa no momento adequado. O apoio especializado (médico e pedagógico) é fundamental e deve estar o mais acessível e divulgado possível, sobretudo em cada comunidade educativa.

Com filhos únicos e crianças com alguma debilidade, registam-se sensivelmente mais situações de superproteção que, mais tarde em adultos, se vão traduzir por uma adaptação mais lenta a situações sociais novas, com uma menor preparação psicológica para os embates mais inesperados do quotidiano. Os desgostos amorosos são exemplos sintomáticos. Vários exemplos reais poderiam aqui ser citados, mas basta referir o conhecido personagem Pedro da Maia na obra-prima de Eça de Queirós, Os Maias, que é uma real caricatura social de um tipo de educação à portuguesa, segundo o olhar atento e crítico do seu autor sempre atual.

Embora cada vez mais os pais estejam cada vez menos disponíveis para acompanhar os filhos, melhor ou pior na sua educação, devido em particular ao aumento de horas de trabalho, a verdade é que a sua experiência de vida os tem apetrechado e aproximado dos mesmos, pois eles já têm a experiência do ambiente escolar e, muitos deles, em ambiente urbano e populoso. Muitos pais percebem que a prática de atividades extracurriculares ajudam os seus filhos a acrescentar mais competências ao seu desenvolvimento, sejam elas físicas, emocionais, artísticas e/ou outras. O interesse pessoal é um bom ponto de partida para a autoimagem e deve ser encorajado. E desenvolver talentos pessoais fortalece os vulneráveis e desmoraliza os agressores. Reforça a autoestima e ajuda à integração social. E essa ideia que, erroneamente, se quer passar de que há pessoas com excesso de autoestima, não é de todo verdadeira. Quem investe mais na sua afirmação pessoal, pode ser mal interpretado e dificultar o seu papel de interação social, mas é indubitavelmente um claro sintoma de que há carências que precisam de ser superadas. Talvez haja, sim, mais autoconfiança.

Hoje é muita a informação. Há já ações de ajuda para o bullying (embora não as necessárias...) Há mais comunicação entre as escolas e os encarregados de educação.

Então o que é que falha?

É ainda necessário um processo educativo alargado a todos os educadores (que devem estar atentos), dentro e fora da escola, que liberte a nossa cultura de preconceitos e de ações de rejeição, nomeadamente das atitudes homofóbicas imaturas frequentes, fruto de uma mentalidade ainda estigmatizada por um passado repressor.

É que os nossos jovens rapazes continuam a ser as principais vítimas do bullyinghomofóbico.

domingo, 9 de novembro de 2014

Atriz que sofreu bullying e teve anorexia, vive 'gordinha' com bom humor: 'Não me afeta'

Raquel Fabbri, que já foi uma das quengas em 'Gabriela', vibra com a chance de levantar o drama vivido por ela na vida real em Alto Astral


Fabíola Schwob e Maria Lima
Do Gshow, Rio
Raquel Fabbri conta que já passou por situações semelhantes às de sua personagem (Foto: Carol Caminha/ Gshow)Raquel Fabbri conta que já passou por situações semelhantes às de sua personagem (Foto: Carol Caminha/ Gshow)
Bombardeadas por um padrão de beleza que exige de todos uma magreza de modelo de passarela, muitas meninas vivem em guerra com o espelho e a balança. Uma dessas jovens é aBia de Alto Astral vivida pela atriz Raquel Fabbri. Formada em psicologia, a irmã de Laura(Nathalia Dill) é doce e inteligente, mas vai enfrentar o bullying do próprio irmão, Gustavo(Guilherme Leicam).
A atriz é Bia em Alto Astral (Foto: Carol Caminha/ Gshow)A atriz é irmã da protagonista em Alto Astral
(Foto: Carol Caminha/ Gshow)
Raquel já brilhou na TV na minissérie "As Brasileiras" e na novela "Gabriela", além de ter várias peças de teatro no currículo. Na novela das 11, inspirada na obra de Jorge Amado, ela deu vida a uma quenga do Bataclã. "Era um personagem sexy e tinha essa coisa de ser gordinha. Quando a produtora de elenco me chamou, eu falei: 'claro que eu topo, lógico.Vambora! Só não sou nenhuma beleza de televisão'. Teve uma repercussão bem bacana. O pessoal vinha dizer nas redes sociais que tinha se identificado", recorda Raquel.
A atriz comemora ter sido escalada para papéis como esses e o de Bia, em Alto Astral, que ela considera mais "humanizados". Ela lembra que muitas atrizes ditas gordinhas ficam restritas apenas a papéis cômicos. Para enfrentar o padrão de beleza que impõe a magreza, Raquel conta ter desenvolvido suas defesas. "Eu tenho uma personalidade muito forte. Eu tinha o cabelo meio vermelho, meio loiro, cheia depiercings. Porque eu também tenho as minhas defesas, né? Eu tenho uma personalidade de 'chegar chegando' e a Bia não, ela é mais quietinha. Eu desconstruí essa parede, sem perder a força dela. Ela está quebrada, mas ela é forte", analisa a atriz.
Raquel (Foto: Inácio Moraes/TV Globo)Raquel como quenga do Bataclã em 'Gabriela' (Foto: Inácio Moraes/Gshow)
Bullying em cena tem 'apalpada' de Leicam
Diferente da atriz, Bia é muito tranquila e continua estudando em uma pós-graduação em Psicologia. "Ela não é nenhuma menininha desiludida, bobinha, ela só está trancada no corpo dela", define Raquel. O problema dela é a perseguição do irmão mais velho - o que vai levá-la a protagonizar cenas terríveis com Guilherme Leicam. "No início foi até engraçado porque o Gui é um fofo, e ele estava tenso de me xingar, de me chamar de gorda, baleia, e eu falava: 'me chama, pelo amor de Deus'. Ele pega na minha banha, pega na minha barriga. E eu falo pega, aperta, machuca, sacaneia, porque eu estou bem com isso. É engraçado. A maioria das pessoas pensa que isso poderia me afetar, mas não me afeta", explica a atriz.
Laura mora com os irmãos Gustavo e Bia e o avô Vicente (Foto: Artur Meninea/ Gshow)Raquel com sua família na trama: Guilherme Leicam, Nathalia Dill e Otávio Augusto (Foto: Artur Meninea/ Gshow)

O que ela está passando com o corpo dela eu já passei, a não aceitação."
Raquel Fabbri
A explicação para essa segurança vem da batalha que Raquel venceu contra seus próprios "fantasminhas", como ela chama. "O que ela está passando com o corpo dela eu já passei, a não aceitação. Eu tenho um irmão na vida real, que se chama Igor. Ele vai ficar bravo de eu falar isso! (risos) Mas ele sempre me zoou. Era uma zoada bem mais leve, mas eu me sentia mal porque ele é bonitão, magrinho e eu sou gordinha", relembra Raquel.
Nesse caminho de auto aceitação, nem tudo foram flores, como ela conta: "Melhorei com a vida, a vivência, a terapia, muita coisa. Já passei por maus bocados, já tive anorexia, quase parti para outro canto. Já emagreci muito em muito pouco tempo. Nunca foi uma coisa bem resolvida. Então, de uns tempos para cá, eu decidi que precisava resolver isso, corri atrás e estou bem". Raquel defende que as pessoas não devem querer emagrecer para agradar aos outros, mas apenas movidas pela própria vontade de mudar.
Da vida real para a TV
Resta saber se Bia vai conseguir vencer essa batalha e encontrar seu - merecido - amor próprio. "Pode ser muita presunção minha, mas eu queria passar essa mensagem até por toda a vivência que eu já tive, já sofri muito. Trazer tudo o que eu vivi para ela, o que eu já passei, todos os perrengues, e mostrar que é real, que não é ficção, é vida. Está ali, existe. E ter essa oportunidade é muito legal!", comemora Raquel.

sábado, 8 de novembro de 2014

Maria Casadevall já ficou sem par em bailinhos: 'Dancei com a vassoura'

Atriz também conta que era vítima de bullying por ter a sobrancelhas grossas

GShow

Maria Casadevall participa da gravação do 'Programa do Jô' (Foto: TV Globo/Programa do Jô)Maria Casadevall participa da gravação do 'Programa do Jô' (Foto: TV Globo/Programa do Jô)
Muitas mulheres devem ter inveja de Maria Casadevall, afinal ela namora o galã Caio Castro, mas o sucesso da atriz com os homens nem sempre foi assim. “Lembro que na época da escola tinham aqueles bailinhos e uma vez eu dancei com a vassoura”, conta noPrograma do Jô.
Maria comenta que sofria com as brincadeiras dos amigos de colégio por ter as sobrancelhas grossas. “Eu sofria bullying como todas as crianças. Lembro que me chamavam de Monteiro Lobato.”
Durante a entrevista, a atriz conta também que adorava brincar de teatro com as amigas de seu prédio e elas até criaram o grupo “Garotas Papillon”, que era o nome do edifício em que moravam. “A gente pedia 1kg de alimento não perecível.”
Maria Casadevall ainda mostra que tinha muita habilidade para carregar as xícaras na época em que trabalhava em um café na Austrália. “Não tem problema se eu quebrar?”. No final do programa, Jô Soares e a atriz imitam uma tradição grega e quebram alguns pratos.
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Maria Casadevall equilibra alguns pratos em seu braço (Foto: TV Globo/Programa do Jô)Maria Casadevall equilibra alguns pratos em seu braço (Foto: TV Globo/Programa do Jô)

Jessica Athayde: «Perdemos tempo demais a falar sobre os corpos»

Jessica Athayde, que recentemente foi alvo de duras críticas após desfilar em biquíni na ModaLisboa, foi convidada do «Jornal das 8», da TVI.

A conversa com José Alberto Carvalho abordou temáticas como o «bullying entre mulheres» e a ditadura da imagem, já que foram, sobretudo, mulheres, a criticar a forma física de Jessica no desfile.

Na altura, a atriz respondeu com um texto endereçado às mulheres reais e apelou à solidariedade entre aquelas que foram as primeiras a apontar-lhe o dedo e a acusá-la de não estar em forma.

«Eu acho é que nós perdemos tempo demais a falar sobre os corpos e devíamos estar a falar sobre as cabeças», sublinhou Jessica.

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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Birras e vómitos são alguns sinais de bullying

O medo de ir para escola quando se sofre de represálias é muito comum, se há crianças que conseguem ultrapassar sozinhas, outras necessitam de ajuda psicológica. Alguns sinais de bullying são as birras constantes e vómitos, explicaram os psicólogos ao Diário de Notícias.

PAÍS
Birras e vómitos são alguns sinais de bullying
O bullying geralmente começa no pré-escolar e no primeiro ciclo e muitas vezes passa despercebido aos adultos que não se dão conta dos pequenos sinais. Sejam crises de choro, comportamentos de regressão, falta de apetite, vómitos e náuseas, estes são alguns indicadores.

“O bullying é brutalmente usual entre as crianças no primeiro ciclo. Muitas vezes, os professores e as escolas não estão elucidados sobre o bullying indireto, o mais comum e muito típico entre as raparigas”, refere a psicóloga Ana Gomes ao Diário de Notícias.

No pré-escolar “o medo prende-se com a angústia de separação dos pais, mas também com fenómenos de competição e bullying, que as pessoas pensam que ainda não existe e que as próprias escolas negam”, explica Ana Gomes.

Para os pais retirarem um pouco da agonia dos filhos, a psicóloga aconselha os pais a levarem os filhos e a despedirem-se. “Por exemplo, descrever à criança o seu dia e o dos pais, prometendo um ‘encontro depois do lanche’, dizer que se vai ter saudades e, finalmente, dar um beijinho na mão dela e pedir para guarda”, indica.

Para perceber a fobia escolar há sinais flagrantes como “manifestações corporais de ansiedade”, como vómitos e dores de barriga, ou perguntas como “tenho mesmo de ir?” e “vais-me buscar?”. Os psicólogos aconselham ao diálogo entre os pais, a escola e os pais das outras crianças é essencial.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

No Mais Você, Tatá Werneck falou sobre relacionamentos e da solteirice

André Marques conversou com a atriz em café da manhã no programa


Fonte Mais Você TV Globo

Tatá Werneck no Mais Você (Foto: Mais Você / TV Globo)Tatá Werneck em última participação no Mais Você (Foto: Mais Você / TV Globo)
No Mais Você desta quarta-feira (5), André Marques teve motivos de sobra para dar boas gargalhadas. Tatá Werneck foi a convidada para tomar aquele café da manhã especial com o apresentador. Durante o papo, a atriz relembrou namoro de 8 anos, falou sobre bullying na infância e comentou as atitudes da personagem que fez em Amor à vida.
Para matar um pouco a saudade, Ana Maria Braga preparou uma receita deliciosa! A apresentadora ensinou como fazer uma Batata Recheada! Ficou com vontade? Clique aqui e confira a receita!

Jovens cada vez mais expostos a mensagens de ódio e bullying na internet


Deparam-se ainda com sites que incentivam a anorexia e a automutilação. O alerta é dado pelo relatório final do projecto “UE Kids Online”

Os jovens europeus estão cada vez mais expostos a mensagens de ódio na internet, a sites pró-ana (que incentivam a anorexia), de automutilação e ao “ciberbullying”. 

O alerta é dado pelo relatório final do projecto “UE Kids Online”, divulgado esta terça-feira pela Universidade Nova de Lisboa (UNL) que participou no trabalho.
 
Em comparação com 2010, os jovens europeus entre os 11 e os 16 anos, têm mais probabilidade de serem expostos a estes conteúdos, principalmente a mensagens de ódio e “ciberbullying”. 

Os dados e recomendações em relação a riscos na internet de crianças e jovens salientam que “nem todo o uso da internet resulta em benefícios”. 

A pornografia lidera a lista de preocupações das crianças e jovens sobre os conteúdos "online", seguindo-se "os conteúdos violentos, agressivos, cruéis ou sangrentos". 

Sobre o que "perturba particularmente crianças e jovens", o relatório aponta a "violência real (ou realista), mais do que a ficcional, e a violência contra os mais vulneráveis como crianças ou animais". Uma preocupação que aumenta entre os mais novos, dos nove aos 12 anos. 

"As crianças mais novas estão mais preocupadas com riscos de conteúdo e, à medida que crescem, preocupam-se mais com riscos sobre condutas e contactos", adianta o relatório baseado no trabalho desenvolvido por mais de 150 investigadores de 33 países, entre os quais Portugal. 

Mas a probabilidade de um risco resultar em dano também depende do papel de pais, da escola e dos pares, e da regulação nacional, da provisão de conteúdos, dos valores culturais e do sistema de educação, acrescentam. 

O projecto começou em 2010, quando se realizou um inquérito pessoalmente, em casa, a 25.000 crianças e jovens, entre os 9 e os 16 anos, utilizadores de internet, e a um dos seus pais, em 25 países. Até 2014 procurou aprofundar o conhecimento sobre as experiências e práticas de risco e segurança na internet e novas tecnologias por crianças e jovens europeus e pelos seus pais.

Corey Taylor: iniciativa contra bullying e depressão infantil

Traduzido por Fernando Portelada | Fonte: Blabbermouth

O vocalista do SLIPKNOT e STONE SOUR, Corey Taylor, recentemente fez uma parceria com a The You Rock Foundation para falar sobre depressão e suicídio. Ele falou sobre suas batalhas pessoais com a doença, assim como detalhou suas tentativas de suicídio – mas também sobre como ele superou essa fase de sua vida com o poder da música e da escrita.

“Eu gravei o vídeo um tempo atrás e eles acabaram de postar, e a reação tem sido fantástica”, Taylor falou a Tina Smash da rádio 105.5 da Carolina do Norte. “Estou feliz que as pessoas responderam bem a isso.”

“Eu realmente não tive intenção de fazer um vídeo tão sentimental, eu só queria ser honesto. Eu sabia que a mensagem iria ser para garotos que lutam contra depressão e pensamentos suicidas.”

Ele continua: “Quer as pessoas gostem ou não, muitos adolescentes lidam com isso, mesmo se não estão depressivos, eles não sofrem de depressão, mas é só um tempo muito difícil em suas vidas. É o limiar entre a infância e a vida adulta. E tem muita coisa acontecendo e eles não sabem como encarar isso. Então, para mim, eu sabia que para conseguir alcança-los, eu teria que ser completamente honesto. E com essas coisas que eu na verdade nunca tinha falado antes. Mas ao mesmo tempo, se você quer que as pessoas ouçam o que você tem a dizer, você não pode se tornar muito doce ou sentimental, você não pode soar falso. Você tem que oferecer esse tipo de honestidade, especialmente nessa época que vivemos. E as pessoas que acham que podem fazer somente esses anúncios melosos estão tristemente enganadas. As pessoas querem honestidade, porque todos sentem como se estivéssemos mentindo para elas esses dias.”

Taylor adiciona: “Eu sou o pior mentiroso do mundo, e minha esposa pode lhe dizer isso na lata. Eu não consigo nem esconder as surpresas dela. Eu sou o pior. Mas essa é a forma que eu vivo, é a única forma que eu sei me comunicar.”

“Eu li estatísticas recentemente, que o nível de empatia que as pessoas mostram uns para os outros é na verdade 20 pontos menor do que mostravam as mesmas pesquisas em 1986. Então, o fato de que as pessoas não conseguem mostrar empatia com os próximos é uma das razões do bullying estar prevalecendo, uma das razões do que eles chamam na Internet de “Trollagem” estar prevalecendo – as pessoas não conseguem se relacionar com outros. E eu acho que é um dos efeitos colaterais desta alta tecnologia que nós temos. As pessoas estão em casulos dentro dessas caixas eletrônicas e acham que não existem consequências para suas ações, eles estão destruindo sentimentos, especialmente de pessoas com difíceis percepções da realidade, porque eles são muito jovens. Não é justo com eles. E não é justo com as outras pessoas. Foi por isso que decidi que vou me dedicar a lutar o mais duro possível para ter certeza de que se ninguém está ao seu lado, eu vou estar ao seu lado, porque, você sabe, você quer fazer bullying com alguém? Tente fazer Bullying comigo. Vá eu frente. Eu vou te partir em pedaços.”

Bullying literário

Por Júlia Endress do Correio do Povo
Não tem jeito, todo mundo já se sentiu constrangido por algum livro que leu. Acontece com os best-sellers, com aqueles guia de relacionamentos e também com as famosas autoajudas que prometem enriquecer-emagrecer-ser-feliz-eternamente.
Vergonhas à parte, o fato é que (quase) todo mundo, em alguma época, já leu alguns desses livros que sofrem #preconceito. Foi por isso que demos uma passadinha na Feira do Livro pra conversar com uma galera entendida no assunto e descobrir o que eles têm escondidinho na estante, naquele lugar que nenhuma visita vê. E eles foram sinceros. Vem que a lista tá ótima!
A Culpa é das Estrelas (líder da vergonha alheia, segundo os fãs)O livro do John Green, cujo filme fez o mundo chorar do começo ao fim, é um dos mais estigmatizados do momento, mas também é um dos mais lidos. A Natasha Heinz, de 22 anos, adorou a história, maaaas isso não impede que o livro entre pra lista dos guilty pleasure literários dela. “Há uns dois anos, comprei A Culpa é das Estrelas pro aniversário de 14 anos da minha prima e ela adorou tanto que precisei ler também. Terminei a história em dois dias, chorei horrores e saí correndo pra comprar qualquer outro livro do autor que achasse. Hoje, tenho todos que ele escreveu – e vários outros do mesmo gênero – na minha prateleira, disfarçados entre livros de filosofia, clássicos da literatura e obras completas de ~grandes autores (Cidades de Papel, por exemplo, está entre Madame Bovary e A Divina Comédia). Se alguém olha isso e questiona as minhas escolhas, eu sempre digo que tem que ter uma historinha pra ler na beira da praia, no ônibus, pra dar uma olhadinha antes de dormir. Na hora de comprar, é sempre aquela coisa… dá pra disfarçar com um outro livro mais culto~, perguntar se dá pra enrolar pra presente, fingir que não é contigo caso o vendedor te dê um olhar de julgamento ou, como eu não pareço a idade que tenho, ajo como se tivesse 16 anos mesmo, bem na idade certa de ler”.
Crepúsculo (uma história ok, mas baixou o nível) – Em 2005, Stephenie Meyer iniciou uma saga da guria que se apaixona por um vampiro. Mas até aí tudo bem. O problema foi o filme, segundo o Lucas Mello, de 19 anos. “Eu li o livro bem antes de sair o filme e acho tudo muito diferente. Pra começar, o livro já não é muito bom, mas é uma história ok, é legal até. O problema é que a adaptação pro cinema deixou a história muito infantilizada, e originalmente ela não tem esse caráter ou, pelo menos, quando eu li não era a isso que eu associava. Ao meu ver, o filme fez baixar o nível da coisa mesmo, e acho que isso criou todo esse preconceito que cerca Crepúsculo”, diz o guri, que mesmo admitindo alguns ~probleminhas, gosta do livro.

Os homens são de Marte e as mulheres são de Vênus (precisa de papel de presente na hora da compra) – Já se passaram mais de 20 anos desde o lançamento desse clááááássico de  John Gray. Descrito como “um guia que aposta no final feliz”, o livro tem um verdadeiro roteiro pra que homens e mulheres se entendam, mas não é beeeem assim. “Eu li esse livro há quase 15 anos porque é o tipo de coisa que a gente lê quando é adolescente porque acha que vai nos ajudar nos relacionamentos. Só que mesmo sabendo que é um blablablá, eu continuo lendo uns livros assim porque eles acabam nos dando esperança nas épocas de fossa e deprê total. Por exemplo, quando saiu “Por Que Os Homens Fazem Sexo e As Mulheres Fazem Amor?”, eu fui correndo comprar”, conta a Christina Silva, de 28 anos. E pra continuar comprando os livros de boas, ela segue a mesmo tática de pedir embalagem pra presente! “Ah, rola um preconceito dos vendedores, né?! A galera já revira o olho quando vê o título, então eu evito constrangimentos e ainda me faço de culta”.
Querido John (melhor do que não ler nada) – “Se for para citar só um livro, eu digo ‘Querido John’, que tem toda a questão de exército, amor e separações, algo super clichê. Mas acho que todos os livros do Nicholas Sparks podem ser incluídos nessa lista facilmente. Ele é o top dos autores marginalizados porque muita gente acha que as histórias são parecidas, muito romancezinho, e até faz sentido, mas eu gosto, é bom pra distrair, passar o tempo”, garante a Nathália Cardoso, de 26 anos. Além disso, a guria diz que hoje fica revoltada quando fala de algum livro do autor e as pessoas fazem algum comentário irônico. “É que eu sei que muita gente ri, mas também leu, então eu só respondo dizendo que é melhor do que não ler nada e encerro o assunto me sentindo vitoriosa”.
Cinquenta Tons de Cinza (só o filme pode salvar) – Apesar de ter livro de E. L. James naquele momento em que ele virou febre, o Pedro Veloso, de 25 anos, se decepcionou com a história. “Sim, eu li 50 Tons de Cinza! Consegui emprestado de uma amiga, que prefere se manter anônima nessa matéria, pra fazer um trabalho da faculdade. Foi em um esquema leitura dinâmica, pulando as partes chatas, que são muitas – mas sim, li todas as cenas de sexo. Eu achei bem ruim, a personagem principal é uma bocó e o relacionamento deles é muito clichê. Achei terrível, mas é óbvio que vou assistir nos cinemas, vocês já viram aquele elenco maravilhoso?”.

Pela redação – sim, nos relatos acima ainda faltaram alguns títulos que você, eu e todos nós sabemos que também são passíveis de bullying, então…
Marley & Eu (só para os que têm <3 em=""> Vamos ser sinceros, quem não leu a história do “pior cachorro do mundo”? E mais: quem não se emocionou horrores no final do livro de John Grogan? Mesmo que seja quele livro que você chega no aeroporto e fica lendo com a capa escondida no colo, poxa, é viciante. <3 font="">

O Segredo (O Segredo que você lê em segredo) – Baseado num documentário homônimo, o livro reúne todos os fragmentos de um grande ~~segredo, capaz de transformar a vida de todos que aprenderem a aplicá-lo na sua vida. Pra quem não lembra, a ideia era que o tal segredo ajuda a conquistar dinheiro, saúde, felicidade e tudo mais de bom que há nesse mundo! Um livro para pessoas que estão buscando o verdadeiro #sucesso.

Ansiedade (todo mundo quer economizar com terapia)Vamos combinar que com uma sinopse que diz que quem sofre por antecipação, tem dores de cabeça ou muscular e acorda cansado deve estar com uma tal de  Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA), o livro desperta a curiosidade de tudo mundo, afinal, como não se identificar com algum desses sintomas!? Não é por acaso que o livro é um dos mais vendidos no Brasil entre 2013 e 2014, mas ainda assim é difícil encontrar um leitor dele – a não ser em consultórios médicos #ficaadica.
Um Dia (a culpa é do filme)A célebre história de Dexter Mayhew e Emma Morley é vista como piada pra muita gente, mas o livro de David Nicholls foi um dos mais populares de 2010 e ganhou até adaptação pra cinema, o que sempre pode explicar todo esse bulliyng.