quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Marvel vs. Capcom Infinite arrisca com modo história inédito na franquia

JOVEM NERD
por Jeff Kayo

Marvel vs. Capcom: Infinite atualmente é alvo de um bullying terrível. O próximo jogo da série de crossovers entre videogames e quadrinhos chega em 19 de setembro e os fãs não ainda não sabem direito o que pensar dele.
A frustração do consumidor é quase tangível. Seja pelo elenco do jogo sem mutantes – no lançamento e pelos próximos seis personagens extras que serão adicionados posteriormente, ou pela demonstração disponibilizada através da PSN/Live, que serviu mais como um desserviço ao game.
Os poucos que tiveram um contato real com o game precisavam estar em eventos especiais, muitas vezes exclusivos para jornalistas (testamos ele uma vez já, leia aqui). E apesar de tudo que você já leu, assistiu ou ouviu por aí, a grande maioria das pessoas que passaram algumas horas com o jogo, gostaram dele. Eu sou uma dessas pessoas e continuo a dizer para quem quiser me ouvir: o jogo está bem divertido.
Desta vez experimentamos o que acredito ser o jogo final (já com algumas modificações do patch de “day one” funcionando). Os 30 personagens já estavam liberados, o modo história, treino, arcade, missões e o versus. Tudo na mão para degustação, inclusive com a já correção do rosto da pobre Chun-Li, que estava sofrendo bullying. Pobrezinha.
Velocidade nos combates, novas estratégias e alguns personagens inéditos. Como disse uma vez, mesmo os lutadores que retornam precisam ser repensados na sua estratégia. Tudo fluindo muito bem, ainda mais agora, que finalmente acostumei com o layout de botões – volta o estilo clássico da Capcom visto em Marvel vs. Capcom 2, mas sem os inputs secretos dos médios; no seu lugar, ataques normais de comando (para frente + soco forte e o Homem-Aranha dá um soco diferente, e por aí vai).

Senta que lá vem história

Você acreditaria se eu dissesse que a trama da campanha principal de Marvel vs. Capcom: Infinite começa exatamente como a demonstração disponibilizada na PSN/Live? Pois então, aquele é realmente o começo do jogo, sem tirar uma vírgula do conteúdo.
As coisas parecem meio jogadas de qualquer jeito, mas pense comigo: qual a vantagem de criar um capítulo de introdução para juntar os dois mundos? Quanta enrolação até que aquele ponto da história começar a fazer sentido? Não que não faça, já que desde o começo sabemos o que aconteceu mais ou menos: Sigma e Ultron se unem para governar ambos os mundos. Ao meu ver, nos poupou daqueles capítulos chatíssimos de origem.
Pois bem, dada a introdução um tanto fraca, ouso dizer que a trama melhora. Entre diálogos que parecem jograis para que personagens mais quietos possam ter algum tipo de voz no game (estou falando de você, Strider), existem sacadas muito boas escapando aqui e ali. Sem spoilers, mas seguimos a campanha do jogo por uma hora e já pudemos presenciar algumas das cenas do terceiro trailer da campanha do game. Já adianto que Ryu e Hulk são a melhor dupla que o game ofereceu até ali, sem dúvidas.
As cutscenes melhoram muito no decorrer da aventura, e nessa brincadeira ainda somos apresentados ao que parece ser o personagem inspirado em Monster Hunter: uma caçadora muito estilosa que protege o rei T’Challa. Somando pelo todo, o começo abrupto da história do game pode render horas extras para sua finalização, algo em torno de umas quatro horas. Uma troca bastante justa ao meu ver.

Debutando com estilo

Foi a hora de experimentar pela primeira vez Jedah, oriundo de Darkstalkers 3 e inédito no universo dos crossovers entre Marvel e Capcom. E ele não parece ser um boneco fácil de usar, não querendo desestimular os jogadores menos habilidosos. Suas características básicas são exatamente as mesmas vistas em seu jogo de origem, mas é a primeira vez do demônio na nova geração de jogos de luta, já muito distante dos tradicionais sprites.
Mas se Jedah é muito difícil, Gamora, integrante dos Guardiões da Galáxia, é extremamente fácil e deve agradar todo mundo que gosta de manter distância do adversário com armas de fogo, mas que eventualmente não liga de fatiar um ou dois inimigos com sua espada laser. Gamora é rápida, prática e muito habilidosa na hora de criar combos com mais de 10 hits em apenas dois ataques especiais.
Motoqueiro Fantasma, Dormammu e Firebrand também já estavam disponíveis na demonstração que jogamos. Dormammu e o Motoqueiro Fantasma parecem estar um tanto mais ágeis que suas versões passadas, com melhorias significativas no seu sistema de jogo. Já Firebrand é difícil comentar muito, já que não era muito habituado ao personagem no passado, mas também parece apresentar novos truques.
O elenco final do jogo pode não impressionar tanto, mas também não é tão ruim quanto você acha que é. Pode não parecer, mas todo mundo vai precisar reaprender (em escalas diferentes) cada um dos personagens nos demais modos de jogo além do Arcade e Story. Sala de treinamento completa de recursos para auxiliar esse trabalho, além de o já tradicional modo de Missões, para aprender um, dois ou dez combos do seu personagem preferido.
O modo história e o arcade chegam para corrigir os erros do passado. “Estão inclusos desde o lançamento” avisa a Capcom em releases e notas para imprensa e consumidores. Posso parecer velho, mas no meu tempo a gente não precisava de aviso para esse tipo de coisa.

As Joias do Infinito

E finalmente fomos apresentados à sexta Joia do Infinito e ela é mais ou menos o que muitos já tinham adivinhado. A joia que representa a alma, ou a Soul Stone dá ao jogador o poder de trazer de volta à vida o personagem derrotado. Não só isso, mas ela força o jogador a utilizar os dois personagens ao mesmo tempo, da mesma forma que acontecia em Marvel vs. Capcom (o original) e seu Duo Combination Attack. Um delay de um segundo mais ou menos lhe auxilia no controle dos lutadores. Sua habilidade de combate normal aumenta a sua vida às custas da vida do adversário (vida normal e vermelha).
Os poderes de cada uma variam bastante, e dão características completamente diferentes mesmo a times idênticos. E agora já sabemos o poder de todas, só nos resta descobrir seu uso em situações específicas.
  • Power Stone: 10% a mais de força para o jogador quando ativada, além de fazer o adversário quicar no chão ou nas paredes para prolongar o combo.
  • Time Stone: velocidade acima da média quando ativada, possibilitando a utilização de Custom Combos, um combo que não segue as regras básicas que seriam do fraco para o forte.
  • Space Stone: cria um cubo que aprisiona o adversário e impede a sua movimentação livre pelo cenário. Sua habilidade específica atrai o adversário para perto de você.
  • Reality Stone: transforma o ambiente à sua volta, e todos os seus botões de ataque criam ataques elementais do cenário que só punem o adversário. Sua habilidade normal é um projétil teleguiado.
  • Mind Stone: Reabastece a sua barra de Hyper Combo. Em seu estado normal, funciona mais ou menos como um agarrão indefensável (porém lento), que tonteia o adversário.
  • Soul Stone: ressuscita o companheiro derrotado e coloca os dois no cenário para enfrentarem o adversário ao mesmo tempo. Também pode aumentar sua vida à custa do adversário.
A menos de um mês do seu lançamento, só queria dormir e acordar dia 19 de setembro para jogar um pouco mais de Marvel vs. Capcom: Infinite.

A evolução do bullying – do pátio da escola ao smartphone 24/7.

FOFOCA ORG

O fenômeno do bullying não é nada novo – muitos adultos podem recordar sendo intimidado em sua infância. Enquanto o bullying ‘tradicional’ pode envolver abuso físico e verbal no playground, a nossa dependência crescente sobre os dispositivos de Internet e ligado significa que o bullying não pára quando uma criança deixa a escola. Em vez disso, ele continua on-line na forma de cyberbullying.
No Brasil, o Dia das Crianças é reconhecido no primeiro sábado de novembro, enquanto em muitos outros países, Dia Internacional da Criança é comemorado hoje, 01 de junho de 2017, e com isso, Kaspersky Lab quer sensibilizar em torno de cyberbullying.
Uma pesquisa global realizada pela Kaspersky Lab e B2B Internacional revela que quase um quarto (22%) dos pais sentem que eles não podem controlar o que seu filho vê ou faz on-line, embora quase metade (48%) se preocupam que eles podem enfrentar cyberbullying.

Bullying não é mais limitado para o recreio

Bem como ensinar técnicas de segurança crianças, não é menos importante ensiná-los sobre o uso responsável da tecnologia. David Emm, pesquisador de segurança da Kaspersky Lab explica: “As crianças precisam de desenvolver um senso de moralidade quando eles estão interagindo com outras pessoas on-line, tanto quanto eles fazem quando estão se comunicando offline. Isso lhes dará mais empatia e reduzir a probabilidade deles optando por se envolver em crimes cibernéticos ou cyberbullying. Também é importante para que eles compreendam, desde tenra idade, os perigos potenciais associados com algumas atividades on-line.”

O bullying on-line é mais intenso do que o tradicional bullying

Embora cyberbullying não envolve violência física, a evidência sugere que o bullying on-line é ainda mais intensa do que o bullying tradicional, pelas seguintes razões:
  • É anônimo. Como cyberbullying pode permanecer sem rosto em um ambiente on-line anônima, é mais difícil estabelecer a identidade dos agressores e para provar quem é o responsável. Isto também significa que os bullies são menos ligados aos danos que eles causam e pode levar as coisas ainda mais como resultado.
  • É difícil escapar. A maioria das pessoas hoje têm acesso à Internet e todas as informações humilhante que é armazenado on-line pode, teoricamente, ser acessível para sempre, por todos.
  • On-line o tempo todo. É mais difícil de escapar de cyberbullying porque as vítimas são contactável através de computadores ou smartphones, a qualquer hora e em qualquer lugar.

As crianças não falar

Mais informações e conselhos sobre como lutar contra o cyberbullying podem ser encontradas no portal educacional da Kaspersky Lab: kids.kaspersky.com/cyberbullying. Este site contém informações úteis sobre bullying e modelos educativos sobre o tema.
Sobre Kaspersky Lab:
Kaspersky Lab é a maior fabricante privada do mundo de soluções de proteção de endpoint. A empresa está classificada entre quatro principais fornecedores mundiais de soluções de segurança para usuários de terminais. Ao longo de sua história de mais de 17 anos Kaspersky Lab manteve um inovador em segurança de TI e fornece soluções eficazes de segurança digital para grandes empresas, pequenas e médias empresas e os consumidores. Kaspersky Lab, com a sua companhia registada no Reino Unido, atualmente opera em quase 200 países e territórios em todo o mundo, fornecendo proteção para mais de 400 milhões de usuários em todo o mundo. Saiba mais em www.kaspersky.co.za.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Hoje magra, vencedora do “MasterChef 2” revela trauma com bullying na internet por ser gorda

TV FOCO

João Almeida

Izabel Álvares, campeã da segunda temporada do MasterChef, da Band, comentou sobre o seu emagrecimento e sua nova fase profissional, hoje dedicada à cozinha.

“Eu sempre quis emagrecer, e me ver na televisão me ajudou a querer mudar. Porque você tem uma visão escancarada de quem você é fisicamente… Então, fiquei muito chocada do quão gorda eu estava. E o bullying também, sofri muita gordofobia, foi uma coisa que eu não esperava passar, e passei”.

“Não quero emagrecer mais, acho que estou bem assim. Agora eu quero apenas reformular o meu corpo, fazer muita musculação. De repente, acho que única coisa que mudaria em mim seria colocar silicone, porque 40 quilos não é fácil, o corpo não aguenta”, disse ela, que emagreceu após começar a ingerir apenas 20 gramas de carboidratos por dia e praticar exercícios.

“Não [toparia] participar de um novo ‘MasterChef’. Foi uma experiência que eu quero levar comigo, mas agora eu quero encontrar o meu caminho fora de um reality show. Eu estou muito feliz com o desenvolvimento dos meus próprios produtos. E também não participaria porque eu sofri muito nas redes sociais com o julgamento alheio. Eu fiquei quase traumatizada com os haters, não foi fácil de lidar”, disse Izabel.

E falou sobre sua atual fase profissional: “[O programa] mudou tudo, eu larguei a minha carreira anterior e agora estou 100% focada na gastronomia. Eu tenho uma sacola, que eu chamo de ‘magrela bag’, que são os meus produtos que faço em casa, de forma artesanal, uma vez por semana”.

E concluiu: “Estou desenvolvendo os produtos e, junto com os clientes, recebendo o feedback. São bolos, geleias, pães, sopas, guloseimas, tudo ‘low carb’. E a partir disso, estou desenvolvendo o meu plano de negócios com os produtos que eu efetivamente quero comercializar”, disse Bel.

Informações do UOL.

Ninguém nasce odiando outra pessoa

TRIBUNA PR
Por Andréa Montrucchio

Um tweet do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama sobre a violência racista se converteu na mensagem com mais curtidas da história do Twitter. A postagem de Obama, que utilizou trechos de uma entrevista de Nelson Mandela diz:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor da sua pele, sua cultura ou sua religião. As pessoas precisam aprender a odiar, e se elas podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar”.

Hoje, lamentavelmente esta violência vem se expandindo também às escolas, empresas e que chamamos de bullying.

Mas o que é bullying?

O bullying no ambiente de trabalho se refere a qualquer comportamento repetido e intencional feito por alguém que pretende degradar, humilhar, envergonhar ou prejudicar a performance dos colegas.

Recentemente as Casas Bahia foi condenada a indenizar um funcionário por danos morais. A vítima possui uma patologia lombar que causa um desvio na coluna, deixando a costela saliente. Por isso, era chamado de “costela” ou “costelinha” com frequência pelos colegas de trabalho, incluindo o gerente do estabelecimento. Dá para acreditar? Na sua empresa, consegue reconhecer alguns comportamentos de bulliying?

Alguns exemplos de comportamentos de bullying no local de trabalho e o que pode ser feito segundo a psicóloga Milene Ferrazza Jeffirs:

• Críticas não cabíveis

• Culpar o funcionário sem uma justificativa real

• Ser tratado de forma diferente da sua equipe de trabalho

• Ser alvo de xingamentos

• Ser excluído ou isolado socialmente

• Ser alvo de gritos ou ser humilhado

• Ser alvo de piadas

• Ser constantemente e excessivamente vigiado

O que pode ser feito? Aqui vão algumas dicas do que fazer:

• Reconheça que você está sendo alvo de bullying

• Reconheça que você NÃO é o causador do problema

• Reconheça que a prática do bullying tem a ver com controle e portanto, não tem nada a ver com o seu desempenho no trabalho.

• Faça anotações em um diário detalhando a natureza da prática do bullying: datas, horários, locais, o que foi dito ou feito e quem estava presente.

• Tenha em mente que o agressor irá negar e talvez reverter suas alegações; tenha sempre uma testemunha com você quando estiver na presença de um agressor; denuncie o comportamento à pessoa apropriada.

Isso não é piada. Ao aprender a reconhecer e abordar o bullying em ambiente de trabalho, você pode ajudar a criar um ambiente mais saudável e produtivo para si e para seus colegas. Fique de olho e boa semana.

Jovem é vítima de intolerância religiosa dentro de escola em São Gonçalo

EXTRA

A Polícia Civil investiga um caso de intolerância religiosa ocorrido dentro de uma escola pública em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Aluna do 6º ano no Colégio estadual Padre Manuel da Nóbrega, no bairro Brasilândia, a jovem Kethelyn Coelho, de 15 anos, que é candomblecista, foi alvo de ofensas por parte de outros estudantes em sala de aula. Ao ouvir provocações como “gorda macumbeira” e “macumbeiros têm que morrer”, a vítima se levantou para discutir com os adolescentes e acabou sendo expulsa do recinto pela professora. O caso foi registrado na Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São Gonçalo, no último dia 14.
De acordo com o promotor de vendas Leandro Bernardo Coelho, de 35 anos, pai da jovem, Kethelyn já vinha sofrendo bullying por causa da religião desde o início do ano, quando se matriculou na unidade. Os relatos, no entanto só vieram à tona há duas semanas, quando o responsável foi chamado pela direção da escola após a jovem ser vista chorando em sala.
— Foi um baque quando eu soube que ela estava sofrendo isso desde que entrou na escola. Minha filha, que eu saiba, nunca fez bullying com ninguém. Tive que escutar da boca dela que preferia se matar do que estar estudando, porque não aguenta mais ser chamada de gorda macumbeira. Não sou macumbeiro, porque não toco o instrumento musical chamado macumba. Sou candoblecista, sou espiritualista — desabafa ele.
Após saber do episódio em que Kethelyn foi expulsa de sala, Leandro afirma ter solicitado à direção da escola uma reunião com os pais dos estudantes que a ofenderam, mas seu pedido não foi atendido. Uma semana depois, apoiado pela Comissão de Matrizes Africanas de São Gonçalo, decidiu registrar a ocorrência na delegacia. Segundo ele, a diretora do colégio só entrou em contato após ser notificada do inquérito policial.
Na manhã desta terça-feira, a família foi recebida pelo secretário estadual de Direitos Humanos, Átila A. Nunes, que ofereceu assistência psicológica, jurídica e social à jovem. Somente na última semana, a secretaria atendeu 20 casos de intolerância.
— Como sempre, são preconceitos que começam pequenos e de alguma forma vão num crescente. Os que estão cometendo o ato vão aumentando até chegar a um ponto em que a coisa fica insustentável. Neste caso, ao reagir, a aluna foi expulsa de sala, o que só agrava a situação. Ela não só não encontrou um ambiente favorável para ter sua fé preservada, como foi de certa forma punida por reagir a seguidas situações de preconceito religioso. Não é possível que uma escola aceite casos de bullying como esse e ainda puna a vítima — afirmou o secretário,
De acordo com a delegada Débora Ferreira Rodrigues, titular da Deam de São Gonçalo, o caso foi registrado como intolerância religiosa e injúria. Ao longo desta semana, a delegada deve ouvir o adolescente que foi apontado como autor das ofensas, a professora que teria expulsado a jovem de sala e a diretora da unidade, além da família da vítima.
— Vamos analisar as condutas da diretora e da professora, porque foram pessoas que tiveram acesso a tudo isso, viram o comportamento dos menores, e queremos saber o que falaram e quais providências foram tomadas. Um professor ou um diretor, quando detecta qualquer tipo de intolerância, é obrigado a se manifestar. Vamos saber o que foi feito por parte da escola ou se a escola se omitiu — diz a delegada.
Caso o inquérito conclua que houve crime, a professora e a diretora, caso indiciadas, poderão responder pelos crimes de intolerância religiosa e injuria, cujas penas somadas poderão chegar a seis anos de detenção. Já o procedimento relacionado ao menor de idade será encaminhado ao Juizado da Infância e da Juventude.
Em nota, a Secretaria estadual de Educação (Seeduc) afirma que abriu sindicância para apurar os fatos e diz que a direção da escola está acompanhando o caso junto à família da aluna. “A Seeduc ressalta que repudia quaisquer formas de preconceito e discriminação e reforça que as unidades da rede estadual desenvolvem várias iniciativas visando ao cumprimento da Lei nº 10.639/03, que inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira em disciplinas como Arte, Ensino Religioso, História, Sociologia, Língua Portuguesa e Literatura. Além disso, o Projeto de Leitura Escolar ministrado nos colégios estaduais tem como um dos seus eixos temáticos a Pluralidade Cultural”, diz a nota.
Trauma
De acordo com Leandro, Kethelyn decidiu fazer a iniciação no candomblé em novembro de 2015. Para cumprir as obrigações da religião, raspou o cabelo e passou a usar objetos religiosos.
— Na época, ela estudava em uma escola municipal. Sofreu um pouco no início, mas a escola soube lidar bem com a situação. Fez uma excursão com as crianças ao Museu Nacional de História e mostrou todo o contexto da nossa religião — lembra o promotor de vendas.
Os problemas começaram com a mudança para o colégio novo. De acordo com relatos, um dos adolescentes que estuda com a jovem aprendeu cantos que são entoados em rituais do candomblé e passou a usá-los para constranger Kethelyn.
— Ele cantava os pontos, tocando na mesa, e os outros iam no embalo. A maior agressão partia dele, mas alguns outros alunos também embarcavam — diz Leandro.
Kethelyn permanece matriculada na unidade, mas tem tido dificuldade de comparecer às aulas nas duas últimas semanas. Segundo Leandro, ela chegou a faltar três dias seguidos.
— Ela pede para não ir. Diz que prefere morrer. Mas eu falo para ela ir, porque só no fim do ano poderemos matricular ela em outra unidade — diz ele, que espera ver dias melhores pela frente: — Quero que a polícia investigue para descobrir o motivo desse descaso. Será que minha filha precisava ser apedrejada, será que precisava apanhar? Quero que a polícia investigue os fatos e cobre providências da diretora.

Rio: após discriminação religiosa, escola recebecerá curso sobre intolerância

ISTO É

As secretarias estaduais de Direitos Humanos e Políticas para Mulheres e Idosos e de Educação firmaram uma parceria para oferecer um curso de capacitação para professores, funcionários e alunos sobre a questão da intolerância religiosa em uma unidade escolar de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, onde uma aluna foi discriminada por ser candomblecista. A medida foi decidida em um encontro, nesta terça-feira (22), entre o secretário de Direitos Humanos, Átila Nunes, e a família da vítima.
A jovem de 15 anos foi insultada por um garoto com xingamentos como “gorda macumbeira” e “macumbeiro tem que morrer” e, quando reagiu às agressões, gerando discussão na sala de aula, somente a menina recebeu punição, sendo suspensa por sete dias. Para o pai da adolescente, Leandro Coelho, religião é algo muito pessoal que não se deve impor a ninguém.
“Como pai, a orientação que dou aos meus filhos é que não imponham a religião deles a ninguém, aceitem. Religião é uma coisa pessoal. Se você tiver dúvida sobre a religião do próximo, pergunte, mas impor, não”, disse.
Nunes lamentou o ocorrido e diz esperar que a iniciativa tomada em conjunto com a Secretaria de Educação conscientize as pessoas sobre a intolerância religiosa dentro do ambiente escolar.
“Nosso maior objetivo é conseguir levar essa conscientização a toda a rede de professores. Nós sabemos que o bullying é muito presente nas escolas e no caso religioso acaba chamando mais atenção, porque é um problema de foro íntimo, então é inadmissível que uma escola aceite casos como esse e, pior ainda, puna a vítima”, esclareceu o secretário.
De acordo com dados do Disque 100, as denúncias de casos de intolerância religiosa aumentaram em 119% no ano passado com relação ao ano anterior. Somente na última semana, a Secretaria de Direitos Humanos fez 20 atendimentos de casos de intolerância.
Para denunciar esse tipo de crime, a pessoa deve ligar para o Disque Combate ao Preconceito, no telefone (21) 2334-9551, de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h.

"O cuidar do outro devia ser mais reconhecido na sociedade"

DN PT

O animador sociocultural Ângelo Valente diz que os portugueses estão a começar a gostar mais de si próprios, mas o país ainda tem um longo caminho a percorrer. "Gostava muito de ver as melhores pessoas do país nos cargos de decisão. A política é uma carreira tão agressiva que afasta os bons."

Na lousa que segura nas mãos exibe o seu lema de vida: multiplicar a felicidade, dividindo-a. É assim desde sempre. Ângelo Valente, de 34 anos, nasceu com lábio leporino e fenda do palato, uma má formação que o obrigou a ser submetido a mais de 20 intervenções cirúrgicas até aos 19 anos. Por ser diferente, sofreu bullying e ainda hoje passa por episódios difíceis, mas aprendeu a aceitar-se exatamente como é. É um distribuidor de alegria. Era assim na escola, nos hospitais por onde passou e é assim agora junto dos idosos com os quais trabalha. "De certa forma, a minha postura sempre foi diferente, quer pela espontaneidade, quer pela alegria, quer pela preocupação em tornar o ambiente melhor."

Há cerca de sete anos que trabalha no Centro Comunitário da Gafanha do Carmo. Tem o curso técnico-profissional de animação sociocultural e, ao lado de Sofia Nunes, gerontóloga, fez que o centro se tornasse provavelmente na instituição de apoio aos idosos mais mediática do país. Fazem vídeos com milhares de visualizações, distribuem abraços, realizam sonhos. Tornaram-se um modelo que é seguido em Portugal e lá fora. O segredo? "O amor. Esta é muito mais do que uma ideia romântica. Aqui, aceitamos as pessoas como elas são e gostamos muito delas. Quando isso acontece, elas transformam-se."

Para o país melhorar, defende que tem de valorizar aquilo que as pessoas são capazes de fazer. "Infelizmente, o trabalho em Portugal é pouco prestigiante", lamenta. Refere-se, por exemplo, à profissão do cuidador. "Trabalhamos num sítio onde as pessoas ganham o ordenado mínimo para tomar conta do outro, que devia ser algo mais reconhecido na sociedade, porque é das coisas mais prestigiantes da função humana." Vivemos numa sociedade onde "auxiliares de saúde, de geriatria e enfermeiros vivem em condições salariais mínimas", mas não se refere apenas às remunerações. "Antes de sermos mediáticos, dizíamos que trabalhávamos num lar de idosos e a reação era: "Oh, coitadinhos." Agora "toda a gente quer trabalhar aqui".

Não lhe faltam ideias para o país, mas há uma que considera essencial: "Os portugueses têm de gostar mais de si próprios." Se isso acontecer, acredita que tudo vai correr melhor. "Até já estamos a começar a fazê-lo", muito graças às vitórias no Europeu de futebol e na Eurovisão e ao turismo. "Foi preciso os turistas virem para cá e dizerem que a nossa terra é incrível para nós despertarmos para o facto de que ela é incrível." Acredita que estamos melhor desde que a troika saiu, precisamente porque as pessoas gostam mais de si mesmas, mas há um longo caminho a percorrer. "Gostava muito de ver as melhores pessoas do país nos cargos de decisão. A política é uma carreira tão agressiva que afasta os bons."

Com todas as qualidades e o potencial que o país tem, Ângelo acredita que pode muito bem transformar-se na Florida da Europa. "Temos um dos melhores climas para envelhecer: o inverno não é rigoroso e o verão também não." Por isso, sugere, é preciso trabalhar "os 800 quilómetros de costa portuguesa" para chamar os reformados estrangeiros.

É apaixonado pelo país, pelo trabalho, pelo surf, pela sua terra. "Praia da Vagueira, a melhor praia do mundo." Os olhos brilham e o sorriso rasga-se quando fala da sobrinha. É um homem de emoções. "São a nossa principal ferramenta." Todos os dias, das 09.00 às 10.00, Ângelo e Sofia ligam o computador na sala de estar e cantam com "a família" que formaram com os utentes. O resultado - os sorrisos - está à vista de todos. Mas não basta querer. Nos workshops e conferências que dão pelo país perguntam-lhes como se faz. "Não há uma regra. Não podemos dizer que devem chegar à sala e dizer "olá" com um ar feliz. Se não sentires, não vale a pena fazeres isto noutro sítio."

Quem entra no Centro percebe, desde logo, que aquele é um sítio bom para envelhecer. Mas será assim no resto do país? "Moro num sítio onde em cinco minutos estou num hospital, mas já trabalhei num sítio onde demorava duas horas a chegar e onde esse hospital foi fechado. Vi velhinhos que morreram por causa disso", conta. Por isso, "gostava que as oportunidades fossem iguais para todos".

Recentemente, Ângelo visitou um lar em Oiã que acolheu uma família de refugiados. "A integração daquelas pessoas foi super inspiradora". Erradamente, lamenta, a sociedade associa "energias muito negativas aos refugiados", sem se lembrar de que "fugiram de coisas muito mais terríveis do que aquelas que levaram uma parte da população de Portugal a fugir".

Há cerca de um mês, Ângelo tornou-se, a título voluntário, responsável pela comunicação do Beira-Mar. É um "comunicador nato", mas diz que não corresponde aos "padrões de comunicação". Quando o mediatismo começou, chegou a ser afastado de entrevistas televisivas "por não falar bem" e, mais recentemente, foi legendado num programa. "É como teres uma bola à tua volta: tu és diferente." Portugal não será "dos piores países do mundo a lidar com a diferença", mas "os padrões ainda estão muito marcados".

Mãe toma medida radical após filha arrancar o próprio cabelo

"Foi uma decisão muito difícil. Ela tem cachos dourados muito bonitos", desabafou a mulher, que agora quer conscientizar outras pessoas sobre o transtorno

Por Redação VEJA São Paulo


O que você faria se o seu filho pequeno puxasse os cabelos compulsivamente? Após muito sofrimento, a dona de casa Kerry Shearer optou por uma solução radical: raspou a cabeça da filha de apenas 2 anos de idade.

A família, que acredita que a menina sofre com tricotilomania, um transtorno que provoca o “impulso urgente e irreprimível de arrancar os próprios fios de cabelo ou pelos“, sentiu que a atitude era “a única solução”.

Infelizmente, a decisão de Kerry e seu marido, Gavin Shearer, não acabou com o comportamento compulsivo da pequena Isla. Agora, a pequena, que ainda não foi devidamente diagnostica por médicos, começou a arrancar os cabelos da própria mãe e de pentes espalhados pela casa.

“Foi uma decisão muito difícil. Ela tem cachos dourados muito bonitos. Assim que o cabelo dela não estava mais lá, ela começou a puxar os meus, ou puxar os fios de um pente“, desabafou a mulher ao The Daily Mirror.

“Eu tentei de tudo para pará-la, mas nada surtiu efeito. Eu sei que tricotilomania normalmente é ligada à ansiedade, mas a Isla é a criança mais feliz que eu conheço, então eu não sei o que está acontecendo“, revelou a mulher.

Especialistas acreditam que a menina, de fato, sofre com o transtorno, mas os médicos ainda esperam que isso possa ser apenas uma fase. “Eu quero ver um pediatra especializado. Mesmo se a Isla realmente passar por essa fase, eu sei que tricotilomania está ligada ao estresse, então poderia voltar quando ela crescer. Eu quero que o diagnóstico fique registrado, assim ajuda estará facilmente disponível no futuro, se ela precisar“, contou Kerry.

O cabelo da pequena Isla voltou a crescer no lado esquerdo de sua cabeça, mas no lado direito ela está com uma grande falha. O visual acaba atraindo os olhares de curiosos nas ruas, que perguntam o que Kerry fez com a filha: “Eu não quero que ela fique estressada, eu não quero que ela se sinta se mal, então eu dou o meu cabelo para ela brincar de vez em quando. Eu sei que eu não deveria, mas pelo menos isso dá uma chance ao cabelo dela“.

Kerry revela que está recebendo apoio de outras mães sofrendo o mesmo problema após procurar apoio em um grupo no Facebook. Agora, ela quer conscientizar outras pessoas sobre a condição: “Eu adoraria ver mais pessoas conhecendo a tricotilomania, que acontece com milhões de pessoas no mundo inteiro. Os irmãos da Isla sabem tudo a respeito e dão todo o apoio, então houve uma educação extra para eles também. Mas eu me preocupo com bullying“, contou a jovem.

“Seria bacana ver outros pais ensinando seus filhos sobre a condição, assim eles poderão entendê-la e saber que, só porque alguém é diferente, não quer dizer que eles são más pessoas“.

Incentive hábitos alimentares saudáveis ​​em sua criança com estas dicas.

FOFOCA ORG

Comportamentos dos pais que imitam e hábitos, bem como ambientes domésticos estressantes e vícios de açúcar são razões pelas quais lactentes e crianças caem em maus hábitos alimentares.
Escolhas limitadas ajudar as crianças a compreender e limites de valor. Quando as crianças não recebem nenhuma escolha, ou, alternativamente, quando lhes é dado o reino livre, eles experimentam stress. Desenvolver uma relação doentia com a comida muitas vezes começa com sensação de que não temos nenhuma escolha na matéria. Quando uma criança não quer comer um determinado alimento, dar-lhe autonomia para escolher outra coisa, desde que seja saudável. Nenhuma criança vai passar fome, eventualmente, eles vão comer.

1. Eduque-se

O ponto aqui é que são facilmente enganados por embalagem e comercialização. A maioria dos alimentos que acreditamos ser uma opção saudável são longe disso. Isto inclui a maioria dos cereais de pequeno almoço descaradamente comercializados como alimentos saudáveis.

2. Procure pistas alimentares emocionais

Bullying, notas baixas e as habilidades sociais e tédio limitada tendem a levar a quer comer conforto ou perda completa de apetite em crianças. Abuso em casa e pós-traumático também são gatilhos emocionais comendo.
A terapia é importante para ajudar a resolver esses problemas.

3. Batalha de vontades

Pura força e coerção raramente vai funcionar no longo prazo. Seu filho vai out-wit, out-inteligente e simplesmente desgastá-lo no final.
Mantenha a sua atitude em relação aos alimentos light-hearted, e com alimentos ou refeições certa, você precisa ter uma atitude não-negociável.
Se take-outs e refeições prontas não apresentam em sua casa, estes não irá constituir uma alavanca para a negociação. Comer deve ser sempre divertido, sociável. O ponto mais importante a lembrar é que um pai nunca deve mencionar dieta ou que seu filho está acima do peso, mesmo de passagem, mesmo se você acha que eles estão fora do alcance da voz.

4. Fornecimento de Controle e demanda

Às vezes, todos nós sentimos como comer algo diferente. Pensar criativamente pode ser difícil quando você teve um dia inteiro no escritório e você executar um agregado familiar.

5. Criatividade mantém fresca

Se os seus filhos não comem frutas e vegetais, mas eles vão comer sorvete, fazer kebabs de frutas congeladas usando pedaços de abacaxi, bananas, uvas e bagas. Se isso não funcionar, jogar estes no liquidificador com leite sem gordura como um smoothie ou congelar a mistura em moldes de pirulito para um lanche divertido mais tarde.
Adicionar vegetais extra para sopas, ensopados e molhos, ralado ou desfiado para fazê-los desaparecer. Manter frutas frescas e vegetais lavados e disponíveis como snacks. Adicione o iogurte, manteiga de noz, ou húmus para o interesse extra. Se ele está disponível em todos os momentos, o lanche saudável tem uma melhor chance de ser comido.

6. Não insistem que seus filhos limpar seus pratos

Ajude os seus filhos a perceber que eles podem parar de comer quando eles tiveram o suficiente. Quando aprendemos a responder a sensação de saciedade, que são menos propensos a comer demais.
Se você está preocupado com o desperdício, prato-se pequenas porções e guardar as sobras para o dia seguinte. Melhor ainda, ensinar seus filhos a dar a comida que eles não comem para abrigos e cozinhas de sopa – o que irá ajudá-los a entender mais sobre a importância de não desperdiçar o que comer tudo em uma única chapa.

7. Comece jovem

Não cometa o erro de acreditar crianças que os jovens só gosto de comidas leves. Gostos e desgostos começam a se formar na infância; portanto, exposição a uma variedade de sabores e texturas é vital.
Se você tiver que fazer uma regra, insistem que tudo deve pelo menos ser provado uma vez.
Não desanime se as crianças estão relutantes em tentar a sua nova cozinha de estilo asiático. Seja paciente, e re-introduzir diferentes sabores até 9 vezes. Eles podem ter mudado suas mentes sobre se ou não se goste até lá!

8. As bebidas podem ser a origem do problema

Suco de frutas, refrigerantes açucarados e especialmente bebidas energéticas são carregados com açúcar e muito pouco mais. Suco de frutas não só acrescenta calorias vazias, mas apodrece os dentes, assim como qualquer outra bebida contendo açúcar, mesmo se ele não contém adição de açúcar.
Permitir que seus filhos a oportunidade de se acostumar a beber água de boa qualidade, purificado. E se o suco é um grampo em sua casa, tente diluir suco de uma parte para duas partes de água.
Lembre-se sempre que o alimento não é amor. Os alimentos não fazem situações ruins melhor. Encontre outras formas de recompensar e conforto. Sim tentar abraços, atenção, resolução criativa de problemas e feedback positivo.
Artigo Crédito: Nicci Robertson é o fundador do Re-Invent Companhia e autor do Re-Invent Wellness Coaching de Metodologia. Ela é uma nutricionista clínica, praticante mestre de Neuro Linguistic Programming e imunologia psico-neuro.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Número de jovens que cometem suicídio tende a aumentar após as férias de verão

PORTAL MIE

Segundo o livro branco do governo, “muita pressão ou consternação tendem a afetar os estudantes após as férias” e medidas para prevenir o suicídio de jovens são necessárias.

Organizações sem fins lucrativos (NPOs) e outras instituições que dão suporte a crianças e jovens estão intensificando os esforços para prevenir que eles cometam suicídio, visto que a tendência do ato é maior entre os estudantes ao final das férias de verão no Japão.

De acordo com dados divulgados pelo escritório do gabinete em 2015, as datas quando jovens de até 18 anos cometeram suicídio entre 1972 e 2013 estavam mais concentradas em ou por volta de 1 de setembro, quando o novo semestre se inicia em escolas de várias partes do país.

A taxa de suicídio de jovens também tende a ser maior no final da primavera e no feriado de Golden Week, em abril e maio, respectivamente, mostram os dados, sugerindo que o retorno à escola após as férias é uma grande dificuldade para as eles, principalmente aqueles que ficam preocupados em sofrer bullying.

Prevenção do suicídio de jovens após as longas férias

O livro branco do governo relacionado ao assunto para 2015 apontou a necessidade de realizar medidas para prevenir o suicídio de crianças após as longas férias, dizendo que “muita pressão ou consternação tendem a afetar as crianças após as férias”.

Uma NPO com sede em Tóquio, que oferece serviços de aconselhamento por telefone, disse que planeja estender as horas de operação para sua “Childline” em 8 províncias a partir do final de agosto até o início de setembro e lançar um serviço de aconselhamento com chat online por 9 dias a partir de 29 de agosto.

Outra NPO incorporada planeja abrir suas instalações no final das férias de verão em 6 províncias em uma tentativa de oferecer espaço livre para as crianças que se recusam a frequentar a escola.

“No ano passado recebemos muitas solicitações de pais”, disse o secretário-geral da organização, Hiroyuki Matsushima. “Queremos que o maior número de crianças possível saiba que elas têm uma opção além das escolas e que há uma maneira de viver através disso”.

Uma NPO incorporada que emite 2 vezes por mês jornais com notícias sobre escolas, reclusos sociais e outras questões, planeja enviar brevemente uma mensagem às crianças e adolescentes para oferecer suporte a eles, juntamente com outras entidades que promovem o crescimento saudável dos jovens.

“Nessa época do ano, quando o risco (das crianças cometerem suicídio) é maior, queremos que os adultos tomem cuidados extras e não percam os sinais de pedido de ajuda delas”, disse Hironobu Koguma, diretor-geral da organização que emite o jornal.