sábado, 5 de junho de 2010

BULLYING: debater tema com alunos é opção saudável para banir problema da sala de aula

Fonte de traumas psicológicos e baixo rendimento escolar, o bullying é uma realidade nas escolas brasileiras e o assunto está na agenda dos pedagogos e educadores.

Há poucos dias, um estudante de 12 anos precisou passar por uma intervenção cirúrgica devido a uma agressão ocorrida dentro da unidade de ensino localizada na Avenida M-17, no Jardim Hipódromo. O caso foi parar na polícia e no Conselho Tutelar.

"Meu filho estava na escola, quando veio outro aluno e deu um soco nas costas dele, e outro o chutou na região genital", conta a mãe Ivaneide dos Santos.

O aluno ficou a aula toda com dor e, quando chegou em casa, não aguentou e começou a chorar. "Ele ficou segurando na escola de vergonha e não falou pra ninguém", fala.

Segundo pesquisa divulgada pela organização não-governamental (ONG) Plan Brasil, quase um terço (28%) dos 5.168 estudantes brasileiros entre a 5ª e 8ª séries do primeiro grau sofreram maus-tratos em 2009.

Quando esses maus-tratos são recorrentes, acontecendo mais de três vezes no mesmo ano, configuram, de acordo com a metodologia da pesquisa, em bullying. O termo designa todo o tipo de atitudes agressivas, verbais ou físicas, praticadas repetidamente por um ou mais estudantes contra outro aluno. Estiveram envolvidos em bullying 17% dos estudantes: 10% como vítimas, 10% como agressores, sendo que 3% eram tanto os que sofreram como praticaram os maus-tratos.

Os mais atingidos por esses fatos são os meninos. Segundo o estudo, 12,5% dos estudantes do sexo masculino foram vítimas desse tipo de agressão, número que cai para 7,6% entre as meninas. A sala de aula é apontada como local preferencial das agressões, onde acontecem cerca de 50% dos casos relatados.

Em Belo Horizonte (MG), um estudante da 7ª série de um colégio particular foi condenado a pagar uma indenização de R$ 8 mil pela prática de bullying. Na ação, a colega de classe relatou que, com pouca convivência, o garoto passou a lhe colocar apelidos e a fazer insinuações, que se tornaram frequentes com o passar do tempo.

Em Rio Claro, para que o bullying não tome estas proporções, a orientadora educacional Walkyria Gonçalves Reganhan desenvolve um trabalho de aconselhamento com alunos da 5ª e 6ª série no Colégio Puríssimo.

Os estudantes já se reuniram em assembleia para conhecer, debater e identificar o problema que se faz presente na rotina escolar. "Nossa estratégia tem se mostrado eficaz. A orientação que passamos para a criança é, se ela se sentir vítima, demonstrar seu descontentamento para o colega que o agride. Caso isso não seja suficiente, ela deve procurar o apoio de um adulto, no caso a equipe de educadores do colégio", diz Walkyria.

A xenofobia também chega a ser um componente dos casos de bullying, afirma a orientadora. "Temos muitos filhos de estrangeiros que, às vezes, são hostilizados", comenta.

Com a aplicação do programa anti-bullying, as reclamações deste tipo à direção da escola diminuíram drasticamente. Isso porque os alunos aprenderam a identificar o problema e resolver entre eles mesmos, sem interferência de pais ou professores. "Conseguimos torná-los agentes fiscalizadores e formadores de opinião entre seus colegas", conclui Walkyria.

Na Câmara Federal está tramitando um projeto que cria o Programa de Combate ao Bullying. Se aprovado, o Programa vai estabelecer medidas de capacitação de professores, campanhas para orientação dos pais e campanhas de conscientização da sociedade. Além disso, o programa tem como objetivo viabilizar a assistência psicológica, social e jurídica a vítimas e agressores.

A proposta, de autoria do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), está sendo analisada pela comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e depois tramitará nas pastas de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se todas as comissões aprovarem, o projeto não precisará ser votado pelo plenário, segue direto para o Senado.

Fonte: JC Rio Claro, por Rodrigo Salles

Pesquisa revela que jovens se culpam pela violência nas escolas

A violência no ambiente escolar virou tema de pesquisa realizada por uma aluna do 5º ano do curso de Psicologia, da Universidade de Taubaté. Aline Gomes Cazarim realizou o estudo em quatro escolas da rede de ensino público em Taubaté e ao concluir o trabalho descobriu que os jovens acreditam que a quebra da harmonia familiar, a violência doméstica, a negligência familiar, o desemprego e a desigualdade social são responsáveis pelo seu comportamento violento.

Um ponto do estudo, que preocupou a pesquisadora é o fato dos jovens se sentirem responsáveis pela violência dentro do ambiente escolar. “O jovem incorpora este discurso o que isso faz com que a sociedade não reflita sobre outros fatores ligados à produção da violência como o desemprego, a corrupção no meio político e tantos outros”, diz Aline.

Já para professores e gestores, a violência está ligada à ausência de políticas educacionais por parte do governo, a violência global e a falta de diálogo e parceria entre os pais e a escola. “Prevenir a violência é promover o diálogo e criar um espaço de criatividade. Para isso, cada escola precisa entender sua realidade, buscar ajuda, reivindicar direitos, exercer deveres e construir um contexto de humanidade", conclui a estudante.

Violência escolar ou Bullying

A violência escolar ganhou proporções preocupantes. Um estudo realizado, em 2008, pela organização não-governamental International Plan, que atua em 66 países e defende os direitos da infância revela que 70% dos 12 mil estudantes pesquisados em seis Estados brasileiros afirmaram terem sido vítimas de violência escolar.
Para tanto, estudiosos atribuíram um novo termo, o "Bullying", palavra em inglês que traduzida siginifca intimidação. Este fenômeno presente dentro das escolas é definido por pesquisadores como "atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro".

Fonte: Agora Vale

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Prevenindo e remediando o bullying

Bullying é mais uma palavra de origem inglesa que, infelizmente, invadiu nosso cotidiano. Ainda sem tradução para o português, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Agressões, assédios e ações desrespeitosas praticadas de modo intencional e recorrente por parte dos agressores, no âmbito escolar, caracterizam o bullying que, diga-se, deve ser tão antigo quanto a própria instituição denominada escola. Bullying - Mentes perigosas nas escolas - como identificar e combater o preconceito, a violência e a covardia entre alunos, da médica Ana Beatriz Barbosa Silva, professora honoris causa pela UniFMU (SP) e presidente da AEDDA - Associação dos Estudos do Distúrbio do Déficit de Atenção (SP), teve nova edição lançada há poucos dias pela Editora Objetiva. A autora analisa as várias formas do bullying, investiga com profundidade os vários aspectos da questão e, no capítulo final, propõe o que pode ser feito para enfrentar a questão. Nas páginas finais da obra, a autora relaciona sites úteis, dicas de filmes e farta bibliografia sobre a matéria. A autora trata do bullying desde o início, fala do começo dos estudos científicos sobre o tema, no início da década de 1970 e apresenta casos estrangeiros e brasileiros sobre a questão, bem como informações sobre projeto de lei de iniciativa de deputado paulista sobre a matéria. A autora traça um panorama global da juventude em tempos modernos e, em capítulo importante do livro, traz depoimentos de celebridades como Bill Clinton, Madonna, Tom Cruise, Michael Phelps e David Beckham sobre suas trajetórias vitoriosas e sobre o bullying. Os leitores vão constatar que muitos famosos também já sofreram na mão de colegas no tempo escolar e vão saber como eles transformaram o limão em limonada. O livro da doutora Ana Beatriz traz informações necessárias para alunos, pais, professores e profissionais de diversas áreas para lidar com tema tão relevante e atual e procurar soluções pacíficas que se traduzam no melhor caminho para todos. Acima de tudo, a obra nos revela que é melhor prevenir do que remediar, que é preciso lidar cotidianamente e em conjunto para evitar danos e traumas que podem marcar vidas para sempre. Editora Objetiva, 188 páginas, www.objetiva.com.br.

Fonte: Jornal do Comércio

Bullying em debate na Expoeste

No próximo dia 15 de Junho, entre as 10h30 e as 12h30h, decorrerá na Expoeste, o encontro sobre “Comportamentos de Bullying entre pares: sinais, implicações e sugestões de intervenção”. Este contará com Sónia Seixas, docente na Escola Superior de Educação de Santarém e autora de um estudo sobre esta temática.

A acção dirige-se a professores, educadores, auxiliares de acção educativa, encarregados de educação, profissionais interessados pelo tema e estudantes.

As inscrições são gratuitas mas obrigatórias e devem ser feitas no site www.plio.pt/inscricoes
Para mais informações consultar o site www.plio.pt ou ligar para o tel. 2626970744.

Fonte: Gazeta das Caldas

Câmara institui dia de prevenção e combate ao bullying

O dia 15 de julho passa a ser o Dia Municipal de Prevenção e Combate ao Bullying Escolar, em Venâncio Aires. A iniciativa da vereadora Izaura Bergmann Landim (PP) deve se tornar lei nos próximos dias, quando o prefeito Airton Artus sanciona o projeto, aprovado por unanimidade pelos vereadores na sessão ordinária de 31 de maio. Conforme a vereadora, a intenção é promover no âmbito escolar e na sociedade o debate sobre esse tipo de violência nos colégios, contribuindo para o processo de informação, reflexão e desenvolvimento de ações que possam visar ao diagnóstico e prevenção do problema.

“Bullying” é o termo utilizado para se referir a todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro e que causam dor e angústia. “O bullying somente há pouco tem sido alvo de atenção das políticas públicas na educação”, diz Izaura.

Fonte: Jornal Gazeta do Sul

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Menino de 12 anos sofre bullying em um dos melhores colégios do Brasil

O pai do estudante já procurou ajuda do Ministério Público

m estudante de 12 anos sofre constrangimentos diariamente, até mesmo durante as aulas. Nos últimos dois anos, as agressões constantes – chamadas de bullying – aumentaram. O aluno sofre de uma doença conhecida como lábio leporino.

Os pais do garoto tentam resolver o problema sem tirá-lo do Colégio de Aplicação da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um dos melhores do país.

José Luis da Silva, pai do aluno, procurou o Ministério Público, cobrando uma posição da escola, que pode ter que assinar um termo de ajustamento de conduta. O colégio não quis comentar o caso.

Fonte: www.oriobranco.net

TEM UM VÍDEO NO SITE

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Primeira Edição do Congresso Estudantil de Teresópolis, RJ


Que debate o tema “bullying” entre estudantes do município
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Começa hoje no Sesc Teresópolis o 1º Congesso Estudantil de Teresópolis, o Conest, debatendo o “bullying” a partir do tema “Vida de Estudante – Ralos, rolos e desenrolos”. Das 8h30 às 17h, os jovens participarão de atividades como palestras, debates e apresentações de teatro e música.

O tema foi escolhido pelos representantes de 21 colégios, entre públicos e particulares, que participam do Conselho Juvenil. “Será o primeiro congresso estudante que vamos fazer na cidade. Serão palestras e ações em um dia inteiro, para alertar os jovens do que foi falado em uma palestra realizada no Cedal, sobre bullying e temas que têm acontecido não só em Teresópolis, mas em outros locais. Isso porque, em muitos jornais, as principais matérias são quanto a coisas ruins que vem acontecendo com os jovens, e a finalidade é fazer com que o jovem se toque mais da realidade de Teresópolis e do Brasil”, explanou a estudante Neide Albuquerque, representante do Colégio Estadual Campos Salles.

A realização e organização do encontro é da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso de Teresópolis, e todas as escolas participantes do conselho poderão mandar um a cada 50 alunos para acompanhar as atividades, sendo no mínimo cinco alunos por escola acompanhados por um responsável.

Fonte: O Diário de Teresópolis

terça-feira, 1 de junho de 2010

Projeto de lei busca combater bullying nas escolas de Forquilhinha/SC

As instituições de ensino da rede Municipal de Forquilhinha deverão desenvolver políticas antibullying, caso seja aprovado o Projeto de Lei 003/2010 , de autoria do vereador José Ricardo Junkes (PP). Entende-se como bullying atitudes de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, praticadas por um indivíduo ou grupos, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

"Um problema que tem preocupado todos os profissionais da área da educação, pois esses tipos de ações vem ocorrendo com freqüência. Além dos problemas imediatos, estudos acusam vários vestígios psicológico deixados em pessoas que de uma forma ou de outra sofreram alguma ação de bullying", assinala o vereador Zé Ricardo.

Pela proposta, considera-se bullying, insultos pessoais, comentários pejorativos, ataques físicos, grafitagens depreciativas virtuais ou não, expressões ameaçadoras, isolamento social, ameaças, entre outros.

Conforme o programa sugerido pelo vereador caberá ao Poder Executivo Municipal, criar uma equipe multidisciplinar com a participação de docentes, alunos, pais e voluntários, para a promoção de atividades didáticas, informativas, de orientação e prevenção.

Segundo o vereador desenvolver campanhas educativas, informativas e de conscientização nas escolas, coibir rigorosamente atos de agressão, discriminação, humilhação e qualquer outro comportamento de intimidação, constrangimento e violência, realizar debates envolvendo a comunidade, além do auxílio às vítimas e agressores são algumas das ações propostas pelo programa.

Fonte: Daniela Niero - Rádio Criciúma/SC

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ PRETENDE COIBIR BULLYING NAS ESCOLAS

O Governo do Estado enviou à Assembleia Legislativa do Ceará, mensagem que proibe a prática de byllying nas escolas. Segundo líder do Governo, deputado Nelson Martins, o objetivo é melhorar o ambiente na rede estadual de ensino, possibilitando um ensino mais eficiente.

Nelson Martins afirma que a mensagem é bem elaborada, caracterizando o que é o bullying, como violência física ou psicológica, insultos pessoais, ataques físicos, expressões ameaçadoras, isolamento, podendo ter conotação sexual, de exclusão social, de perseguição ou ameaça.

“Todos os objetivos do programa, incluindo a criação de um conselho da escola para tratar do assunto e campanhas educativos, visa a melhorar também a qualidade do ensino”, acrescentou ele.

A mensagem, disse o deputado, propõe ainda a criação de um plano de ações e realização de parcerias entre as escolas e outras instituições. (Com informações da assessoria de imprensa da Assembleia Legislativa)

fonte: Ceará Agora


Escolas debatem perigos do bullying - Blumenau

Palestras envolvem a comunidade para esclarecer sobre consequências das agressões físicas e psicológicas

Brigas, comentários maldosos, humilhações. A escola pode ser palco de todos esses comportamentos agressivos e repetitivos conhecidos por bullying, tornando a vida escolar desagradável e contribuindo com a evasão. Para aumentar a conscientização sobre o problema e as consequências, a Secretaria de Educação de Blumenau promove essa semana palestras educativas voltadas para a comunidade.

Hoje, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Vereadores de Blumenau deve analisar o Projeto de Lei 5.951, encaminhado terça-feira passada pelo vereador Vânio Francisco Salm (PT), que “dispõe sobre o desenvolvimento de políticas pedagógicas antibullying nas escolas da rede pública municipal”. Antecipando-se à lei, na Escola Básica Municipal Visconde de Taunay, do Bairro Itoupava Central, o projeto antibullying funciona desde o início do ano.

– Já sentimos resultados da campanha. Agora as crianças que sofrem algum tipo de humilhação denunciam na diretoria e cobram atitudes – explica a diretora da escola, Sinclair da Silva Ferreira.

A coordenadora de programas de Saúde Escolar de Blumenau, Liane Koffke, acredita que a identificação dos atos considerados bullying não dependem apenas da escola:

– Quando uma criança começa a mudar o comportamento em casa, ficar mais acuada, não querer ir para a aula, os pais precisam prestar atenção e averiguar se a criança não está sofrendo humilhações na escola.

A cartilha Bullying, Isso Não é Brincadeira, distribuída pelo Estado nas unidades de ensino, expõe que crianças vítimas de bullying podem sofrer consequências graves, desde a baixa estima e o baixo rendimento escolar até depressão e ideias suicidas. A agressão física ou psicológica pode ocorrer pessoalmente ou pela internet. Os pais e professores devem ficar atentos e trabalhar em parceria para o bem das crianças e adolescentes.

fonte: Jornal de Santa Catarina