terça-feira, 21 de março de 2017

Espetáculo BULLYING nesta 5ª e 6ª no Teatrão de Rio Branco


2º BPM: Policial Militar realiza palestra sobre Bullying em Escola Municipal

JORNAL DIA A DIA

Três Lagoas, (MS) – No dia (17/03), por volta das 07h30min Policial Militar do realiza Palestra sobre Bullying em escola.
Após solicitação via ofício pela escola Municipal do Parque São Carlos, o 1º SGT PM Jefferson desenvolveu duas Palestras sobre Bullying, cujo assunto e práticas desse tipo de violência, infelizmente ainda estão em evidência na rotina das escolas entre jovens e crianças no ambiente de ensino. A palestra objetivou esclarecer o que é, quando, onde, como, quem e porque acontece Bullying no referido ambiente, bem como meios de se evitar esta violência.
AC | Assessoria de Comunicação Social do 2º BPM

Roger faz bullying consigo próprio após errar conta ao vivo

Para o ex-jogador, 25 dividido por 5 é igual a 3

POR NOTÍCIAS AO MINUTO


Roger faz bullying consigo próprio após errar conta ao vivo
© Reprodução/Sportv
Apresentador do programa "Troca de Passes", da SporTV, o ex-jogador Roger Flores pagou mico ao fazer uma conta de matemática ao vivo neste domingo (19) - para ele, 25 dividido por 5 é igual a 3. Mais tarde, o próprio Roger brincou com a situação ao publicar uma imagem nas redes sociais gozando de si próprio. "Algum professor de matemática aí? Essa conta tá f...", escreveu.

Ela sofreu bullying e já foi anã de Xuxa; agora será estrela de novela das nove

Juliana Caldas, atriz com nanismo que estará na próxima novela de Walcyr Carrasco - Divulgação
Juliana Caldas, atriz com nanismo que estará na próxima novela de Walcyr Carrasco

FERNANDA LOPES

NOTÍCIAS DA TV - UOL

Portadora de nanismo, a atriz Juliana Caldas, 30 anos, está prestes a realizar um sonho: terá um papel importante em uma novela. Ela foi selecionada pela Globo para interpretar uma anã, filha de Marieta Severo, que enfrenta a sociedade ao namorar um rapaz de estatura normal. Será uma das atrações da trama que Walcyr Carrasco escreve para a faixa das 21h, no ar a partir de outubro.

Juliana foi proibida pela Globo de dar entrevistas. Ela revelou toda a sua trajetória em uma recente participação no Programa Especial, da TV Brasil. "Adoraria fazer um drama. Gosto de comédia, mas gostaria de me desligar um pouco desse lado da comédia com o pequeno [de piada sobre anões], porque é sempre assim", disse ao programa da TV pública.

Juliana começou a carreira com teatro infantil no parque O Mundo da Xuxa, de Xuxa Meneghel (que fechou em 2015).

"Comecei a carreira em um parque de diversão, onde eu me fantasiava como personagens e fazia uma apresentação de 30 minutos para a criançada. Nesse parque infantil acabei conhecendo outros atores e quis trabalhar mais na área. Entrei em teatros musicais infantis", conta. Ela já atuou em espetáculos como A Bela e a Fera, Peter Pan e Barney e seus Amigos.

Com 1,22 metro de altura, a atriz já viu pessoas apontando e rindo de sua estatura. Em seu perfil no Facebook, publicou um depoimento sobre as dificuldades que enfrenta no dia a dia.

"Ser olhada em público tornou-se tão normal para mim que eu muitas vezes não percebo que isso está acontecendo até que afete a pessoa com quem estou. É uma experiência estranha no início, mas eventualmente você aprende a ignorá-la (...). Nós todos temos bagagem; uma pessoa com deficiência física só tem uma bagagem que não pode esconder. Uma altura ou qualquer outra coisa que não se tenha controle nunca deve reduzir o nível de amor e respeito que você tem por alguém", declarou.

Divulgação 
Juliana Caldas, atriz de 1,22 metro de altura


Mesmo com os olhares tortos, Juliana investiu na carreira artística e diversificou suas atividades também para a moda. Desde 2010, trabalha como modelo e faz parte de uma agência de moda inclusiva, que conta com outras profissionais com algum tipo deficiência, como paraplegia.
"Quando as pessoas descobrem que eu trabalho como atriz e modelo, elas ficam meio 'Nossa!'. Se espantam. Como atriz já estão um pouco mais acostumadas, mas como modelo se assustam, porque existe aquela ideia de modelo de 1,90 metro, magra, loira. E aí, quando olham para uma pessoa com nanismo, acham bastante diferente. [Mas ao] explicar o nosso trabalho, que é moda inclusiva, acabam achando até legal".
Desde que começou a trabalhar como modelo, Juliana já participou de editoriais e saiu na capa de uma revista. A profissão também mudou a forma com que ela enxerga e cuida de seu próprio corpo.
"Nunca saio de casa sem estar maquiada, arrumada, bem vestida. Uma dica que eu dou para quem está começando é primeiramente acreditar em si. Ter confiança no seu potencial, gostar de si. Todo mundo tem suas qualidades, tem que mostrar isso", afirmou.
Divulgação
Atriz será a primeira anã de Walcyr Carrasco
PioneiraA personagem de Juliana será a primeira anã escrita por Walcyr Carrasco para uma novela, mas o autor já tem um histórico de incluir em suas tramas casais com que superaram alguma deficiência com amor incondicional.
Em Amor À Vida (2013), Bruna Linzmeyer viveu Linda, uma garota autista. Rafael (Rainer Cadete) se apaixonou por ela, ajudou em seu desenvolvimento psicológico e em sua inserção na sociedade. Já em Caras & Bocas (2009), a atriz deficiente visual Danieli Haloten interpretou a personagem Anita. Ela e o garçom Anselmo (Wagner Santisteban) se apaixonaram e formaram uma família no final da trama.
Orgulhosa de ter sucesso em sua profissão, Juliana procura conscientizar outros portadores de necessidades especiais a se esforçarem e exigirem seu lugar na sociedade.
"Temos muito ainda que lutar. Temos muitos direitos, e há pessoas que não conhecem os direitos que têm. Vamos levantar a cabeça, nos conhecer, saber o que a gente é capaz de fazer. Eu acredito que ainda vamos ter um mundo mais com a nossa cara", declarou. 


Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/novelas/ela-sofreu-bullying-e-ja-foi-ana-de-xuxa-agora-sera-estrela-de-novela-das-nove-14479#ixzz4bxYFojf7 
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segunda-feira, 20 de março de 2017

BULLYING em Rio Branco

Agência AC, Governo



Cia Atores de Mar' estará em Rio Branco co BULLYING

Gazeta do Acre

BULLYING, Rio de Janeiro/RJ, 2013


BULLYING, Rio de Janeiro/RJ, 2013.
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Muito bom vivenciar esses momentos com o público sempre atento. 
BULLYING - 14ª temporada. Mais de 500 mil espectadores.

#bullying #EUdigonãoaobullying #CiaAtoresdeMar'#turnê2017 #teatro #escola #colégios #professores#coordenadores #alunos #debate #viagem #livros#leitura #ler #livro #cultura #arte #vida #RJ#RiodeJaneiro #Baronesa

Cd BULLYING - Música DE VIOLÊNCIA JÁ ESTAMOS CHEIOS

Larissa Manoela revela que recebe cantadas de meninas e confessa: “Já sofri bullying”

TV FOCO

A atriz Larissa Manoela. (Foto: Divulgação)
A atriz Larissa Manoela. (Foto: Divulgação)
A atriz Larissa Manoela está de volta ao Brasil depois de uma temporada nos Estados Unidos. A contratada do SBT conversou com o jornalista Leo Dias e revelou que recebe cantadas de meninos e meninas.
Quando perguntada como lida com o assédio, ela disse. “Natural… Os meninos são mais comedidos do que as meninas.” A loira aproveitou ainda para reafirmar que está solteira.
Lari, como gosta de ser chamada, revelou gostar de ser famosa, mas contou qual é o lado ruim disso tudo. “A parte da fama que gera desconforto são as notícias falsas, mas sempre procuro me posicionar nas minhas redes sociais e em veículos idôneos sobre a verdade e meus fãs sempre me acompanham me dando força e ajudando a desmentir essas más notícias.
Sobre a notícia da compra de uma casa em Orlando com inúmeros banheiros, Larissa revelou que é um empreendimento familiar. “Meus pais sempre preferiram investir em imóveis por ser uma forma de segura de aplicar o dinheiro e a compra dessa casa de Orlando é um investimento e fará parte de um projeto que irei compartilhar em breve com meus fãs.
Por fim Larissa, que começa a gravar a nova novela do SBT no segundo semestre desse ano, confessou o que ninguém sabia dela. “Por incrível que pareça eu sou tímida e já sofri bullying.”
Fonte: http://www.otvfoco.com.br/larissa-manoela-revela-que-recebe-cantadas-de-meninas-e-confessa-ja-sofri-bullying/#ixzz4bs1uWFxL

Minissérie Big Little Lies é ótimo drama sobre a mulher contemporânea


Com Reese Witherspoon, Nicole Kidman e Shailene Woodley, produção reúne personagens e histórias fortes sobre bullying e violência doméstica

Por: Fernanda Guerra - Diario de Pernambuco
Maternidade, bullying e violência doméstica são alguns dos assuntos abordados na trama de oito episódios. Foto: HBO/Divulgação
Maternidade, bullying e violência doméstica são alguns dos assuntos abordados na trama de oito episódios. Foto: HBO/Divulgação
Com produções como WestworldGame of thrones e Girls, o portfólio da HBO ganhou mais um título forte. A minissérie Big little lies, baseada no livro homônimo de Liane Moriarty, é um drama misterioso que se desenvolve a partir de temas como bullying, violência doméstica, assédio sexual, traição e maternidade. Performances fortes, personagens cativantes, fortes e realistas, construção da narrativa e trilha sonora impactante facilmente prendem a atenção do público.

O seriado de David E. Kelley é exibido aos domingos na HBO. Os quatro episódios iniciais estão disponíveis na plataforma HBO GO - o quinto vai ao ar neste domingo, às 23h. O pontapé inicial é a chegada de Jane (Shailene Woodley) em uma pequena cidade na Califórnia. O primeiro episódio acompanha o começo do período letivo na escola, onde o filho dela, Ziggy, passa a estudar. Logo na primeira aula, ele é acusado de agredir uma garota, filha de Renata, uma das mães bem-sucedidas da escola.

A acusação desencadeia uma série de intrigas e rivalidades entre mães de alunos, que acabam em assassinato. A produção também conta com Madeline e Celeste, vividas por Reese Witherspoon e Nicole Kidman, ambas com excelentes atuações. Com duas linhas de tempo - uma no passado e outra no presente -, a trama gira em torno de duas incógnitas: quem são o assassino e a vítima da história. Os depoimentos de testemunhas no processo de investigação demarcam o período atual.

Ainda no campo do suspense, a série desenvolve um mistério em torno de bullying. A intimidação de quem sofre a prática e os traços característicos de quem pratica o ato dão substância à série, que também deve permear as consequências futuras das vítimas. O assunto está presente em outros seriados do momento, como Riverdale, série da CW exibida na Warner, e 13 reasons why, produzida por Selena Gomez, com estreia marcada para o dia 31 de março na Netflix. 

Madeline é quem acolhe Jane, mãe solteira escanteada após a acusação. A série também aprofunda temas densos como violência contra a mulher, dilemas da vida adulta e novas formas de família. Celeste, por exemplo, abandou a carreira como advogada em prol da vida matrimonial e para se dedicar aos filhos gêmeos. Aparentemente com uma vida perfeita, sustentada pela imagem irreal de redes sociais, ela é vítima de agressão doméstica.

Larissa Manoela fala de intimidade, assédio de ambos os sexos e bullying


A maior ídolo teen do Brasil também falou de seus ídolos, da casa de quase R$3 milhões que comprou em Orlando e alguns assuntos polêmicos. Confere!

blastingnews.com
Depois de uma boa temporada em Orlando, nos Estado Unidos, curtindo sua mais nova aquisição, a gatinha volta ao Brasil e agora mais madura fala sobre o futuro e alguns assuntos mais polêmicos. A ídolo teen que está com 16 anos deu uma entrevista ao colunista Leo Dias, do jornal "O Dia". Fez revelação pessoal importante sobre bullying.

#Larissa Manoela iniciou a entrevista dizendo que, nessa nova fase no Brasil, espera fazer muitos shows e apresentações. O primeiro, em Vitória/ES, que ocorreu neste domingo (19), foi um sucesso de público. Ela disse que o sucesso depende da animação do público. E espera que esse ano seu público esteja com a energia "lá em cima".
A estrela na novela do SBT ‘Cúmplices de um Resgate’ já acertou em sua emissora um novo projeto para 2017 deve grava um filme, ‘Fala Sério, Mãe’.

Larissa quando perguntada sobre quantos produtos licenciados possui, nem mesmo sabe fazer a conta, mas cita bolsas e acessórios, sapatos, perfume e cosméticos, moda praia, fitness, festa, casual, óculos e boneca.
A estrela do SBT disse que sua rede social preferida é o Instagram, que não perde a companhia de seus livros preferidos e que jamais negligencia, quando o assunto é estudo. Ela diz que consegue conciliar colégio, cachorros, amigas e tudo que uma garota de sua idade gosta de fazer.
Justin Bieber e Selena Gomez são seus ídolos e ainda afirma que ir ao Shopping sem ser reconhecida é uma das coisas que hoje é impossível fazer. Mas revela que adora o #Assédio dos fãs e que possui uma relação de amor e carinho com eles. Quando questionada se já passou por situação difícil com fãs ,ela disse que já teve o quarto invadido por um fã, mas que tudo foi contornado.
Ela ainda se revela católica e que tem mania de mexer nas ponta dos cabelos.
A entrevista foi ficando mais quente e Leo Dias perguntou sobre o assédio. Larissa fez uma revelação incrível. Ela disse que sofre assédio de ambos o sexo e ainda revela que os meninos são mais comedidos. "As meninas são muito mais atiradas", revela a gata.
Larissa ainda afirmou que está solteira, e não quis falar sobre seu último e conturbado namoro. A gatinha afirmou que não faz dieta para manter o corpo magro mas procura fazer uma alimentação saudável.
Sobre a casa que recentemente comprou em Orlando, ela fez questão de confirmar que a decisão foi conjunta com seus pais que preferem investir em imóveis e que tem um projeto de trabalho para o imóvel e que em breve deve divulgar aos fãs.
Para finalizar Leo Dias pediu para ela revelar algo que seus fãs ainda não conheciam. Ela disse que é tímida e sofreu "bullying" na infância.#meninos e meninas

domingo, 19 de março de 2017

Cd BULLYING - Música LIMITES

Depoimento BULLYING


Ashley Graham dá sua melhor dica para ter confiança

Modelo participou de evento e falou sobre bullying e amor pelo próprio corpo.



Ashley Graham é, com certeza, uma das modelos mais bonitas da atualidade – tanto por dentro, quanto por fora. E a sua última entrevista sobre sabedoria no bullying e amar o seu corpo é a prova disso.



Durante o aniversário de 25 anos da Urban Arts Partnership, que aconteceu esta semana, Ashley falou da quantidade de mulheres que falam para ela que são vítimas de bullying por conta de seu peso, uma coisa que a modelo diz se identificar completamente.
“Nada me surpreendeu de verdade”, ela disse, de acordo com a People. “Eu vivi exatamente o que vocês estão vivendo. Eu vivi a tormenta dos xingamentos. Eu vivi a tormenta do meu namorado terminar comigo por ter medo de que eu ficaria muito gorda mais para frente. Nesse mesmo ciclo, não importa a qual geração você pertença. Toda criança e adolescente passará pela mesma coisa”.
Ashley Graham
(Reprodução/Cosmopolitan)
Mas em vez de deixar esses ex-namorados bem idiotas e outros que a atacavam a atingirem, Ashley aprendeu a amar suas curvas e todos os centímetros de seu corpo, até naqueles dias em que ela não estava tão confiante.
“Eu acordo alguns dias e penso ‘sou a pessoa mais gorda do mundo’ – mas é sobre como você lida com isso”, disse. “Eu olho no espelho e me reafirmo, de forma bem simples. Digo ‘você é intensa, você é brilhante e você é linda’. E se a minha ‘pochete’ está extremamente molinha naquele dia, eu digo ‘pochete, você é fofa’”.
Ashley Graham
(Reprodução/Cosmopolitan)
Quando questionada sobre a melhor forma de ter confiança em seu corpo, Ashley disse que a sociedade ainda tem muito a aprender. Entretanto, ela adicionou que acredita que quanto mais mulheres que amam seus corpos, independentemente do que chamam de “imperfeições”, é uma boa forma de começar.
“Ter muitos exemplos, mais mulheres que digam ‘sim, eu tenho celulite, sim, até nos meus braços, e não só nas pernas. Meu bumbum tem um formato esquisito, mas, quer saber de uma coisa? Tanto faz, eu vou arrasar mesmo assim’”, disse. “Eu acho que se tivéssemos mais exemplos assim, pessoas que falam a verdade sobre seus corpos, o mundo seria um pouco diferente”.
E nós assinamos embaixo!

“O meu agressor anda comigo no bolso”

OBSERVADOR 
 Ana França
As ofensas, o gozo, os e-mails difamatórios, as fotografias tiradas no balneário. Na era da internet, o bullying é uma nódoa negra permanente. Nada se esquece e tudo se partilha.
O principal risco para as crianças é que os pais e os educadores por vezes relativizam este tipo de violência como uma coisa banal, como só mais uma parte de se ser adolescente. Só que o bullying acontece nas idades que nos definem, naquela altura em que ter muitos amigos, ser convidado para festas de aniversário, ou ser escolhido em primeiro lugar para as equipas na aula de Educação Física são as batalhas mais importantes do mundo. O bullying não é apenas gozar com miúdo que é mais baixo que os colegas de turma. É um ataque sistemático e premeditado a alguém que vai deixando de acreditar, à medida que lhe espezinham a auto-estima, que é digno de amor e respeito no futuro.
bullying é um problema sério, com uma influência direta e documentada nas tendências suicidas dos jovens de todo o mundo. Em Portugal este fenómeno ainda não está bem estudado, até porque os pais e os educadores precisam de mais formação para identificarem os alertas nas crianças e para estarem atentos ao que se passa dentro dos computadores e dos telemóveis. “É essencial que os professores e os pais entendam que aquele miúdo mais calado ao fundo da sala, que chega a casa com dores de cabeça e dores de barriga pode não ser apenas uma criança tímida mas sim uma criança que já não comunica com medo de ser gozada”, defende, numa entrevista ao Observador, Rosário Carmona. A psicóloga será uma das oradoras no debate “Novas tecnologias: Uso ou abuso?” que acontece este sábado, em Aveiro, organizado pelo SIPE – Sindicato Independente de Professores e Educadores.
Na semana passada, o caso da adolescente de Ponte de Lima que fugiu de casa cinco dias para se ir encontrar com um rapaz de 24 anos que já tinham sido identificado pela Polícia Judiciária como alguém “com perfil de predador online”, voltou a colocar a questão da segurança dos jovens no meio digital em primeiro plano. Infelizmente, já nem é possível contar os casos de homens — e algumas mulheres — que fingem serem outras pessoas na internet para aliciar jovens a enviar fotografias e vídeos em situações comprometedoras. Alguns chegam mesmo a convencer as vítimas a marcar um encontro, e não é preciso dizer o perigo que isso acarreta — ou é? “É sim. Parece óbvio para um migrante digital, que tem noção do que é a interação social antes da internet, mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia, mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos. Esta é a realidade de muitos adultos, e de muito mais crianças”, explica Rosário Carmona.
“O papel dos professores é essencial e a formação de professores e auxiliares tem que ser uma prioridade nas escolas”, defende, na mesma sala, Júlia Azevedo, presidente do SIPE. “A tecnologia é ensinada em aulas específicas, mas como estamos sempre a correr para dar o programa resta pouco tempo para incluir nas aulas essas advertências essenciais em relação aos perigos que se escondem em algo que os alunos utilizam todos os dias”. Na opinião da professora, falta “flexibilidade de horários e conteúdos”. Rosário Carmona e Júlia Azevedo já têm ideias. Por exemplo, nas aulas de Português ou Psicologia um dos trabalhos podia ser conduzir uma entrevista com um especialista em cyberbullying, e, em Matemática, construir um gráfico com a evolução da prevalência deste problema nos vários países da Europa”, dizem à vez.
"As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying".
Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude
Alguns dos casos mais conhecidos chegam-nos pela imprensa estrangeira. Amanda Todd tinha 15 anos quando se suicidou, em 2012, em sua casa, depois de uma fotografia do seu peito ter sido partilhada por um homem que a chantageou por mais de dois anos. Aydin Coban, o agressor de Amanda, foi preso na quinta-feira e vai passar 11 anos na prisão. Também Jessica Logan, uma jovem de 18 anos de Cincinnati, escolheu acabar com a própria vida depois uma imagem do seu corpo nu ter sido partilhada centenas de vezes pelo namorado na rede social pré-Facebook, o MySpace, depois de ela ter terminado a relação. A chantagem está quase sempre subjacente a esta forma de violência e os golpes chegam de várias direções.
“As formas de subjugação e violência possíveis na internet são inúmeras. Por exemplo, um agressor pode criar uma página na internet e colocar insultos ou fotos da vítima, ou então pode fazer circulá-las pelo Whatsapp ou outro chat, ou criar grupos fechados por exemplo no Facebook onde circulam comentários ofensivos à pessoa alvo do cyberbullying“, diz Rosário Carmona.
Os jovens que chegam ao seu consultório trazem histórias que a ficção não conseguiria conjurar. Rosário Carmona conta a história de um jovem que é vítima de cyberbullying e que sabe perfeitamente que existe um grupo no Facebook criado para dizer mal dele. “Às vezes, os seus agressores concedem-lhe acesso, outras vezes bloqueiam-no. Numa das consultas ele disse-me que não sabia se era pior estar lá dentro e ler o que diziam dele, ou se era quando não podia ver, porque ficava horas a imaginar as coisas horríveis que estariam a circular”, exemplifica a psicóloga que além de um jogo de tabuleiro para tentar que as crianças e os pais se reúnam à volta destas questões tem um livro de perguntas e respostas para educadores e pais — “iAgora?” — que deve sair no início de abril.
"Para um migrante digital é óbvio que a internet representa um outro mundo, porque existe a noção do que é ou foi a interação social antes da internet mas nas redes sociais as coisas parecem sempre relativamente inofensivas. É só uma mensagem, qual é o problema? Se um homem nos abordar na rua começamos a correr ou chamamos a polícia mas na internet expomo-nos mais, baixamos as defesas, somos desconhecidos, até podemos ser anónimos".
Rosário Carmona, Rosário Carmona, psicóloga clínica especializada em problemas da juventude
Apesar de não existirem estudos exaustivos realizados recentemente no nosso país, existe um publicado em 2014 (comparando dados de 2010 e 2014) pelo EU Kids Online, uma plataforma financiada pela União Europeia e sediada na London School of Economics que estuda os hábitos de utilização da internet dos jovens europeus, em parceria com um outro projeto com o mesmo objetivo, o Net Children Go Mobile. Os investigadores entrevistaram 28 mil jovens e a conclusão é que o fenómeno está a crescer. Em Portugal, Dinamarca, Itália, Irlanda, Roménia, Bélgica e Reino Unido, os sete países analisados, os dados mostram um aumento dos oito para os 12 por cento.
O crescimento aconteceu sobretudo entre as raparigas, e entre o grupo mais jovem do estudo (nove aos 16 anos). Outro dado preocupante é que o contacto com imagens ou informação de cariz sexual através das redes socais também aumentou (de 26 para 28%) na mesma faixa. Em quatro anos, as raparigas, que já eram o grupo mais vulnerável, ficaram ainda mais expostas (de 12 para 19 por cento).
Cristina Ponte, uma das investigadoras da equipa que tratou os dados dos jovens portugueses no estudo, destaca que, no nosso país, o dado mais interessante é que as crianças têm um acesso à internet quase universal, o que também acaba por os expor mais a mais riscos.

Já em 2016, Tito de Morais, autor do “Cyberbullying, Um Guia para Pais e Educadores” e fundador da página Miúdos Seguros na Net, disse que a violência propagada pelo espaço digital “atinge hoje entre 10 a 20% dos jovens portugueses mas “mas a sua verdadeira prevalência não se conhece”.

Repercussões perpétuas

Nos recreios dos idos anos 90, e nos de todas as décadas que lhe antecederam, as ofensas resolviam-se disferindo uma pior, ou, no máximo, um soco. A vergonha, fora nos casos mais graves, fazia mossa apenas até ao próximo miúdo ser gozado, ou pelo menos cessava quando a vítima se libertava das paredes das escola. Agora, o palco para este tipo de violência é, potencialmente, todo o mundo.
“Para que exista uma situação de bullying a violência tem que ser intencional, persistente e tem que haver um desequilíbrio de poder. Na internet tudo isto é mais fácil, mais rápido e mais abrangente”, explica Rosário Carmona, que completa com um exemplo.
“Uma das adolescentes que eu acompanho confessou que decidiu, com uma amiga, criar um email em nome de uma outra rapariga da escola e escrever, a partir daquele e-mail falso, e-mails para todos os rapazes da turma oferecendo-se para dormir com eles. Isto causa problemas complicados de perceção, e essa ‘fama’ é de uma grande violência para as raparigas nestas idades”.

Uma criança que seja vítima de cyberbullying não consegue ver um fim para o seu sofrimento e por isso “o risco de suicídio aumenta três vezes em relação ao bullying presencial”, diz Rosário Carmona.
O palco alarga-se e o controlo escorre-lhes das mãos. “Há duas características principais que distinguem os dois tipos de bullying. Uma é o palco e outra é o controlo. Uma fotografia comprometedora na internet pode ser partilhada centenas de vezes em poucos segundos, adquire uma exposição muito mais vasta, o palco é infinito. Por outro lado, o controlo deixa de existir como o conhecemos. Estou a ser agredida mas não o consigo evitar, não o consigo enfrentar. Não sei quem fez o site sobre mim, ou o print screen, quem publicou as ofensas ou as fotos, quantas pessoas viram, ou quando vai parar”, diz a psicóloga que há mais de uma década acompanha dezenas de jovens que todos os dias sofrem com este tipo de abuso cobarde e anónimo.

Terra de ninguém

Tal como na maioria dos casos de abuso fora dos meios digitais, as vítimas muitas vezes optam por não recorrer à ajuda dos pais, nem dos professores. Fecham-se, porque anteveem o pior caso denunciem os seus agressores: temem, em primeiro lugar, que a agressão se intensifique, depois têm vergonha de contar os abusos em si. Quando a vítima deixa de reagir ao abuso e depois volta a reagir, sem querer, está a ensinar ao agressor a partir de que ponto é que começa a obter uma reação “, diz Rosário Carmona.
Esperam que passe. Os pais, mesmo os que sabem, esperam que passe. “Só que raramente passa e os pais tendem a ignorar”, diz a psicóloga. Às vezes, na tentativa de ajudar, ainda causam mais ansiedade. “Alguns pais optam por retirar o computador, ou o acesso às redes sociais, ou o telemóvel. Alguns miúdos dizem-me que não falam com os pais porque têm a certeza que eles lhe vão retirar o telefone. Só que impedir o uso do telefone muitas vezes ainda desestabiliza mais”.
Isto apesar de Rosário Carmona defender uma restrição ao uso da internet e aconselhar que os pais controlem o que os filhos consultam, incluindo pedindo-lhes as passwords para as redes sociais, prometendo respeitar a privacidade e intervindo apenas em situações suspeitas. Alguns pais também lhe dizem que “não se querem meter” porque “não sabem utilizar muito bem a internet” mas, na opinião da psicóloga, os pais não precisam de saber utilizar redes sociais, ou qualquer outra plataforma, para proibirem alguma coisa que está claramente a afetar o comportamento dos seus filhos, ou pode colocá-los em perigo, ou quando têm alguma suspeita de que estejam a ser sujeitos a algum tipo de violência”.
A internet são fios invisíveis. Fios que ligam toda a gente sem que ninguém perceba quem está ligado a quem. “É muito possível que uma situação de cyberbullying se passe durante muito tempo sem ninguém reparar, porque muitas vezes os agressores não ofendem publicamente. Uma das minhas pacientes estava sentava nas aulas na mesma carteira que a sua agressora e aquilo deixava-a tão angustiada que começou a baixar consideravelmente o seu aproveitamento escolar”. Só mais um exemplo.
cyberbullying, diz Rosário Carmona, é uma “terra de ninguém” porque “a escola não quer assumir o problema e os pais não sabem o que se passa, por isso também não agem. É por isso que a formação e a educação das crianças é tão importante. É absolutamente essencial que os pais saibam ensinar aos jovens as competências para lutarem eles contra isto: assertividade, interação, tolerância à frustração, regulação do comportamento e adiamento da recompensa”, explica.
O que isto quer dizer, basicamente, é que há ferramentas que ajudam a lutar contra todas as adversidades da vida, e que os jovens estão a perder, porque hoje a regulação dos comportamentos é sempre feita através de um estímulo externo. Depende-se do iPad para uma criança comer, por exemplo, o que quer dizer que a paciência para esperar, a capacidade para esperar pela resolução de uma situação desagradável, a resiliência, tudo isto está em causa quando falamos não do uso mas do abuso da utilização da internet.
Rosário Carmona pergunta a Júlia Azevedo em que deve focar a apresentação que irá fazer em Aveiro. “Sinais de alerta, sinais de alerta, sinais de alerta”, responde a professora, que não se cansa de frisar que a formação é essencial para todos os membros da comunidade escolar que têm de estar preparados para identificar estes alunos. “Tanto as vítimas como os agressores”, diz a professora, “porque os agressores, muitas vezes já foram vítimas e as vítimas estão a um click de se tornarem agressores”.