quinta-feira, 2 de maio de 2013

Violência escolar uma realidade que assusta a sociedade e pede soluções a curto prazo


Violência escolar uma realidade que assusta a sociedade e pede soluções a curto prazo
Por JOSOEL BORGES

Um assunto que já está virando rotina nas sessões de Câmara é a violência nas escolas.
Um dos vereadores que pede providências sobre a questão e estuda algumas maneiras de ajudar a coibir o aumento da violência e do bullying nas instituições de ensino é Oziel Pires que falou sobre a questão. “tenho recebido várias denúncias verbais e uma presencial onde até um boletim de ocorrência foi registrado envolvendo duas alunas de uma escola que fica no Centro da cidade, mas existem hoje problemas em várias escolas podemos dizer que os principais problemas nas escolas são casos de bullying e as brigas de verdadeiras gangues onde crianças apanham sem motivo, sem saber quem está batendo porque elas chegam com uma blusa ou uma camiseta escondendo o rosto”, contou Oziel.
O vereador disse que hoje vivemos com uma sensação de impunidade e falou o que ele e os demais vereadores podem fazer a respeito. “Devemos tomar atitudes de imediato, vamos em breve convidar as parte que se interessam por esse assunto como Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Câmara Municipal, prefeito, secretário de Educação, OAB, Ministério Público e Conselho Tutelar, pois temos que tomar uma medida urgente, sabemos que é na escola que se forma o cidadão e é de lá que está nosso futuro, então devemos fazer algo em quanto é tempo e através de uma ação conjunta fazer uma força tarefa para tentar inibir essa situações”, o vereador disse ainda que posteriormente deve-se estudar um trabalho de prevenção a violência e ao bullying nas escolas.
Um dos relatos da situação caótica em que se encontram as escolas uma em especial chamou bem à atenção, segundo o vereador houve casos de flagrarem um aluno colocando piercing na língua de outro aluno dentro do banheiro da escola com uma agulha, atitude que poderia trazer sérios danos à saúde do adolescente. “Temos a denúncia de que em uma escola havia um menor colocando piercing em outros, um caso gravíssimo, temos relatos de funcionários que foram agredidos verbalmente por alunos, casos absurdos e isso requer que tomamos medidas imediatas”, disse o vereador.
Charge 01
Charge 02
Uma professora que não quis se identificar, mas que estava junto com o vereador no dia em que o mesmo denunciou os casos na tribuna da Câmara disse que as ameaças nas escolas são constantes e que ela procura sair para ir embora sempre antes dos alunos com medo do que eles podem fazer ao término da aula. Na terça- feira (30) mais duas mães de alunas estiveram no 3 º DP  para registrar boletim de ocorrência devido a violência que suas filhas vem sofrendo na escola onde estudam, ainda segundo a assessoria do vereador Marmo Fogaça no mesmo dia um pai de aluna deixou de registrar boletim temendo represálias contra sua filha.
Na segunda- feira (06) a Comissão de Educação da Câmara de Itapeva estará reunida com o secretário de Educação, Gustavo Tadeu, para estudar um meio de implantar medidas que venham a conter o crescimento da violência escolar.

Bullying teria motivado nordestina a esfaquear colega em escola de SP

Do NE10Com informações de agências
Ofensas ao sotaque nordestino podem ter provocado um ato violento em uma escola da Grande São Paulo nessa terça-feira (30). Uma adolescente de 17 anos confessou ter esfaqueado um colega um ano mais novo na cidade de Ribeirão Pires e alegou que o jovem costumava ofendê-la por causa do seu jeito de falar.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP), a adolescente entrou na escola com a faca na meia e desferiu golpes contra o colega durante o intervalo. A menina afirmou à polícia que havia sido alvo de piadas mais uma vez devido ao seu sotaque. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.
O estudante, atingido no peito, recebeu os primeiros atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e depois foi levado para um hospital de helicóptero. O quadro de saúde dele era estável nesta manhã.

Mãe pede socorro para filho viciado em Internet. Há cinco anos não sai de casa


A dona de casa Flávia Coutinho pede socorro para o filho viciado em internet. Ele tem 18 anos e não quer se identificar. Há mais de 5 anos, o jovem se esconde atrás da tela de um computador, onde encontrou refúgio longe dos problemas que começaram na infância, na escola, quando ele foi vítima de bullying. O rapaz não sai mais de casa, no Centro de VitóriaEspírito Santo

A mãe conta que o rapaz sofre muito, está abaixo do peso, não se cuida, não come, nem dorme direito. “Ele sofreu muito bullying na escola e era chamado de mongol. Diziam que ele era feio e que tinha muita espinha. Colocavam ele lá embaixo. Na verdade, ele tem déficit de aprendizagem e problema na fala. No mundo virtual, ele encontrou alguém que não critica ele. Meu filho ganhou uma identidade”, disse.

Diante dos maus-tratos dos colegas, o jovem abandonou a escola na sexta série e se isolou. Hoje, ele passa o dia inteiro em um mundo virtual, cercado de jogos e de fantasias. Mas ele diz que quer ajuda e sair dessa vida. “Ali, eu tenho amigos, eu sou melhor que na vida real. Queria ter uma vida social e sair desse mundo escuro”, disse o rapaz viciado em internet.

Em 2013, o problema do jovem ficou mais grave. Os médicos diagnosticaram que ele está com síndrome do pânico e, agora, está com medo de sair de casa e de ser vítima de perseguição. Ele teme mais uma vez ser vítima de bullying. “Quero que ele tenha uma vida social e seja um menino como qualquer um da idade dele”, diz a mãe.

Superação – Muitos jovens enfrentam o mesmo problema. Em 2007, Caio Azeredo, na época com 14 anos, não saia de casa e não tinha amigos. Ele era viciado no computador. “A minha relação com os jogos de computador não era saudável. Precisava daquilo porque não estava conseguindo me entrosar na escola e na vida. Não fazia amigos porque era um pouquinho diferente. Quando você não consegue se identificar com as pessoas que convive todo dia, acaba se sentindo isolado, disse. 

Hoje com 20 anos, o estudante diz ser uma outra pessoa e superou o vício com a ajuda dos pais. “O computador deixou de ser uma necessidade e passou a ser uma opção. Uso o computador como lazer. Hoje não tem nada melhor do que estar com meus amigos. Se tem alguém que pode fazer a diferença neste tipo de problema, são os pais. Só eles podem ajudar, que muitas vezes são os únicos amigos”, disse.

Sintomas – Segundo a psicóloga Aline Hessel, a partir do momento que o jovem para mais de cinco horas na internet, isso pode ser um indício de uma pessoa que está desenvolvendo uma dependência. É importante que os pais tenham consciência de que limites devem ser colocados. Também é necessário que os pais criem alternativas. Convidar o jovem para ir ao supermercado não é um dos melhores programas. É interessante buscar passeios que sejam mais atraentes, diz.
Aline ainda diz que os pais devem ser os primeiros a ajudar os filhos que estão dependentes do computador. Eles devem ficar atentos aos primeiros sinais de que algo está errado, como o isolamento social, o fato de deixar de fazer atividades que fazia no dia a dia e o baixo desempenho escolar. Ela diz que para vencer o vício, o caminho é conversar sempre, estipular horários de uso do computador, tomar atitudes a princípio antipáticas mas salvadoras: como por exemplo retirar o computador da tomada, orienta a psicóloga. (do G1 ES)

Adolescente pernambucana esfaqueia colega dentro de escola em São Paulo

Uma adolescente pernambucana de 17 anos esfaqueou um colega de 16 anos dentro de uma sala de aula da Escola Estadual Farid Eid, na Rua Fagundes Varela, no Jardim Caçula, a cidade de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo.

O garoto agredido está internado em estado grave. Ele foi levado no helicóptero Águia da Polícia Militar para o Hospital Santa Marcelina e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A garota disse à polícia que sofria bullying, estava sendo ameaçada verbalmente pelo estudante e se defendeu. A adolescente, que estuda na escola há apenas três meses, contou ao delegado Sergio Francisco dos Santos que era xingada frequentemente pelo rapaz por ser negra e ter sotaque nordestino. Ela passou a noite na delegacia, à disposição da Vara de Infância e Juventude.

Testemunhas contaram que a discussão começou na hora do intervalo. A menina teria levado uma faca de casa, escondida na meia e feriu o colega na barriga. O caso foi registrado na delegacia de Ribeirão Pires como tentativa de homicídio.

De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a escola já havia advertido os dois estudantes por conta das discussões. Uma reunião havia sido marcada para alertar os pais sobre casos de violência e bullying na unidade de ensino.

Mãe da pernambucana que sofria bullying em escola fala com o Diario


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Educação vem perdendo lugar para a violência nas escolas


Em todo o Brasil casos de violências nas escolas vêm se tornando mais comuns a cada ano. Segundo dados da Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc), em 2012 foram confirmados mais de 50 casos de violência escolar somente na Grande Cuiabá.
Segundo estudos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), esse tipo de violência é um fenômeno social que se expressa dentro e no entorno do espaço escolar, produzindo-se e reproduzindo-se nas relações interpessoais e contribuindo para que a escola seja um lugar de fracasso. Sua complexidade é tamanha que envolve fatores sociais, econômicos e políticos. 
 
O tema da violência escolar é uma questão constantemente presente no discurso da mídia, dos pais e dos professores. E em altos índices, como vem acontecendo, também se torna um fato que assusta toda a sociedade.
 
 
 
O crescimento do acesso à internet vem sendo um fator que ajudou muito nos últimos tempos a aumentar o número de denuncias e relatos de violência escolar. Hoje em dia é comum vermos vídeos feitos por celulares de brigas entre alunos e envolvendo professores e alunos, e até entre pais e alunos, como o caso recente que aconteceu em Cuiabá, em que uma mãe interferiu na briga da filha com uma colega e espancou a garota nas proximidades da escola. 

Brigas nas escolas: saiba como proteger seu filho 
 
O vídeo gravado por alunos da Escola Rodolfo Augusto Trechaud Curvo, localizada no bairro Três Poderes, em Cuiabá, mostra uma adolescente de 14 anos sendo espancada pela mãe de outra aluna que também estudava na mesma escola. A agressora continuou a dar socos e chutes na menina mesmo após ela já estar desmaiada no chão. O caso ocorreu no dia 26 de novembro do ano passado.
 
Segundo a psicóloga Lívia Silva, que trabalha com terapia familiar junto a adolescentes, a escola precisa criar estratégias para evitar esses conflitos. "Virou um campo de batalha porque não estamos tendo estratégias adequadas para poder canalizar tudo isso e usar como referência para desenvolvimento de projetos que alterem essa realidade”. 
 

 
 
Violência nas escolas cresce no em Mato Grosso
Para o gerente de projetos educacionais da Seduc, Allan Benitiz, a violência nas escolas tem sido crescente no Estado. Em Cuiabá a escola com os maiores índices de violência é a Cesário Neto, localizada no centro da Capital, e em Várzea Grande é a Jayme Veríssimo de Campos Junior. Benitiz apontou alguns motivos que levam estas escolas a serem as mais violentas. “A maioria dos casos acontece nas proximidades, como brigas de gangues, assédio do tráfico, invasão e roubo. São diversos casos, cada escola tem uma particularidade. Precisamos tratar cada caso individualmente”, explicou. 
 
Esse aumento no número de casos de violência escolar levou estudiosos de várias áreas a pesquisarem e analisarem suas causas e consequências nas unidades de ensino do Brasil. O maior e mais completo estudo já feito sobre este assunto na América Latina se encontra no livro “Violências nas escolas”, resultante de pesquisas realizadas pela UNESCO em escolas públicas e privadas de 14 capitais brasileiras.
 

 
 
Marlova Noleto - Coordenadora de Ciências Humanas e Sociais da Unesco no Brasil.http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/11/violencia-nas-escolas-reproduz-violencia-na-sociedade-diz-educadora.html
 
 
As causas do problema
Segundo o sociólogo Francisco Xavier Freire, também pesquisador na área, este tipo de pesquisa tem por base percepções e proposições dos diversos atores da comunidade escolar e tem por objetivo contribuir para a construção de uma cultura de paz nas escolas, além de reestabelecer a ideia de que se trata de um lugar destinado à reflexão e ao debate. Xavier ainda acrescenta a importância desses estudos como algo “capaz de uma atuação mais direta e decisiva em benefício da sua comunidade imediata e da sociedade brasileira como um todo”. 
 
O pesquisador destaca que a violência em geral é consequência de um conjunto de falhas, que envolvem questões socioculturais, sejam elas saúde, educação, emprego, moradia, e questões do próprio símbolo que este fenômeno representa. O mesmo é válido para os problemas da violência nas escolas brasileiras. “Todo o contexto em que alunos, pais e professores estão inseridos além dos portões das escolas, é fundamental para a constituição da identidade e do entendimento que cada indivíduo tem sobre as questões sociais, como no caso da violência.” 
 
Escola do século XIX
 
Para a psicóloga Lívia Silva Penha, a violência fez com que as instituições de ensino deixassem de ser um espaço apenas para aprendizagem e construção de identidades e tonar-se um local onde identidades influenciadas pela cotidiana violência, seja de lares ou das ruas, possa se expressar por meio de diversas formas de agressões. 
 
O que antigamente eram apenas brincadeiras e desentendimentos nas escolas, hoje chega a ser crime e um desvio no papel que a instituição escolar deveria ter na vida dos jovens. Demorou-se para observar isso, e se deixou chegar a este ponto. Porém, propostas de combate e prevenção nunca são tardias e podem trazer bons resultados quando colocadas em prática pelos responsáveis pela reestruturação do ambiente escolar e principalmente pelo lado de fora. 
 
 
 
 
Saiba mais sobre o livro da UNESCO "Violências nas escolas"
 
 
Quando o assunto é violência Mato Grosso de destaca 
Em 2012, o ano em que muitos casos de violência escolar no Estado de Mato Grosso chegaram à mídia nacional, foram apresentadas algumas propostas a fim de controlar o problema. Foram criados Fóruns Municipais Permanentes, palestras constantes nas escolas para toda a comunidade, além de investimentos do Estado em melhorias de segurança nas escolas. O Governo do Estado repassou à Seduc mais de R$ 500 mil para serem aplicados em 40 unidades que registraram problemas de violência interna e no entorno das escolas de Mato Grosso.
 
Os recursos aplicados nas escolas para reduzir o número de casos de violência seriam destinados à colocação de câmeras de monitoramente na área interna das unidades, ampliação e reforço de muros e demais ações voltadas para a segurança no ambiente escolar.
 
A UNESCO chama a atenção para que deixe de existir essa tendência à naturalização dessa percepção de violências nas escolas como acontecimentos corriqueiros. E que sejam sugeridos a não banalização da mesma seja legitimada como mecanismo de solução de problemas.
 
 
 
Da redação/ Franceline Russo; Juliana Zefiro

Violência na escola é reflexo da má educação dada por pais, diz psicóloga

São Carlos e Região
Garoto de 9 anos diz ter sido agredido por 14 alunos em Araraquara, SP. Compartilhamento de vídeos de brigas reforçam a violência nas instituições.
Garoto diz ter sido agredido por 14 colegas em Araraquara (Foto: Reprodução/EPTV)
Do G1 São Carlos e Araraquara
As brigas entre alunos nas escolas municipais e estaduais estão cada vez mais comuns na região de Araraquara (SP). Para a psicóloga Heloísa Ferreira, um dos principais motivos para a violência entre os estudantes são as práticas parentais inadequadas, ou seja, os pais não sabem educar os filhos de forma adequada, sendo muito permissíveis ou sendo muito agressivos, o que é aprendido pelos filhos.
A psicóloga afirmou que para diminuir os casos de agressão nas escolas os pais precisam ensinar seus filhos a lidar com a frustração. “As pessoas hoje em dia não sabem lidar com as frustrações e o comportamento agressivo esta ligado a isso. Então, como não sabem lidar, vão brigar para conseguirem o que querem. Existem formas mais adequadas para resolver o problema, que não seja usando o comportamento agressivo”, explicou.
Segundo Heloísa, nas escolas também pode existir fatores, que contribuam para a violência. “Muitas vezes a escola não esta preparada para lidar com eventos como esses e não dá nenhum tipo de punição para acontecimentos inadequados”, disse.
Nas redes 
Uma prática muito comum hoje em dia é a publicação da violência nas redes sociais. Muitos estudantes, que participam de brigas nas escolas gravam vídeos das agressões e compartilham em seus perfis na internet.
A psicóloga explicou que essa prática está ligada a repercussão social surtida através dessas publicações. “A internet é muito presente no dia a dia dos jovens. Então, quando postam um vídeo, outros irão ver, vão comentar e compartilhar. E isso gera muita repercussão, que acaba na verdade reforçando esse tipo de evento. É um problema muito sério, pois as pessoas que compartilham acabam sendo coniventes com a violência”, informou.
Agressão 
Um garoto de nove anos diz ter sido agredido por 14 alunos, dez meninos e quatro meninas, dentro da Escola Municipal Ruth Cardoso, no bairro Jardim Maria Luiza em Araraquara, na sexta-feira (12). Ele disse que essa foi a segunda vez que sofreu agressões na escola.
“Estava comendo, quando uma chegou por trás e começou a me dar socos. Corri para dentro do banheiro e ela chamou um monte de moleques para me tirar lá de dentro. Me batiam, davam socos, tapas e chutes”, revelou o garoto.
A mãe da vítima, indignada, disse que a escola não entrou em contato para falar sobre a agressão. "Eu cheguei, o meu filho com o olho roxo e elas colocando um gelo para amenizar, além da perna vermelha, mancando.  Estavam só dois agressores na sala da direção. Eu perguntei o porquê que ela bateu no meu filho e ela falou: 'ele me irritou'", disse.
A coordenadora executiva de Políticas Educacionais de Araraquara, Inês Marine Rodrigues, alegou que os pais foram contatados e que a briga teria envolvido seis e não 14 crianças. A violência teria começado após uma troca de ofensas. "O envolvimento foi entre uma aluna e um aluno com a participação de cinco outros que entraram para apartar e se envolveram nesse ato que a gente não espera que ocorra nas escolas", afirmou.
Ela disse ainda que vai conversar novamente com os pais. "Haverá o acionamento do Conselho Tutelar, dos pais e dos alunos, para que a gente possa conversar, refletir sobre o ocorrido e buscar alternativas sustentáveis para a convivência em grupo", disse.
Mais violência 
Na rede estadual, a violência se repete. Na semana passada, uma adolescente foi mais uma vítima. Ela apanhou de uma colega de sala, na escola Dinorá Marcondes Gomes, em Américo Brasiliense .
“Ela chegou me batendo e me empurrando. E ninguém fez nada, ninguém separou, só começaram a filmar. Me bateu no rosto e me chutou. Desde o começo do ano ela falava que iria me bater, chegou até a pegar uma cadeira para me bater, mas sorte que alguns colegas da minha sala pegaram dela”, disse a adolescente.
Segundo a Diretoria Regional de Ensino de Araraquara, as alunas do ensino médio de Américo Brasiliense, envolvidas na briga, foram suspensas e o caso encaminhado ao Conselho Tutelar e à Promotoria de Justiça. A diretoria da escola se reuniu com os pais para que episódios como esses possam ser evitados.
A Diretoria Regional de Ensino disse ainda que a professora-mediadora e dois agentes de organização escolar que separaram as estudantes e chamaram a ronda escolar.

Projeto Combate à Violência Escolar

No dia 12 de abril, na Escola Estadual Rosa dos Ventos, houve uma reunião entre profissionais da educação e os policiais militares: Capitão Fábio Mota de Sousa, o Major Gildásio Alves da Silva e o Soldado Marco Antônio Oliveira Júnior da Base Comunitária de Segurança Pública do Bairro Boa Esperança. Essa reunião aconteceu com o intuito de tratar sobre o Projeto Combate à Violência Escolar, que está sendo efetuado pela Polícia Militar, Conselho Tutelar e Ministério Público em oito escolas, sendo quatro municipais e quatro estaduais. O projeto toma como base a situação da realidade escolar, na qual a violência está se tornando insustentável e chegou-se ao ponto de haver uma intervenção dos órgãos responsáveis pelos menores e pela segurança pública.O principal objetivo é cumprir as normas do Regimento Escolar, dentro e no entorno das Unidades de Ensino. Para a polícia é necessário essa parceria entre educadores e esses órgãos, em que os profissionais tomarão uma postura para que os alunos cumpram o regimento, e a polícia oferecerá total apoio sempre que necessário.

Menor relata ter esfaqueado colega após sofrer bullying, diz polícia


Jovem disse ao delegado que sofria ofensas devido a sotaque nordestino. Caso de agressão ocorreu na terça-feira (30); vítima tem estado estável.



Do G1 São Paulo


A menor de 17 anos que confirmou ter esfaqueado um colega em frente a uma escola, em Ribeirão Pires, no ABC, na terça-feira (30), disse à polícia que era vítima de bullying. De acordo com o delegado José Marcos Monteiro Pimenta, a estudante relatou ter levado uma faca para a escola para se defender.
"Ela alega que vinha sendo provocada frequentemente pela vítima, que a xingava de recalcada, usava a expressão 'negra recalcada' e fazia gozação pelo sotaque nordestino que ela tem, já que ela é de origem pernambucana", diz o delegado, em reportagem do Bom Dia São Paulo.
Atingido pela menor, o aluno de 16 anos sofreu uma perfuração no tórax, em frente à Escola Estadual Farid Eid, na Rua Fagundes Varelas, no bairro Jardim Caçula. O estudante ferido foi encaminhado ao Hospital Santa Marcelina, onde passou por uma cirurgia. Seu estado de saúde é considerado estável. Já a adolescente que confirmou a agressão passou a noite na delegacia e permanece à disposição da Vara da Infância e da Juventude.
Os dois alunos já tinham sido punidos por causa de uma briga em sala de aula. "Eles foram punidos pela direção com uma suspensão e a situação foi comunicada aos pais. Aparentemente uma brincadeira que acabou se transformando em uma agressão", afirma Felippe Angeli, assessor da Secretaria Estadual de Educação.
Segundo Angeli, cabe ao sistema judiciário e à Vara da Infância e da Juventude decidir as medidas a serem tomadas. “Trata-se de um crime previsto no Código Penal Brasileiro. Por ela ser menor de idade isso caracteriza um ato infracional, que pode ser punido com medida socioeducativa”, afirmou.
O caso foi registrado na Delegacia de Rio Grande da Serra, devido à falta de energia no Distrito Policial de Ribeirão Pires.


Alegando bullying, aluna esfaqueia colega dentro de escola em SP


Uma estudante esfaqueou um colega dentro da escola nesta terça-feira na cidade de Ribeirão Pires, na Grande São Paulo. Segundo o Bom Dia SP, a agressão aconteceu na Escola Estadual Farid Eid, no Jardim Caçula. A jovem, de 17 anos, alegou que era agredida verbalmente pelo colega de classe, de 16 anos. Segundo ela, o rapaz a provocava, chamando-a de "recalcada" e "negra", além de caçoar de seu sotaque nordestino, uma vez que ela nasceu no Estado de Pernambuco e estava há apenas três meses no colégio.
Segundo testemunhas, a discussão começou na hora do intervalo. A menina, que havia levado uma faca de casa, escondida na meia, acabou desferindo um golpe na região da barriga do colega. O jovem foi socorrido pelo helicóptero Águia da Polícia Militar para um hospital da região. O estado de saúde do adolescente é considerado estável. A infratora passou a noite em um Distrito Policial e aguarda decisão da Vara da Infância e da Juventude. De acordo com a Secretaria Estadual de Educação, a escola já havia advertido os dois estudantes por conflitos. Foi programada para esta semana uma reunião na unidade de ensino para alertar aos pais sobre casos de violência e bullying em ambiente escolar.
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