segunda-feira, 29 de maio de 2017

BULLYING - Cia Atores de Mar´ no CIEP Operário Vicente Mariano

BULLYING - depoimento Colégio Argos

Documentário sobre bullying

BULLYING - a causa

Bullying: o que vem a ser?

CORREIO DO ESTADO

Fabiane Esperança Rocha é Psicóloga e psicoterapeuta

Bullying é um termo inglês adotado no Brasil para expressar o ato de bulir, zombar, ridicularizar, colocar apelidos humilhantes nas pessoas com o objetivo de diminuir a autoestima das pessoas, conhecemos o bullying em casa e quando frequentamos a escola, local em que começamos a nos socializar e aprender a aceitar os diferentes e as diferenças. Descobrimos que o preconceito existe, as pessoas fazem discriminações e escolhas. O professor José Afonso Mazzon, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) se surpreendeu quando recebeu o resultado de uma pesquisa que revelou que o ambiente escolar reforça ainda mais estas características humanas. 

Como lidar com estes comportamentos? Com a inserção dos direitos humanos civis e políticos em nível mundial, as confusões aumentaram e as formas de violência se intensificaram, sobretudo porque todos querem se construir socialmente como sujeitos das relações que travam. Cavalcante (2004) afirma que o professor Dan Olweus, da Universidade da Noruega, ao estudar as tendências suicidas entre os jovens, associou o bullying aos atos de retirar sua própria vida.  A prática deste ato pode também causar transtorno do Pânico, Transtorno do Stress Pós-Traumático e depressão e dependendo da gravidade dos atos e da violência podem levar o jovem a ter tendência suicida, caso os pais ou professores não ficarem atento às atitudes e comportamentos de seus filhos.

Fante (2017) reforça o fato da repetição intencional contínua da agressão como um fato extremamente negativo para a psique que acaba se caracterizando como o bullying. Muitos “sintomas” podem anunciar os sentimentos de inferioridade e a falta de espaço para discussão das situações incômoda que reflete tanto na parte física quanto na emocional. 

Existe ainda o espaço virtual, que é bastante aberto e sem controle, no qual o indivíduo pode agir mais “de longe” e mais “de perto”. É o Cyberbullying, um termo usado para descrever atos intencionais e repetidos de ameaça e ofensa, através da utilização de aparelhos tecnológicos como o celular e os computadores por meio da internet, que veicula o correio eletrônico, sites ou chats. Também podemos citar o Stalking ou Cyberstalking, caraterizado como a procura do perpetrador pela vitima através de proximidade física ou de chamadas telefônicas, meios eletrônicos, SMS e redes sociais. 

Bullying não é preconceito, mas sim o resultado de Preconceito e Discriminação, seja entre família, empregados e patrões, entre amigos ou inimigos. Segundo o dicionário Aurélio, preconceito é a forma de pensamento na qual as pessoas tiram conclusões que entram em conflito com fatos por tê-lo prejudicado. O seja, é o juízo antecipado, julgamento prévio e desfavorável.

Até pessoas com deficiência são vítimas de Bullying no aspecto emocional/comportamental principalmente pelas equipes de Recursos Humanos das empresas, que ainda não sabem e não estão preparados para avaliar a capacidade das pessoas com deficiência (PCDS). Dois fatores contam para confirmar esta atitude: a oferta de postos inferiores e indignos e a obrigatoriedade normativa. Isto incide em injustiças e até exclusão de talentos.

Falar de bullying e suicídio na adolescência para salvar vidas

O TEMPO

Alunas de escola estadual da capital criam projeto de bate-papo e palestras para ajudar colegas


Ela tinha um sorriso lindo, cursava o ensino médio na Escola Estadual Santos Dumont, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, e era goleira no time de futebol. Uma adolescente que parecia bem. Mas, no início de 2016, ela tirou a própria vida com uma corda. Foi um “baque” para os alunos, uma surpresa para o colégio. Pelos corredores, contam que a jovem deixou mensagens dizendo que pessoas viraram as costas para ela. Boato ou não, pouco se falou sobre a morte. Mas o silêncio que ronda o suicídio agora começa a ser quebrado.
Depois de toda a polêmica envolvendo o Desafio da Baleia Azul, que estimula adolescentes a tirarem a própria vida, e a série da Netflix “13 Reasons Why”, que aborda o suicídio, as alunas Rebeca Lusiana Lima da Silva e Alice Izabelly Franklin Santos, ambas de 17 anos, perceberam que era preciso falar sobre o tema. Na Escola Estadual Santos Dumont, muitos já tinham se cortado, e outros haviam tentado realmente se matar. Rebeca e Alice eram algumas dessas pessoas, e entre as razões estavam o bullying, o ciberbullying, o racismo, a homofobia etc.
Elas não têm medo de se expor. As jovens querem contar suas histórias para poder ajudar outras pessoas a fazer “Sua Escolha”, como aponta o nome que deram ao projeto desenvolvido. O objetivo não é dizer “não se mate”, fala Rebeca, criadora da ação. Mas, sim, dar a chance de os adolescentes pedirem ajuda e serem ouvidos, para que possam se “empoderar” e tomar sua própria decisão.
A aula inaugural, no dia 27 de abril, reuniu cerca de cem pessoas, mais que a capacidade do auditório da unidade de ensino. “Todos prestaram atenção, só uns cinco ficaram conversando no fundão”, destaca Alice.
Logo após apresentarem o projeto e contarem suas histórias, elas receberam pedidos de ajuda de dois alunos, um que estava se cortando e outro que participava do Baleia Azul, com marcas do desafio no corpo.
Dias depois, mais quatro adolescentes relataram algum quadro depressivo. “Temos bullying e estudantes que se cortam. É assustador, mas desafiador”, admite o diretor Ricardo Alves de Lima. Ele conta que não há qualificação dos educadores sobre o assunto, mas total incentivo ao projeto das alunas.
Rebeca e Alice pretendem realizar mais quatro seminários com os temas bullying, depressão, preconceito e suicídio, com a presença de profissionais especializados no assunto, e estão dispostas a levar a ação para outros turnos e escolas.


DISCRIMINAÇÃO

Preconceito marca trajetória

No ensino fundamental, a estudante Rebeca Lusiana Lima da Silva, 17, sempre foi chamada de “maria-homem” por ter um jeito “meio masculino e ser baixinha e gordinha”. Excluída dos grupos, teve uma foto exibida nas redes sociais com o título “forever alone” (sempre sozinha). “Não queria ir para a escola por medo da rejeição”, conta a garota.
No ensino médio, ela percebeu sua homossexualidade e passou a se aceitar melhor. Mas o fim de dois relacionamentos foi a gota d’água para que tentasse se matar. “Foi uma fase complicada, de aceitação difícil por parte da sociedade. Juntou com a pressão sobre que profissão escolher, e tudo virou uma bola de neve”, relata. Ela passou por tratamento e ficou bem, mas viu que em sua sala tinha mais gente com marcas de cortes.
Alice Izabelly Franklin Santos, 17, sempre dizia que havia sido arranhada pelo gato, mas com Rebeca decidiu se abrir. Negra, ela relata que sofreu rejeição e racismo desde que nasceu. “Cheguei a brigar com Deus por ser negra, seria bem mais fácil ser branca”, lembra. Em uma festa de escola, ficou com um rapaz e foi forçada a fazer sexo.
O estupro se repetiu em outro relacionamento, a depressão também, e, por consequência, as tentativas de suicídio. “A violência faz a gente se sentir como algo imprestável, descartável. Isso precisa mudar”, conclui Alice. (LC)

De bem com o espelho

TRIBUNA

POR Ana Tereza Motta
Jacyra tem 3 anos de idade e desde que nasceu convive com um problema no olho esquerdo. A menina, que mora em Contenda, na região rural de São José dos Pinhais, tem ptose palpebral, que é a pálpebra caída. A mãe da menina, Lourdes Cristina dos Santos, 27, conta que o problema no olho faz com que Jacyra seja discriminada na escola e na rua. “As crianças falam pra ela que ela tem olho caído, que ela é feia. Eu quero que ela estude, mas ela não quer mais ir pra escola”, afirma a dona de casa.
Lourdes não aguenta mais ver a filha sofrer com o preconceito. “A gente queria que ela estudasse como uma criança normal. Mas ela está sofrendo bullying todo dia”, desabafa. A família veio de Sorocaba, interior de São Paulo, há quase dois anos. Lourdes faz doces para vender no terminal de ônibus. O marido trabalha como ajudante de pedreiro, e o que ele ganha por dia não é suficiente para bancar as despesas da família.
Garota tem sofrido bullying na escola e nas ruas. Foto: Felipe Rosa.
Garota tem sofrido bullying na escola e nas ruas. Foto: Felipe Rosa.
Para corrigir o problema no olho, Jacyra precisa passar por uma cirurgia. Segundo a mãe, a menina espera na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) há dois anos, desde que moravam no interior de São Paulo. “Falam que não tem previsão de tempo de espera, que tem muita gente na fila. Eles ficam de retornar e não retornam, e gente fica na esperança de conseguir alguma coisa e não consegue”, revela.
A dona de casa diz que já procurou a Secretaria de Saúde de São José dos Pinhais. “Falaram que tem um tempo médio, que leva até seis, sete anos, pra ela conseguir a cirurgia e a gente não pode esperar tudo isso”. Lourdes recorreu também a uma vereadora do bairro, mas não obteve sucesso.

Cirurgia custa caro

Lourdes se informou, com uma médica, que a cirurgia custa em torno de R$ 5 mil. A casa humilde da família revela que eles não têm condições de arcar com a despesa da operação. A mãe chora ao pedir a ajuda. “Por favor, se puderem me ajudar a realizar meu sonho de corrigir o olho da minha filha. Não aguento mais ela sofrendo bullying na escola. Só queriam que ajudassem de bom coração”, fala.
Diante da demora no SUS, a dona de casa vendeu a máquina de lavar roupa para pagar uma consulta particular com oftalmologista em Curitiba, que custou R$ 150, e um exame de sangue, que saiu R$ 60. “A gente achava que era problema de vista e que com óculos conseguia resolver, mas a médica deu um laudo com o diagnóstico e encaminhamento para a cirurgia”, explica. De acordo com a mãe, hoje Jacyra tem retorno marcado com o cirurgião, e aí eles vão saber o valor exato da operação.
Cirurgia é cara e a família não tem condições. Foto: Felipe Rosa.
Cirurgia é cara e a família não tem condições. Foto: Felipe Rosa.

SUS marca consulta

A Secretaria de Saúde de São José dos Pinhais confirmou à reportagem que Lourdes procurou a unidade de saúde, que agendou duas consultas com oftalmopediatra para os dias 29 de setembro e 31 de outubro de 2016. Segundo a pasta, a paciente não compareceu a nenhuma delas, o que a mãe rebate: “Ela nunca faltou em médico nenhum”.
“Mesmo o caso não se tratando de urgência e que representasse risco de perda ocular, mas estético, a paciente entrou na fila pelo sistema E-Saude. A Secretaria de Saúde informa que a consulta foi liberada hoje [na última quinta-feira (25), após a reportagem buscar informações sobre o caso]”, informou, em nota enviada à Tribuna.
Mas a marcação da consulta pelo SUS ainda não garante solução para o caso. “Conseguiram marcar para 21 de junho, mas é só pra ela ser examinada, não é pra fazer a cirurgia. Não vou faltar, vou levar os exames feitos e o encaminhamento [do hospital particular] para a cirurgia”, afirma Lourdes.

Como ajudar a Jacyra?

– Contato: (41) 98876-3992 – Lourdes
– Depósito bancário
Caixa Econômica Federal
Agência 0356
Operação 013
Conta-poupança 00043580-3
Ivo Alves Machado Junior
CPF 081.555.049-99

domingo, 28 de maio de 2017

BULLYING prepara turnê para São Paulo em junho

Para poder otimizar mais os custos e fazer condições melhores aos nossos clientes, estaremos levando duas ferramentas que trarão melhor entendimento sobre bullying e a interação de superar plateias com SUPER AÇÃO.

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Os valores também têm duas opções com a apresentação custando R$ 3.000,00 ou por aluno de R$ 20,00, com o mínimo de 120 alunos por apresentação. Essas condições serão somente para o período do dia 19 ao dia 23 de junho.

A instituição não tem custo com translado, aéreo, alimentação, hospedagem, cachês e direitos autorais - isso tudo fica por nossa conta. Só nos cede o espaço, com cadeiras escolares para cenário e um som para colocarmos a trilha dos espetáculos.

Não deixe de levar a melhor ferramenta antibullying do país - espetáculo BULLYING e a melhor interatividade - SUPER AÇÃO.



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EDUCAÇÃO A exportação do programa finlandês antibullying

OPINIÃO E NOTÍCIA

Países da América Latina, como Argentina, Chile, Colômbia e Peru, já adotaram a prática que previne e combate o problema nas escolas


A exportação do programa finlandês antibullying
Apesar das testemunhas não serem as protagonistas nos casos, o silêncio ou as risadas reforçam o poder do agressor (Foto: Wikimedia)
O bullying é um grande problema nas escolas de vários países, inclusive na Finlândia, a número 1 do mundo em educação. Desde 2009, o país vem implementando um programa para combater e prevenir o bullying nas escolas. Os resultados estão sendo tão positivos, que o método já está sendo exportado para vários países.

Conhecido como KiVa (de Kiusaamista Vastaan, que quer dizer “contra o bullying” em finlandês), o programa foi desenvolvido na Universidade de Turku, na Finlândia. Em um levantamento com 30 mil estudantes entre sete e 15 anos, o modelo adotado chegou a eliminar completamente o bullying em até 80% das escolas. Entre os países que adotaram a prática estão alguns da América Latina como Argentina, Chile, Colômbia e Peru.

“(O programa) leva em conta as pessoas que ficam caladas e sofrem passivamente com os insultos. Porque embora ninguém goste de participar de uma situação na qual uma pessoa é vítima de violência, muitas crianças não sabem o que fazer para sair do problema ou como defender a vítima”, explica a psicopedagoga Francisca Isasmendi, responsável pelo KiVa no Colégio Santa María de Salta, um dos pioneiros no uso do método na Argentina.

Apesar das testemunhas não serem as protagonistas nos casos, o silêncio ou as risadas reforçam o poder do agressor. “Quando um grupo deixa de apoiar o agressor e este fica sozinho, ele para”, explica a psicopedagoga.

No programa, uma equipe treinada trabalha seguindo um protocolo específico com a vítima, o agressor e as testemunhas de forma individual. Além do combate, há o trabalho de prevenção. “Isso inclui lições e atividades que acontecem duas vezes por mês, durante 45 minutos, onde não se fala de casos particulares, mas de conceitos gerais”, explica a diretora do programa KiVa no Instituto Escalae na Espanha, Tiina Mäkelä. Nestes encontros, as crianças são ensinadas a diferenciar um conflito aceitável entre colegas de uma situação de bullying, que não deve ser tolerada.

Bullying - Mentes Perigosas na Escola

Bullying - Mentes Perigosas na Escola



Editora: Fontanar
Estante: Psicologia
Ano: 2010
Encardenação: Brochura
Data de cadastro: 27/05/2017 18:59
Idioma: Portugues
ISBN: 9788539000593
Páginas: 187
Peso: 500.0 (gr)



Descrição do livro
Cod. 8147 / Livro usado em bom estado. Capa, lombada e miolo sem restrição. p 058

Detalhes do sebo

Sebo Dulcineia 

Cidade: São Paulo-SP
Cadastrado no Livronauta desde: 26/11/2015

Falar de bullying e suicídio na adolescência para salvar vidas

O TEMPO
LUCIENE CÂMARA

Alunas de escola estadual da capital criam projeto de bate-papo e palestras para ajudar colegas

Ela tinha um sorriso lindo, cursava o ensino médio na Escola Estadual Santos Dumont, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, e era goleira no time de futebol. Uma adolescente que parecia bem. Mas, no início de 2016, ela tirou a própria vida com uma corda. Foi um “baque” para os alunos, uma surpresa para o colégio. Pelos corredores, contam que a jovem deixou mensagens dizendo que pessoas viraram as costas para ela. Boato ou não, pouco se falou sobre a morte. Mas o silêncio que ronda o suicídio agora começa a ser quebrado.
Depois de toda a polêmica envolvendo o Desafio da Baleia Azul, que estimula adolescentes a tirarem a própria vida, e a série da Netflix “13 Reasons Why”, que aborda o suicídio, as alunas Rebeca Lusiana Lima da Silva e Alice Izabelly Franklin Santos, ambas de 17 anos, perceberam que era preciso falar sobre o tema. Na Escola Estadual Santos Dumont, muitos já tinham se cortado, e outros haviam tentado realmente se matar. Rebeca e Alice eram algumas dessas pessoas, e entre as razões estavam o bullying, o ciberbullying, o racismo, a homofobia etc.

Elas não têm medo de se expor. As jovens querem contar suas histórias para poder ajudar outras pessoas a fazer “Sua Escolha”, como aponta o nome que deram ao projeto desenvolvido. O objetivo não é dizer “não se mate”, fala Rebeca, criadora da ação. Mas, sim, dar a chance de os adolescentes pedirem ajuda e serem ouvidos, para que possam se “empoderar” e tomar sua própria decisão.
A aula inaugural, no dia 27 de abril, reuniu cerca de cem pessoas, mais que a capacidade do auditório da unidade de ensino. “Todos prestaram atenção, só uns cinco ficaram conversando no fundão”, destaca Alice.
Logo após apresentarem o projeto e contarem suas histórias, elas receberam pedidos de ajuda de dois alunos, um que estava se cortando e outro que participava do Baleia Azul, com marcas do desafio no corpo.
Dias depois, mais quatro adolescentes relataram algum quadro depressivo. “Temos bullying e estudantes que se cortam. É assustador, mas desafiador”, admite o diretor Ricardo Alves de Lima. Ele conta que não há qualificação dos educadores sobre o assunto, mas total incentivo ao projeto das alunas.
Rebeca e Alice pretendem realizar mais quatro seminários com os temas bullying, depressão, preconceito e suicídio, com a presença de profissionais especializados no assunto, e estão dispostas a levar a ação para outros turnos e escolas.


DISCRIMINAÇÃO

Preconceito marca trajetória

No ensino fundamental, a estudante Rebeca Lusiana Lima da Silva, 17, sempre foi chamada de “maria-homem” por ter um jeito “meio masculino e ser baixinha e gordinha”. Excluída dos grupos, teve uma foto exibida nas redes sociais com o título “forever alone” (sempre sozinha). “Não queria ir para a escola por medo da rejeição”, conta a garota.
No ensino médio, ela percebeu sua homossexualidade e passou a se aceitar melhor. Mas o fim de dois relacionamentos foi a gota d’água para que tentasse se matar. “Foi uma fase complicada, de aceitação difícil por parte da sociedade. Juntou com a pressão sobre que profissão escolher, e tudo virou uma bola de neve”, relata. Ela passou por tratamento e ficou bem, mas viu que em sua sala tinha mais gente com marcas de cortes.
Alice Izabelly Franklin Santos, 17, sempre dizia que havia sido arranhada pelo gato, mas com Rebeca decidiu se abrir. Negra, ela relata que sofreu rejeição e racismo desde que nasceu. “Cheguei a brigar com Deus por ser negra, seria bem mais fácil ser branca”, lembra. Com 12 anos, foi à sua primeira festinha da escola, ficou com um rapaz e foi forçada a fazer sexo.
O estupro se repetiu em outro relacionamento, a depressão também, e, por consequência, as tentativas de suicídio. “A violência faz a gente se sentir como algo imprestável, descartável. Isso precisa mudar”, conclui Alice. (LC)

Com atraso de 30 anos no início do combate ao bullying, Brasil precisa correr para fortalecer ações

O TEMPO

Às 18h30 do dia 15 deste mês, depois de um longo dia de trabalho e compromissos, cerca de 20 pais vencem o trânsito e chegam aos poucos ao auditório do Colégio Arnaldo, no bairro Funcionários, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Todos estão ali voluntariamente para ouvir palestras sobre vulnerabilidade na adolescência e ciberbullying. A psicóloga Carla Couto traz, logo no início, um indicador assustador da Organização Mundial da Saúde (OMS): a cada 40 segundos, uma pessoa dá fim à própria vida no mundo. “Suicídio não é frescura”, diz, “é uma tentativa de acabar com a própria dor”.
Os pais assistem atentamente e fazem perguntas até após as 20h30, horário programado para o término do evento. “Saí de lá preocupada, principalmente quando ela (Carla Couto) falou do vício em redes sociais, do quanto isso é prejudicial e traz danos como o vício por drogas ilícitas”, comenta a advogada Mariley Simone Celestino Marques Azevedo, 50, mãe de uma garota de 16 anos. “É preciso sair da nossa zona de conforto e buscar informação sobre o tema”, completa.

Iniciativa aplaudida por todos, mas ainda pouco frequente nas escolas. Segundo especialistas no assunto, para vencer o bullying e suas consequências, é preciso o combate permanente. “Muita gente aborda o tema de maneira incompleta. O bullying é uma forma sistematizada de violência que requer uma forma sistematizada de prevenção. O assunto tem que entrar em pauta e continuar na nela”, diz o pedagogo e diretor da Abrace, empresa que desenvolve o projeto “Escola Sem Bullying”, Benjamim Horta.

Legislação. De acordo com Horta, o Brasil começou a discutir o tema em 2000, com pelo menos 30 anos de atraso em relação a países europeus. Depois da Lei Federal 13.185/2016, conhecida como Lei Antibullying, as escolas têm trabalhado a questão de forma mais consistente. A legislação obriga instituições de ensino, clubes e agremiações recreativas a notificarem os casos de violência e a desenvolverem medidas de conscientização, prevenção e combate. Porém, no mês de abril, completou-se um ano sem que Estado e município tenham dados sobre a incidência do problema.
A coordenadora de Educação em Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Kessiane Goulart Silva, afirma que, desde a sanção da lei, está em produção um sistema eletrônico para que as escolas registrem as ocorrências. “A ferramenta ainda não ficou pronta, mas deve ser lançada em junho”, promete. Ela explica que não há dados sobre suicídios de estudantes na rede estadual nem uma ação focada nesses temas.
Procurada, a Secretaria Municipal de Educação (Smed) de Belo Horizonte não havia respondido aos questionamentos da reportagem até o fechamento desta edição. As perguntas foram enviadas com uma semana de antecedência.
O que é?
Bullying. Quando uma pessoa é exposta repetitivamente e durante determinado período a ações negativas de colegas. Durante esse processo, o aluno que está sofrendo geralmente apresenta dificuldades de se defender.


NÚMEROS

43% das crianças e jovens no país já sofreram bullying por razões como aparência física, etnia, gênero e orientação sexual.
12 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no país, segunda principal causa de morte entre jovens, conforme a OMS.


QUANDO E COMO DENUNCIAR

Crime. Bullying não é um crime previsto no Código Penal, mas
dentro da prática há crimes como calúnia, difamação e injúria, que são tipificados.
Ciberbullying. O mesmo vale para essa versão do bullying que é praticada com uso de recurso tecnológico.
Penas. As penas para crimes contra a honra são leves. Difamação, por exemplo, prevê reclusão de três meses a um ano. O juiz pode dar pena máxima se o crime gerar consequências mais graves, como suicídio.
Recomendações. A delegada Renata Ribeiro informou que nunca deve-se compartilhar fotos ou informações que possam ferir a integridade das pessoas e que as vítimas devem denunciar os casos à Delegacia de Crimes Cibernéticos.


EXEMPLO

Colégio incentiva amor pelo próximo

Maria Fernanda Manso de Matos, 14, aluna do Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte, já foi chamada de bruxa várias vezes porque tinha pintas no rosto. Depois de uma cirurgia para retirar as marcas, o bullying cessou, mas, vez ou outra, era alvo de “brincadeiras” sobre algo de sua aparência física. Depois da ação “Baleia Vermelha”, realizada na escola no início de maio, a cena mudou. No dia 15, quando a reportagem foi ao local, ela trazia no braço uma dedicatória: “Eu amo você”, assinada por um aluno da turma.
Em vez de ofensas, os alunos foram sensibilizados a elogiar e a demonstrar carinho pelo próximo. E muitos também pediram desculpas pelo bullying já praticado. Com os olhos vendados, todos se sentiram à vontade para revelar situações de violência, tanto agressores como vítimas, e a ação terminou em um grande abraço. “Alguns se perdoaram e disseram como se sentiam. Cada um se colocou no lugar do outro, e a sala começou a perceber quais brincadeiras ‘não eram legais’”, contou o coordenador de orientação educacional, José Antônio de Andrade Neto.
O diretor da Abrace, Benjamim Horta, que desenvolve o projeto “Escola sem Bullying” em algumas instituições da capital, pondera que essas ações devem envolver alunos, educadores e famílias. “Onde tem prevenção e combate, tem redução do bullying”, conclui. (LC)

Miss São Paulo, Isabele Pandini já sofreu bullying na escola

DIÁRIO DA REGIÃO
Nany Fadil

Guilherme BaffiIsabele Pandini - 26052017
Isabele Pandini foi eleita a mais bela paulista de 2016
Avatar, panda e loira aguada, esses foram os apelidos de infância da Miss São Paulo 2016, Isabele Pandini Nogueira, 25 anos. O primeiro, por causa de suas orelhas de abano, que já foram corrigidas em uma cirurgia plástica. Bem clarinha e com olheiras...

Roteirista cria time de futebol gay: bullying na escola

O GLOBO

POR MARIA FORTUNA
Bees Cats
O roteirista André Machado criou um time de futebol gay e se surpreendeu com a quantidade de gente que apareceu para jogar no BeeCats Soccer Boys. “No terceiro encontro, éramos 40. Muitos estão resolvendo um trauma de infância, que fez com que criassem um certo bloqueio com o futebol”, conta ele, que lidera a pelada hoje, no campo Só 5, em Botafogo. André Conversou com Maria Fortuna.
O que causou esse bloqueio dos gays do seu time com o futebol?
Por serem gays, muitos sofriam bullying na escola, na hora do futebol. Eram os últimos a serem escolhidos, ficavam com as meninas e aí criaram esse bloqueio. Tem gente chutando uma bola pela primeira vez e dizendo que está funcionando como uma terapia e também como uma forma de fazer amigos. No jogo não tem briga, como no futebol hétero, em que até por um lateral há discussão. A gente joga por diversão.
De onde surgiu a ideia do time?
Sempre joguei futebol com amigos, mas aqui no Rio (sou paulista) não tinha ninguém para jogar. Me inspirei no Unicorns Futebol Clube, de São Paulo. Quando tive a ideia, chamei até héteros para jogar porque achei que não teria adesão, mas me surpreendi. Então excluí os héteros. No primeiro encontro, apareceram 18, no segundo 30, no terceiro, 40. Sabe como é gay, né? Leva o namorado, o amigo, vira um evento...
E virou um evento mesmo, né? Tem até DJ...
A gente joga e depois confraterniza. Bebemos e ouvimos um som de DJ, vira uma baladinha.
E o nome, de onde veio BeeCats Soccer Boys?
Fiz essa brincadeira de abelha e gato em inglês num trocadilho que tem a sonoridade de ‘biscate só quer boys’.

Uma arma finlandesa aponta contra o bullying

BOA INFORMAÇÃO

Ainda lembro como se fosse hoje: o menino ficava acabrunhado, enquanto outras crianças caíam na gargalhada como se fizessem parte de um coro cruel, que chegava às alturas na hora do recreio. Apelidado de “cem de óleo”, porque era branquinho e tinha a pele do rosto brilhante, o garoto nem se defendia, mas os reflexos do bullying iam se refletindo no mau desempenho do boletim, marcado pelos riscos vermelhos feitos pela professora nas tarefas realizadas em casa. Àquela época, o termo era entendido por familiares e educadores apenas como um comportamento comum na primeira infância, brincadeiras de gente pequena. Muitas vezes me peguei sentindo algum desconforto com o visível constrangimento que o apelido causava no menino, mas não me achava à vontade nem incentivada a interromper a malcriação do grupo. Menos ruim que não me juntasse aos que riam, mas via tudo a uma certa distância. Eis o “x” desta questão: testemunhas que, mesmo não concordando, silenciam.
Na vida real como nos filmes e livros, as vítimas estão sempre constrangidas ou maltratadas com mais energia por um integrante do grupo que se sente apoiado pelos outros através das gargalhadas surgidas após cada provocação. A boa notícia é que, tratando a questão pelo viés da “plateia”, um método revolucionário nascido na universidade finlandesa de Turku – agora sendo exportado para vários países, inclusive da América Latina – produz cada vez mais resultados surpreendentes. Os psicopedagogos entendem que embora a maioria dos envolvidos ache inquietante participar de alguma situação marcada pela violência, muitas crianças se sentem perdidas, sem saber como fugir do problema ou ajudar o colega agredido. Sendo assim, os criadores do método KiVa decidiram incorporar ao processo, também, os observadores, a partir da certeza de que rindo ou silenciando eles encorajam quem pratica mais frontalmente a agressão.
A conclusão é simples e certeira: se o agressor se vir só, sem os colegas à volta achando graça ou apenas observando, vai se sentir sem força para levar adiante o desejo de expor o alvo a humilhações e assim a “brincadeira” acaba perdendo a graça. Outro aspecto importante está no fato de o método se antecipar ao problema antes que ele aconteça, criando nas crianças a consciência do quanto seu papel é importante na luta para interromper o ciclo nocivo do bullying. Em linhas gerais, funciona assim: quando a escola identifica o caso, logo uma equipe treinada entra em campo para colocar em prática um protocolo específico que envolve não apenas vítima e agressor, mas, também, testemunha. No entanto, cada personagem é trabalhado individualmente, sem margem para enfrentamentos. O resultado é que as crianças acabam se sentindo confortáveis com a ideia de ter a quem recorrer quando se virem diante de tais quadros.
Nem sinal de o Brasil sinalizar para a adoção do método, ao contrário dos vizinhos Argentina, Chile, Colômbia e Peru, que se animaram com os avanços conquistados pela qualidade da educação infantil na Finlândia, após do KiVa. Lá, segundo levantamento que considerou um contingente de 30 mil estudantes na faixa etária dos 7 aos 15 anos, o modelo da Universidade de Turku (Sudoeste) eliminou o bullying em 80% das escolas e noutras diminuiu as ocorrências em 20%. Entre os países latino-americanos que abriram as portas para a novidade, não há dúvida de que fizeram bem, embora as condições pedagógicas, no continente, não se mostrem tão favoráveis – professores têm menos apoio e tempo e as famílias possuem uma visão distorcida sobre o problema, pois buscam culpados em lugar de soluções. Apesar das dificuldades, a prática avança na conquista de terreno mais amplo. Ruim mesmo é a situação do Brasil, onde o problema continua sendo tratado a toque de caixa, sob a velha visão do agir somente após do estrago feito. Infelizmente, o que segue surpreendendo no país ainda é a incapacidade de aprender com o que dá certo a curta distância de suas fronteiras.
Fonte: Diário de Pernambuco

Acusada de promover anorexia, atriz de ‘Modern Family’ manda recado lindo aos haters


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A atriz Sarah Hyland, estrela de Modern Family, tem recebido muitos comentários negativos sobre seu corpo recentemente e decidiu não ignorá-los mais. Em vez disso, decidiu silenciar os haters com uma mensagem poderosa que tinha nada menos do que oito páginas.
Na mensagem, Sarah faz questão de dizer para aqueles que fazem body shaming, dizendo que ela é anoréxica ou “devia comer um hambúrguer”, que não tem controle sobre como o corpo se parece para eles. Ela revela que teve um ano difícil e que estava de repouso nos últimos meses devido a problemas de saúde.
Sarah Hyland
Reprodução/InstagramSarah Hyland
Em 2012, Hyland sofreu um transplante de rim após lutar contra uma displasia. Agora, como resultado de estar de cama, ela perdeu um monte de massa muscular deixando seu corpo muito mais magro do que antes. Leia um trecho da mensagem aqui:
“Geralmente, eu não comento assuntos com esse porque atrai atenção para pessoas que querem espalhar negatividade, mas estou aqui para explicar algumas coisas e espalhar amor. Aí vai! Eu não tive o melhor ano da vida. Talvez um dia eu vá falar sobre isso, mas agora eu só quero minha privacidade. Eu queria dizer que esse ano me trouxe muitas mudanças e, com isso, mudanças físicas. Eu não posso me exercitar.
Sarah Hyland
Reprodução/InstagramSarah Hyland

O que, para mim, é uma perda tremenda. Eu sou uma ativista de atividade física (e de comer junk food na cama, mas tudo é equilíbrio, né?-). Eu amo estar ao ar livre. Amo ser forte (Vou usar muito essa palavra). Força é tudo. Ser forte me levou a ser quem eu sou. Ambos, mentalmente e fisicamente. Não sou fã de ser magrinha. O que muitos de vocês disseram para mim que eu estou “magra demais”. “Coma um hambúrguer”, “sua cabeça está maior do que seu corpo e isso é nojento”. E vocês estão certos! Eu deveria comer um hambúrguer! Porque é delicioso! Mas..adivinha só?! Eu como! :)
E, de novo, vocês estão certos. A cabeça de ninguém deveria ser maior do que o corpo. Mas considerando que eu estou na cama nos últimos meses, eu perdi muita massa muscular. Minhas circunstâncias me colocaram em lugar que eu não tenho controle do que acontece com o meu corpo. Então, tento me manter o mais saudável possível, como todo mundo deveria. E, não, isso não é photoshop. Essas são as minhas pernas. Meus braços.
Sarah Hyland
Reprodução/InstagramSarah Hyland
Escrevo tudo isso porque estou sendo acusada de promover anorexia em, ironicamente, um post anti-bullying. E eu quero que essas meninas novas saibam que essa NÃO é a minha intenção. Eu postei uma foto da linha de camisetas do meu namorado, em que a parte dos rendimentos vai para uma Aliança Anti-bullying e, recebi bullying! O que me fez rir, mas, novamente, eu quero falar com aquelas jovens meninas que estão lendo meus posts e que estão dizendo que eu promovo a anorexia.
Esses comentários não me afetam, mas podem afetar outras pessoas. Então, estou aqui para dizer que ninguém deveria almejar ter o peso que eu tenho agora. Estou trabalhando duro para manter meu peso, comendo o máximo de proteína que eu posso, para continuar forte e saudável. Não há motivo para preocupação.
[…]
Não deixem os comentários dos outros alterarem qualquer parte de você. Amar sua positividade é o que mais precisamos. Especialmente, em tempos como esse. O mundo pode estar desmoronando, mas é nossa missão juntar esses pedaços. Sorria. Dê risadas. Ame. Seja feliz. Apoie seus amigos. Ame. Trabalhe duro. Seja confiante. Ame. Adote animais! Diga para sua mãe o quanto você a ama! Ame, ame, ame!