sábado, 13 de junho de 2015

Vídeo mostra briga entre alunas de escolas rivais em Petrópolis, no RJ

Segundo testemunhas, as agressões viraram rotina. As brigas são marcadas via rede social.


Bruno RodriguesDo G1 Região Serrana


ASSISTA AO VÍDEO - CLIQUE AQUI

Um vídeo de duas alunas uniformizadas das escolas municipais Papa João Paulo II e Professora Herminia Matheus, localizadas no bairro São Sebastião, em Petrópolis, Região Serrana do Rio, está circulando pelas redes sociais. Nas imagens, feitas por um outro estudante de uma das instituições de ensino, é possível ver que uma das meninas chega a ficar por cima da outra, batendo com a mão e puxando os cabelos. A briga, segundo informações do pai de um outro aluno, que preferiu não ser identificado, teria sido motivada porque uma das adolescentes foi defender uma terceira pessoa envolvida. Elas têm 11 e 13 anos.

Segundo o diretor da escola Papa João Paulo II, Paulo Araújo, a menina já foi identificada e a mãe foi orientada a ir até delegacia prestar queixa. Ele afirma que essa não foi a primeira briga entre as duas e que entrou em contato com a diretora da outra unidade de ensino para tentar buscar uma resolução sobre o problema entre a briga de estudantes das duas instituições.

“Isso é comum ali. Sempre vejo adolescentes brigando em praças nas ruas por aqui. Os alunos acabam marcando nas redes sociais e quando se encontram a confusão já está formada. Os outros estudantes acabam incentivando a briga, filmam e divulgam nas redes sociais. No caso dessa briga, as meninas se encontraram entre as duas escolas. É bem comum porque elas são de escolas rivais”, contou Yago Freitas, que mora próximo às duas escolas, que tem 350 metros de distância uma da outra.

O pai de um aluno explicou que o filho vem sofrendo bullying na escola Papa João Paulo II. Segundo ele, o filho de 13 anos está sendo ameaçado por outros estudantes. Ele explica que a mãe do adolescente já tinha ido à escola e só conseguiu conversar com um inspetor que teria dito que não poderia fazer nada.

“Acho isso um absurdo! As brincadeiras começam nas redes sociais e este tipo de coisa acontece. Daqui a pouco tem criança levando faca para escola e atingindo umas as outras”, falou o pai, revoltado.

O conselheiro tutelar Marcos Gonçalves, explica que a briga tem que ser resolvida pela instituição de ensino quando acontece dentro da escola. Já quando é do lado de fora dos muros, cabe à família a responsabilidade pelo aluno. No caso do Conselho Tutelar, o órgão é acionado quando as vítimas são crianças com menos de 11 anos.

“De 12 a 17 anos, cabe às famílias irem à polícia para prestar queixa seja sobre ameaça, bullying ou agressão. Mas quando acabam sendo encaminhados para o Conselho, nossa atitude é defender os direitos daquele adolescente. Então verificamos se a queixa já foi feita ou se aquele menor precisa de atendimento médico ou psicológico, para que seja encaminhado”, explicou Marcos.

Caso de polícia
Na delegacia, o número de casos de brigas entre estudantes têm aumentado. Segundo um dos inspetores ouvidos pelo G1, da 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro, é comum a quantidade de pessoas que chegam para prestar queixa sobre agressões entre estudantes.

“Nestes casos, é configurado ato infracional. O registro de ocorrência é feito aqui e o caso vai para a Vara da Infância”, explicou.

Secretaria de educação se pronuncia
Segundo a secretária de Educação, Mônica Freitas, em casos como este há o acompanhamento e orientação da escola junto à família.

"Caso a instituição de ensino não consigo encontrar uma resolução para o problema, o serviço de psicologia escolar é acionado e, em casos extremos, quando nada disso funciona, a inspeção escolar, que funciona na sede da Secretaria de Educação, de 8h às 18h30, é acionado para trabalhar com aquela família", declarou

Na tarde desta sexta-feira (12), o diretor da escola Papa João Paulo II, Paulo Araújo, se reuniu com a secretária de educação para apresentar os problemas que têm ocorrido na instituição de ensino. 

Segundo a secretária de educação, casos de qualquer tipo de violência podem ser punidos com medidas que vão de advertências verbais até a transferência do aluno. A secretária informou ainda que vem adotando medidas como campanhas de conscientização. Além disso, explicou que o serviço da ronda escolar trabalho dentro das escolas, tem quatro equipes e, em 2014, fez mais de 500 visitas em toda a rede municipal de ensino.








Projeto Bem Me Quer Paz se Quer forma 180 alunos

da redação Portal Novidade
Os alunos da Emef (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Salvador Zacharias Pereira Júnior, emocionaram os pais e amigos que participaram da formatura do Projeto Bem me Quer Paz Se Quer. O evento aconteceu na última quarta-feira (10/06), no pátio da escola. Os 180 alunos do 5º ano receberam os certificados de conclusão do programa realizado pela Prefeitura de Hortolândia, por meio das secretarias de Segurança e Educação.  
Com o objetivo de prevenir o acesso das crianças ao uso de drogas, combater o bullying e atuar na autoestima dos alunos, o programa foi realizado no primeiro semestre deste ano na escola. A cerimônia contou com a presença do prefeito Antonio Meira; do secretário de Segurança, Marcelo Borges; da comandante da Guarda Municipal, Luzanira Joaquim Nascimento; agentes do projeto, pais, professores e da direção da escola. Os alunos fizeram apresentação musical e assistiram uma retrospectiva das aulas. 
“Este é um dos principais programas que realizamos na Prefeitura. Representa muito na vida das crianças. O projeto é fundamental na formação dos jovens e adolescentes. Voltamos nossa atenção para trabalhar a prevenção junto aos nossos alunos. O programa contribui com a comunidade e objetiva amparar as famílias”, disse Meira. 
O secretário de Segurança, Marcelo Borges, lembrou ao público sobre os três pensamentos estudados em sala de aula, em dinâmica com os alunos. “Os pensamentos mais importantes que ensinamos para as crianças são parar, pensar e analisar. A partir de agora, elas perceberão o que é bom e o que é ruim para a vida delas. Esta é a principal ação para combater as drogas e orientar a nossa população”, afirma Borges. 
Segundo a GM Adriana Herdeiro, coordenadora do projeto, as crianças, agora, serão multiplicadores de tudo o que aprenderam durante o projeto. “Todas as atividades ensinadas em sala de aula, vocês poderão ensinar aos seus amiguinhos. Tivemos uma aproximação muito grande, que acredito ser a melhor forma de compartilhar momentos inesquecíveis. A presença dos agentes dentro da escola é muito importante para que a segurança melhore em nossa cidade, começando pela sala de aula”, disse Herdeiro. 
O projeto

O Bem me Quer Paz Se Quer é desenvolvido por agentes da Guarda Municipal com o objetivo de inibir o acesso das crianças ao uso de entorpecentes. A ação é realizada por meio de palestras dinâmicas que focam a autoestima e problemas familiares. Por trás dos problemas com drogas estão outros problemas como familiares, econômicos e de autoestima. 
As atividades são aplicadas para os alunos do 5º ao 9º ano, por meio de uma linguagem apropriada e materiais didáticos. Os GMs explicam os efeitos de cada tipo de droga, orientam no combate ao bullying e trabalham nas questões relacionadas à autoestima. Os encontros são semanais e duram cerca de uma hora e meia. 
Programação das formaturas

15 de junho, às 18h30
EMEF Renato Costa Lima
Rua Santos Dumont, 45
Jardim Amanda

17 de junho, às 19h
EMEF Jardim Amanda Caic
Rua Graciliano Ramos, 698
Jardim Amanda

19 de junho, às 10h
EMEF Jardim Primavera
Rua 20, 350
Jardim Boa Esperança

22 de junho, às 18h30
EMEF Armelinda Espúrio da Silva
Av. João Coelho, 10
Jardim Nossa Senhora de Fátima

24 de junho, às 10h
EMEF João Calixto
Rua Dr. Miguel V. Ferreira, 454
Jardim Nova Boa Vista

30 de junho, às 18h30
EMEF Jardim Santiago
Rua Salvador, 500
Jardim Santiago

01 de julho, às 16h
EMEF Taquara Branca Agenor Miranda da Silva
Rua Moacir de Souza Campos, s/n
Jardim Novo Horizonte

03 de julho, às 16h
EMEF Jardim Boa Esperança
Rua do Canário 14, 400
Jardim Boa Esperança

Projeto define oito tipos de bullying que devem ser evitados nas escolas

Levantamento divulgado em 2014 mostrou que 13% das crianças e adolescentes sofrem bullying nas escolas






por
iG São Paulo

Projeto aprovado no Senado e em discussão na Câmara dos Deputados cria o Programa de Combate à Intimidação Sistemática. A proposta define oito tipos de bullying que devem ser evitados no ambiente escolar.
A proposta define o bullying, que ainda não tinha definição em língua portuguesa, como uma sequência de episódios de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticado reincidentemente por um indivíduo ou grupo contra outro indivíduo ou grupo, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas, produzindo na vítima prejuízos psicológicos, físicos ou morais.
Um dos objetivos é prevenir e combater a prática de bullying nas escolas. Para tanto, os profissionais de educação deverão ser capacitados para implementar ações de discussão, prevenção e solução do problema. Além disso, serão publicados relatórios anuais das ocorrências de violência nas escolas e nas redes de ensino.
O Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), pesquisa feita pela Unifesp e divulgada no ano passado, mostrou que 13% das crianças e adolescentes sofrem bullying nas escolas. As meninas são o principal alvo da prática.
Ainda de acordo com o estudo, a exposição a abusos físicos e psicológicos ou a outros eventos agressivos na infância pode aumentar a predisposição a depressão e ao uso problemático de drogas na vida adulta.
Veja quais são os oito tipos de bullying:
1. Físico: Violência física como socar, chutar ou bater em um colega repetidas vezes. Este é o bullying mais fácil de idenditicar.
2. Psicológico: Perseguir, amedrontar, aterrorizar, manipular, intimidar, dominar, chantagear o colega de escola.
3. Moral: Difamar, caluniar ou espalhar um boato sobre alguém
4. Verbal: Insultar ou xingar de forma repetitiva ou criar apelidos que humilham os colegas
5. Sexual: Assediar, induzir ou abusar de alguém
6. Social: Ignorar, isolar ou excluir constantemente um colega do convívio social
7. Material: Furtar, roubar ou destruir os pertences de alguém
8. Virtual: Humilhar os colegas pela rede, enviar mensagens que invadem a intimidade, falsificar fotos e dados pessoais provocando sofrimentos e constrangimento.


sexta-feira, 12 de junho de 2015

Listas de 'dez mais' viram uma febre de bullying nas escolas

Imagens com conteúdo sexual e xingamentos usam nome e foto de jovens. Algumas delas já deixaram até de ir para a escola.


Fonte: Jornal Nacional Rede Globo

Meninas e adolescentes estão sofrendo com uma exposição criminosa nas redes sociais, à ponto de algumas terem simplesmente deixado até de ir para a escola.
Os vídeos na internet têm o título “top 10”, mas não se trata de fama: é caso de difamação e virou febre em São Paulo. Tem "top 10" de escola e de bairro. São rankings que apontam as meninas que seriam as mais "safadas". A maioria das garotas é menor de idade. As fotos que elas mesmas publicaram em redes sociais são montadas com um funk de baixo calão e legendas com xingamentos, além do nome e sobrenome delas. Os vídeos se espalharam.
“Acabou pegando em todas as ‘quebrada', de uma foi pra outra, aí outra, adiante, aí virou moda”, conta uma pessoa que não quis ser identificada.
“Passava para entrar para escola e todo mundo aloprando. Xingando”, lembra um jovem que não quis ser identificado.
Por causa da exposição na internet, muitas meninas ficaram com vergonha de ir à escola. Algumas já estão há meses fora da sala de aula. Elas não conseguem encarar os colegas de turma e, de repente, ouvir uma brincadeira de mau gosto, que passou a acontecer desde que os vídeos foram publicados. As meninas não sabem como lidar com essa situação.
Menina: Estou sem estudar.
Jornal Nacional: Por quê?
Menina: Porque você chega dentro da escola, é uma vergonha para você. Sua mãe vai na reunião, é uma vergonha para a sua mãe. É uma vergonha para todo mundo.
A irmã de uma das garotas conta que a família toda sofre. “Meu pai ficou internado, minha mãe quase perdeu o emprego”, diz a irmã da vítima.
A psicóloga Irene Maluf diz que é difícil a vítima se reerguer sozinha. A família deve procurar ajuda.
Jornal Nacional: Tem como reverter isso?
Irene Maluf: Reverter no sentido de ser acompanhado, de ser trabalhado, de ser acudido e voltar a ter uma vida normal, sim. Apagar, não.
A advogada Patricia Peck, especialista em direito digital, orienta que a vítima fotografe a tela e procure a polícia, pode ser a delegacia da mulher. Se o autor do vídeo for identificado, vai responder na Justiça, mesmo se for menor de idade. Os pais podem ter que pagar multa. E até quem curte ou compartilha os vídeos pode ser responsabilizado. O bullying na internet causa danos mais graves.
“Por mais que você tire o vídeo de um lugar, ele pode a qualquer momento, hoje, amanhã, daqui a um ano, ser republicado e voltar de novo todo o trauma na vida das envolvidas”, afirma a advogada Patricia Peck.
“Lógico que dói, bastante”, conta uma vítima.
“Desde que aconteceu isso, eu não consigo mais... Sei lá, viver a vida em paz, feliz, sabe, eu não consigo mais. Nada”, lamenta outra vítima.

Atriz de 19kg ganha R$ 314 mil para tratar anorexia e sofre bullying


Depois de lançar uma campanha online para arrecadar fundos e tratar de seu caso grave de anorexia nervosa, a atriz americana Rachel Forrokh, que chegou a pesar 19kg, e seu marido Rod, foram às redes sociais agradecer os mais de 100 mil dólares (R$ 314 mil) doados por internautas em um mês.
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Rod contou no Facebook que o casal planeja, além de custear o tratamento da atriz, criar uma fundação para ajudar quem sofre do mesmo problema.
“Para ser honesto, nós não pensamos que 100 mil dólares fosse possível de alcançar e, claro, como doação, estaríamos gratos se tivéssemos sido agraciados com qualquer quantia (...). O fato é que o montante de dinheiro nos deixou radiantes para e emplogados para enfrentar de três a cinco anos de tratamento e montar uma fundação”, escreveu o marido.
Rachel Forrokh vai receber cuidados de fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, nutricionistas e uma equipe de assistência em domicílio, já que ela pouco consegue se mover.
“Temos um fisioterapeuta maravilhoso que se especializou em transtornos alimentares. Todos estamos trabalhando para ajudar Rachael a obter um tratamento psicológico adequado para se sentir bem para se alimentar, mas isso vai levar algum tempo. Hoje ela ainda não está pronta. Estamos trabalhando com os médicos e outros profissionais para isso acontecer”, disse o marido.
Rachel e Rod Forrokh quando a atriz ainda estava em fase saudável
Rachel e Rod Forrokh quando a atriz ainda estava em fase saudável Foto: Reprodução/Facebook
Apesar das mensagens do marido de Rachel sobre o tratamento da atriz, nem todos os internautas compartilharam o clima otimista. Em comentários ofensivos na rede social da americana, eles criticaram a quantia recebida e fizeram alusão ao seu aspecto físico.
“Essa situação já é traumática por si só. O bullying via internet só tem trazido um estresse adicional e pesa, sim, na recuperação de Rachel. Isso fere seu espírito e sua determinação para superar a doença. Redes sociais são importantes - ela lê cada comentário e compartilhamento -, por isso, vamos escrever mensagens inspiradoras e otimistas”, desabafou seu companheiro.
Após o tratamento de Rachel Forrokh, que deve terminar em 2019, o casal planeja criar uma instituição e direcionar parte do dinheiro não usado.
“Depois de gastar o valor para deixá-la saudável, o nosso plano é criar uma organização sem fins lucrativos para conscientizar e ajudar os outros a passar por essa temida doença. Quaisquer fundos não utilizados serão direcionados para este fim. Nossa esperança é que possamos espalhar a palavra e salvar mais vidas através do alerta para o caso”, finalizou Rod Forrokh.
Rachel Forrokh tem dificuldades para falar e se movimentar
Rachel Forrokh tem dificuldades para falar e se movimentar Foto: Reprodução/Facebook
Fonte: Extra

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Você é vítima de bullying no trabalho?

Muitos chefes costumam usar o artifício da ameaça para pressionar sua equipe. Para aqueles que não vêm cumprindo as metas, o risco da demissão é recorrente, enquanto para os que cometem algum deslize, sua pena é ouvir gritos e xingamentos na frente de todo mundo. Esses tipos de situação são inaceitáveis, principalmente porque nenhum chefe tem o direito de fazer qualquer tipo de ameaça.
Preste atenção
1
Todo ser humano merece respeito.
2
Você não precisa tolerar gritos e xingamentos do seu chefe ou colegas de trabalho.
3
Pense a respeito e saia em busca de outro emprego se a barra ficar pesada.
R7 Boicotada pela chefe 200x300 Você é vítima de bullying no trabalho?Na maioria das vezes, atitudes como essas chegam até a configurar assédio moral. Basta apresentar e-mails recebidos e gravações que comprovem o bullying para um advogado, além de reunir testemunhas, que terá provas suficientes para mover uma ação. Pressão por resultados é normal em toda grande empresa, mas nunca deve ultrapassar o limite do respeito ao ser humano.
Mas antes de tudo, avalie bem se está seguro de que pode aguentar as consequências caso busque a Justiça. Meu conselho é não deixar para trás algo que incomoda. O bullying não deve ser tolerável, no entanto ir às últimas consequências tem um preço. Procure primeiro ter uma conversa com o chefe. Se não houver abertura da parte dele ou se você perceber que não vai adiantar, a melhor saída é tentar um novo emprego.
Nada justifica ser humilhado pelo chefe, patrão ou seja lá quem for.
Você como profissional merece respeito e se isso não acontece, permanecer na empresa só vai prolongar seu sofrimento. Para que se torturar? Todo profissional que se valoriza quer ser respeitado. A menos que você ignore as ofensas e siga em frente!
Dicas bacanas sobre carreira e planejamento de vida em  http://www.facebook.com/OMelhorVemDepoisOficial e no http://twitter.com/juliocardozo

Bullying e Harry Potter inspiram dona de casa a criar empresa milionária de bolsas

BBC BRASIL.com

O faturamento da empresa em 2014 superou a marca de R$ 50 milhões

Quando soube que sua filha de oito anos, Emily, estava sofrendo bullying na escola, Julie Deane decidiu transferi-la, junto com o irmão, Max, para uma instituição de ensino particular na Grã-Bretanha, depois de não encontrar vagas em outros colégios públicos de sua região.

Estabelecimentos particulares no país são caros, com mensalidades em torno do equivalente a R$ 5 mil; não é à toa que 93% da população adulta britânica tem educação estatal.

Para financiar os estudos, os Deane precisaram de renda extra. Mãe em tempo integral, Julie pesquisou possíveis trabalhos, mas sua epifania veio dos livros do bruxinho Harry Potter.

Ela lia as aventuras para os filhos e queria comprar para eles as pastas de couro que Harry e seus amigos usavam na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. Mas nunca as encontrou à venda. Ou alguém que as fabricasse.

Foi daí que Julie resolveu abrir a Cambridge Satchel Company em 2008. A partir da mesa de sua cozinha e com o equivalente a R$ 2.500 em economias. Hoje, a empresa vende as bolsas e afins em mais de 100 países.

Seus produtos, todos fabricados no Reino Unido, são endossados por celebridades, como a cantora americana Taylor Swift.

A Cambridge Satchel Company tem faturamento anual de mais de R$ 60 milhões.

Tão interessante quanto o sucesso da empresa, no entanto, é o estilo de empreendedorismo de Julie.

Enquanto pesquisava um fabricante para terceirizar a produção das pastas, por exemplo, ela usou uma tática comuns em crianças mais insistentes para vencer a resistência de uma empresa rival em compartilhar informações.

"Queria saber o nome de um fabricante, mas ela (a empresa rival), recusava-se a me passar. Comecei a telefonar a cada 35 minutos, levando o diretor à loucura. Deu certo, e consegui nome".

A cantora americana Taylor Swift é uma das celebridades que endossa as bolsas da Cambridge

Quando chegaram as primeiras bolsas, ela usou o chamado marketing de guerrilha para entrar em contato jornalistas e blogueiros de moda, como forma de promover os produtos. Logo, os pedidos começaram a se multiplicar, o que gerou desafios para a microempresa.

Investimentos

"Em menos de um ano, minha casa estava abarrotada de caixas. E havia centenas de pedidos em nosso site", lembra Julie.

A dificuldade em atender aos pedidos foi contornada com e-mails pedindo paciência. Um problema maior surgiu em 2012, quando a Cambridge Satchel Company teve de entrar na justiça contra uma empresa que copiou o design característico de seus produtos.

A Cambridge Satchel Company tem uma loja na requintada região londrina de Covent Garden

Desde 2011, a empresa tem uma fábrica na cidade de Wigston, na região central da Inglaterra. Sua linha de produtos inclui mochilas e capas de telefone celular. Os preços podem chegar a até R$ 1.300. A empresa tem escritórios na cidade universitária de Cambridge e emprega 100 pessoas. E, desde 2013, tem lojas em locais que incluem a requintada região de Covent Garden, em Londres.

Seus produtos são vendidos por lojas de departamentos ao redor do mundo.

Até o ano passado, o capital da empresa vinha somente do que Julie obtinha com as vendas, mas, desde então, a Cambridge Satchel Company recebeu cerca de R$ 70 milhões do um fundo de investimentos Index Ventures, para financiar sua expansão internacional.

"Tem sido uma viagem inacreditável", admite Julie.

Projeto que combate bullying nas escolas tem 87 mil estudantes envolvidos

Redação Bonde/Prefeitura de Curitiba

O projeto Bullying não é Brincadeira, da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba, completou um ano ontem, terça-feira (9). Envolve 81 mil estudantes de 107 escolas municipais e dezenas de professores promovendo a cultura da paz, respeito à singularidade e à diversidade no ambiente educacional, em especial entre as pessoas com deficiência. 

A adesão ao projeto é opcional, cabendo às escolas decidirem pela proposta de prevenir as agressões entre os estudantes a partir de duas frentes. A primeira, de orientar os profissionais das escolas, centros municipais de educação infantil (CMEIs) e demais unidades escolares sobre o que deve ser feito para evitar bullying. A segunda é envolver de forma lúdica e atrativa os estudantes e suas famílias na discussão sobre a necessidade de respeito à singularidade e diversidade de todos no ambiente educacional. "A intenção é de que todos os 140 mil estudantes façam parte do projeto, porém, chegamos a 107 unidades em apenas um ano, com tantos estudantes envolvidos demonstra que o projeto tem sido bem aceito e muito bem desenvolvido nas escolas", diz a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo. 

Bullying é o termo em inglês adotado para definir os atos violentos, intencionais e repetidos cometidos contra uma pessoa indefesa que causam danos físicos e psicológicos. Para discutir o assunto tão sério e contar com o envolvimento das crianças foram produzidos pela Coordenadoria de Atendimento as Necessidades Especiais (Cane) kits compostos por cinco bonecos coloridos, confeccionados em material plástico e acompanhados de uma apostila que apresenta as singularidades de cada personagem. 

Lilo, Max, Nina, Teco e Lisa tornam mais dinâmica e divertida a abordagem do assunto com as crianças. Embora fictícios, os personagens têm características que são facilmente encontrados no ambiente escolar. Lilo é uma pessoa com autismo, o colega Teco tem deficiência visual, Lila não ouve e não fala, enquanto Max é usuário de cadeira de rodas. Devido ao tratamento de uma leucemia, Nina perdeu os cabelos e é careca. 

A escola que adere ao projeto recebe um kit com cartilhas que orientam o trabalho do professor. Cada unidade desenvolve atividades conforme suas necessidades de abordar o tema. Desde o lançamento, que contou com uma palestra proferida pelo psicólogo e mestre em educação, Marcos Meier, muitas atividades foram desenvolvidas. Entre elas a formação e orientação para os profissionais trabalharem a temática e a promoção de discussões e práticas relacionadas ao bullying. 

"A implantação do projeto comprovou a possibilidade de mudança de cultura por meio da sensibilização e reflexão sobre a importância do tema para a convivência pacífica entre estudantes e na sociedade", disse uma das idealizadoras do projeto e integrante da Coordenadoria de Atendimento às Necessidades Especiais, Viviane Maito. 

Neste um ano, os personagens do projeto ilustraram desenhos e produções dos estudantes. Também fizeram parte de pinturas e grafitagem em muros e paredes de algumas escolas. O quinteto virou tema de letra de rap escrito e cantado por estudantes, inspirou a criação de peças teatrais, atividades nas aulas de arte, entre outras ações. 

Uma das atividades de grande repercussão dentro do projeto foi a criação da vacina antibullying, realizada em algumas escolas e estendida em uma ação na Praça Rui Barbosa. 

Equidade 

No início deste ano, 65 escolas se integram ao projeto sendo destas 47 integrantes também do projeto Equidade, recentemente lançados para promover a diminuição da desigualdade e ao reforço das singularidades nas escolas da rede. 

Os representantes escolhidos pelas unidades assistiram a palestras sobre o tema, além de receber os kits. As próximas ações do projeto Bullying não é Brincadeira, são a efetivação de atividades nas unidades que ainda não tinham o projeto proporcionando momentos de formação com todas as unidades participantes.

Motociclistas defendem garota de 5 anos contra bullying

A menina, que tem deficiência mental, foi agredida por um grupo de crianças

Por Crescer online
Motoqueiros (Foto: Reprodução)


Uma menina de 5 anos que mora em Albuquerque, no estado americano Novo México, foi abordada na volta da escola e agredida por um grupo de crianças da mesma idade. Os Punishers (“Punidores”, tradução livre), um grupo de motociclistas, ficaram sabendo do episódio de bullying e resolveram surpreender a garota, que tem deficiência mental.
Os motociclistas reuniram o maior número de pessoas que conseguiram, foram até a casa da criança e pediram para conversar. Entre os membros do grupo, estão policiais e bombeiros, que perguntaram o que aconteceu. “Nós dissemos a ela que poderia contar conosco, não importa o que acontecesse”, contou Norman Gonzalez, presidente dos Punishers de Albuquerque, ao KRQE News. A gentileza dos motociclistas contribuiu para que a menina se sentisse empoderada para enfrentar a situação. "Ficamos todos com o coração amolecido", diz Norman.

Depois de Lúcia

Fonte: Itu.com.br

João Trettel
João Trettel 

Filmes por aí

Cursando Cinema pela Universidade Nossa Senhora do Patrocínio


Foto
Acho que um tema que talvez esteja saturado seja o “bullying”. Mas ao mesmo tempo em que temos vários filmes que retratam esse universo do oprimido e do opressor, as obras costumam variar e também passar por gêneros diferentes. Como o próprio terror onde temos uma vitima de “bullying” que faz amizade com uma “vampira” e nisso temos um massacre dos valentões. É claro que estou falando do filme sueco de 2008 “Deixe Ela Entrar”. Em 2012 o diretor mexicano Michel Franco foi sensação em Cannes com o filme “Depois de Lucia” onde retrata de um modo verdadeiro, cru e violento o universo do “bullying”, do machismo e o preconceito.
Com uma temática bem interessante o diretor que também é o roteirista, conseguiu entregar um filme com algumas coisas boas e também ruins. Uma das coisas boas são as interpretações dos atores que na sua maioria são adolescentes, mas o trabalho realizado com eles foi surpreendente. Destaco a protagonista Alejandra (Tessa Ia) que conseguiu um desempenho incrível dentro do que foi proposto.
A história é bem simples, Alejandra e seu pai que ficou viúvo recentemente se mudam para a Cidade do México. Ela começa uma vida nova numa escola bem elitizada. Aos poucos Alejandra se envolve com um grupo de amigos que a levam para baladas e em viagens para a praia e etc. Em uma dessas festas ela “transa” com um garoto de sua classe e ele a filma e divulga para todos. No mesmo instante ela é julgada por todos e chamada de “puta”. Esse paralelo que o diretor fez de ninguém está livre tanto dos julgamentos morais com também do próprio preconceito de uma coisa normal que é o sexo. É visto como algo pecaminoso por outros. A raiva, ou melhor, o sentimento de julgar algo e também não deixar barato se alguém sai da linha ou pensa diferente é um ótimo representante para nos brasileiros. Em época que travestis que se manifestam contra o ódio com a crucificação, é algo de mau gosto. Temos jogadores que ganham rios de dinheiro fazendo o mesmo “ato de critica” e são idolatrados. Mas a culpa é da mensagem ou do emissor? Achar uma resposta para isso é a mesma que tentar achar o porquê da raiva do sexo em “Depois de Lucia”. É o julgamento hipócrita e pessoal das pessoas que são levados ao extremo. Então é impossível adivinhar o porquê da raiva.
Uma das coisas que também o filme deixa como exemplo são os limites. Até que ponto uma sociedade machista e totalmente patriarcal pode tomar conta de tudo. É interessante como todos do filme tem um pensamento misógino. Até as próprias mulheres, e não são de mais idade são garotas de 15 anos. Então no melhor sentido “Moça! Você é machista”. Um ponto negativo que senti na trama é o não aprofundamento das ações dessa violência em Alejandra. Ao mesmo tempo em que a vemos tentando esconder essa agressão do seu pai, Roberto (Hernán Mendoza) não se mostra preocupado em saber mais sobre sua filha. 
Acho que o maior trunfo de “Depois de Lúcia” é o seu retrato cru e um pouco exagerado das ações, mas é fácil você comprar várias coisas do filme. Talvez a intenção do diretor seja transformar Alejandra num mártir. Mas será que todas as ações são condenadas assim. E que ponto o oprimido tem que se levantar e não aceitar as agressões? O final do filme é algo muito comovente e fácil de pensar se é algo condenável ou não. A fotografia de Chuy Chávez contribui muito para esse julgamento.
Mas assistam “Depois de Lúcia” e tire suas próprias conclusões sobre essa excelente obra que está cada vez mais saindo da ficção e tomando ares mais perigosos e ameaçadores em nossa sociedade, infelizmente.