terça-feira, 17 de abril de 2012

Violência escolar foi discutida em mesa temática na UEPG

por Carlos Alberto Mayer
 
O Curso de Licenciatura em Educação Física, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por meio da disciplina “Prática Educativa: Projetos Integrados” (disciplina articuladora) organizou a mesa temática intitulada “Olhares sobre a Violência Escolar”. De acordo com o professor Miguel Archanjo de Freitas Júnior, organizador da atividade, o objetivo foi o de chamar a atenção para o fenômeno dos constantes atos de violência, presentes na realidade social e especificamente no cotidiano da escola que, por sua constante repetição, está sendo encarada pelas pessoas como algo natural e que não provocam mais nenhum espanto. “Já que não conseguimos evitar ou erradicar a violência na escola, e por isso é necessário que estejamos preparados para enfrentá-la através do diálogo, da reflexão sistemática e da troca de experiências sobre o que está acontecendo na sociedade e nas instituições escolares”, destaca Miguel, acrescentando que “foi neste sentido que esta atividade foi organizada, pois procuramos trazer pessoas que pudessem apresentar enfoques diferenciados de suas respectivas experiências com a temática proposta e acreditamos que obtivemos êxito”.
 
 
Aproximadamente 185 pessoas faziam parte do público presente, composto por acadêmicos do Curso de Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, participantes do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) de Biologia e Educação Física, professores do Programa Desenvolvimento Educacional (PDE), alunos do Curso de Música, representantes da Comissão Permanente das Licenciaturas (COPELIC), além do chefe de departamentos e professores do Curso de Educação Física. “Todos acompanharam atentamente a fala do professor e psicólogo Marcelo Ubialli, que abordou os traços físicos e comportamentais das vítimas de violência sexual, destacando os encaminhamentos a serem tomados quando este tipo de situação passa a ser percebida pelo docente”, lembra. A segunda palestra foi proferida pela professora e psicóloga Priscila Larocca, que apresentou os resultados de uma pesquisa intitulada ‘Violência Escolar: um estudo sobre concepções de educadores’, destacando os principais motivos da violência no âmbito escolar, os tipos de violência mais frequente e o papel do professor nesse cenário.
 
Na mesma linha de argumentação o professor de Educação Física, Gustavo Levandoski, tratou do Bullying no contexto escolar, outro tipo de violência que ganha destaque na mídia. A fala foi apresentada a partir dos dados levantados durante a sua dissertação de mestrado, onde se percebeu que essa violência se manifesta de diferentes formas no cotidiano da escola e precisa de um trabalho integrado para que possa obter um resultado satisfatório, pois muitas vezes as pessoas acusadas da violência são vítimas de um sistema complexo. Encerrando o evento a professora Mônica Mongruel, Gerente de Proteção Social Especial da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, falou sobre os encaminhamentos nos casos de violência escolar, principalmente no que diz respeito à responsabilidade dos professores em denunciar qualquer suspeita de maus tratos a crianças e adolescentes. Mônica destacou também a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) como um documento que baliza os Direitos e Deveres destas pessoas e que em hipótese alguma este documento deve ser visto como algo que veio para somente proteger os menores, pois uma simples operação matemática mostra ele é composto de 260 artigos dos quais 85 são direitos da criança e do adolescente e os demais são deveres deles e das pessoas envolvidas com a sua formação.
 
O coordenador demonstrou seu entusiasmo pela interação dos presentes, como é o caso do participante que se identificou como Acir, o qual teceu positivas considerações sobre o evento, dizendo que assistiu às conferências feitas nesta segunda-feira, no Observatório Astronômico, sobre a violência na escola. “Parabéns a quem idealizou. Pena que não foi mais divulgada. Os conferencistas foram todos hábeis, falaram do que tinham realmente estudado, temas articulados. Tomara que as outras licenciaturas seguissem esse exemplo. Escutei um acadêmico ao meu lado dizendo "assim o nosso curso tivesse um coordenador assim.", manifestou. De acordo com Miguel de Freitas, o evento só foi possível graças ao apoio da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), da (COPELIC) e do PIBID. “O próximo passo será avaliar junto aos participantes o nível de satisfação com o que foi apresentado, ao mesmo tempo em que a disciplina articuladora irá retomar as análises apresentadas e a partir disto realizar novas mesas de debates com temas propostos pelos acadêmicos”, enfatizou Miguel.
 
Fonte: UEPG

Nenhum comentário:

Postar um comentário