sexta-feira, 4 de maio de 2012

Menina com síndrome de Down sofre bullying no Facebook e polícia ignora caso

Aline Jesus Para o TechTudo

Heidi Crowter, portadora da síndrome de Down, e moradora de Coventry, no Reino Unido, foi ofendida no Facebook após sua mãe publicar fotos dela na Internet. As imagens originalmente  estavam no site Coventry and Rugby Down’s Syndrome Support group, um grupo de apoio especial, e foram roubadas e compartilhadas na rede social com xingamentos e mensagens preconceituosas.

Após mãe publicar, no Facebook, mensagens contra preconceito com portadores da síndrome de down, filha sofre bullying na rede social (Foto: Reprodução)) (Foto: Após mãe publicar, no Facebook, mensagens contra preconceito com portadores da síndrome de down, filha sofre bullying na rede social (Foto: Reprodução))) 
Após mãe publicar, no Facebook, mensagens contra preconceito com portadores da síndrome de down, filha sofre bullying na rede social (Foto: Reprodução)
 
A primeira página com essas fotos de Heidi foi descoberta em setembro do ano passado e retirada do ar no mesmo mês. Porém, em abril deste ano, os pais da menina acharam uma segunda página com novas ofensas utilizando imagens da jovem. E logo que esta foi apagada, uma terceira página foi criada com mais de 13 montagens com mensagens preconceituosas.

“É uma pena. Isso me irrita e me deixa muito triste. As pessoas não entendem como isso é errado. Eles simplesmente não podem ter prazer em ironizar alguém com síndrome de Down. Todos somos iguais. Houve diversos casos de bullying que foram parar na Justiça e espero que este não seja diferente”, reclamou Liz Crowter que faz parte do site em prol das pessoas com síndrome de Down desde 2009.

Ela entrou em contato com a polícia de Coventry, porém não obteve nenhuma resposta das autoridades sobre o caso. Um porta-voz da polícia declarou que receberam a queixa, mas foi retirada depois que o Facebook removeu as imagens e ainda garantiu que visitariam a mãe para tranquilizá-la de que essas ofensas não voltariam a ocorrer.

Vítima de bullying leva ovada de 15 alunos

Uma pesquisa recente mostra que 70% dos estudantes brasileiros já presenciaram algum tipo de agressão na escola. Destes, 30% presenciaram pelo menos uma situação de violência.

Uma dessas vítimas foi uma jovem de 13 anos que não quis se identificar. Ela conta que foi perseguida por cerca de 15 alunos na saída da escola. Os agressores rasgaram sua mochila e atiraram ovos na adolescente.

— Queria que os pais vissem o que os filhos fazem. Eu não gosto de lembrar disso porque é muito ruim. Eu tenho medo, eu me senti muito humilhada e não quero que ninguém passe por isso. Eu não sinto vontade de sair para a rua, eu não sinto vontade de conversar com ninguém. Eu me tornei agressiva. 

A estudante explica que o principal motivo das agressões era o seu tipo físico, diferente dos padrões da escola.

— Eu fui engordando, aí como quase não tinha gordinha na escola, foram me zoando e eu fui o motivo da risadinha.

A mãe da aluna conta que também foi vítima de bullying na infância e que o que era para ser brincadeira extrapolou os limites. Quando foi denunciar o caso entendeu que o desinteresse ultrapassava as salas de aula.

— O delegado olhou para a minha cara e disse “a senhora não pode fazer esse boletim porque menores de 12 anos não cometem crime”.

Assim como a aluna, Enzo Frizzo também sofreu com as diferenças. Aos 11 anos, o jovem decidiu dançar ballet e se tornou piada na escola.

— Começaram a me chamar de gay, de boiola. Não me deixavam usar o banheiro masculino.

O garoto acredita que o problema não está só no infrator, mas também naquele que se omite diante da situação 

— Não é só a pessoa que xinga, há outras envolvidas que ficam caladas e omissas, que acham que bullyng é uma coisa que não acontece nada, e acontece sim!

Depois de um ano de agressões diárias apareceram os sinais de abalos psicológicos e comprometimento físico: Enzo recebeu diagnóstico de anorexia

— Não eram só meninos que me zuavam, as meninas também, me deixavam sozinho de propósito… Então eu perdi a maioria dos amigos.

A mãe, que trabalhava no colégio, acabou demitida depois de pedir a transferência do filho e documentar o motivo.

— Por isso que eu estou com processo, divulgando tudo isso. A indignação ainda n passou, só que uma coisa eu tenho certeza: foi a melhor coisa que eu fiz pro meu filho.

Thales Oliveira, promotor da infância e juventude, explica que não existe uma lei específica para este tipo de agressão, o que dificulta o trabalho nestes casos

— Eu acho que a existência de um tipo penal específico de bullyng seria extremamente importante para termos instrumento para trabalhar essa modalidade de crime dentro das escolas
As autoridades orientam o estudante procurar a direção da escola, se o problema não for resolvido encaminhar a delegacia, mas, se o caso for grave, o estudante e o responsável devem ir direto à vara da infância e da juventude. É dever do promotor receber qualquer pessoa e tomar as providências.

Fonte: Boa Informação

Programa Justiça nas Escolas tem a parceria da Prefeitura de Teresina

Propósito é promover formação de multiplicadores

O Programa Justiça nas Escolas, de iniciativa do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI), recebe da Prefeitura de Teresina todo o apoio para a sua execução por meio de convênio firmado com a instituição. O prefeito da capital, Elmano Férrer, participa, às 19h30 desta quinta-feira (03), da abertura oficial do programa, cuja abertura será feita pelo presidente do TJ-PI, Evaldo Moura, em solenidade que ocorrerá no auditório do Tribunal, com a participação de várias outras autoridades do município e do Estado.

O programa, que também tem a Maçonaria Piauiense como parceira, tem como propósito promover, nas escolas públicas e particulares de Ensino Fundamental e Médio, a formação de multiplicadores, tanto professores como alunos, para a prevenção ao uso de drogas e à prática do bullying, mediante a aplicação de palestras, envolvendo, também, pais de alunos, associações comunitárias e demais segmentos da sociedade. O programa se estenderá até este sábado, dia 5 maio, no auditório do TJ, com curso de capacitação, para a prevenção primária ao uso e abuso de drogas. As inscrições podem ser feitas por intermédio do site WWW.tjpi.jus.br.

Para o desembargador Edvaldo Moura, é necessária a participação de toda a sociedade nesse contexto, considerando que a prevenção é o melhor instrumento para se chegue ao jovem antes que ele comece a consumir drogas ou praticar atos de bullying. Segundo o magistrado, o programa também pretende provocar na família moderna a reflexão sobre esses questionamentos e os modelos ideais para criação e educação dos filhos. 

Fonte: 180 Graus

Encarregados de educação solicitam reforço da Brigada de Segurança Escolar

Luanda – Os pais e encarregados de educação no município de Cacuaco, em Luanda, solicitaram o reforço da Brigada de Segurança Escolar e de agentes da ordem pública no interior e arredores das instituições de ensino.
 
Numa ronda efectuada junto de alguns estabelecimentos de ensino, os encarregados de educação interpelados pela Angop mostraram-se preocupados com a segurança dos filhos, principalmente os que estudam no período de tarde.
 
Conceição das Neves disse que a sua filha estuda junto da Escola dos Paus, onde no exterior desta, reúnem-se alguns adolescentes que ameaçam os alunos, para lhes extorquir os haveres que levam.
 
Acrescentou que de vez enquanto passam junto da escola alguns agentes da ordem pública mas não se vê a patrulha da Brigada da Segurança Escolar, deixando a responsabilidade da segurança com a direcção da escola. 
 
Para o soba Miguel Dala, do bairro da Barra do Bengo, a escola 8042 da localidade enfrenta algumas dificuldades, mas não regista casos de delinquência ou de alunos envolvidos em actos de vandalismo. 
 
Já Manuel Escórcio, encarregado de educação, reconheceu que a Brigada de Segurança Escolar tem trabalhado regularmente nas escolas da comuna da Funda e por isso os jovens tem evitado todos os actos de desacato.
 
Marcos António, residente no bairro Augusto Ngangula, comuna do Kicolo, disse que os filhos estudam em uma escola privada e nunca viu nenhuma viatura da Brigada de Segurança Escolar, pois "acho que os seguranças da instituição desencorajam todos os meliantes".
 
Engrácia Matias reconheceu que dentro da escola da Zona da Nova Urbanização nunca ouviu falar de casos de violência ou outros delitos, mas em contrapartida as alunas tem sido vitimas de violações sexuais nos períodos da tarde e noite quando se deslocam de e para a escola por falta de ronda policial.
 
Fonte: Agência Angola Press

Prefeitura de Camaçari lança Campanha Intersetorial de Combate à Violência nas Escolas

Foto: Agnaldo Silva
Foto: Agnaldo Silva

Com o objetivo de disseminar cada vez mais a cultura de paz nas escolas da rede pública municipal, a Prefeitura de Camaçari lança a Campanha Intersetorial de Combate à Violência nas Escolas, no dia 9 de maio. A iniciativa, realizada através da Seduc (Secretaria da Educação), acontece às 8h30, na praça Desembargador Montenegro.

Entre as primeiras ações previstas estão a ampliação da frota de veículos da Ronda Escolar e o levantamento estatístico dos jovens em exposição à violência e em estado de vulnerabilidade social. Com essas iniciativas, será possível aumentar ainda mais a segurança nas escolas e fazer um acompanhamento social das famílias, além de instruir os educadores em casos de situações de violência.

De acordo com o secretário da Educação, Luiz Valter de Lima, o apoio da comunidade e o reforço das atividades socioeducativas serão fundamentais no combate à violência no ambiente educacional.

A campanha envolve ações conjuntas de diversas secretarias da administração municipal e das polícias Civil e Militar, Conselho Tutelar, Juizado de Menores, Ministério Público, Promotoria, dentre outras instituições.

Fonte: Camacari Fatos e Fotos

MP questiona convênio que permite presença da PMs em escolas do Rio


RIO - O Ministério Público instaurou um inquérito para apurar a regularidade do convênio assinado pelo governo para que policiais militares possam atuar em unidades escolares durante o horário de folga, dentro do Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis). Com isso, o PMs serão autorizados a circular dentro de 90 colégios estaduais armados. O promotor Emiliano Rodrigues Brunet Depolli Paes vai oficializar a secretaria de Educação estadual para pedir informações sobre o acordo firmado com a secretaria de Segurança.

Em nota, o órgão afirma que pretende apurar se foi realizada alguma avaliação prévia sobre o assunto, além de um treinamento específico e como será o modo de atuação dos agentes. O MP também quer saber se houve manifestação de pais, professores e alunos. O convênio prevê que, além de andarem armados, os PMs poderão revistar alunos em determinadas situações.

"O convênio será analisado sob o prisma da razoabilidade, da proporcionalidade e dos princípios de liberdade e cidadania que permeiam o ambiente escolar", afirmou em nota o promotor.

O Sindicato estadual dos profissionais de educação (Sepe), também quer explicações sobre o convênio. Em nota, o sindicato afirma que pretende entrar com uma representação no Ministério Público na próxima terça-feira. Eles pede medidas que suspendam a contratação dos policiais para atuarem nas escolas.

"Para o Sepe, a medida anunciada agora só reforça as frequentes denúncias do sindicato sobre o aumento da violência dentro e no entorno do ambiente escolar. (...) Agora, (o governo) quer solucionar a questão com a manutenção de pessoal armado dentro das escolas, o que pode representar um perigo para alunos e profissionais", diz trecho da nota divulgada pelo sindicado.
Na quarta-feira, quando começou o primeiro módulo do convênio, que previa a atuação de 423 PMs em 90 escolas, o coronel Odair de Almeida Lopes Júnior, coordenador do Proeis, disse que os policiais atuarão durante o turno escolar, preferencialmente do lado de fora das escolas. Ele explicou que em casos extremos, os agentes poderão revistar alunos, na presença de educadores. Os PMs também atuarão na organização do trânsito durante entrada e saída dos alunos, protegendo alunos e professores, e no combate ao consumo e venda de drogas. Nos outros horários, eles farão a vigilância dentro das escolas.

Também na quarta-feira, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou que os policiais receberão um treinamento especial na semana que vem, de segunda a quarta. Os PMs integrantes do Proeis, que oferece policiais para a segurança de instituições e empresas ligadas ao estado, por meio de convênio com a Secretaria de Segurança, recebem R$ 200 por cada turno de 8 horas, no caso dos oficiais, e R$ 150 se forem praças. Eles só podem trabalhar dentro do programa até 12 turnos num período de 30 dias, para que os batalhões não sejam prejudicados.


quarta-feira, 2 de maio de 2012

USA for Africa - We are the world (Legendado PT) HQ Michael Jackson

Palestra Online - BULLYING NÃO É BRINCADEIRA

O Planeta EAD inicia no mês de maio as palestras online da Série: Psicologia e Educação, com temas atuais, especialistas nas áreas e certificado ao final de cada palestra. Poderá participar das palestras, acadêmicos e profissionais das áreas de Psicologia e Educação, áreas afins e pessoas interessadas nos temas.


Horário: 19h30 (horário de Brasília)

Data: 4ª feira

Cronograma:
Data
Palestra
Palestrante
09 de maio
BULLYING NÃO É BRINCADEIRA
Valeria Rezende da Silva
16 de maio
NEUROPSICOLOGIA E SUA INFLUÊNCIA NA EDUCAÇÃO E SAÚDE
Claudia Dantas Neves
23 de maio
LÍDER-COACH: A EXIGÊNCIA NO MERCADO DE UM NOVO ESTILO DE LIDERAR!
Rosângela Barcellos
30 de maio
MARKETING PESSOAL E BRANDING
Luciana Rondon


A palestra terá a duração em média de 1h30 com exposição verbal dos profissionais e vídeos. O participante poderá deixar no AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) suas dúvidas e comentários que serão respondidos e enviados via e-mail posteriormente a palestra.

O certificado de 3h será disponibilizado online para todos os participantes.

Saiba mais na página oficial das palestras online em www.planetaead.com.br

Justiça é essencial para resolver casos de bullying

Rafael Ribeiro
Do Diário do Grande ABC

Em menos de um mês, o Grande ABC registrou dois casos graves de bullying sofridos por jovens em escolas públicas. Em São Bernardo, as ofensas eram contra a religião de um garoto de 15 anos, enquanto em Mauá os colegas ofendiam uma menina da mesma idade por conta de sua doença. Em ambos os casos, os familiares foram registrar ocorrência na polícia. Mas isso pode ajudar? 

EMSegundo especialistas ouvidos pelo Diário, é necessário sim buscar auxílio policial e jurídico quando as brincadeiras ultrapassam o aceitável.

"Pode e deve ser tratado como caso de polícia se o jovem sofrer discriminação ou agressões físicas", defendeu o advogado Ricardo de Moraes Cabezon, presidente de direito infantojuvenil da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). "Cabe uma série de coisas, calúnia e difamação. Precisaria verificar que tipo de infração foi cometida e geralmente se resolve na Vara Cível. Mas enquanto não tratarmos o bullying com a seriedade que ele merece, estaremo indiretamente aprovando essa prática."

É o que aconteceu com o filho de Cristiane Ferreira da Silva Almeida, então com 11 anos, em 2009. Ao buscá-lo em uma escola municipal da Zona Leste da Capital, encontrou-o ensanguentado do lado de fora do portão. Havia sido espancado. Hoje, ela fundou a ONG (Organização Não Governamental) Educar Contra o Bullying e aponta as próprias instituições de ensino como responsáveis por permitir isso.

"A gente precisa ter uma atitude de dentro das escolas. Mas a primeira reação deles é negar o problema. Por isso o próximo passo é buscar a Justiça. E acionar judicialmente a instituição. A omissão é muito grande", disse Cristiane.

A Secretaria Estadual da Educação, responsável pelas escolas onde ocorreram os incidentes revelados pelo Diário, esclarece que vem obtendo resultados positivos em suas ações contra o bullying. Entre as medidas tomadas, estão a adoção de regras disciplinares e o acionamento de órgãos como o Conselho Tutelar e Polícia Militar. A Pasta revela que desde a última semana aumentou em 16% o número de professores-mediadores de conflitos nas instituições. Ao todo, são 124 deles no Grande ABC.

Além disso, a secretaria disse ter firmado convênio de 18 meses com o Ministério Público para difundir dentro das escolas itens do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), direitos humanos e Justiça retroativa.

Mesmo assim, não é o suficiente, segundo os especialistas. "A maioria dos casos não vem à tona. Você precisa criar um mecanismo mais eficaz, um disque-denúncia. Ainda são muito tímidas as ações que são tomadas", disse o neurologista Rubens Wajnsztejn, coordenador do Ambulatório de Dificuldades Escolares da Faculdade de Medicina do ABC.

Apesar do problema ter ganhado destaque nos últimos anos e o número de denúncias aumentado, os tribunais ainda veem com ressalva a questão. Segundo Cabezon, geralmente a voz que se levanta e busca ajuda fora do ambiente escolar é justamente a do agressor, preocupado em ser punido depois. "Há uma cultura de incentivar os filhos a reagir", disse. Para ele, a popularização do termo causou uma série de denúncias infundadas. "Por isso, mais que bom-senso, é preciso rigor na apuração. Nem sempre há marcação em cima do jovem."

Problema é considerado grave por médicos
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% dos estudantes do País já sofreram algum tipo de bullying. A Secretaria Estadual da Saúde não tem esse tipo de levantamento. A Polícia Civil não tem um balanço de quantos casos chegaram a ser registrados. Porém, informa que os mais comuns são mesmo as agressões físicas, principalmente nas escolas públicas.

No caso de Cristiane Ferreira da Silva Almeida, seu filho passou a ficar agressivo em casa e ficar mal na hora de ir para a escola. "Foram cinco anos de sofrimento e eu achava que isso ia passar um dia. Ele tinha febre, vomitava quando chegava a hora de estudar", disse.

São alguns dos sintomas: instabilidade emocional, síndrome do pânico e alteração de sono e apetite também podem ser notados. Por isso, o professor da FMABC Rubens Wajnsztejn defende que o diálogo seja franco com os jovens. "Quanto mais informações a respeito do tema a criança tiver, mais segura para denunciar ela ficará", alertou o especialista.

Na maioria dos casos atendidos, o agressor não detecta que está cometendo um bullying. Em outros, a pessoa pode ter algum distúrbio, sofrer de problemas de comportamento ou, simplesmente, revidar o que já sofreu no passado. "A melhor solução é sempre tentar o diálogo entre as partes para esclarecer o que está errado. Medidas drásticas de cara podem piorar a situação", apontou o professor.

Atividades agressivas em escolas marcaram região em 2011
Uma das mais emblemáticas tragédias do Grande ABC também pode ter sido causada por bullying. Essa é uma hipóteses para que, em setembro de 2011, o estudante de 10 anos, David Mota Nogueira, aluno do 4º ano da Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano, atirasse contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e se suicidasse em seguida. O estudante era alvo de gozação por parte dos amigos devido a uma deficiência física na perna.

Ainda em setembro, um adolescente de 14 anos foi flagrado com uma arma dentro da mochila na Escola Estadual Professora Mirna Loide Correa Ferle, em Mauá.

Para a polícia, o aluno disse que comprou o revólver por R$ 400 e o levou à escola com a intenção de assustar um colega, que o agredia constantemente.

Também em Mauá, a Promotoria de Justiça instaurou inquérito para investigar eventuais práticas de bullying sofrido por uma estudante de 9 anos da Escola Estadual Aristides Augusto Fernandes, em fevereiro de 2011. A mãe da garota, a dona de casa Edna Francinete Brito da Silva, 48, diz que a filha é foco de piadas devido a um crescimento ósseo acima da idade desde 2009. Com 1,53 m de altura e 54 quilos, a menina tem idade óssea de 12.


Fonte: Diário do Grande ABC

Bullying é bom para quem?

Existem inúmeros trabalhos científicos mostrando o caráter depreciativo dos jovens que praticam o bullying em seus colegas. Mas existem psicólogos que defendem o bullying.

De acordo com a psicóloga Helene Guldberg, da Open University de Londres, é perfeitamente saudável que um jovem não goste de um de seus colegas e expresse esse sentimento. Isso ocorre o tempo todo entre adultos e não é um problema. Crianças precisam aprender a lidar com inimizades, rejeições e agressividade, com as quais terão de conviver ao longo dos anos. Ela cita trabalhos sugestivos de que ter um inimigo na infância pode, na verdade, até fazer bem para o adulto. M.Donat e colaboradores do Departamento de Psicologia Educacional da Universidade Wittenberg na Alemanha estudam a crença em um mundo justo, a justiça, professor e comportamento do tipo bullying.
 
A relação entre a crença dos alunos da escola em um mundo justo(CMJ- crença mundo justo)) e seu comportamento bullying foi investigada em um estudo através de questionário. O papel mediador do professor em busca de obter justiça também foi examinado. Os dados foram obtidos a partir de um total de 458 alunos alemães e indianos estudantes do ensino médio. Análises estatísticas mostraram que os alunos que mais acreditavam em um mundo justo baseados apenas na sua opinião pessoal e quanto mais eles avaliaram o comportamento de seus professores em relação a eles próprios sob o seu ponto de vista pessoal, que consideravam justo, tinham um comportamento com menos pratica de bullying.
 
Este padrão de resultados foi encontrado entre esses estudantes de dois mundos culturais diferentes já era esperado e consistente em diferentes contextos culturais. As analises estatísticas persistiu, quando foi incluído na avaliação o neuroticismo ( nervosismo, sem a gravidade de uma doença psicológica) , sexo e o nível escolar dos país foram incluídos na analise. As funções adaptativas do conceito de um mundo justo CMJ dos jovens e as implicações para a investigação futura escola desse conceito devem ser melhor avaliadas e discutidas segundo os autores

Fonte: Agredir Beha

FONTE: INTRAMED