quarta-feira, 28 de março de 2012

Bullying pode levar jovens a beber em excesso

É comum assistirmos notícias frequentemente revelando uma sociedade cada dia mais agressiva. Aparentemente inocentes, brincadeiras de mau gosto ou apelidos pejorativos podem estar relacionados a atos de violência física e psicológica. Difamar, constranger, ameaçar e até mesmo agredir fisicamente são atos considerados como bullying, problema que oferece sinais ainda no ambiente familiar. Isto porque o jovem mantém atitudes desafiadoras e agressivas em relação aos familiares, por meio de arrogância na maneira de agir, conversar e se vestir, demonstrando capacidade em manipular e se safar de confusões.

Violência e desestruturação familiar servem de exemplo para a análise de pais na busca de como educar seus filhos. A psicóloga Ângela Marina Kefalás Barbosa, especialista em Psicologia Infantil e Familiar, revela que, no cotidiano, as relações interpessoais têm sido mais agressivas. “E é na fase escolar que elas ficam evidenciadas, com desrespeito, o afrontamento à autoridade, as brigas e agressões, as ameaças e intimidações a colegas. Adolescentes têm a internet como aliada para ofender e expor colegas. Intimidados e sem saber como agir, os pais cedem às imposições dos filhos”, revela.
 
Para ela, a educação sem limites é desastrosa, pois evidencia o adoecimento psíquico e a desestruturação das pessoas. “O predomínio do princípio do prazer e o não controle da impulsividade decorrem de um protecionismo exagerado dos pais e infantilização do filho, tornando-o incapaz de respeitar regras e
 
limites e de assumir responsabilidades”, afirma a especialista. Ela destaca que, evitando que sofram frustrações, assumindo os erros e irresponsabilidades dos filhos, os pais acabam atrasando o amadurecimento dos mesmos. “A liberdade que deveria ser proporcional à responsabilidade está inversa. O consumismo exagerado e a competitividade trazem como consequência o estresse, a ansiedade, o medo e a angústia”, esclarece Ângela. E esse ambiente pode levar vítimas e agressores ao consumo excessivo de álcool e drogas. (TM)

Fonte: JM Online

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