terça-feira, 21 de julho de 2015

Adolescente é transferida de escola no Amazonas após se tornar vítima de bullying

Bullying são várias formas de violência física ou psicológica e são mais comuns na infância e juventude e em ambientes escolares

Bullying são várias formas de violência física ou psicológica e são mais 
comuns na infância e juventude e em ambientes escolares (Marcos Santos
/USP Imagens)

Segundo a mãe, a estudante foi ofendida por colegas e exposta nas redes sociais, tendo sido chamada, entre outras coisas, de "sem sal, sem graça e feia"
ACRITICA.COM

Uma adolescente de 14 anos (a estudante teve o nome preservado) foi transferida de uma escola no Amazonas por ser alvo bullying. A Comissão de Jovens, Crianças e Adolescentes da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) deu assistência ao caso.

O caso chegou à presidência da ALE-AM por meio de uma carta da mãe da menina relatando a violência psicológica. O caso então foi repassado à comissão.

De acordo com profissionais da comissão, a adolescente, estudante do primeiro ano do ensino médio, decidiu deixar a escola particular para ingressar em uma instituição pública para aumentar suas chances de obter uma vaga em nível superior por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“A partir desse momento, minha filha passou a ser perseguida por um grupo de colegas de sala de aula com expressões peçonhentas, expostas nas redes sociais, como CDF, sem sal, sem graça, feia, etc”, detalhou a mãe da adolescente em carta endereçada à presidência da ALE-AM, por meio do site da casa na seção 'Fale Conosco'.

“De imediato autorizei que uma psicóloga e uma assistente social fossem até à residência da adolescente para apurar os fatos e oferecer suporte à família”, afirmou o deputado Carlos Alberto (PRB), que é presidente da Comissão de Jovens, Crianças e Adolescentes.

A menina, então, foi transferida para outra escola, bem mais próxima à casa dela. “Esse é apenas um dos diversos casos resolvidos pela Comissão no exercício de suas atribuições”, afirmou o deputado Carlos Alberto.

Recesso

Durante o recesso parlamentar, a Comissão de Jovens, Crianças e Adolescentes permanecerá de plantão para auxiliar a comunidade em atendimento, recebendo denúncias e dando orientações sobre a temática infanto-juvenil. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 3183-4592

Definição

Segundo a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), o bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de Bullying  possíveis,  eis algumas ações que podem estar presentes:

Colocar apelidos

Ofender

Zoar

Encarnar

Sacanear

Humilhar

Fazer sofrer

Discriminar

Excluir

Isolar

Ignorar

Intimidar

Perseguir

Assediar

Aterrorizar

Amedrontar

Tiranizar

Dominar

Agredir

Bater

Chutar

Empurrar

Ferir

Roubar

Quebrar pertences


*Com informações da assessoria imprensa

Aline Riscado disse que não incomoda em chamar a atenção pelo corpo e revelou que sofreu bullying na infância por magreza

Thaís Sant'Annado EGO em São Paulo


Aline Riscado (Foto: Caio Duran / Azzi Agency)Aline Riscado (Foto: Caio Duran / Azzi Agency)
Aline Riscado mostrou seu corpão na passarela do Mega Fashion Week na tarde desta segunda-feira, 20, em São Paulo. A bailarina recebeu muitos elogios e assobios da plateia. "Amo desfilar, é um momento de a gente ver os fãs pessoalmente, abraçar, trocar energia mais de pertinho, é muito bom", comemorou ela, que confessou que tem uns fãs mais abusadinhos: "As pessoas respeitam. É difcíl ter um mais assanhadinho, mas quando tem, a gente dá logo um patada que ele já se toca".
Vista como uma das mulheres mais desejadas do Brasil - ainda mais após protagonizar uma campanha de cerveja -, Aline garantiu que não se incomoda com o rótulo de símbolo sexual e, muitas vezes, sua imagem ser mais associada ao seu corpo em forma, do que pela sua carreira como bailarina. "Homem é bicho bobo, né? Não pode ver um bumbum, uma perna sarada, um peitinho... Acho que isso faz parte,  não tem com evitar. Eu não vou deixar de cuidar do meu corpo, de me olhar no espelho e me sentir bem, porque tem sempre uns safadinhos. A gente tem que continuar vivendo, sendo feliz, se amando. E o que vem de fora é consequência, não pode atingir a gente, não", desabafou.
Quem vê Aline hoje em dia, nem imagina que na infância ela não fazia esse sucesso todo. "Sofria bullying porque eu era muito magra. Tinha todos os apelidinhos: minhoca, Olívia Palito... Mas nem ligava. Sempre me gostei", afirmou

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Estigma do peso leva ao bullying


Para especialista, há uma noção generalizada de que a desonra não  é ruim e que as críticas servem de motivação, mas, na prática é o contrário



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Pintura de Juan Carreno de Miranda: La Monstrura Desnuda

O excesso de peso é a principal justificativa por trás do bullying contra crianças e alguma coisa precisa ser feita a esse respeito. Essa é a visão predominante entre milhares de adultos de quatro países que, quando questionados sobre porque as crianças sofrem bullying, responderam que a justificativa mais comum não era racial, nem religiosa, nem envolvia deficiências físicas ou a orientação sexual, mas o peso. Quase três quartos dos entrevistados afirmaram que as escolas e as políticas antibullying precisam abordar essa questão, e muitos afirmaram considerar o problema “grave” ou “muito grave”.

Ainda assim, a maior parte das leis antibullying não protege crianças obesas, afirma Rebecca Puhl, vice-diretora do Centro Rudd de Política Alimentar e Obesidade da Universidade de Connecticut, além de autora do primeiro estudo internacional investigando o bullying relacionado ao peso, publicado na revista científica “Pediatric Obesity”.
Não existem leis federais que garantam o tratamento igualitários para pessoas com sobrepeso ou obesas. “Na verdade, não é ilegal discriminar as pessoas com base em seu peso e isso dá a entender que o preconceito, o tratamento injusto ou o bullying com essas crianças são práticas toleráveis”, afirma Rebecca.
Nos Estados Unidos, jovens obesas recebem menos apoio financeiro universitário dos pais do que jovens que não são obesas, além disso, trabalhadores obesos recebem menos que trabalhadores não obesos, de acordo com um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças sobre o preconceito de peso, feito por Reginald Washington, diretor médico do hospital infantil Rocky Mountain, em Denver.

O relatório de Washington revisou políticas atuais e revelou o enviesamento de médicos, educadores, familiares e colegas de pessoas obesas. O estudo envolvendo mais de 400 médicos, por exemplo, revelou que mais de 30% dos entrevistados elencaram a obesidade como uma condição à qual reagiam negativamente, pouco atrás do vício em drogas, de doenças mentais e do alcoolismo. O levantamento também citou uma pesquisa que revelava que as famílias frequentemente criticavam parentes obesos; quase metade das jovens com sobrepeso relatou provocações feitas por familiares.

Crianças que veem muita televisão correm mais risco de bullying

Um estudo sugere que as crianças de 29 meses que passam muito tempo a ver televisão correm mais riscos de sofrer de bullying na escola aos 12 anos.



LIFESTYLE INFÂNCIAPOR NOTÍCIAS AO MINUTO

Desde que a televisão começou a entrar nas nossas vidas e a ocupar uma boa parte da rotina que se têm feito muitos estudos para analisar os seus efeitos, especialmente nas crianças. Um estudo publicado na revista científica Journal of Developmental & Behavioral Pediatrics relaciona o consumo excessivo de televisão com um dos maiores problemas educativas e sociais de hoje em dia: a violência (bullying) na escola.

Apesar de a Associação Americana de Pediatria desaconselhar que as crianças com menos de dois anos passem tempo a ver televisão, e de que as restantes não passem mais de uma ou duas horas a ver televisão, a verdade é que há muitas crianças em idade pré-escolar que passam quatro horas ou mais a ver televisão, alerta o El Mundo.

O estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, sugere que as crianças de 29 meses que passam muito tempo a ver televisão correm mais riscos de sofrer de bullying na escola aos 12 anos.

Os investigadores consideram que o consumo excessivo de televisão pode influenciar de forma negativa as competências sociais das crianças e a forma como estas lidam com os conflitos interpessoais, o que o pode prejudicar na hora de lidar com conflitos sociais que enfrentará na escola.

Passar muito tempo em frente à televisão “deixa menos tempo para a interação com a família, que continua a ser o principal veículo de socialização da criança”, pode ler-se no estudo, citado pelo El Mundo.

Além disso, os investigadores sugerem que “a exposição precoce à televisão está associada a um défice no desenvolvimento das funções cerebrais que tratam da resolução de problemas com outras pessoas, com a regulação das emoções e as capacidades de brincar com outras crianças da mesma idade”.

‘É preciso ensinar além das DSTs nas escolas’, diz psicopedagoga e educadora

A entrevistada deste domingo, psicopedagoga e educadora sexual Christiane Andrea, alerta para a importância de se falar sobre sexualidade nas escolas, principalmente na atual era virtual


por 

Há mais de 15 anos atuando como professora nas redes públicas e privadas da Região, a psicopedagoga, educadora sexual e pós-graduanda em Terapia Sexual Christiane Andrea — hoje atuando como orientadora educacional na rede pública de Santos — enxergou no seu cotidiano profissional a necessidade de falar sobre sexo com os adolescentes.

Para isso, após tirar muitas dúvidas dos adolescentes que a procuravam, ela resolveu estudar mais sobre o assunto e agora roda as unidades de ensino palestrando sobre os resultados nocivos da falta de informação sexual em tempos de internet: cyberbullying, sexting e grooming. Achou os nomes estranhos? Não sabe nem por onde começar para explicar sobre isso aos seus filhos? Então, acompanhe a entrevista que a psicopedagoga concedeu ao Papo de Domingo:



Diário do Litoral - Como é o projeto que você está desenvolvendo nas escolas de Santos?

Christiane Andrea - O projeto surgiu de uma necessidade que eu tenho acompanhado dentro das escolas em relação a esta questão da liberdade dos jovens na internet e o fato deles não estarem usando toda esta tecnologia adequadamente, colocando até mesmo a vida em risco. É uma palestra em que eu falo sobre cyberbullying, sexting e grooming.

DL - Qual a diferença entre cyberbulling, sexting e grooming?

Christiane - O cyberbullying é o conhecido bullying através dos meios de comunicação virtuais: SMS, redes sociais, Whatsapp. Ou seja, a prática do bullying virtual. O sexting é o ato de promover fotos e vídeos de cunho sexual por estes meios. E grooming é o aliciamento psicológico através da internet. Por exemplo, é através do grooming que estão aliciando jovens para o Estado Islâmico. É muito perigoso. Este aliciamento pode levar um jovem a se suicidar, dependendo do estado psicológico que ele estiver.

DL - E a palestra vai abordar como estes três temas?

Christiane - A ideia é orientar. Eu estou percorrendo as escolas públicas e privadas de Santos. Por enquanto, só aqui na Cidade. Mas já recebi convite para fazer palestras em escolas de Cubatão. É preciso abordar este assunto no maior número de escolas possível. Em todo o Brasil.

DL - O público alvo é só adolescente ou crianças menores também participam das palestras — as crianças estão usando a internet cada vez mais cedo?

Christiane - No momento, estes assuntos, estou tratando com adolescentes de sétima à nona série e jovens do Ensino Médio. A questão das crianças teria que ser algo mais profundo como, por exemplo, começar a tratar de Educação Sexual dentro das escolas.

DL - Você, então, acredita que falta tratar mais sobre este assunto nas escolas?

Christiane - Só se trata de HPV, Aids. Mas a sexualidade envolve muito mais que isso. É preciso ensinar além das DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) nas escolas.

DL - Como e quando você começou a se interessar pela Educação Sexual?

Christiane - Eu comecei a me interessar justamente por acompanhar esta deficiência nas escolas em que trabalhei. Atuei como professora há mais de 15 anos dentro das redes privadas, estaduais e municipais. Sempre com adolescente. Eu era aquela professora que as meninas procuravam — talvez por eu dar mais abertura — para tirar dúvida, desabafar sobre algumas coisas e tratar sobre assuntos que não tinha a liberdade de falar em casa com os pais. Eu sempre procurei orientar com a conversa. Por isso, busquei estudar sobre o assunto e me aperfeiçoar para poder orientar melhor.

DL - Você acredita que irá enfrentar algum tipo de problema ou preconceito com os pais sobre os temas desta palestra ou sobre a defesa da educação sexual dentro das escolas? Há um bloqueio dos pais para tratar deste assunto?

Christiane - Com os temas da palestra, eu não tenho encontrado resistência porque é um problema sério que está acontecendo dentro das escolas e, infelizmente, vem abalando muitas famílias. As meninas estão cada dia mais postando fotos sensuais, vídeos íntimos na internet. Muitas vezes, a pedido do namorado e até das próprias amigas. Tem até uma brincadeira nas escolas chamada “Ato de Coragem”, que acontece como um desafio — “Você tem coragem de…”. Então, para ela mostrar que é corajosa, ela posta fotos íntimas ou vídeos no grupo. A informação hoje é o melhor caminho. Por isso, a importância da palestra. Até mesmo para explicar sobre as questões legais que estes tipos de brincadeira implicam. Na palestra, por exemplo, eu conto o caso de uma moça que postou uma foto íntima na internet há seis anos e que, até hoje, encontra dificuldades para arrumar emprego por conta disso. No entanto, mesmo com o apoio para falar sobre estes assuntos na palestra, ainda há um bloqueio para tratar sobre Educação Sexual na grade curricular. É importante frisar que, na escola, tem que ser dado Educação Sexual e não Orientação Sexual. A orientação tem que vir de casa, vem dos pais. O caráter da criança é formado entre os quatro e os seis anos, então, isso já vem de casa. A Educação Sexual precisa ser tratada nas escolas desde a infância. A sexualidade é como a personalidade, precisa ser tratada como uma coisa natural e do ser humano.

DL - Que dica você daria para os pais que não sabem tratar sobre este assunto em casa?

Christiane - Eles devem se informar, sempre. Para tratar de sexo, não tem idade. As crianças têm suas curiosidades. Então, os pais precisam atentar para o que as crianças estão perguntando e responder o que elas querem saber. Mas é preciso procurar saber antes de responder o que ela exatamente está perguntando. Por exemplo, uma criança que quer saber o que é virgem, não exatamente está falando com um cunho sexual, pode só querer saber qual é o signo. É preciso tratar com muita naturalidade.

DL - Na questão do sexting, o que você acha que leva um adolescente a se expor desta forma? O que faltou na criação desta criança?

Christiane - Faltou o equilíbrio. Uma adolescente emocionalmente equilibrada pensaria duas vezes antes de postar um vídeo íntimo. Se ela receber de casa toda a informação de como isto funciona, ela não faria. Porém, ainda sim, ela poderia ser impulsionada pela questão do furor da adolescência. Como acontece muito, por exemplo, de o namorado pedir uma foto íntima como prova de amor ou postar um vídeo em quem eles estejam praticando sexo. Acontece muito.

DL - Nas escolas que você passou com a palestra, tem muitos casos como este exemplo?

Christiane - Sim, muito. No final de cada palestra, eu dou um tempo para que eles façam perguntas e a gente possa discutir sobre seus questionamentos. Em todas as escolas que eu estive, sempre tem um caso de alguma aluna que postou e passou por isso.

DL - O que isso causa emocionalmente em uma garota?

Christiane - Causa um estrago imenso. Algumas chegam ao suicídio por causa do sexting. Infelizmente, isto é pouco divulgado. Sem falar que causa estresse, depressão, vontade de matar, síndrome do pânico. Muitos não querem mais voltar à escola.

DL - Diante de uma situação de exposição como esta, como os pais devem agir?

Christiane - Isso desestrutura uma família inteira. A primeira coisa que deve ser feita é a denúncia, se não foi o próprio adolescente que postou, e procurar uma ajuda psicológica imediatamente para toda a família. Caso a postagem tenha sido feita pelo próprio adolescente, após a retirada do vídeo é preciso fazer um acompanhamento para que este vídeo não seja compartilhado novamente.

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

Alunos de escola municipal na Paraíba humilham e agridem funcionária

agredindo_funcionaria
Um vídeo gravado em uma escola municipal na Paraíba está dando o que falar. Nele, dois alunos aparecem agredindo uma técnica administrativa que trabalha no local. Em outro momento, um deles chega a montar nas costas da mulher que tenta se livrar das agressões. Enquanto isso, os demais alunos dão gargalhadas.
ASSISTA AO VÍDEO - CLIQUE AQUI
A Secretaria de Educação de João Pessoa emitiu uma nota na qual faz questão de dizer que os garotos envolvidos na agressão foram suspensos e que aguardam o desfecho das investigações por parte do Conselho Tutelar.
Autor:  -Fonte: IG

Fernanda Vasconcellos diz ter sofrido bullying: "Eu era saco de pancada"

Fonte: Revista Quem

Em entrevista, atriz contou que colegas de escola queriam bater nela: "Elas me esperavam com pedaços de pau, estilete, faca"


Fernanda Vasconcellos (Foto: Divulgação/TV Globo)
Fernanda Vasconcellos afirmou que sofreu bullying nos tempos de escola. "Eu era saco de pancada. As meninas mais velhas queriam me bater. Era uma coisa assustadora. Elas me esperavam com pedaços de pau, estilete, faca. A diretora tinha que chamar a polícia. Eu mudava de escola e essas meninas ficavam na porta", disse em entrevista ao Programa do Jô.
Ainda sobre as lembranças do período, a atriz contou: "Juro que eu não fazia nada para elas. Eu cheguei a ir embora de viatura. Eu tinha muito medo mesmo".
Nas declarações divulgadas antes do programa ser exibido, Fernanda também contou que gosta de fazer faxina como recurso para se acalmar.

Bullying no ambiente de trabalho, e agora?

Postura da empresa em relação ao problema é fundamental para inibi-lo

Informe Publicitário *
Getty Images
Quando o assunto é bullying naturalmente lembramos de crianças e adolescentes em fase escolar, mas este é apenas o cenário mais evidente do problema, muitos profissionais encaram o problema em seu dia a dia de trabalho. Embora o problema seja amplamente discutido na área educacional, há pouco conhecimento sobre o que fazer mediante às organizações.
Segundo uma pesquisa do site CareerBuilder, 28% dos profissionais entrevistados já sofreram bullying no trabalho. Vale lembrar que a prática refere-se ao ato de violência física ou psicológica intencional e repetida. A pesquisa revelou também que 19% dos profissionais violentados deixaram ou trocaram de emprego por causa desta prática.
Conversamos com Eline Kullock, presidente da Staton Chase e especialista em Geração Y, sobre bullying nas empresas. Confira na sequência os principais tópicos da entrevista.
As empresas estão preparadas para lidar com bullying?
Acredito que as pessoas de forma geral não estão preparadas para lidar com o bullying. O brasileiro, de uma forma geral, não é uma pessoa de enfrentamento. Ele prefere não confrontar e isto está na cultura brasileira, em função do modelo de colonização do país. Outros países, principalmente os europeus, estão mais acostumados ao questionamento, ao confronto, às perguntas diretas e à resolução de problemas de forma menos emocional do que os brasileiros.
Como identificar práticas de bullying nas organizações?
A postura do corpo gerencial será fundamental para identificar práticas de bullying. É necessário que a diretoria como um todo se posicione claramente sobre a abertura à diversidade e por não aceitar preconceitos no seu quadro funcional. É preciso que os gerentes tenham a confiança das pessoas para que um funcionário que se sinta discriminado, possa vir conversar com seu gestor, sem ser penalizado ou ridicularizado.
A empresa que tem gerentes maduros emocionalmente, tem uma chance muito maior de ter uma equipe mais franca, mais pronta para o novo e mais aberta às diferenças interpessoais.
Qual a melhor maneira de lidar com bullying? Punições, conversas, acordos?
A postura adequada para se lidar com o bullying é um posicionamento claro em relação a esta prática, como passível de demissão, porque significa discriminação e pode fazer com que a empresa incorra em custosas multas.
Quanto mais os valores organizacionais possam valorizar a diversidade, o respeito, o trabalho em equipe e o bom humor, mais a empresa estará demonstrando que é aberta ao novo e mostrando que só assim ela pode, de fato, representar um extrato da sociedade, onde há todos os tipos de pessoas.
Vale lembrar que lidar com o diferente ensina, nos faz ver o mundo com outros olhos, nos torna mais flexíveis, mais atentos às diferenças e à sociedade de uma forma geral. Certamente a pessoa que faz o bullying tem pouca capacidade de empatia, de se colocar no lugar do outro, e precisa de mais amadurecimento emocional, para aprender a conviver com respeito com outras pessoas e as organizações devem estar atentas a situação sempre.

*O conteúdo acima é de responsabilidade da Catho

Alunos são presos após furar orelha de colega com tachinha

Fato aconteceu no Japão e a escola lamentou o ocorrido; um dos alunos envolvidos deixou a instituição
Fonte: Terra


Cinco estudantes foram detidos em uma escola em Nagoia, no Japão, após tentarem furar, à força, a orelha de um colega com uma tachinha. As informações são do site do jornal Japan Today.

De acordo com a polícia, o incidente aconteceu no fim do mês de maio, em uma sala desocupada da escola. Sankei Shimbun informou que quatro meninos seguraram a vítima, e um quinto estudante perfurou sua orelha esquerda com a tachinha.

A polícia disse ainda que um dos garotos assumiu a acusação, enquanto os outros quatro negaram, alegando que o ato contou com o consentimento da vítima.

A escola divulgou um comunicado na última quarta-feira (15), classificando o ato como bullying, e pedindo desculpas a vítima. Um dos cinco estudantes saiu da escola logo depois do ocorrido.

Obesidade é principal justificativa por trás do bullying contra crianças


O “excesso de peso” é a principal justificativa por trás do bullying contra crianças e alguma coisa precisa ser feita a esse respeito.
Essa é a visão predominante entre milhares de adultos de quatro países que, quando questionados sobre porque as crianças sofrem bullying, responderam que a justificativa mais comum não era racial, nem religiosa, nem envolvia deficiências físicas ou a orientação sexual, mas o peso.

Quase três quartos dos entrevistados afirmaram que as escolas e as políticas antibullying precisam abordar essa questão, e muitos afirmaram considerar o problema “grave” ou “muito grave”.
Ainda assim, a maior parte das leis antibullying não protegem crianças obesas, afirmou Rebecca Puhl, vice-diretora do Centro Rudd de Política Alimentar e Obesidade da Universidade de Connecticut, em Hartford, além de principal autora do artigo, o primeiro estudo internacional investigando o bullying relacionado ao peso, publicado na revista científica “Pediatric Obesity”.
Não existem leis federais que garantam o tratamento igualitários para pessoas com sobrepeso ou obesas. “Na verdade, não é ilegal discriminar as pessoas com base em seu peso e isso dá a entender que o preconceito, o tratamento injusto ou o bullying com crianças acima do pesão são práticas toleráveis”, afirmou Puhl, professora de desenvolvimento humano e estudos familiares na UConn.
À medida que os índices de obesidade aumentaram, afirmou, tornou-se comum atribuir aos indivíduos a responsabilidade pelo excesso de peso e pela mudança de comportamentos nocivos, “o que dá a entender que essas pessoas são de alguma maneira culpadas pelo próprio peso e, portanto, merecem o tratamento que recebem”.
“Além disso, existe uma noção generalizada de que o estigma talvez não seja tão ruim assim e que as críticas servem de motivação para que as pessoas percam peso”, afirmou Puhl. No entanto, a verdade é justamente o contrário: as pessoas que são criticadas em função do excesso de peso acabam se envolvendo em comportamentos pouco saudáveis, afirmou. Estudantes que são chamados de gordos durante a aula de educação física, por exemplo, acabam matando as aulas para evitar as críticas.
Segundo o novo estudo, os pesquisadores entrevistaram 2.866 adultos nos Estados Unidos, Canadá, Islândia e Austrália. Os quatro países contam com índices similares de obesidade na infância e na idade adulta, além de atitudes culturais similares que incentivam a magreza e a atividade física, afirmou Puhl.
Ao menos 70% dos participantes de todos os países viam o bullying com crianças obesas como um problema comum, e 69% dos entrevistados acreditavam que o problema era “grave” ou “muito grave”. Embora cerca de metade dos entrevistados acreditassem que “ser gordo” era a razão mais comum por trás das provocações, ao passo que menos de 21% dos adultos desses países afirmaram que questões de raça, etnia ou nacionalidade fossem as causas mais comuns do bullying. Menos de 15% dos entrevistados listaram a orientação sexual, menos de 12% listaram deficiências físicas, e menos de 6% listaram a religião ou o desempenho acadêmico.
Cerca de três quartos dos entrevistados de todos os países afirmaram que as escolas deveriam fazer esforços para conscientizar sobre o bullying contra crianças obesas, além de implementar políticas que protejam essas crianças. Além disso, os entrevistados também apoiaram o desenvolvimento de leis antibullying para combater esse ato contra crianças obesas.
Entretanto, os americanos não são tão favoráveis ao envolvimento do governo no problema: metade dos entrevistados afirmou que o governo deveria ter uma postura mais ativa e apenas 47% eram favoráveis a uma lei federal que proibisse o bullying relacionado ao peso.
A nova pesquisa não é a primeira a relatar os mesmos dados: um estudo feito em 2011 pela Associação Nacional de Educação revelou que 23% dos professores relatavam que o bullying relacionado ao peso era uma preocupação nas escolas, com percentuais mais baixos indicando a discriminação por gênero, deficiência física, ou orientação sexual presumida.
“O movimento do politicamente correto parece não se importar com o peso”, afirmou Deborah Carr, diretora do departamento de sociologia da Universidade Rutgers, em New Brunswick, em Nova Jersey. “O estigma do peso é o mais grave entre pessoas de classe média alta com formação superior, justamente a população que mais aprecia corpos magros”.
De fato, à medida que os índices de obesidade aumentaram nos últimos anos, a percepção de discriminação por peso e altura também se tornou mais comum, conforme mostram pesquisas.
Com cerca de um terço das crianças e jovens americanos com sobrepeso ou obesidade, autoridades de saúde pública temem a discriminação que podem sofrer ao chegar ao mercado de trabalho, durante os estudos ou em ambientes médicos, além do preconceito de colegas e até mesmo de familiares.
Jovens obesas recebem menos apoio financeiro universitário dos pais do que jovens que não são obesas, além disso, trabalhadores obesos recebem menos que trabalhadores não obesos, de acordo com um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) sobre o preconceito de peso feito por Reginald L. Washington, diretor médico do Hospital Infantil Rocky Mountain, em Denver.
O relatório do CDC revisou políticas atuais e revelou o enviesamento de médicos, educadores, familiares e colegas de pessoas obesas. Um estudo envolvendo mais de 400 médicos, por exemplo, revelou que mais de 30% dos entrevistados elencaram a obesidade como uma condição à qual reagiam negativamente, pouco atrás do vício em drogas, de doenças mentais e do alcoolismo. O CDC também citou uma pesquisa que revelava que as famílias frequentemente criticavam parentes obesos; quase metade das jovens com sobrepeso relataram provocações feitas por familiares.
Embora alguns especialistas em saúde reconheçam que a genética individual e diferenças no metabolismo levam algumas pessoas a engordar mais do que outras, a ideia mais disseminada é a de que qualquer pessoa é capaz de chegar ao peso desejado por meio de dietas e atividades físicas regulares.
Carr afirmou que os especialistas em saúde pública caminham sobre uma linha tênue “entre querer que as pessoas tenham corpos saudáveis e se sintam bem com sua forma física –e desejar que elas simplesmente controlem o peso”.
Fonte: Bol.com.br