sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Livro sobre bullying é destaque na Comic Con

Além das barreiras sociais e da internet
Em Heróis d@ Internet, Italo Matheus e Renan Carvalho trazem uma história que mistura a realidade com o virtual, e o meio onde elas se encontram

Já se imaginou em uma realidade virtual, onde todos os jogadores que estão online ficam confinados e são impedidos de sair? É com esse desafio que o escritor Renan Carvalho e o youtuber Italo Matheus narram as aventuras da obra Heróis d@ Internet, publicada pelo Grupo Editorial Novo Conceito.

Renan Carvalho, autor da série de sucesso Supernova, e o youtuber Italo Matheus, que possui mais de um milhão e meio de inscritos em seu canal, introduzem o leitor em um mundo paralelo: a Nuvem. Na história, o programa chamado Patrono, que controla todo o ambiente virtual, perde o controle e prende todas as crianças neste domínio. Assim, o herói Italo sai em busca de seu irmão mais novo, que também fica aprisionado, e tenta salvar este universo.
Para que a missão seja um sucesso, Italo recruta um grupo bem incomum para o ajudar: um garoto com problemas de peso mas capaz de carregar toneladas, uma garota cadeirante exímia em artes marciais, uma míope com ótima pontaria e um velocista asmático. Crianças comuns no mundo real, mas heróis no mundo virtual.

“Naquela noite, o garoto voltou para casa pensando em seus amigos. Todos superaram medos e mostraram às pessoas ao redor deles que eram capazes de realizar grandes feitos. Italo sentia-se inspirado por isso, mas sabia que ainda lhe faltava algo. ”

Heróis d@ Internet trata da inclusão social de crianças que fogem do padrão “comum”, e que por isso sofrem bullying durante a adolescência mas encontram no mundo virtual uma forma de serem aceitas. O livro aborda a utopia que é viver em um universo ilusório, e que ao mesmo tempo pode te deixar preso. A história é uma verdadeira aventura de inclusão social e humor, e com uma bela mensagem sobre a sociedade atual.

SOBRE OS AUTORES Italo Matheus e Renan Carvalho fizeram uma parceria que teve como resultado o livro Heróis d@ Internet. Italo é um youtuber de sucesso que fala sobre o universo de games e possui milhões de seguidores. Ele nasceu e mora em São Paulo e hoje cursa faculdade de Design Gráfico mas ainda quer manter continuidade no seu canal do YouTube. Renan é formado em Marketing mas sempre gostou de escrever quando criança. Foi aos 25 anos de idade que ele começou sua carreira como escritor lançando sua série Supernova, que já conta com milhares de fãs.


Heróis d@ Internet
Italo Matheus
Renan Carvalho
Ficha técnica:
ISBN: 978.85.8163.476-0
Páginas: 191
Formato: 16x23cm
Preço: R$ 29,90


Sala de imprensaLilian Comunica
EmpresaLILIAN COMUNICAÇÃO LTDA ME
ContatoNaira Leite
E-mailcomunicacao@liliancomunica.com.brFone(11) 22756787
Editoria (s)Lançamentos
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KO: Adolescente perseguido por brigões dá resposta de mão cheia contra o bullying; assista

A.M. News





Garoto estava sendo perseguido por vários colegas, e um deles vai procurando uma luta, agredindo ele.

Na Holanda, o vídeo do momento mostra uma das formas de se lidar com o '#bullying'. Pode até não ser a mais recomendada e violência nunca deve ser resposta para nada. Apesar de tudo, esse momento aí prova que, por vezes, responder da mesma forma com que se é confrontado, pode mesmo dar certo. Um garoto estava sendo perseguido e agredido por um brigão, que estava claramente procurando por uma luta, e respondeu com um soco apenas. Um soco contra o 'bullying', que deixou o outro garoto 'KO'.
Momento em que a vítima bate no agressor

O vídeo começa com vários garotos feitos valentões, seguindo um outro, que vai caminhando mais na frente. Um dos alegados brigões se aproxima do adolescente da frente e começa provocando. Até esse momento, o jovem não reage e continua caminhando. Mas o agressor insiste na provocação, se colocando lado a lado com ele. Como continua sem ter reação, ele dá um pontapé no jovem. É no momento da primeira #agressão física que a vítima reage. Parando sua caminhada, ele olha o agressor nos olhos e lhe dá um empurrão no peito.
Momento que foi encarado com boa disposição pelo grupo de valentões, que os persegue e do qual o agressor fazia parte. Ficam rindo quando a vítima de 'bullying'enceta uma reação, mal eles imaginavam o que estava para vir. É que depois desse pequeno empurrão, ele desfere um soco de mão esquerda. O soco é tão audível, quão forte foi seu impacto no rosto do agressor. O garoto fica estatelado no chão, depois de esse soco, que deixa os colegas espantados. "Uhhhh", se ouve no grupo dos jovens que seguiam mais atrás, sem conseguirem esconder seu espanto, perante essa reação tão forte do jovem, que estava sendo vítima de 'bullying'.
O rapaz briguento fica caído no chão e parece ficar meio atordoado, sem perceber bem o que tinha acabado de acontecer. Os colegas ficam do seu lado, mas continuam filmando, também sua reação de espanto. Um deles vai no encalce do outro jovem, e tenta tirar satisfações, em uma tentativa de defender o amigo. As imagens se perdem um pouco, no meio da confusão, mas ainda se vêem os garotos guerrilhando, até que ele acaba desistindo e o outro jovem, acaba indo embora, de cabeça levantada.
Quando ele já vai longe, alguns dos amigos do grupo dos brigões, ficam mandando algumas palavras, possivelmente de intimidação, na sua direção. Esta história está sendo muito compartilhada nas redes sociais, recebendo vários comentários elogiosos para a vítima, que virou agressor, para se defender. "É a melhor resposta contra o bullying", dizem alguns. "Uma das melhores sensações da vida é ver uma situação de bullying ser assim revertida", escreveu outro. "Você consegue escutar o som maravilhoso da próxima conta no dentista", comentou outro, brincando.

Assista ao momento em que o garoto responde para o agressor


Em ato de vingança por bullying (ijime) um homem enviou lixo a ex-colegas de escola.




&nbspHomem é detido por enviar lixo pelo correio a ex-colegas de escola


Um homem de 40 anos foi detido pela polícia de Musashino, em Tóquio, por ter enviado pelo correio dezenas de envelopes e pacotes contendo lixo a ex-colegas de escola, os quais, afirmou ele, o maltratavam naquela época.
A Fuji TV divulgou na quarta-feira (30) que entre agosto de 2015 e outubro de 2016, Miura enviou pelo correio mais de 500 itens em cerca de 70 envelopes e pacotes, como folhas de chá estragadas e roupas íntimas femininas usadas misturadas com sujeira a 4 homens que participavam do mesmo grupo de escoteiros que ele na época da escola, no ensino fundamental.
Segundo a polícia, Miura colocava como remetente o nome e o endereço da casa ou trabalho da vítima e escolhia aleatoriamente os nomes e endereços para enviar os itens. Ele, então, inseria o lixo nos envelopes, sem selos, e os colocava em caixas do correio, sabendo que eles seriam devolvidos aos remetentes – seus alvos.
Miura, que foi detido por violar uma lei de incômodo público, admitiu as acusações e disse que o ato foi uma vingança por ter sofrido bullying por parte desses ex-colegas da escola.
Fonte: Japan Today
Imagem: ANN

Ministro britânico quer restringir uso de tablets em escolas



A eficácia do uso de tecnologias dentro das salas de aula é praticamente consenso entre os educadores, mas um político do Partido Conservador britânico quer que as crianças sejam desencorajas a usar tablets no ambiente escolar. Edward Timpson, que ocupa o cargo de ministro das Crianças e Famílias, diz que as escolas estão permitindo que as crianças passem muito tempo do dia usando iPads, o que, segundo ele, pode estar contribuindo para o aumento dos casos de bullying.
De acordo com o jornal The Telegraph, ao falar com outros políticos, Timpson alegou que algumas escolas no Reino Unido estão tornando-se dependentes dos iPads. Timpson, então, sugeriu que os educadores confiscassem os dispositivos que estejam sendo usados para atividades inadequadas. No entanto, Timpson acredita que o confisco deve ser um último recurso e que a solução para o problema, sendo necessário um "equilíbrio tecnológico" na sala de aula.
Disse o político:
 
(O uso excessivo de tablets é)Um problema em uma série de escolas e temos procurado abordar que o iPad ou um tablet são muito usados em atividades de crianças, sendo usado inadequadamente para alguns casos de bullying e assédio. É por isso que fortalecemos os poderes dos professores para confiscar e remover o material e assim por diante.

São diversas as ferramentas disponibilizadas para crianças em dispositivos móveis, especificamente tablets. O Swift Playground, por exemplo, é um programinha para ensinar de forma fácil e lúdica programação aos pequenos e que foi desenvolvido pela Apple.
A Maçã, inclusive, está prestes a lançar uma nova linha de iPads. Segundo rumores, os novos aparelhos podem chegar ao mercado até mesmo sem o tradicional botão Home, possivelmente em três versões de telas distintas já em 2017.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Quando o bullying leva a melhor... sobre o agressor

Vítima virou-se contra o agressor e deixou-o K.O.

POR ANDREA PINTO

As imagens que se seguem mostram o momento em que um grupo de jovens que persegue um rapaz, e onde uma espécie de líder insulta e pontapeia um outro jovem.

Filmado na Holanda, o filme mostra que às vezes as circunstâncias podem levar a melhor sobre o bullying.
A vítima, que não reage enquanto é verbalmente insultada, acaba por não se conter quando é pontapeado e reage, proferindo um murro que foi suficiente para deixar o agressor no chão.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Ator e diretor Mar’Junior lança financiamento coletivo para publicar ‘Pepita’


Livro conta história da vida de uma menina vítima de constrangimentos
POR 
Mar’Junior com sua autobiografia já lançada - Agência O Globo / Zeca Gonçalves

O livro conta a história de Pepita, uma menina nascida em berço de ouro, inteligente e bonita, que teria tudo para não sofrer bullying, mas acabou vítima de atitudes perversas de Canina e um grupo de meninas da escola. Na obra, o autor explora as origens do bullying, segundo ele, nascidas da desestruturação da família. A trilogia contará o que aconteceu com Pepita dos 2 aos 42 anos.

— A peça veio primeiro. Tem apenas 25 minutos, e só depois resolvi ampliá-la. Tenho tudo na minha cabeça, mas ainda não comecei a escrever o segundo e o terceiro livros. Como em todos eles, eu comprovo que o bullying é um problema originalmente familiar — explica Mar’Junior.
A ideia do autor é levantar R$ 50 mil pelo financiamento coletivo, abrigado em catarse.me/pepita. Imerso na temática, Mar’Junior conta que suas obras contribuem para que as vítimas identifiquem seus sofrimentos, e os praticantes se reconheçam como tais. Ele espera que o livro possa contribuir para a redução dos casos no país.

— O bullying é o mal do século. É um problema que ocorre em todo o mundo, em todo o Brasil, e as pessoas relativizam, falam que é só uma “brincadeirinha” e que existe o “bullying do bem”. Espero que meu livro ajude quem sofre e quem pratica — afirma.

Mar’Junior também está em cartaz com “Super ação”, montagem de sua companhia inspirada no teatro do improviso. O espetáculo é apresentado todos os sábados e domingos até o final deste mês, às 19h, no Clube Olímpico de Jacarepaguá (Estrada dos Três Rios 146, Freguesia). O ingresso custa R$ 40.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/bairros/ator-diretor-marjunior-lanca-financiamento-coletivo-para-publicar-pepita-20542988#ixzz4RP4RaOGN 
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Matemática, música e bullying: como é a vida de crianças superdotadas no Brasil




Gustavo Torres da Silva na Universidade de StanfordImage copyrightDIVULGAÇÃO
Image captionGustavo Torres da Silva passou em duas universidades brasileiras e cinco americanas
João Gabriel do Nascimento, de 10 anos, executa, com razoável desenvoltura, Águas de Março, de Tom Jobim, ao violino. Com dores no pescoço, diz, em tom de brincadeira, que está se sentindo como o astrofísico inglês Stephen Hawking. Filho de uma diarista e um pizzaiolo, João mora no Morro do Cerro Corá, no Cosme Velho, Rio de Janeiro; estuda na Escola Municipal José de Alencar, em Laranjeiras, e aprendeu a ler, sozinho, aos quatro anos. Quando crescer, ainda não sabe se vai ser escritor ou goleiro do Flamengo.
Gustavo Torres da Silva, de 18 anos, é aluno de Engenharia Física na Universidade de Stanford, nos EUA. Nascido no Capão Redondo, bairro pobre da periferia de São Paulo, Gustavo foi aprovado em duas instituições brasileiras - USP, em Engenharia Elétrica, e UFSCar, em Engenharia Física - e cinco americanas: Columbia, Duke, MIT, Harvard e Stanford. Na infância, gostava de ver o pai, técnico de eletrônica, montar e desmontar os eletrodomésticos que trazia para casa.
O que os dois têm em comum? São alunos com altas habilidades, mais conhecidos como superdotados.
Para ser considerado um superdotado, explica a pedagoga Maria Clara Sodré, PhD em Educação pela Universidade de Columbia (EUA), o aluno precisa apresentar, entre outras características, precocidade ou alto potencial em pelo menos uma das sete inteligências definidas pelo psicólogo americano Howard Gardner em sua Teoria das Inteligências Múltiplas.
João Gabriel do Nascimento toca violinoImage copyrightRENATA BERNARDO
Image captionJoão Gabriel do Nascimento toca 'Águas de Março' no violino
Em outras palavras: ele precisa ter uma habilidade muito acima da esperada para a sua idade.
No caso de João, sua inteligência é a musical. Como Sivuca e Hermeto Paschoal, dois dos mais virtuosos artistas brasileiros, o menino consegue extrair timbres e sons de qualquer instrumento - musical ou não.
Já a inteligência do Gustavo é a lógico-matemática. Incentivado por seu pai, Adalberto, o garoto gostava de desparafusar o joystick do videogame para ver como funcionava por dentro.
"Alunos superdotados são como diamantes brutos. Se você não lapidá-los, eles terão seus talentos desperdiçados", alerta Maria Clara Sodré.

Garimpando talentos

Na maioria das vezes, quem "garimpa" esses diamantes brutos é a própria família. É o caso de Gustavo, que atribui todo o mérito de suas conquistas acadêmicas ao esforço incansável dos pais.
"Se eles não me tivessem dado livros para ler, quebra-cabeças para montar e cursos para estudar, eu não teria chegado tão longe", reconhece o rapaz.
Em alguns casos, é o professor, em sala de aula, o primeiro a detectá-los.
Tauat do Santos LaraImage copyrightANA MARIA SBARDELLA
Image captionProfessora detectou talento de Tauat dos Santos Lara para matemática
Foi o que aconteceu com Tauat dos Santos Lara, de 14 anos. Quando estudava na Escola Municipal Minas Gerais, na Urca, Zona Sul do Rio, era sempre o primeiro a terminar os exercícios.
"Um dia, a professora de Matemática me indicou livros mais avançados. E até sugeriu que eu pulasse de série", recorda Tauat. Hoje aluno do 9º ano do Colégio Pedro 2º, Tauat é tricampeão nas Olimpíadas de Matemática das escolas públicas.
Em casa ou no colégio, os sinais são sempre os mesmos. "Aprendem com rapidez, gostam de fazer perguntas, têm excelente memória, apresentam rico vocabulário e tiram notas boas", enumera a psicóloga Cristina Delou, doutora em Educação pela PUC-SP e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Desde 2014, Delou já capacitou 200 professores da rede pública do Rio de Janeiro para reconhecer superdotados.
Os alunos que se destacam dos demais, por terem pensamento lógico, facilidade de aprendizado ou senso de justiça, entre outros atributos, são avaliados por um psicólogo ou um psicopedagogo, através de testes específicos de conhecimento.
Feito o diagnóstico, o estudante é encaminhado a um instituto especializado para aprimorar seu talento.
"Os mitos relacionados à superdotação são incontáveis: uns dizem que eles são gênios, outros, que são bons em tudo e outros, ainda, que não precisam de ajuda. Sem orientação adequada, muitos deles perdem o interesse nos estudos e abandonam a escola", explica Inês França, gerente de projetos do instituto Ismart, que atua auxiliando superdotados do Rio.

Bullying

Segundo o Censo Escolar de 2014, o Brasil tem hoje 13.308 alunos superdotados na Educação Básica - um número 17 vezes maior que o registrado em 2000. Mas, pelos cálculos da OMS, esse número pode chegar a 2,4 milhões de estudantes.
Shaft Novakoski Gutemberg, 13, e Francisco Gomes de Castro, 10, se enfrentam no xadrezImage copyrightRENATA BERNARDO
Image captionShaft Novakoski Gutemberg, 13, e Francisco Gomes de Castro, 10, se enfrentam no xadrez em uma sala para alunos com altas habilidades na Escola Municipal José de Alencar, no Rio de Janeiro
Desses 13 mil alunos, pelo menos 12, do 1º ao 9º ano, estudam na Escola Municipal José de Alencar, na Zona Sul do Rio. Na chamada sala de recursos, os estudantes com altas habilidades não aprendem regras gramaticais, fatos históricos ou equações matemáticas. Lá, eles são orientados a desenvolver as habilidades que fazem deles alunos superdotados.
Enquanto João mostra a música nova que tirou no violino, Shaft Novakoski Gutemberg, de 13 anos, e Francisco Gomes de Castro, de 10 anos, se enfrentam no xadrez.
"Mais do que transmitir conhecimento, quero prepará-los para a vida. São eles que, no futuro, vão ajudar a resolver os problemas do Brasil e do mundo", acredita a psicóloga Cláudia Feijó, que trabalha há 25 anos com superdotados, sendo 15 na José de Alencar.
Um dos desafios a serem enfrentados hoje pelos superdotados é o bullying. Por serem diferentes dos demais, costumam ser alvo da implicância dos colegas.
"Em alguns casos, alunos com altas habilidades chegam a esconder seu talento para não serem hostilizados dentro e fora de sala de aula", denuncia Susana Pérez, presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação (ConBraSD).

Mãe de superdotados

Não por acaso, a advogada Cláudia Hakim, 41, prefere manter em sigilo a identidade dos filhos: de 12 e 15 anos. A mais velha começou a falar quando tinha um ano, aprendeu a ler por volta dos três e já estava alfabetizada aos quatro.
"Enquanto os demais alunos estavam começando a aprender o alfabeto, minha filha já escrevia uma pequena redação, sem erros de ortografia", orgulha-se Hakim.
Cláudia Feijó e uma turma de superdotados na EM José de AlencarImage copyrightRENATA BERNARDO
Image captionCláudia Feijó trabalha com superdotados há 25 anos, há 15 apenas na EM José de Alencar
No Ensino Fundamental, os dois tiveram que ser "acelerados" de turma: a primogênita pulou do primeiro para o terceiro ano e o caçula do pré para o segundo ano.
Hoje, a menina é aluna do segundo ano do Ensino Médio e o garoto estuda no oitavo ano do Fundamental. Hakim, por sua vez, formou-se em Direito Educacional, criou o blog Mãe de Crianças Superdotadas em 2010 e lançou o livro Superdotação e Dupla Excepcionalidade em 2016.
Para os pais que desconfiam da inteligência acima da média dos filhos, Hakim dá uma dica: procure estimular essas habilidades de forma lúdica e na medida do interesse deles, sem forçar a barra.
"A superdotação é apenas um aspecto do comportamento de seu filho e não é o único. Por essa razão, é importante respeitar as fases do desenvolvimento da criança, deixá-la vivenciar sua infância e lembrar que, antes de ser superdotada, ela é uma criança e precisa ser tratada como tal", recomenda.

Bullying: até quando?

As vítimas de bullying, em geral, tem algum tipo de característica de fragilidade ou vulnerabilidade que as faz ser tornar alvo do intimidador (“buller”)

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Como saber se seu filho está sendo vítima de bullying? Primeiramente, saiba o que é o bullying. O problema envolve um comportamento agressivo (seja por palavras ou atitudes), repetitivo, feito por alguém que exerce algum tipo de poder ou intimidação sobre outra pessoa do mesmo nível hierárquico (diferente do assédio moral, quando é exercido por alguém de nível hierárquico superior sobre um subalterno). 
O comportamento de domínio é muito frequente em animais que vivem em grupos: tipicamente, o macho-alfa exerce um poder sobre os demais machos, determinando uma hierarquia/ordem social no grupo. Entre os seres humanos, esse comportamento foi sendo inibido à medida que foi se constituindo a civilização humana. Em certo sentido, os humanos estabelecem um “acordo” em que a hierarquia e as regras são respeitadas, seja pelas leis impostas pela sociedade, seja por um acordo implícito entre as partes. 
Só que, na prática, essa interação é bem mais complexa, pois envolve personalidades e temperamentos diferentes. Pensando no modelo da psicanálise freudiana, o ID representaria a instância instintiva, presente já no nascimento, e exercendo seu impulso “indiscriminadamente”. Aos poucos, especialmente na fase de elaboração do complexo de Édipo, a criança incorporará limites dentro de si mesma, o que virá a constituir o SUPERGO, a instância psíquica moral do ser humano, responsável pelo controle dos impulsos do ID. Por sua vez, estas duas também serão mediadas pelo EGO, que funcionaria como uma espécie de gestor de ambas frente à REALIDADE. As características de cada indivíduo de certo modo serão responsáveis pela maneira como este interagirá socialmente. 
As crianças, obviamente, não nascem sabendo de tudo isso. É preciso ensiná-las a respeitar limites e os demais seres humanos. De certo modo, elas aprendem a domar seus próprios instintos e desejos, inclusive o de dominar seus pares. Este é um dos papéis fundamentais dos pais, os primeiros e mais importantes modelos que a criança toma para aprendizado das regras sociais. É importante lembrar que cada criança, desde cedo, começa a demonstrar seu temperamento e suas características de comportamento: umas mais tímidas, outras mais extrovertidas... E essas características serão moldadas ao longo do tempo, conforme o ambiente familiar e social. Aspectos culturais também devem ser levados em conta. Especialmente em relação aos meninos, que são cobrados desde cedo a se tornarem corajosos e fortes no contexto social ao qual pertencem.
Vale lembrar que a função das escolas é ensinar, e não educar. Essa responsabilidade é dos pais. É bastante frequente que os pais se abstenham deste papel e deleguem às escolas uma função que não é delas. Se uma criança não tem capacidade de se conter e respeitar os colegas (e de se fazer respeitar), trata-se de um problema já instalado, provavelmente originado da educação em casa. Será preciso que os pais mudem seu modo de lidar com a criança, tentando corrigir o que não foi ensinado no momento certo. Muitas vezes, é necessário que os pais procurem orientação/psicoterapia para que seja possível rever os limites da criança. 
As vítimas de bullying, em geral, tem algum tipo de característica de fragilidade ou vulnerabilidade que as faz ser tornar alvo do intimidador (“buller”). Pode ser algum aspecto físico (a criança “gordinha” ou “baixinha”, por exemplo) ou psicológico (a criança “tímida” ou mais “infantil”, em comparação com as demais). As vítimas do bullying têm vergonha de contar o que estão sofrendo. Cabe aos pais detectar as mudanças no comportamento da criança (não querer ir à escola, mostrar-se triste ou angustiada quando chega a hora de ir à escola, não demonstrar interesse em participar das atividades no recreio, entre outras). 
Um aspecto particular do bullying que tem se tornado muito preocupante e atinge mais especialmente os adolescentes é o “cyberbullying”. Trata-se do bullying exercido através do uso da internet, através do uso de redes sociais (por exemplo, Facebook) ou de sistemas de comunicação de grupo (por exemplo, WhatsApp). Frequentemente, estão associadas a “sexting” (fusão das palavras “sex” e “texting”), a troca de mensagens, fotos ou vídeos de conteúdo erótico explícito através do celular. Em situações extremas, nas quais uma pessoa tem uma situação íntima exposta publicamente a milhares de pessoas, as vítimas têm, infelizmente, chegado a cometer suicídio. As meninas costumam ser as principais vítimas. 
As abordagens para manejo tanto do agressor quanto da vítima são, principalmente, de base psicoterápica. Para o “buller”, o trabalho envolve amenizar seu comportamento agressivo. Já para a vítima do bullying, a terapia ajuda a superar a dificuldade de se expressar e se defender. Em ambos os casos a orientação ou terapia dos pais é indicada, uma vez que estes muitas vezes se sentem “perdidos” e não conseguem lidar adequadamente com seus filhos.
Prof. Dr. Mario Louzã - Médico psiquiatra e psicanalista, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. (CRMSP 34330).

Pesquisa revela que adolescentes LGBT sofrem 'bullying' e se sentem inseguros

Da Redação

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa debateu o combate à violência contra adolescentes LGBTT. A senadora Fátima Bezerra (ao centro) presidiu a reunião
Geraldo Magela/Agência Senado

Pesquisa com adolescentes brasileiros gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros mostra que 73% sofrem bullying e 37% já apanharam na escola. Os números foram apresentados nesta terça-feira (22) em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).
A pesquisa foi feita de janeiro a março por organizações não-governamentais em seis países da América Latina: Argentina, Brasil, Peru, Colômbia, Uruguai e Chile. O objetivo era detectar problemas sofridos pelos alunos LGBT. Os resultados podem ajudar os governos em políticas que melhorem o ambiente escolar prevenindo, por exemplo, o suicídio juvenil.
No Brasil, foram ouvidos 1.016 estudantes de 13 a 21 anos. Sessenta por centro disseram se sentir inseguros na escola, 73% foram agredidos verbalmente, 48% ouvem comentários homofóbicos e 27% foram agredidos fisicamente. Já 36% acham a escola ineficaz para evitar agressões.
Para Toni Reis, coordenador da pesquisa no Brasil e secretário de educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis, os dados são alarmantes. É preciso criar políticas públicas que minimizem essas situações.
A senadora Fátima Bezerra considerou muito importante que os professores de toda rede de ensino pública e privada tomem conhecimento da pesquisa.
- A pesquisa precisa chegar ao chão das escolas, precisamos acabar com a intolerância e o ódio no Brasil, principalmente neste momento de ataques à democracia – firmou.
Ela acrescentou que iniciativas como o projeto Escola Sem Partido, apelidada de Lei da Mordaça, só incentiva a intolerância. Em sua opinião, não se pode aprovar legislações que “atacam os direitos humanos, tirem a liberdade de expressão dos professores e calem o censo crítico dos estudantes”.
Além da senadora, participaram do debate a coordenadora-geral do Conselho Nacional de Combate à discriminação e Promoção dos Direitos Humanos da Secretaria Especial de Direitos Humanos do Ministério da Justiça, Kátia de Andrade; o diretor de Políticas de Educação em Direitos Humanos do Ministério da Educação, Daniel de Aquino; o presidente da Fundacíon Todo Mejora, Julio Dantas, coordenador internacional da pesquisa; e a oficial de projetos de setor de Educação da Unesco, Mariana Braga.
Com informações da TV Senado
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Menino leva facão e flechas para escola ao sofrer bullying


Jovem disse que se inspirou em atirador americano
Do R7 com Record Minas
Adolescente disse que queria matar estudantes para se vingarRecord Minas


Um adolescente, de 13 anos, foi armado para escola em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, com uma faca, um facão e flechas. O estudante alegou que sofria bullying e queria se vingar.
A Polícia Militar foi chamada pela direção da Escola Estadual Américo Lopes, depois que o aluno correu atrás de outros estudantes com o equipamento. Ele informou que estava cansado das brincadeiras de mal gosto dos colegas e resolveu a ir armado para matá-los.
Chegando ao local, os militares conseguiram contar a situação, desarmaram o aluno e apreenderam o material. De acordo coma polícia, o adolescente disse que foi armado para a escola inspirado em um atirador dos Estados Unidos, que matou vários estudantes em um colégio americano
A direção da instituição informou que o jovem sempre teve um comportamento exemplar. Segundo a diretora, ele sempre foi muito tímido e nunca contou aos professores ou à direção que era vítima de bullying.
Por telefone, a diretora da instituição disse que o aluno foi transferido para outro turno e que as famílias de todos os envolvidos foram chamadas para uma reunião que vai ser feita para discutir o que aconteceu e as medidas necessárias a serem tomadas. O garoto deve receber acompanhamento psicológico.