terça-feira, 22 de agosto de 2017

Número de jovens que cometem suicídio tende a aumentar após as férias de verão

PORTAL MIE

Segundo o livro branco do governo, “muita pressão ou consternação tendem a afetar os estudantes após as férias” e medidas para prevenir o suicídio de jovens são necessárias.

Organizações sem fins lucrativos (NPOs) e outras instituições que dão suporte a crianças e jovens estão intensificando os esforços para prevenir que eles cometam suicídio, visto que a tendência do ato é maior entre os estudantes ao final das férias de verão no Japão.

De acordo com dados divulgados pelo escritório do gabinete em 2015, as datas quando jovens de até 18 anos cometeram suicídio entre 1972 e 2013 estavam mais concentradas em ou por volta de 1 de setembro, quando o novo semestre se inicia em escolas de várias partes do país.

A taxa de suicídio de jovens também tende a ser maior no final da primavera e no feriado de Golden Week, em abril e maio, respectivamente, mostram os dados, sugerindo que o retorno à escola após as férias é uma grande dificuldade para as eles, principalmente aqueles que ficam preocupados em sofrer bullying.

Prevenção do suicídio de jovens após as longas férias

O livro branco do governo relacionado ao assunto para 2015 apontou a necessidade de realizar medidas para prevenir o suicídio de crianças após as longas férias, dizendo que “muita pressão ou consternação tendem a afetar as crianças após as férias”.

Uma NPO com sede em Tóquio, que oferece serviços de aconselhamento por telefone, disse que planeja estender as horas de operação para sua “Childline” em 8 províncias a partir do final de agosto até o início de setembro e lançar um serviço de aconselhamento com chat online por 9 dias a partir de 29 de agosto.

Outra NPO incorporada planeja abrir suas instalações no final das férias de verão em 6 províncias em uma tentativa de oferecer espaço livre para as crianças que se recusam a frequentar a escola.

“No ano passado recebemos muitas solicitações de pais”, disse o secretário-geral da organização, Hiroyuki Matsushima. “Queremos que o maior número de crianças possível saiba que elas têm uma opção além das escolas e que há uma maneira de viver através disso”.

Uma NPO incorporada que emite 2 vezes por mês jornais com notícias sobre escolas, reclusos sociais e outras questões, planeja enviar brevemente uma mensagem às crianças e adolescentes para oferecer suporte a eles, juntamente com outras entidades que promovem o crescimento saudável dos jovens.

“Nessa época do ano, quando o risco (das crianças cometerem suicídio) é maior, queremos que os adultos tomem cuidados extras e não percam os sinais de pedido de ajuda delas”, disse Hironobu Koguma, diretor-geral da organização que emite o jornal.

Psicólogo discute papel da família e da escola na criação de uma sociedade tolerante

GSHOW

Alessandro Marimpietri ressalta que ‘a sociedade preconiza mais a liberdade individual do que um acerto para viver no coletivo’

Aprovado de sábado, 19, o psicólogo Alessandro Marimpietri explicou que a intolerância é uma questão cultural e que “nossa sociedade contemporânea preconiza mais a liberdade individual do que um acerto para viver no coletivo”. Para explicar seu pensamento, ele faz uma analogia com o sinal vermelho do semáforo. “Ele não é apenas uma luz vermelha, é um sinal simbólico de que é preciso parar para que outros passem. Se o desejo de passar na hora que eu quero é maior do que o comprometimento com o coletivo, eu vou passar pelo sinal vermelho”, afirma. Com isso, o indivíduo começa a desrespeitar as referências simbólicas, que estruturam uma boa convivência em sociedade.

Para o especialista, a família tem papel indispensável neste contexto, pois deve ensinar os pequenos a lidar com frustrações, e a dar limites. A escola é uma colaboradora, mostrando a eles como viver com as diferenças, já que a instituição une crianças com realidades, valores e crenças diversos. “A escola tem um papel crucial na valorização da cultura de não violência, que seria a prevenção mais eficaz pra situações de bullying”, defende, explicando que estas são caracterizadas por intencionalidade, repetição e desproporção de poder. Nestes conflitos, é necessária intervenção adulta, para garantir a saúde e o bem-estar tanto de quem foi agredido como de quem é o agressor. “Ambos não estão bem. Precisam ser acolhidos, mas de forma diferente”, afirma

Cyberbullying – uma realidade que nossos filhos enfrentam.

FOFOCA ORG

A realidade de cyberbullying tornou-se algo a que os pais precisam começar a prestar atenção cuidadosa. Enquanto o bullying sempre esteve lá, cyberbullying, que ocorre no espaço digital, tornou-se um problema mais grave hoje do que há 10 anos.
Um recente relatório de pesquisa da Kaspersky Lab e B2B International * indicou que, só no Brasil, 47% dos pais acreditam que as ameaças que pesam sobre seus filhos on-line estão aumentando – ameaças como cyberbullying e conteúdo inapropriado. No entanto, o que é preocupante é que mesmo relatório indica que apenas 38% desses pais orientar seus filhos através deste por falar com eles sobre as ameaças potenciais, enquanto online.
Infelizmente, nem sempre percebem quando nossos filhos estão sendo cibernético intimidado. Esta não é uma reflexão sobre o seu estilo parental, mas muitas vezes devido ao fato de que existem tantos tipos diferentes de cyberbullying, e manter o controle, sobre as várias plataformas de mídia social lá fora, pode ser difícil. No entanto, existem alguns sinais os pais devem olhar para fora, bem como algumas medidas proativas que você pode seguir para ajudar a proteger o seu filho.

Possíveis sinais

Falar abertamente com seus filhos em torno de bullying online – como é tão doloroso como qualquer ‘old school’ intimidação playground. Diga-lhes que você entenda que o cyberbullying pode ocorrer hoje, e que você está lá para ajudá-los a lidar com isso da melhor maneira possível, sem julgamento. Abrindo para o seu filho pode ajudar a eles vindo para a frente com a questão que pode então ser abordadas. Lisa Wright, co-fundador de uma iniciativa educacional anti-cyberbullying compartilhou algumas de suas recomendações aqui, que você pode querer explorar bem.
Além disso, lembre-se que uma forma comum de cyberbullying é a exclusão. Se o seu filho levanta preocupações de que eles sentem que estão sendo excluídos de um grupo de amigos, não tente ignorar isso com pouca atenção. Fale com eles e entender o que eles significam, como o problema pode ser maior do que o que parece. Exclusão às vezes pode também levar a seu filho sendo abusado verbalmente on-line ou através de plataformas de mensagens.

Medidas pais pró-ativas podem implementar

Como um pai preocupado, existem algumas orientações que você pode seguir, que podem ajudar o seu filho:
  • Seja tolerante , isso vai levar tempo. Cyberbullying é uma questão séria que não leva alguns minutos para consertar. Converse com seu filho sobre este tópico, muitas vezes. Use coisas como programas de TV ou suas opiniões sobre a vida – como momentos de ensino em torno de bullying e comportamento online – para informá-los sobre as realidades do cyberbullying. Pergunte-lhes sobre as suas opiniões sobre cyberbullying.
  • Seja o conversa inicial. Não espere que o seu filho para vir até você. Se você pegar sinais de cyberbullying cedo, ela pode ser tratada com mais rapidez.
  • Monitorar as atividades online de seus filhos. Saber o que seus filhos fazem nas redes sociais, que plataformas que utilizam e que seus amigos estão online. Você não tem de policiar o seu comportamento, mas o monitoramento é muito prudente.
  • Explique aos seus filhos que eles devem vir para você, se eles estão sendo ciber bullying – que você não vai julgar ou demitir seus sentimentos ou medos, mas estão lá para ouvir e ajudar onde você pode. Certifique-se de que eles entendem que cyberbullying não é bem e que está tudo bem para denunciá-lo para você, se eles experimentá-lo de qualquer forma.
  • Nunca tome telefone de seus filhos fora ou desligar seus aparelhos a partir da Internet. Isso não vai ajudar – ele só frustra-los mais. Converse com seus filhos.
  • Para proteger o seu filho, tanto quanto possível, você também pode considerar usando aplicações de controlo parental disponível.
Como cyberbullying cresce, como pais, não podemos esperar e ver. É nossa responsabilidade garantir que proteger nossas crianças dos perigos online – e ele começa com educação e no diálogo com os seus filhos.
Por mais que a Internet é uma grande ferramenta para permanecer conectado com amigos e familiares, pais nunca deve tornar-se complacente em torno dele. Segurança e privacidade deve estar sempre na vanguarda da experiência on-line da sua família.
* Http: //www.fin24.com/Tech/News/Brazil-parents-worry-about-what-kids-see-online-20151028  

Ações preventivas sobre álcool e drogas contemplam 1,3 estudantes e professores em Itiquira

24 HORAS NEWS


Aproximadamente 1,3 mil pessoas, entre alunos e professores do ensino fundamental e médio, participaram dos trabalhos sociais preventivos, realizados pela Polícia Judiciária Civil, no município de Itiquira (357 km ao Sul da Capital).
Os eventos realizados neste mês atendem demanda da Assessoria Pedagógica do município, com o objetivo de estabelecer estratégias para o enfrentamento coletivo dos problemas causados pelo uso de drogas lícitas e ilícitas e outras violências.
Ao todo, 16 ações aconteceram nas escolas municipais Anfilófio de Souza Campos e José Rodrigues, e nas escolas estaduais Dom Aquino Correa e Bonifácio Sachetti, por meio dos programas sociais: "De Cara Limpa contra as Drogas", "Rede Digital pela Paz" e "De Bem com a Vida", desenvolvidos pela equipe da Coordenadoria de Polícia Comunitária.
Os programas promoveram palestras com os estudantes sobre álcool, drogas, bullying, encontro formativo com professores, simpósio, além de  caminhada com o tema a família.
Durante as apresentações,  os participantes receberam informações e esclarecimentos sobre os malefícios do consumo de álcool e drogas, em interface com a temática da violência, foco na prevenção preocupada em assegurar o respeito aos direitos humanos, bem como a promoção da saúde, a redução dos fatores de risco e o fortalecimento de fatores de proteção, sobretudo, reduzindo as vulnerabilidades.
O investigador Ademar Torres de Almeida, gerente do projeto De Bem Com a Vida, informou que as atividades preventivas desenvolvidas têm como premissa orientar os jovens para evitar que o consumo problemático de drogas se converta em um problema de grande magnitude, baixando o custo social decorrente.
"As estratégias de prevenção realizadas tiveram como horizonte a cultura da paz na escola, a promoção da saúde, a redução dos fatores de risco e o fortalecimento de fatores de proteção", disse  Ademar.
A investigadora Laura Léa, coordenadora do De Cara Limpa Contra as Drogas, falou sobre o programa que atua na região metropolitana e, está se fortalecendo no interior com palestras em diferentes áreas do conhecimento, voltadas a apresentação dos malefícios do consumo de drogas.
"Além das ações dentro das escolas, o programa organiza uma vez por ano a Corrida de rua De Cara Limpa Contra as Drogas, visando a divulgação do combate ao consumo de entorpecentes", destacou.
A assessora pedagógica do município de Itiquira e professora, Ellen Regina Carmargo, frisou a importância dos projetos sociais estarem discutindo as temáticas álcool, drogas e bullying no município, tendo em vista que aumentou a situação de risco da comunidade, que mostra um percentual preocupante de pessoas envolvidas com o uso do álcool, tabaco, bem como diversas drogas ilícitas como maconha.
 Fonte: PJC MT

Vítima de bullying dorme com mãe do agressor para se vingar

OBSERVADOR PT

Um norte-americano decidiu vingar-se do seu opressor (bully) ao envolver-se com a mãe. A história tornou-se viral devido a um mal entendido, que acabou por ir para o ar numa rádio de Boston, nos Estados Unidos da América.
Arielle apaixonou-se por Rob, de 20 anos, depois de um encontro. Para sua surpresa, não houve segundo encontro, muito menos resposta do jovem depois de várias chamadas. Decidiu ligar para a estação de rádio Hot96.9 para expor o seu dilema e perguntar se a podiam ajudar a encontrar o misterioso rapaz.

Um norte-americano decidiu vingar-se do seu 'bully' ao envolver-se com a mãe. A história tornou-se viral devido a um mal entendido, que acabou por ir para o ar numa rádio de Boston, nos EUA.

A boa notícia é que, efetivamente, conseguiram contactar o rapaz. A má, é que Arielle e os coordenadores do programa não estavam preparados para o que iam ouvir. Depois da rádio de Boston ligar para Rob e de falar como Arielle tinha adorado o encontro, do seu desempenho sexual e de como gostava de se encontrar com ele novamente, descobrem-se as intenções do jovem.
Bem, o que vou dizer vai-me fazer parecer um idiota, mas isto foi tudo por causa de uma vingança”, contou Rob. “Eu vi-a online e percebi, pelo apelido, que era a mãe de um rapaz que me fazia bullying na escola, por isso pensei que se tivesse alguma coisa com a mãe, lhe podia atirar à cara.”
As reações de choque e surpresa confundiram-se com os risos dos coordenadores do programa, que informaram o jovem que Arielle o estava a ouvir. “És amigo do Sam?”, perguntou Arielle. “Não, não sou amigo do idiota do seu filho. Ele arruinou-me a vida e decidi retribuir-lhe o favor. Estou a planear enviar-lhe uma mensagem a dizer ‘Ganhei'”, acrescentou Rob.
A história tornou-se viral depois de um ouvinte partilhar a entrevista no Facebook.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Alunos do Vale e Sul Fluminense recebem a peça “A Culpa é de quem?”

Por: 


“A culpa é de quem?” é o novo espetáculo do Programa Caminhos para a Cidadania. (Foto: Ana Amélia Andrade)
Espetáculo integra a grade complementar do Programa Caminhos para Cidadania, para alunos de 4º e 5º anos dos 36 municípios ao longo da rodovia; apresentações acontecem entre os dias 21 e 25/8
O Programa Caminhos para a Cidadania, do Instituto CCR, realizado pela CCR NovaDutra, levará na próxima semana, a cidades do Vale do Paraíba e do Sul Fluminense, a itinerância do novo espetáculo teatral “A culpa é de quem?”, da CIAVIP. O programa levará aos alunos das escolas municipais mensagens sobre o uso responsável da tecnologia e o resgate dos valores humanos.
Entre os dias 21 a 25 de agosto, a itinerância visita as cidades de Lavrinhas e Queluz, no Vale do Paraíba, e as cidades de Itatiaia, Resende e Porto Real, no Sul Fluminense. As apresentações fazem parte das atividades complementares aos alunos de 4º e 5º anos de escolas participantes do programa.
O espetáculo pretende contribuir para o desenvolvimento de um novo comportamento frente ao desgaste das relações sociais provocado pelo uso equivocado da tecnologia, conscientizando sobre a importância da atenção e do diálogo para o fortalecimento de bases como a família e as amizades.
Desde o início do mês, a itinerância passou pelas cidades de Caçapava, Taubaté, Pindamonhangaba, Roseira, Guaratinguetá, Aparecida, Cachoeira Paulista, Cruzeiro e Silveiras.
Sinopse – ‘A culpa é de quem?’ é um espetáculo teatral infanto-juvenil da CIAVIP que propõe o diálogo entre o mundo real e o virtual equilibrando o uso da tecnologia com as relações interpessoais sem prejuízos para nenhum deles.
A história – um inspetor de alunos vê-se diante de um caso de bullying virtual em sala de aula, enquanto aguarda a chegada da nova professora para apresenta-la à classe.
Diante do acontecimento, sugere uma atividade diferente na sala de informática: uma viagem virtual para resgate dos valores perdidos naquele dia.
Sugados pelo computador, os alunos deixam de ser usuários externos e se tornam personagens de uma aventura cibernética em que o grupo deve trabalhar unido para desvendar enigmas relacionados a valores humanos.
Serviço
A Culpa é de Quem? no Vale do Paraíba
Lavrinhas
Dia: 21/08 (segunda)
Hora: 9h e 14h
Local: Clube Municipal de Lavrinhas, localizado na Rua Virgilio D’avila, s/nº Centro
Apresentação para alunos do Programa
Queluz
Dia: 22/08 (terça)
Hora: 9h, 10h30 e 15h
Local: Clube do Trabalhador – Caneco, localizado na Rua Prudente de Morais, s/nº – Centro
Apresentação para alunos do Programa
A Culpa é de Quem? no Sul Fluminense
Itatiaia
Dia: 23/08 (quarta)
Hora: 14h
Local: Casa da Cultura, localizada na Rua Antônio Gomes de Macedo, nº 331 – Centro
Apresentação para alunos do Programa
Resende
Dia: 24/08 (quinta)
Hora: 9h e 14h
Local: AMAN – Academia Militar das Agulhas Negras, Rodovia Presidente Dutra Km 306, pista sentido São Paulo
Porto Real
Dia: 25/08 (sexta)
Hora: 9h e 15h
Local: Ginásio Gustavo Pereira, localizado na Rua São Francisco s/nº – Bairro de Fátima

Jovem com paralisia cerebral escreve livro e faz campanha para publicar obra na Bahia

Ela pretende motivar pessoas contando a própria história de superação.
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Por Juliana Almirante, G1 BA

“Ajudar as pessoas a superar as dificuldades, como eu mesma fiz”. É o que pretende a jovem Ellyse Pêpe Alves Matos, de 21 anos, com paralisia cerebral, moradora de Salvador, que escreveu uma autobiografia e faz uma campanha para poder publicar o livro.

Os pais dela, Urbano e Itana Matos, abriram uma vaquinha virtual (acesse aqui) há cerca de um mês, com a meta de arrecadar R$ 100 mil até o dia 8 de novembro.

Ellyse foi diagnosticada com paralisia cerebral desde que nasceu, e com acompanhamento de profissionais de saúde, conseguiu superar os prognósticos de que não conseguiria andar e fazer atividades cotidianas, como comer sozinha.

A jovem concluiu o Ensino Médio, se movimenta com auxílio de cadeira elétrica e andador e escreveu o próprio livro com auxílio de um computador que não precisou ser adaptado. As dificuldades motoras ainda existem e convivem com a dificuldade de aprendizado, a dislexia, mas ela supera com alegria, que contagia todos a sua volta.

“Ela é super alegre, tem muita empatia. Se você conversar com ela e disser que está com um problema, ela pede a Deus pelo seu problema. Ela tem um abraço e um sorriso que são a marca registrada dela”, conta o pai, Urbano Matos.

Ellyse nasceu com paralisia depois de a mãe, quando estava com sete meses de gestação, ter complicações na gravidez, após ter sofrido um acidente de carro. O pai conta que o veículo em que estava com a mulher e a sogra caiu no Rio Cipó, em Canavieiras, no interior da Bahia.

Com um mês e meio de vida, Ellyse já começou o tratamento para reduzir os efeitos da paralisia cerebral. Ela teve acompanhamento médico, com fisioterapia, hidroterapia e fonoaudiologia.

Ano passado, quando ela terminou o Ensino Médio, decidiu escrever o livro para contar a história de superação.

“Ela sempre foi muito criativa e a gente sempre procurou adaptar as coisas para o aprendizado dela. Eu consegui aplicativo para criar histórias, coisas curtas e pequenas. Nós já tínhamos sugerido que ela fizesse o livro. Ano passado, ela visitou uma amiga que tem dificuldades semelhantes a ela e a mãe dela sugeriu que ela fizesse um livro com a amiga. A amiga desistiu e ela decidiu continuar mesmo assim”, conta Urbano.

Na obra, que tem 160 páginas, Ellyse conta a trajetória e apresenta depoimentos de profissionais de saúde que colaboraram para a superação com o tratamento.

“Ela conta sobre o bullying que ela sofreu, dificuldade com professores e coordenação de escolas, que não respeitava e não tratava ela de forma adequada. Depois ela conta de outra escola que foi bem recebida. Ela conta sobre adaptações que a gente fazia na aprendizagem. Ela fala sobre amizades, relações sociais. Profissionais de saúde e educação que conviveram com ela falam em depoimentos. Por exemplo, um médico fala da dificuldade que uma pessoa como ela enfrenta e da relação com ela”, diz o pai.

Ellyse pretende fazer edições acessíveis do livro para pessoas com dificuldades de visão e ainda um audiobook, o que encarece o projeto. Até agora, o livro já ganhou a revisão feita por uma ex-professora de português, e parte da capa, que foi feita por um designer cobrando apenas 10% do valor de mercado.

“As letras vão ser maiores e com espaço maior. A impressão está orçada em R$ 40 mil, com 3 mil exemplares. A gente quer fazer ainda audiobook, tem que contratar estúdio, locutores. Isso também está orçado em R$ 40 mil”, afirma o pai de Ellyse.

Urbano disse que chegou a apresentar o projeto a algumas editoras, mas as empresas não teriam se interessado em fazer o formato de audiolivro e por isso a família decidiu tocar a proposta de maneira independente.

Até este domingo (20), a campanha tinha arrecadado quase R$ 4 mil. O pai da jovem diz que a família deve avaliar a quantia recebida com a vaquinha virtual para ver se vai ser possível concretizar todo o projeto.

“A gente quer levantar o máximo que a gente conseguir. A gente divulga nas redes sociais e entre amigos. A gente vê que muita gente elogia e compartilha, mas pouca gente tem colaborado. As pessoas não têm consciência de que é importante a contribuição”, relata Urbano.

O pai de Ellyse defende que a obra da filha pode ajudar muita gente a compreender melhor o tratamento da paralisia cerebral.

“A gente muitas vezes observa que tem pessoas que poderiam não ter tantas sequelas se tivesse tratamento. Não abandonem, não deixem para lá porque tem resultado, sim. Muitos profissionais de saúde se limitam no prognóstico. A gente vê que muitos não dão valor ao tratamento e não dão valor à capacidade de superação”, afirma.

Ele diz que, junto com a mãe de Ellyse, sempre buscou dar autonomia para a filha conseguir superar as limitações.

“A gente fala a ela que o limite quem faz é ela. Dizemos a ela: ‘Nós não vamos fazer por você nada do que você pode fazer. O que você não conseguir resolver a gente tenta fazer para você. Você precisa saber que a sua limitação existe para ser superada’. Ela cresceu com a gente passando isso para ela”, conta o pai da jovem.

Candidata do Piauí vence Miss Brasil e se torna a terceira negra a obter título

FOLHA PRESS
A representante do Estado do Piauí Monalysa Alcântara foi a vencedora do Miss Brasil Be Emotion 2017. Ela é a terceira negra a receber o título na história do concurso brasileiro, marco que acontece pelo segundo ano consecutivo. Em 2016, a paranaense Raíssa Santana quebrou um jejum de 30 anos.
A vencedora de 2017 foi escolhida por maioria dos jurados - apenas um não deu o voto à candidata de Piauí. Em segundo lugar ficou Juliana Mueller, do Rio Grande do Sul e, na sequência, a candidata do Espírito Santo, Stephany Pim.
Os jurados justificaram o voto, afirmando que Monalysa foi a candidata que não apenas reuniu os quesitos essenciais do concurso, mas também foi a que mostrou mais brasilidade.
A vencedora, no entanto, ganhou atenção e foi aclamada pelo público ao falar de desafios que enfrentou na vida e como precisou de determinação para vencer. Ela fez questão de dizer que é preciso combater preconceitos e o machismo.
"Sempre sonhei em dar voz as mulheres, numa sociedade marcada pelo machismo e preconceito. Agora vou ter chance de fazer isso", disse a nossa miss, que afirmou ter sofrido bullying na infância.
Segundo ela, o preconceito que sofreu a fez batalhar para "virar o jogo". Ela contou que mesmo num estado como o Piauí, onde grande parte da população é negra, o preconceito racial é presente. "Senti isso na pele por ser uma mulher negra, mas quero lutar para quebrar esse preconceito."
Monalysa deixa a competição com alguns prêmios, além da faixa e da coroa de miss. Ela vai levar para casa um carro 0km, além de receber uma viagem para Dubai com acompanhante. Outro prêmio da jovem piauiense é um contrato publicitário no valor de R$ 100 mil.

A receita para ser feliz é não pensar muito

No início, era a escuridão. Agora, nem sei. Alguém, por favor, acende uma luz. Nunca passei fome. Nunca passei frio. Nunca me passou pela cabeça ser feliz sozinho. Não foi a minha cachola que arrancaram em Pedrinhas. Ninguém da cadeia fez um gol de placa com o meu crânio triste. A não ser pelo pênis minúsculo em riste e pelo complexo de inferioridade na escala animal, não sofro de deformidades. Para a idade, nenhum indício de que morrerei de repente. Não padeço de uma moléstia rara, crônico-degenerativa, que vai me matar aos pouquinhos. Vá com calma, não tenho pressa em gozar. Escapei de bullying. Escapei de linchamento. Escapei do alistamento militar obrigatório. Não perdi um filho na guerra. Acho uma perda de tempo eu me matar por aí. Caí na malha-fina, mas foi um engano. A receita para ser feliz é fazer cócegas no próprio sovaco. É um privilégio que os meus pais permaneçam vivos. Jamais matei um animal, embora, adore um churrasco. Não fiz curso para carrasco. Ninguém me ensinou como torturar um ser humano sem sujar as mãos. Meu irmão mais velho não desapareceu durante a ditadura. Não me fuzilaram no paredón. Não tenho parente em estado vegetativo. Foi muita sorte não ter nascido na Síria. Por um triz, não me tornei traficante. Não tenho sonhos ufanistas. Eu sonho mesmo é com mulher, de noite, até ejacular. Quisera gozar na cara da morte, mas não consigo com tanta gente olhando. Tem algum problema sério comigo: fico indignado com a miséria humana, com tanto mistério acerca da vida e da morte. Dane-se o kardecismo. Dane-se a Dani Calabresa. Sou um desalmado que não tem achado nada engraçado, ultimamente. Roubei um coração, eu confesso; nem assim, deceparam-me as mãos. Justiça seja feita: vou bater uma punheta. Possuo um senso de humor estranho. Eu sei o que você está pensando. O ódio é mais comum do que se imagina. Ninguém me esporrou no trem. Não destroçaram minha vagina num estupro coletivo. Neste ponto, sou individualista: só queria um milhão. Pamonha é ótimo. Não votei no Temer. Isso aqui tá uma bosta, mesmo assim, não vou me mandar do Brasil. Não morri de sede num bote inflável, à deriva, sobre as águas do Mar Mediterrâneo. De que vale a dieta mediterrânea, rica em ômega 3, para pobres diabos que passam fome numa fuga insana da Líbia? Não está funcionando, não tem boa lábia que me faça ter fé. Meu coração parece mais vazio até. Abdelmassih não fez um filho comigo. Não tomei tiro de doze. Não tomei formicida. Não discursei na ONU. Não pari um feto morto, dilacerado por uma bala perdida. Não tenho nenhum ente querido morrendo à mingua na maca de um corredor hospitalar. Certa vez, de uma nave estelar, um astronauta afirmou que a Terra era blue, ou seja, triste. Invejo os homens bem humorados. Queria que as pessoas parassem, olhassem e rissem da minha cara engraçada. Acontece que eu não faço rir. Eu faço é pensar; e isso, às vezes, é uma coisa bastante embaraçosa. (EM TRIBUTO AO COMEDIANTE PAULO SILVINO, QUE NEM PRECISAVA FALAR PARA ME FAZER SORRIR).


Fonte: Boa Informação | https://boainformacao.com.br

Khloé Kardashian combina tanquinho e curvas em selfie após lembrar de bullying de professora na adolescência

REVISTA MONET GLOBO

Celebridade de 33 anos voltou a ostentar sua forma física em novas fotos e vídeos no Instagram. Assista!

A celebridade Khloé Kardashian (Foto: Instagram)









A socialite Khloé Kardashian foi aclamada nas redes sociais ao compartilhar uma selfie na qual aparece combinando tanquinho e curvas em uma foto no Instagram. “Eu amo uma selfie no espelho”, escreveu a celebridade de 33 anos na legenda do registro. A imagem foi compartilhada por Khloé apenas alguns dias após ela contar em uma entrevista que foi vítima de bullying por parte de uma professora por conta de seu peso durante a infância.
A celebridade Khloé Kardashian (Foto: Instagram)
Na entrevista ao jornal britânico Daily Mail, ela lembrou de um episódio no qual essa professora questionou se ela era realmente irmã de Kim e Kourtney Kardashian. “Ela nunca disse que eu estava gorda, mas eu sabia que ela se referia ao meu tamanho. As palavras são as armas que temos: elas cortam profundamente”, afirmou.
Khloé Kardashian (Foto:  )





Ao longo dos últimos anos, Khloé passou por uma intensa transformação física. Ela compartilhou seus exercícios físicos constantes e sua enorme perda de peso em fotos e vídeos compartilhados em sua conta no Instagram. Recentemente ela também compartilhou fotos em que aparece cercada por amigas para divulgar peças de sua marca de roupas.
A celebridade Khloé Kardashian (Foto: Instagram)
A celebridade Khloé Kardashian com amigas (Foto: Instagram)

Pernambucano à frente de programa que usa o jiu-jítsu contra o bullying

JC ONLINE

Victor Estima está à frente do No More Bullying (Chega de Bullying) desenvolvido pelos Gracie para combater o problema

Victor Estima orienta as crianças a terem quatro tipos de atitudes, a depender da situação vivenciada / Arquivo pessoal
Victor Estima orienta as crianças a terem quatro tipos de atitudes, a depender da situação vivenciada
Arquivo pessoal
Luana Ponsoni
lponsoni@jc.com.br
Atos repetidos de violência física ou emocional de aluno para aluno são replicados em escolas de Pernambuco, do Brasil e de todo o mundo. Atenta a essa realidade, a família Gracie, criadora do jiu-jítsu brasileiro, desenvolveu um programa mundial de combate a essas práticas. O No More Bullying (Chega de Bullying) usa a filosofia da arte marcial para ajudar crianças e jovens a enfrentarem esse problema.  Os trabalhos começaram nos Estados Unidos, em 2012, e já se espalharam por todos os continentes. Um dos responsáveis pelo programa da Europa é o pernambucano Victor Estima, que esteve no Estado para difundir o jiu-jítsu como alternativa de erradicação do bullying escolar.
“Enquanto muitas academias se preocupavam em vencer campeonatos mundiais, as lideranças da Gracie Barra, na figura do mestre Carlos Gracie Júnior, começaram a desenvolver métodos que usam o jiu-jítsu como defesa pessoal para as mulheres, de combate ao bullying. É o jiu-jítsu para todos. Um movimento por um mundo melhor”, comentou Victor.
De acordo com o pernambucano, um dos gerentes regionais da Gracie Barra (GB) na Europa – o outro é o seu irmão Braulio Estima – o No More Bullying é estruturado em quatro passos. O primeiro faz a criança reconhecer, nos menores indícios, a proximidade da violência. Nesse estágio, a orientação é que a vítima ignore o agressor. “É a atenção que alimenta o bullying. O agressor acha que está influenciando a vítima e vai crescendo à medida que acha estar no controle da situação”, explicou.


GALERIA DE IMAGENS

Programa No More Bullying orienta os alunos de jiu-jítsu a terem quatro tipo de ações
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Próximas

Depois as instruções são para que as crianças que se sentem intimidadas saibam como se impor diante da situação. “A postura corporal é muito importante. Tem criança que fala: ‘Para com isso’, mas com a cabeça baixa, de forma intimidada. Ensinamos nossos alunos a se portarem de forma mais confiante.”

Se o primeiro e segundo passos não forem efetivos, os pequenos estarão prontos a se defender de qualquer reação mais intempestiva de quem lhes importuna. O estágio seguinte é pedir a ajuda de adultos e jamais tentar administrar o momento de ameaça sozinho. “Nunca ensinamos nossas crianças a serem as agressoras. Sempre falamos: existe a água e o fogo. Nossa arte não é de fogo. A gente não vai para atacar. Vai para conter o fogo. Mas também a água é muito forte e poderosa”, destacou.
Victor ressaltou que elas sabem como se defender contra os socos, encurtar a distância (para os golpes) e colocar o agressor no chão, de forma controlada. “Tenho um aluno que chegou a apanhar com taco de baseball. Ele e o irmão estudam em uma escola barra pesada de Notting Hill (Londres). Ele começou a treinar. Um dia, diante de uma tentativa de ataque, dominou a outra criança, imobilizou-a no chão e chamou a professora”, recordou.

AGRESSORES

Dentro do programa, é possível atender também os autores do bullying. “Os agressores costumam ter problema de autoconfiança. O jiu-jítsu afasta esse tipo de conduta de quem está acostumado a agredir. A criança adquire autoconfiança. Não precisa mais daquilo”, observou Victor Estima.

domingo, 20 de agosto de 2017

Paulista, Leticia Colin sofreu bullying quando fez ‘Malhação’: ‘Isso tornou a adolescência complicada’

EXTRA

Leticia Colin é protagonista da novela das 18h

Maior sucesso de “Novo mundo”, Letícia Colin popularizou a princesa Leopoldina, historicamente retratada como personagem secundária. Num papo sobre o sucesso atual e a carreira, a atriz volta aos 12 anos, quando saiu de Santo André (São Paulo) para o Rio de Janeiro, escalada para o elenco de “Malhação” (2002).
— Chegar ao Rio com essa idade e com sotaque forte ninguém esquece. A adaptação foi muito difícil. Uma mistura de admiração e inveja das outras pessoas que tornou a adolescência um período muito complicado. Eu queria ser aceita e as coisas me afetavam demais. Mas a vida é isso... Todo mundo tentando fazer o seu. Com análise, a gente vai se curando de um monte de coisa. Amadurecer é bom. Na verdade, sempre foi mais difícil lidar comigo mesma do que com problemas externos (risos). Sou Capricórnio com Capricórnio, né? — justifica ela, de 27 anos.
Leia a íntegra na edição da Canal Extra deste domingo (20).

Policiais falam sobre violência e bullying na Lindolfo Silva

GAZ

A atividade reuniu alunos do quarto ao sétimo ano

Por: RAPHAEL CAPELARI


Foi realizada na tarde desta terça-feira, 15, uma palestra sobre violência e bullying na Escola Estadual de Ensino Fundamental Lindolfo Silva, em Sobradinho. A atividade contou com a presença de duas policiais civis, Márcia Santos e Débora Prestes , do Departamento Estadual da Criança e do Adolescente. Pela manhã, a atividade reuniu alunos do quarto ao sétimo ano.

À tarde, entre 14 e 15 horas, a palestra foi destinada aos alunos do quarto e quinto ano. Depois, foi a vez dos estudantes do sexto e sétimo ano. A palestra faz parte do Cipave, uma iniciativa do Deca e da Polícia Civil, contando também com o apoio da Coordenadoria da Mulher, ONG Você Mulher e Escola Estadual Lindolfo Silva. Conforme a diretora Marlete Da Cas Lindemamm e a vice Daniela Miriele Pereira, a instituição tem desenvolvido, durante o ano, vários projetos contra a violência e promoção da paz.

Quando boas intenções não atingem bons resultados

REVISTA CRESCER

Grupo Salto Fino faz espetáculo morno e pouco aprofundado sobre bullying

Por Dib Carneiro Neto 

Volta e meia me deparo com um espetáculo muito bem-intencionado, mas que ‘não chega lá’ como resultado final artístico satisfatório.  Tudo é tentativa de acerto, mas não chega a ser realmente um acerto. Constatei isso na semana passada ao ver Pés Pequenos Contra Bullying, do Grupo Salto Fino (nome ótimo para uma companhia integrada só por mulheres).
Começo já implicando com o título. Não é bom, não é sonoro, não atrai, enfim, acho que não ficou atraente incluir a palavra bullying logo no nome da peça. Em seguida, lendo o material de divulgação, percebe-se que o grupo é batalhador, sério, fez muita pesquisa sobre o tema com psicólogos e educadores infantis e ‘testou’ o espetáculo em mais de 20 casas de acolhimento, em regiões “de vulnerabilidade social” de São Paulo. Como não aplaudir essas iniciativas? É realmente fundamental levar teatro a quem não tem acesso fácil a ele, a quem precisa de ajuda para aprender a se aceitar como é.
Mas como resultado artístico a questão fica mais complexa. Não basta, por exemplo, chamar uma premiada equipe de bonequeiros e aderecistas (Sidnei Caria e sua cia. Maracujá Laboratório de Artes) e encher o palco de lindos bonecos mal aproveitados. Cito uma passagem que ilustra essa deficiência do grupo em contracenar com os bonecos: Olegário, personagem que é o tempo todo apresentado como “um menino paraplégico que é muito rápido” (ótima ideia para mostrar que o garoto venceu suas limitações), é justamente o boneco ‘esquecido’ no palco em uma cena de correria e perseguição. Boneco inerte é boneco morto. O erro é primário.
O espetáculo ganhou releitura para sair de dentro das instituições e passar para um palco com sessões abertas ao público. A impressão que fica é que, nessa ‘mexida’ para encarar o espaço convencional de apresentação, as diretoras (Daniela Stribulov e Melina Menghini) perderam a mão, o controle. Não há ritmo, a trama fica ralentada, sem surpresas. Culpa também da dramaturgia rasa (Melina Menghini), convencional, sem inovação, sem conflitos muito convincentes, sem nos fisgar pela emoção em nada.
pés pequenos contra o bullying (Foto: Bruno di Torino)
Os personagens são diversos, mas mal desenvolvidos. Um certo maniqueísmo na solução do único conflito que se apresenta é simplista demais, além de reforçar o preconceito, em vez de combatê-lo: o garoto-vilão faz bullying com todos os colegas da escola (lar, internato) pelo fato de ter pai rico. Como assim? Para ter boa índole tem de nascer nas classes menos favorecidas? Menino rico é necessariamente cruel e mimado?
O trio de atrizes (Jessica Monte, Melina Menghini e Vanessa Rosseto) não empolga, não consegue demonstrar carisma, não tem cenas cativantes. Por causa disso, por exemplo, o personagem do pássaro Marlon Lu fica chato, cansativo, pesado. O recurso de cortar a ação para um programa de televisão é muito batido e, aqui, nada acrescenta. As cenas filmadas em vídeo com os bonecos não têm a menor criatividade, são mal executadas, quebram ainda mais o ritmo do espetáculo. Desnecessário. E, para complicar ainda mais, há trechos com lições de moral muito explícitas, muito ‘recitadas’ pelas atrizes. Se a dramaturgia fosse forte, o enredo menos linear, essas lições estariam já embutidas nas ações, sem necessidade de pregação.
Pena. Ficarei esperando o próximo espetáculo do Grupo Salto Fino – e que venha com maior amadurecimento. Menos intenções que não se cumprem e mais talento.
SERVIÇO
Local: Teatro Décio Almeida Prado.  Endereço: Rua Cojuba, 45 - Itaim Bibi, São Paulo. Telefone: (11) 3079-3438. Capacidade: 186 pessoas. Duração: 50 minutos. Quando:  Sábados e domingos, às 16h. Classificação etária:  Livre. Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia). Temporada: De 5 a 27 de agosto de 2017.
Dib Carneiro Neto (Foto: Acervo Crescer)
DIB CARNEIRO NETO é jornalista, dramaturgo (Prêmio Shell 2008 por Salmo 91), crítico de teatro infantil e autor dos livros Pecinha É a Vovozinha e Já Somos Grandes, entre outros. Escreva para ele: redacaocrescer@gmail.com ou acesse Pecinha É a Vovozinha.

Educação com ética ganha força nas Escolas Sesi

JORNAL DO BRASIL

A Escola Sesi do Rio traz para a sala de aula o jogo de tabuleiro EduComÉtica, que tem como principal objetivo debater a ética a partir de situações que envolvem o cotidiano das crianças e dos adolescentes. Os alunos respondem a perguntas sobre como agir quando encontrar uma carteira de dinheiro perdida, receber um troco a mais no supermercado, presenciar um racha entre carros ou mesmo ver um amigo sendo vítima de bullying. A atividade vai impactar mais de 6.400 alunos do 6º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio das 17 unidades da Escola Sesi do estado do Rio, entre agosto e dezembro deste ano. 
Alunos jogam EduComÉtica
Alunos jogam EduComÉtica
Os alunos do 1° ano do Ensino Médio da Escola Sesi de Duque de Caxias foram apresentados ontem, 17 de agosto, ao jogo na aula de Empreendedorismo. Amanhã será a vez das turmas do 8º e 9° ano do Ensino Fundamental participar da dinâmica no curso de Filosofia.  Na próxima semana, de 21 a 28 de agosto, as atividades estão previstas na Escola Sesi de Nova Iguaçu. “A escola é uma das primeiras experiências de vida em sociedade, por isso é fundamental como espaço de fomento e aprendizagem sobre o combate à corrupção, especialmente neste momento em que o Brasil passa por uma crise não só econômica, mas principalmente ética”, explica a Coordenadora de Compliance e também do Comitê Executivo de Integridade do Sistema Firjan, Luana Pagani. “Corrupção não é só desvio de verbas públicas, mas todas as situações que envolvem a conquista de benefícios por meio de atos desonestos. O jogo é um canal interativo que apresenta justamente situações do dia-a-dia desses jovens que formarão a próxima geração de profissionais, empreendedores e políticos do país”, reforça Pagani.
A experiência na Escola Sesi de Caxias foi muito positiva, assim como a da unidade do bairro de Jacarepaguá, na capital, que fez atividades no início desta semana. “O jogo atrai a participação dos alunos e contribui na atuação de uma sociedade mais justa e honesta, para que escândalos como os atuais não se repitam no futuro. Por isso, as Escolas Sesi estão investindo cada vez mais em ações neste sentido, promovendo uma troca entre professor e aluno”, enfatizou Marcília Picanço, coordenadora da Escola Sesi Duque de Caxias. “Adotar atividades interativas sobre o tema da ética e da transparência é uma forma de despertar o engajamento dos alunos e formar cidadãos mais conscientes no futuro”, destacou pedagoga da Escola Sesi Nova Iguaçu Fernanda Divino.
Programa de Integridade é ação do Sistema Firjan de combate à corrupção
O jogo “EducomÉtica” faz parte do Programa de Integridade, uma iniciativa do Sistema Firjan que reúne um conjunto de ações de combate à corrupção e de promoção da integridade, ética e transparência. Além da atuação nas Escolas Sesi, o programa contempla outras ações de compliance, como análise de riscos, monitoramento e capacitações dentro e fora da organização, reforçando a aplicação efetiva dos códigos de conduta ética e incentivando a comunicação de irregularidades. O objetivo é detectar e sanar desvios e atos ilícitos praticados contra o interesse público, da indústria e da própria Firjan.
Destinado a colaboradores, gestores, fornecedores, prestadores de serviço e associados da Firjan, o Programa de Integridade tem o combate à corrupção como seu principal pilar de atuação. A corrupção aumenta a incerteza dos agentes econômicos; dificulta o acesso aos mercados internacionais de crédito; abala a confiança no governo; corrói os padrões éticos dos cidadãos; cria desigualdade de renda e desestabiliza a economia, sendo fator de fechamento de empresas e postos de trabalho.