domingo, 15 de abril de 2012

Menino de 12 anos é vítima de Bulliyng em Ilhabela

 Mãe do menor diz que procurou o Conselho Tutela e que esperava uma posição mais firme da escola.
Credito: Reprodução / Rede Vanguarda 
Um menino conta que vem sofrendo agressões dentro de uma escola particular, em Ilhabela. E o que inicialmente era uma brincadeira de mau gosto, agora virou agressão física.

A vítima, um menino de 12 anos, diz que estava recebendo provocações e ameaças desde o início do ano. Até que os colegas mais velhos partiram para agressões.


“A primeira vez me tacaram no lixo. A segunda me deram bolada e a terceira foi o tapão na cara”, diz o aluno.


A mãe dele, que prefere não se identificar, procurou a escola. Ele esperava que a instituição tomasse providências.


“Todos os dias eu ligo pra escola, quando não é na hora do intervalo eu ligo um pouquinho antes da saída. Não estou vendo assim um resultado, uma preocupação. Pra eles é uma coisa corriqueira de criança, mas isso não é não. Isso é Bullying”, diz a mãe do aluno.


A escola é particular e fica no bairro Barra Velha em Ilhabela. A entrada da equipe da TV Vanguarda não foi autorizada na escola, nem a direção quis receber a equipe. Foi realizada uma reunião entre os pais dos alunos envolvidos para entender melhor o caso. Segundo o advogado da instituição, a partir de agora serão tomadas algumas medidas necessárias.


“Se houve algum tipo de infração nós tomamos as medidas inicialmente de advertência, suspensão e até a transferência compulsória”, diz o advogado da escola Silas D’Ávila Silva.


Credito: Reprodução / Rede Vanguarda
A mãe do menino agredido não concordou com a postura da escola na reunião.

“Não adianta pedir desculpas, eu quero que a coordenação da escola tenha realmente um pulso firme ali pra ver exatamente o que tá acontecendo, porque o problema não tá em uma criança. O problema tá em um grupo, em um todo e que eu acho que a coordenação da escola ta falhando nisso. Eu procurei, sim, o Conselho Tutelar, já tomei todas as medidas cabíveis e vou continuar”, diz a mãe.


A escola, também por meio do advogado, informou que ainda não considera o caso como sendo de Bullying. E que desenvolve atividades para evitar conflitos no ambiente escolar.


“Esse assunto é tratado com os alunos com palestras, filmes e um trabalho constante da própria coordenação da instituição no sentido de coibir, fiscaliza e chamar a atenção de quem estiver agindo de forma diferente”, diz Silas.


O aluno disse que não conhece esses trabalhos.


“Ninguém ensinou que não podia fazer. Ninguém tratou isso, Bullying”, diz o aluno.


“Foi uma bolada, um bofetão, amanhã pode ser coisa mais grave, pior né? Muito pior como a gente vê acontecendo aí”


A produção da TV Vanguarda procurou o conselho tutelar de Ilhabela. A recomendação em casos como esse é, primeiro, procurar a Diretoria de Ensino responsável pela escola envolvida. No litoral, a diretoria fica em Caraguatatuba. O Conselho Tutelar também pode ser procurado, para acompanhar o caso e orientar a vítima e os agressores psicologicamente. Em casos mais extremos, o próprio Conselho Tutelar pode registrar um Boletim de Ocorrência na polícia. Se os pais preferirem, eles mesmos podem ir até a delegacia para registrar a queixa.
 
Fonte: VNews

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