sábado, 20 de abril de 2013

Chega de violência nas escolas!


profissionais da educação participaram de uma Campanha de Apoio 
Contra a Violência nas Escolas, veiculada nas redes sociais, 
vestindo camisas vermelhas e conversando com  alunos sobre o assunto. 


Não queremos que casos como o da diretora 
de uma outra unidade escolar, agredida dias atrás,
se repita em nossas escolas
e que possamos juntos com a comunidade escolar
fazermos uma educação de qualidade e de respeito entre todos.

EDUCADORES DE 847 ESCOLAS DE GOIÁS PARTICIPAM DE FORMAÇÃO PARA PREVENIR VIOLÊNCIA ESCOLAR



 Projeto Tosco em Ação é conhecido no país por prevenir bullying e violência nas salas de aula
 

Campo Grande/MS- O bullying e a violência nas salas de aula são problemas que abalam muitas escolas do país. Mas a partir de segunda-feira (15), Goiás vai ser reconhecido como um Estado que avança mais um passo na luta de prevenção a estas adversidades.

 
Isto porque cerca de 2.240 professores e coordenadores de 847 escolas estaduais vão receber um treinamento especializado para evitar futuras formas de violência no meio escolar: o Projeto Tosco em Ação, realizado pela Editora Alvorada, conhecido nacionalmente pela eficácia em mudar a realidade dos estudantes de todo o Brasil, chega agora à Goiás.

 
A proposta do Projeto é a de auxiliar educadores a lidarem com esses problemas da melhor forma possível ao ponto de prevenir a agressividade entre os jovens. Por isso, a formação é necessária para que eles tenham o conhecimento correto de como o Projeto funciona e de seu propósito, tornando sua implantação mais fácil nas escolas e o sucesso garantido.

 
Goiânia abre as atividades de formação no dia 15 com a formação de 221 professores e coordenadores de 80 escolas da Rede Estadual. No dia 16, as atividades acontecem nas cidades de Novo Gama, Luziânia, Planaltina, Águas Lindas, Goianésia e Ceres. Os professores de Formosa, Posse, Rubiataba, Itapaci, Silvânia, Pires do Rio e Catalão recebem a formação no dia 17. E no dia 18, Aparecida de Goiânia fecha a primeira etapa formando 180 professores de 72 escolas.  
 

A formação dos educadores baseia-se em formas de como lidar melhor com a violência entre os jovens dentro e fora da sala de aula, buscando prevenir o problema. Estima-se que após esta primeira etapa de formação dos educadores, mais de 175 mil alunos da Rede Estadual participem das atividades do Tosco em Ação no Estado.

 
Saiba mais sobre o Projeto Tosco em Ação

 
Criado pela Editora Alvorada em 2009 com base no livro Tosco, de Gilberto Dari Mattje, o Projeto nasceu em Mato Grosso do Sul com a necessidade de se ter um material especializado no combate à violência nas salas de aula. Em 2013, a eficácia do Tosco em Ação já alcançou mais de 450 mil professores e estudantes em 600 municípios de sete estados brasileiros: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima e agora, Goiás.

 
Por meio de diversas atividades de conscientização e leituras, Tosco em Ação aborda problemas como o bullying, a relação com a família, os amigos e a escola. O livro Tosco trata da história de um adolescente de baixa renda que teve problemas de relacionamento familiar na infância, presenciou cenas de agressão em casa e acabou seguindo o caminho das drogas, do alcoolismo e do bullying.
 

Serviço: Mais informações sobre o projeto “Tosco em Ação” podem ser obtidas pelo telefone (67) 3316-5500 ou pelo email comunicacao@editoraalvorada.com.br. Acompanhe o projeto pela internet em www.facebook.com/livrotosco ou pelo hotsitewww.editoraalvorada.com.br/livrotosco (Andréia Lorenzoni) 

Após relatos de violência, aluna é agredida a caminho de escola, no AM


Segundo relato da vítima, ela foi agredida por dois homens em uma moto.

De acordo com a PM, suspeitos conseguiram fugir após abordagem.


Tiago MeloDo G1 AM
Alunos ocupam pátio da Escola Estadual Raimundo Gomes Nogueira após suspensão de aulas (Foto: Camila Henriques/G1 AM)Nesta semana, professores relataram casos de violência na Escola Estadual Raimundo Gomes Nogueira (Foto: Camila Henriques/G1 AM)
Uma aluna do primeiro ano do ensino médio da Escola Estadual Raimundo Gomes Nogueira, localizada na Rua B, do Conjunto Ajuricaba, Zona Centro-Oeste de Manaus, foi vítima de uma tentativa de agressão, na tarde desta sexta-feira (19). A adolescente de 15 anos estava à caminho do colégio, quando dois homens em uma moto a abordaram. Nesta semana, professores da unidade escolar reclamaram da violência na insitituição de ensino. As aulas chegaram a ser suspensas após os relatos e a Secretaria de Estado de Educação do Amazonas (Seduc) anunciou uma ação integrada de combate à violência nas escolas de Manaus.
De acordo com informações do tenente Eduardo Freitas, da 10ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), a vítima foi abordada por volta das 13h desta sexta na Rua 15 de outubro, uma das vicinais que ligam à rua da escola.

Em depoimento, a aluna afirmou que os dois homens estavam em uma moto quando a abordaram. "Segundo ela, os suspeitos perguntaram por um aluno de apelido 'Bola' e disseram que o mesmo deveria tomar cuidado", contou o tenente.
Segundo o tenente, a estudante relatou que os homens se irritaram quando a mesma respondeu que não conhecia o aluno. A adolescente contou aos policiais que atenderam a ocorrência que os suspeitos tentaram agredí-la, mas ela fugiu em direção à escola para pedir socorro a policiais militares que se encontravam no local.

"Após abordarem a jovem, os elementos conseguiram fugir. Já a vítima foi encaminhada ao SPA da Zona Leste com alguns arranhões no braço", afirmou o tenente da 10º Cicom.

bullying - publicidade


Construir notícias - o que é bullying?


DIÁRIO DA MANHÃ
ROSA PEREIRA BARBOSA
A palavra bullying compreende todas as formas de crueldade de violências intencionais e repetitivas que na maioria das vezes ocorrem sem “motivo” evidente cujo prazer adotados pelo agressor contra outros causando dor e angustia, e executados dentro de uma relação de desigualdade de poder. Sendo assim os atos praticados repetidos entre iguais (aluno) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais que tornam possível a intimidação da vitima.
No dicionário por não existir expressão todas as situações de bullying relaciona ações que podem estar presentes no dia a dia:
•Colocar apelidos; 
•Ofender;
•Zoar;
•Encarnar;
•Sacanear;
•Humilhar;
•Fazer sofrer;
•Discriminar;
•Excluir;
•Isolar;
•Ignorar;
•Intimidas;
•Perseguir;
•Assediar;
•Aterrorizar;
•Amedrontar;
•Ironizar;
•Dominar;
•Agredir;
•Chutar;
•Empurrar;
•Ferir;
•Roubar.
O bullying é um problema mundial, sendo encontrado em toda e qualquer escola não restringir nenhum tipo de “instituição” seja pública ou privada. Pois as mesmas são omissas não admitem a ocorrência de bully entre seus alunos fingem não conhecer o problema negam a enfrentá-lo. Os alvos são alunos ou grupos prejudicados ou que sofrem discriminação as conseqüências dos comportamentos de outros e que não procuram recursos na maioria dos casos de tiranizar, os mesmos sentem si indiferente até crêem que é um inútil a vitima sente uma pessoa sem esperança, uma terrível dor, pois são impostos pelo agressor mesmo transmitiu um ato de agressividade enorme ao ofendendo a ponto de “roubar sua vida” enfim ao próprio desespero de escarnar.
As testemunhas têm medo se calam, pois pensam que na maioria das vezes de ser a próxima “vitima”, as pessoas negativamente ver os direitos violados até de “aprender” o ambiente torna se influenciado de tormentas e terrores. Tudo isso influenciar na capacidade de progredir acadêmica e socialmente, pois todos simplesmente ignoram seus sentimentos, pois há na maioria teriam omitido os sentimentos e o sofrimento...
Vários estudos já estão sinalizando que a possibilidade da vitima de bully vir a se envolver com atos criminosos ou de delinquência devido o crime do “desamor”.
O artigo 5º da CF todos são iguais perante a lei; No entanto é preciso urgente fazer a lei da CF punir tanto o agressor é a própria instituição e também o professor que foi culpado e ao mesmo tempo “omisso” por tal atos tão cruéis de desespero na alma sem fim o que parece não ter fim cada dia aumenta e aterroriza e perseguir o interior abalando todo o sistema emocional a ponto de perder totalmente a razão de viver a única saída é tentar corrigir o problema desenvolver nas escolas e nas universidades ações de solidariedades e resgate dos valores culturais a tolerância e o afeto e valorizar eventos proporcionados alunos e educadores e familiares canalizandos os melhores aspectos entre colegas melhoravam até o auto-estima de todos.
O bullying reduzem o psicólogo ainda possível derivam uma ótica sociológica é uma mistura de tratamento decorrente de terapia a “vítima” e o agressor.
Podemos sensibilizar que o bullying está relacionado, entre outros fatores, a sua alta carga emocional de devido ao crescente ciclo de violência e seqüelas que o bully deixou marcas profundas. Segundo Ruben Alves é uma forma violenta de tortura escolar e acadêmica. Sendo assim está claro que a sala de aula em que se apresentam pessoas com condutas desrespeitosas e violentas, deveria ser um espaço de ensino e aprendizagem efetivo. Ressaltando que o problema é grave e crescente com índice de violência escolar, apontar a pesquisa de Duarte (2006). Nas escolas públicas do Recife, acredito que a violência é devido à pobreza e desamparo político em que vive grande parte da população brasileira; portanto essa problemática é devido uma desordem social relacionado família e vem atingindo o engarçamento preocupante intensificando a competitividade que resultam do capitalismo do passado e presente do Século XXI.
O problema é grave afeta o individuo de tal modo que acarreta doenças, a ponto de levar o mesmo a morte de quem é a culpa? Família escola – agressor. ES uma pergunta para você refletir nesse momento, devemos amenizar a terrível dor que está no subconsciente aos crimes de injuria e falsa identidade psicologicamente e as humilhações sofridas diariamente é uma dor terrível sem volta mais a única saída seria ir para o além, pois a violência está de forma coercitivas vem infligindo danos é uma marca profunda no peito perseguindo os trajetos no dia a dia causando dor e morte a ponto de fica enevoada; é uma política que liberam ou consciente conduzindo à morte lentamente do individuo pela própria “pobreza ou agressão ou melhor” exploração é violência não constituem meras hipérboles (Arblaster, 1996 ps 803).
Na realidade as instituições preparadas só estão preocupados com o dinheiro os alunos que se danem com o bully sofrido para não perder alunos as mesmas fingir não ver, “o peito chega a queimar de tanto desespero a vontade profunda de fazer justiça com as próprias mãos, mas é melhor a Justiça intervir por nos...
Diante de tantas impunidade sociais ao combater dessa violência o mais rápido possível se for preciso ir até a justiça para fazer a lei valer. Cessar a hipocrisia é uma doença que deverá ser curada com urgência na sociedade atual... talvez quando seu filho passa pelo problema tão grave as instituições poderá tomar as medidas possíveis preventiva nas universidades”.
(Rosa Pereira Barbosa, pedagoga, pós-graduada em neuropedagogia, estudante de Direito)

sexta-feira, 19 de abril de 2013

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS - PASSOS OCUPA A 12º POSIÇÃO NO ESTADO DE MINAS


VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS - PASSOS OCUPA A 12º POSIÇÃO NO ESTADO DE MINAS:
O levantamento foi realizado em municípios com mais de 100 Mil habitantes. Cruzando as ocorrências da Polícia Militar registradas dentro e nos arredores de instituições das redes particular, municipal, estadual e federal em 2011, com o número de estudantes de cada cidade, segundo dados oficiais do Censo Escolar elaborado pelo Ministério da Educação, o Estado de Minas fez um mapeamento inédito dos municípios onde há mais violência no meio escolar. A PM não informou o número de ocorrências em escolas no último ano.
Passos:
No levantamento divulgado, Passos ocupa a 12° posição. No que diz respeito ao número de ocorrências, o município não teve seus números divulgados. Em dados recentes tivemos: ameaça de morte a um diretor Escolar, discórdia em sala de aula entre aluno e professora e demais atos não registrados pela Polícia.

Em 2011 foram 1.363 ocorrências nas escolas desses 29 municípios, um número 3,9% menor que no ano anterior, quando houve 1.417, mas 53,3% superior aos registros de 2009, que somaram 889 queixas. A PM computou ainda 280 crimes violentos contra estudantes, professores e funcionários, chegando a 20,5% do total.
Foram 127 registros de agressões, 72 de lesões corporais, 15 de roubos, três estupros e atentados violentos ao pudor, um assédio sexual, um homicídio e 61 que constaram como “outras infrações contra a pessoa”. Os furtos foram as ocorrências que mais apareceram nas instituições de ensino mineiras, com 393 registros, correspondendo a 29% do volume total de 2011. Em muitos locais os alunos desafiam a autoridade policial por meio de pichações.
Como na Escola Estadual Júlia Lopes de Almeida, no Bairro Saudade, Região Leste de BH, onde frases pichadas com spray preto insultam a PM. As telhas que cobrem o muro estão todas quebradas, segundo moradores e estudantes, por causa de gente que pula por aquele local para entrar ou fugir.
Editado por Passos Online, levantamentos do Estado de Minas

NRE de Irati manifesta preocupação com violência nas escolas

Dois casos diferentes de lesão corporal foram registrados em escolas da região na semana passada

















Dois casos de lesão corporal ao redor de escolas que fazem parte do Núcleo Regional de Educação – um em Mallet e outro em Rio Azul – na semana passada, assustaram a pais, professores e, principalmente, aos demais alunos, que repercutiram os fatos nas redes sociais ao longo do final de semana.

O caso de Mallet teria sido o mais grave dos dois: a vítima, um menor de 15 anos, precisou ser encaminhada ao Hospital São Pedro, para cuidados médicos, com um ferimento nas costas ocasionado por arma branca. O menino foi golpeado, de acordo com a Polícia Militar da 2ª Companhia (União da Vitória), por outro adolescente da mesma escola, de 16 anos. Esta ocorrência foi registrada durante a tarde de quinta (11), às 16h45. O menor acabou fugindo depois de golpear o outro adolescente, mas foi localizado ainda perto da escola e, com o apoio do Conselho Tutelar, encaminhado até a 10ª Delegacia Regional de Polícia, em Mallet, para esclarecimentos.

Já em Rio Azul, houve uma agressão física envolvendo duas meninas, por volta das 7h20 da manhã de sexta (12), de acordo com o Setor de Comunicação Social da 8ª Companhia. A vítima, uma adolescente de 15 anos, sofreu arranhões no pescoço e no rosto. Ela alegou à polícia que a outra menina, que também tem 15 anos, estaria armada de canivete. No entanto, a vítima não apresentava ferimentos provocados por arma branca, nem a agressora foi localizada na ocasião. Nas redes sociais, várias adolescentes repercutiram o caso, alegando que a agressora seria reincidente.

Conversamos com o chefe do Núcleo Regional de Educação, Cleto Antonio Castagnoli, nesta segunda (15), a fim de que comentasse que tipo de políticas as escolas da região têm adotado para coibir essas ocorrências dentro e no entorno delas. Castagnoli afirma que a violência contra a criança e o adolescente não pode ser vista como ocorrências isoladas, pois estão presentes no convívio familiar, escolar e social. No NRE de Irati, de modo geral, “a primeira medida que a direção e a equipe pedagógica tomam é de acionar o Conselho Tutelar e a Patrulha Escolar”, diz o chefe do NRE. Nos casos considerados como ato infracional e não mera indisciplina, aciona-se o Conselho Tutelar, a Patrulha Escolar e o Ministério Público, através dos promotores de cada município.

Já no município de Irati, existe a Rede de Proteção, que envolve: o Núcleo Regional de Educação, a Patrulha Escolar, o CRAS, o CREAS, a Santa Casa, a Polícia Militar, os Bombeiros, a Promotoria do Ministério Público e as representantes das escolas municipais e estaduais. Mensalmente, a Rede discute os casos registrados e que medidas podem ser levadas até as escolas. A Patrulha Escolar e o Conselho Tutelar atuam frequentemente nas escolas através de palestras às crianças e jovens prevenindo-os contra a violência dentro e fora das escolas.

“Violência também não compreende somente agressão: o bullying e a violência sexual também fazem parte disso, são fatores que estão movidos no nosso dia a dia”, explica Castagnoli, estendendo a abrangência da Rede, que aborda também essa temática.Ele antecipa que no próximo dia 18 de maio, a Secretaria Estadual de Educação (SEED), junto com a Rede, estará em todas as escolas estaduais paranaenses desenvolvendo atividades educativas que visem minimizar os quadros de violência escolar. O NRE de Irati, que abrange nove municípios, solicitou que as equipes de ensino preparem materiais elucidativos sobre o tema a fim de combater toda violência, não só entre alunos, mas também contra professores e funcionários. Em reunião recente com o secretário de Educação, Flávio Arns, o chefe do NRE foi informado de que a Rede de Proteção é uma iniciativa que deve ser estendida a todos os municípios.



Prevenção e procedimentos

Questionamos ao professor Cleto Castagnoli quais são os procedimentos que podem ser adotados pelos educadores para coibir a presença de armas brancas nas escolas, como registrado nessas ocorrências. Segundo ele, mesmo sendo casos isolados e inesperados, cada escola possui um regimento para tratar da questão e apresenta procedimentos a serem tomados sempre de acordo com o previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A prioridade, nesses casos, é prestar atendimento médico à vítima e, em seguida, acionar o Conselho Tutelar, já que os casos envolvem menores, para dar o devido encaminhamento da ocorrência à Polícia Militar, via Patrulha Escolar, que atua junto e, posteriormente, ao Ministério Público, que determina medidas socioeducativas ao adolescente que promoveu a agressão. Segundo Castagnoli, a medida socioeducativa serve para a proteção da própria criança e dos pais, para que se evite um mal maior, como uma vingança.

A escola também prevê algumas punições para esses alunos, mas sempre sob consulta aos pais e ao conselho escolar. As medidas são mais protetivas que punitivas e geralmente, incluem, transferência de sala, turno ou mesmo para outra escola. Hoje em dia, o professor não tem mais permissão para suspender um aluno ou, em casos mais drásticos, expulsar da escola, como ocorria antigamente.

Os professores, funcionários e direção, conforme o ECA, também não estão permitidos a executar revistas ao material dos alunos e, se o fizer, pode até ser considerada uma prática abusiva, segundo Castagnoli. Nos casos de suspeita ou de denúncia de porte de arma branca por algum aluno – seja estilete, faca, tesoura ou outro instrumento cortante ou perfurante – cabe à escola acionar o Conselho Tutelar e a Patrulha Escolar. “Nesses casos, você pode chamar o aluno, recolher seu material, junto da pedagoga, procurando que tenha acompanhamento de mais pessoas para que se evite que o aluno diga que foi agredido por alguém da equipe pedagógica, direção ou funcionários. Esse aluno é trazido para a sala de orientação pedagógica com o seu material, na presença do Conselho ou da Patrulha Escolar são eles que verificam se procede ou não a suspeita de que esse aluno está com uma arma ou com algum objeto que possa ser uma potencial arma, numa disputa ou briga, num ato de violência”, explica.

O chefe do NRE de Irati tranquiliza a pais e alunos dizendo que as direções e equipes pedagógicas estão tomando todas as medidas cabíveis para evitar novas ocorrências similares nas escolas. Ele comentou que há poucos dias ocorreu uma reunião com o sargento Valdemar, que coordena a Patrulha Escolar na região, bem como com o presidente da Amcespar e prefeito de Rebouças, Claudemir Herthel e nessa oportunidade, foi solicitado, através de ofício ao Comando da Polícia Militar, que sejam destinados mais soldados para participar da equipe da Patrulha Escolar, também com mais viaturas. Castagnoli acreditas que a presença da Patrulha no entorno escolar ajuda a coibir atos de violência e, inclusive, grupos que se reuniam nas saídas das aulas e geravam brigas são ocorrências que se reduziram, em sua análise.

Fonte: Jornal Hoje Centro Sul

Professor preparado é “arma” contra briga em escola


Luciano Mendes/ Gazeta do Povo / Equipe da Patrulha Escolar faz rondas no horário de saída dos estudantes. Trabalho também inclui palestras preventivasEquipe da Patrulha Escolar faz rondas no horário de saída dos estudantes. Trabalho também inclui palestras preventivas

Formação continuada torna o docente mais atento para mediar conflitos. Ação é fundamental para evitar violência no ambiente escolar


MARIA GIZELE DA SILVA, DA SUCURSAL da Gazeta do Povo

Ciúmes, brincadeiras de mau gosto ou olhares atravessados são estopins para brigas entre alunos. E tudo isso tem ido parar na internet. Num único site de compartilhamento existem mais de 90 mil vídeos que mostram cenas de agressão entre estudantes. Um dos mais recentes flagrantes, feito com um telefone celular, ocorreu nesta quarta-feira dentro da sala de uma escola estadual em Paulínia, no interior de São Paulo. Uma adolescente foi agredida no chão com socos e tapas pela colega, tudo isso na frente do professor, que pouco fez para separá-las. As duas meninas, estudantes do ensino médio, foram suspensas.
Embora situações como essa tenham se tornado comuns, elas poderiam ser controladas a partir da formação continuada de docentes, que seriam preparados para agir adequadamente em casos de brigas e evitá-las. Atentos, eles poderiam resolver pequenos conflitos antes que se transformassem em atos de violência. “Se as escolas priorizassem a mediação de conflitos, grande parte das violências poderia ser evitada”, analisa o doutorando em Educação Nei Alberto Salles Filho, coordenador do Núcleo de Estudos e Formação de Professores em Educação para a Paz e Convivências (NEP) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
Contexto
Família contribui para a reprodução da violência nas escolas
O professor Nei Alberto Salles Filho, da UEPG, considera que nem a escola nem o aluno são culpados pelas ações de violência em ambiente escolar. “As crianças e os adolescentes só reproduzem a violência que veem na mídia e na sociedade”, comenta.
A família, muitas vezes, contribui para esta reprodução, como demonstra a pesquisa do Núcleo de Estudos da Violência da USP.
Numa das questões, 47% dos pais responderam que os filhos deveriam revidar a agressão sofrida por outro estudante na escola; 32% disseram que orientariam os filhos a evitar novas brigas; 15% disseram que os estudantes deveriam evitar novas brigas, porém, bater de volta se fossem provocados; 4% disseram que os filhos deveriam procurar uma autoridade, como um professor ou um diretor; e outros 3% não souberam ou não opinaram.
Para a coordenada da Patrulha Escolar Comunitária na Secretaria Estadual de Educação, Lígia Berg Camargo, fica o alerta para os pais. Além de incentivar os filhos a não se envolver em atos violentos, os pais devem acompanhar a vida escolar das crianças, verificar o que elas conversam nas redes sociais e monitorar sua vida social.
Rede privada
A assessora pedagógica do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná, Fátima Shueire Holanda, diz que as agressões em ambiente escolar ainda não foram discutidas pela rede privada. Segundo ela, as brigas em saídas de colégios são pontuais, porque há monitores acompanhando a passagem dos alunos.
MEC
Em âmbito nacional, o Ministério da Educação desenvolve o programa Escola que Protege. A base da iniciativa é a formação continuada de professores e o desenvolvimento de materiais didáticos sobre Educação para a Paz. Neste ano, a expectativa é ofertar 5,5 mil vagas em parceria com 19 instituições de ensino superior.
Atualmente, porém, o professor não é visto nem por pais nem por estudantes como uma autoridade capaz de intervir em casos de conflito. Segundo pesquisa divulgada no ano passado pelo Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo, apenas 4% das famílias recomendariam ao filho agredido que procurasse um professor ou um diretor. O levantamento ouviu moradores de dez capitais brasileiras (Curitiba não foi incluída) sobre o que pensam a respeito de atos de violência.
Tentativas
Para reduzir desavenças entre alunos, algumas iniciativas já são adotadas na rede pública de ensino. A Secretaria Estadual de Educação do Paraná, por exemplo, tem um núcleo de enfrentamento à violência em ambiente escolar. São apenas duas técnicas para atender 32 núcleos regionais de Educação. “Não tem como dar conta da demanda”, afirma a técnica pedagógica do núcleo Ana Paula Pacheco Palmeira. Busca-se então formar multiplicadores nos núcleos regionais de Educação.
Entre os multiplicadores está Arilei Rodrigues Albach, um dos diretores do Colégio João Ricardo von Borell du Vernay, na periferia de Ponta Grossa, com 1,8 mil alunos. Ele explica que, se o sinal de saída toca e os alunos ficam parados em frente da escola, esse é um indício de briga. “Nós percebemos e pedimos para os alunos irem embora, para se dispersarem”, comenta. Se ocorre um incidente, a Patrulha Escolar Comunitária é chamada. “Mas sempre trabalhamos para isso não acontecer. Temos professores que fazem formação continuada e aprendem sobre Educação para a Paz”, diz o diretor.
Patrulha Escolar deve chegar antes da briga
A coordenadora da Patrulha Escolar Comunitária na Se­­cre­­taria Estadual de Edu­­cação, Lígia Berg Ca­­mar­­go, informa que os policiais procuram chegar antes das brigas. Depois de ocorrida a agressão, os alunos envolvidos em lesão corporal são encaminhados para a Polícia Civil e o caso é analisado nas varas de Infância e Juventude para que o adolescente receba uma medida socioeducativa.
Além do trabalho repressivo, a prevenção está na pauta da Patrulha Escolar. “Neste ano, o tema é a prática da cortesia. Palavras como ‘desculpa’ e ‘obrigado’ fazem muita diferença, ainda mais porque as brigas começam por motivos banais”, argumenta o comandante da Patrulha Escolar em Ponta Grossa, tenente Saulo Vinicius Hladyszwski.
A equipe faz rondas no horário de saída dos alunos em algumas escolas de Ponta Grossa e palestras para estudantes. O comando da Patrulha Escolar no Paraná não divulga o número de viaturas, mas, conforme Lígia, há uma equipe de apoio para cada um dos 32 núcleos regionais de Educação.



Violência Escolar - O Diário na Escola


Violência Escolar

Duas notícias intrigaram a sociedade na semana passada. Primeiro, o caso da professora de uma escola estadual de São Paulo, que ficou com o olho roxo depois que um aluno jogou uma lixeira no rosto dela dentro da sala de aula. Ela contou que os estudantes apagaram as luzes da escola para causar confusão e, nesse momento de escuridão, um deles a atingiu. O agressor ainda não foi identificado.
E segundo, o caso de uma professora do Paraná que foi demitida por causa de um castigo que aplicou a um aluno. Ela colocou uma fita adesiva na boca da criança para calar o menino, de oito anos, que estava fazendo bagunça. Foi durante uma aula de artes em uma escola municipal em Dois Vizinhos. A mãe do menino procurou a diretora do colégio, que disse que a professora era recém-formada e tinha pouca experiência em sala de aula.
A Secretaria de Educação demitiu a educadora nas duas escolas onde ela trabalhava. Já o Conselho Tutelar da cidade, encaminhou o processo ao Ministério Público. O menino continua frequentando a escola e está sendo acompanhado por uma psicóloga.
Em tempos nos quais os índices de violência são altos para os padrões atuais, vivemos fortes experiências de medo, irracionalidade e perda de controle, sentimentos tão contrários a ideia de paz. Exemplos disso são situações como briga nas escolas, vandalismo, consumo de drogas ou agressão a professores e alunos.
Pesquisas recentes realizadas pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em vários estados do Brasil, inclusive no Paraná, bem como, a experiência prática no cotidiano das escolas, indicam que o fenômeno da violência escolar é um problema que tem se agravado. Por isso, em função de sua natureza complexa, exige consistência e formas variadas de intervenção para sua redução e prevenção.
De acordo com o conselheiro tutelar de Maringá, Vandré Fernando, as ocorrências de violência escolar em Maringá chegam diariamente. “São casos de cyber-bullying, bullying, agressões psicológicas, verbais e físicas. Entre alunos e entre alunos com professores. Dias atrás atendi o caso de quatro crianças que “pisaram” (subiram no teto e capô dos carros e pularam, amassando a lataria) nos carros de duas professoras, os pais vão pagar os consertos.”
Pode-se apontar alguns aspectos relacionados a isso, como educadores não capacitados para lidar com a situação, problemas de gestão e de liderança escolar, ação policialesca com os alunos, etc.
Como educação e violência se entrelaçam? Um ambiente de crianças e adolescentes que deveria ser, a priori, tomado por momentos de descobertas, curiosidades, alegrias, amizade e companheirismo. A escola é um lugar de busca de conhecimento produzido pela humanidade e compartilhado para as novas gerações. Dessa maneira, serve como espaço para o exercício da cidadania e para alcançar este objetivo, a instituição deve ser acolhedora, inclusiva e segura.
A escola é um dos ambientes mais propícios para o aprendizado de valores que norteiam uma sociedade pacífica com respeito, ética e justiça.
“A sociedade é o principal responsável por estes atos de violência nas escolas. Acredito que não devemos chamar de violência escolar, devemos chamar de violência comunitária considerando que o ambiente escolar é o ponto de encontro das diferentes educações, comportamentos, escalas de valores culturais e sociais. Na escola o aluno repete o que é lhe ensinado e os exemplos que recebe da família, da mídia, do bairro/condomínio onde reside. A violência acontece no espaço escolar, mas na maioria das vezes é gerada em outros ambientes”, afirma Vandré.
As crianças e jovens estão sempre se espelhando nos adultos a sua volta. Responsáveis pela educação por meio de ensinamentos e, principalmente de atitudes, são para os pais, mães, educadores, policiais, políticos, autoridades, que se deve direcionar o olhar.
O conselheiro alerta que a violência é um comportamento que deve ser trabalhado entre todos, até porque as crianças têm exemplos de violência a todo o momento. “Vejamos o trânsito, o MMA que é o esporte do momento, jogos virtuais… Adianta  a escola ensinar que não pode agredir as pessoas e o aluno chegar em casa e a família se agredir? Adianta a família educar que não pode agredir as pessoas e a criança sair na rua e ver adultos discutindo no trânsito? Por isso que violência é problema de todos, e é muito comum o sistema julgar por agressão os hematomas físicos. Na verdade o termo agressão é muito amplo, alienação parental é violência, falta de serviços públicos é violência, violência gera violência na maioria dos casos. Também é comum o sistema tratar, se é que trata, o efeito e não a causa.”
Para amenizar este problema o trabalho deve ser em conjunto com aluno, família, escola, rede de atendimento à criança e ao adolescente, técnicos (Psicólogos, Pedagogos, Assistentes Sociais, Sociólogos, Advogados) e governos.
Cada caso deve ser avaliado com suas particularidades, cada um tem suas realidades,  e depois de identificado os problemas devem partir para o campo da solução com a realização de atividades educativas, esportivas e culturais. Lembrando que uma mudança de comportamento não é do dia pra noite, mas necessita de investimentos diários.
Fonte: O Diário na Escola

Pedagoga fala sobre as consequências do bullying

MG INTER TV 1ª EDIÇÃO - VALES MG

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