quinta-feira, 28 de março de 2013

Batalhão de Patrulha Escolar comemora cinco anos de prevenção à violência


Por Marcia Santos

Jornalista PMPR


O Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária celebra em 2013 cinco anos de formação, com o trabalho voltado para a prevenção e a redução da violência e da criminalidade nas escolas e proximidades. A cerimônia de comemoração foi nesta terça-feira (19), no Colégio Estadual Pedro Macedo, em Curitiba. O trabalho é resultado da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação e a Polícia Militar.

A Patrulha Escolar auxilia a comunidade das escolas a encontrar os caminhos da segurança por meio de trabalhos de reflexão e palestras. As escolas contam com policiais militares capacitados que, conhecendo a realidade da comunidade escolar, buscam medidas que reduzam a ação de criminosos nas escolas e proximidades.

“O papel da Pratulha Escolar é essencial para a criação da cultura de prevenção para problemas futuros. São policiais qualificados que atuam de forma educacional contra infrações nas unidades e em seu entorno, trabalhando a favor da comunidade escolar e da sociedade”, disse o vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns.

Segundo a diretora do Colégio Estadual Pedro Macedo, Deuzita Cardoso, a presença da Patrulha Escolar diminui os índice de violência e marginalidade em torno da unidade. “Os policiais trabalham conosco desde a semana pedagógica, participam da primeira reunião com os pais e orientam os alunos sobre segurança e drogas, além de incentivarem a educação e a gentileza no âmbito escolar”, comentou Deuzita.

HISTÓRIA - O Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária foi criado pelo Decreto Estadual número 2.349, do dia 19 de março de 2008, para atender as comunidades escolares com os Programas Patrulha Escolar Comunitária e Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd).

“Acredito muito nesta parceria da educação com a polícia no Paraná, a favor de um bem maior que é a segurança dos nossos jovens. Trabalhamos com palestras e conversas para pais, diretores, professores e alunos, além de orientação e visitas à vizinhança escolar, procurando transformar o ambiente escolar por meio da mudança de atitudes”, contou o comandante do BPEC, Major Gerson Luiz Buczenko.

Em todo o estado, o Batalhão possui quatro companhias: 1ª Companhia, em Curitiba; 2ª em Foz do Iguaçu (Oeste), 3ª em Maringá (Noroeste) e 4ª Companhia em Londrina (Norte), que atendem exclusivamente 90 municípios. Para este ano, o Batalhão, junto com a Secretaria, trabalha com tema “Pratique Cortesia”, estimulando a comunidade escolar a praticar gestos para o bem de todos.

Vídeo mostra briga dentro de escola estadual em Ribeirão Preto

Jornal A Cidade

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Denúncia foi feita por uma mãe, que relata outros problema

Um vídeo de uma briga entre duas adolescentes, no banheiro, fez com que a mãe de uma aluna denunciasse, à EPTV, a violência e o tráfico de drogas na escola Jenny de Toledo Piza Schroeder, no bairro Presidente Dutra, na zona Norte de Ribeirão Preto.
“O aluno que vai para a escola estudar tem medo. Quem não quer estudar adora frequentar esta escola. A impressão que eu tenho é que a diretora não sabe de nada do que se passa lá”, diz a mulher, que pediu para não ser identificada.
O vídeo mostra seis minutos de briga entre duas alunas no banheiro. As colegas incentivavam uma a esmurrar a outra. Neste período ninguém apareceu para ver o que estava acontecendo no banheiro



“Não tem inspetor de aluno nesta escola? Ninguém ouviu a briga ou ficou sabendo? Se fosse uma escola rígida alguém teria ido ao banheiro para ver o que estava acontecendo”, diz a mãe.
Ela conta que raramente a Ronda Escolar comparece nas imediações da escola e que é comum os alunos serem ameaçados e roubados. “Tem um menino de dez anos que fica na porta da escola oferecendo drogas”, diz ela.
A mulher também denuncia que os alunos mais novos sofrem com a atitude dos mais velhos. Quem compra lanche na cantina não consegue comer porque é furtado.
O bullying é outro problema enfrentado pelos alunos. Aluna bonita é ameaçada se vai com o cabelo arrumado ou algum adereço especial. Já um aluno teve parte do cabelo queimado depois que os colegas colocaram fogo na cortina da sala de aula.
Esta não é a primeira vez que a escola é palco de violência. Em 2009, uma bomba explodiu no banheiro e um vaso sanitário foi destruído. No mesmo ano, um adolescente de 15 anos foi esfaqueado no pescoço e na cabeça por um colega, dentro da sala de aula. Este ano, três ladrões armados invadiram a escola e levaram as joias da diretora.
Outro lado
Em nota, a Diretoria Regional de Ensino informou que vai encaminhar uma equipe de supervisores para averiguar o ocorrido na escola estadual Professora Jenny Toledo Piza Schroeder. A nota informa ainda que a diretoria de ensino e a direção da escola não receberam nenhum tipo de reclamação relacionada ao caso.
O professor-mediador que atua na unidade também vai intensificar as ações de combate regular à violência com práticas voltadas à prevenção de conflitos no ambiente escolar. Entre as atribuições dos professores-mediadores estão a adoção de práticas restaurativas e de mediação. 
Quanto ao tráfico de drogas fora da escola alegado pela reportagem, a Secretaria da Educação conta com a parceria da Polícia Militar, por meio da Ronda Escolar, que atua no horário de aulas e na entrada e saída de alunos.

A PAZ NA PRÁTICA

Caxias do Sul – A constatação é dos próprios professores e diretores: desde que o projeto de prevenção à violência nas escolas foi implantado, os casos de depredação ao patrimônio, pichações e brigas diminuíram. Por outro lado, aumentaram os exemplos de atitudes que estimulam a boa convivência e o coleguismo. Mesmo sem garantir um cenário perfeito, as comissões internas de prevenção de acidentes e violência escolar têm sido bem recebidas nas salas de aula. Bons exemplos e as consequências obtidos a partir do pragrama foram mostrados segunda e terça-feira, no 4º Seminário Socialização de Boas Práticas Cipave.

Implantado em 2007, o programa é uma parceria da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social. Desenvolvido em todas as escolas municipais de Caxias, atinge em torno de 40 mil alunos. A cada ano letivo, uma comissão coloca em prática projetos para incentivar atitudes positivas e, principalmente, valorizar o respeito. A participação dos pais e da comunidade em que a escola está inserida é fundamental. Cinco eixos norteiam as atividades, explica a coordenadora do Cipave, Raquel Zanotto Maffessoni. Com os Bombeiros, é trabalhada a prevenção de incêndios; com a Guarda Municipal, a proteção e conservação do patrimônio público e o bullying; com a Secretaria Municipal de Trânsito e Polícia Rodoviária Federal, as boas práticas no trânsito; com o 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) a prevenção à violência escolar; e com a Polícia Federal, a prevenção quanto ao uso de drogas. As ações partem dos dois lados, tanto os alunos visitam esses órgãos quanto os profissionais comparecem às escolas.

– Cada escola tem uma comissão, que faz um diagnóstico da realidade. Qual problema a escola enfrenta? Aí entra a visão do aluno, do pai, do professor. Com o planejamento pronto, as ações desenvolvidas são registradas. Ao final, é entregue um relatório anual. A escola é um dos espaços onde a criança é socializada, e a ideia é promover respeito e diversidade. Nesses cinco anos, percebemos diminuição na violência – aponta Raquel.

Colaboraram Gabriela Rossetti/Especial e Róger Ruffato

fernanda.fedrizzi@pioneiro.com
FERNANDA FEDRIZZI*

quarta-feira, 27 de março de 2013

Bullying causa a morte de bons alunos e futuros atletas.


R7

Veja os casos mais sérios dos EUA


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Bully que dizer "valentão" em inglês. O bullying, então, seria qualquer forma de agressão por parte de um indivíduo ou grupo por um motivo banal. Quem sofre bullying sente dor e angústia. Sente-se agredido e sem capacidade de se defender e cai no isolamento social.

Por muita gente o bullying não é levado a sério e a morte de bons alunos e futuros atletas são a consequência da falta de atenção.

No intuito de colocar os holofotes sobre o problema que atinge alunos em escolas do mundo todo, a página da internet “CrimeLibrary” publicou cinco dos piores casos de bullying já vistos nos Estados Unidos. Confira

Após vídeos com brigas, escola do CE adota programa contra bullying


Brigas entre estudantes eram constantes em escola no Eusébio.

Alunos aprovaram medidas contra bullying.


Do G1 CE


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Alunas da Escola Municipal Neuza de Freitas Sá, no Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, foram flagradas brigando em diversos vídeos feitos pelos próprios estudantes. As imagens foram feitas entre dezembro de 2012 e janeiro de 2013, e motivaram um programa de combate e educação contra o bullying nas escolas de rede municipal da cidade.
Nas imagens, meninas trocam tapas e chutes, enquanto os outros estudantes torcem para que a pancadaria continue. São poucos os que tentam separar as brigas. As brigas aconteciam dentro e fora da escola, elas acabavam prejudicando a convivência entre os alunos, o aprendizado em sala de aula e até incitando situações de violência na comunidade.
A psicopedagoga da escola, Eronice Costa, afirma que o trabalho de combate e prevenção começou já no retorno às aulas. Agora os estudantes tem uma programação extracurricular que conta com esportes e orientação. “Começamos a orientar para não apelidar os colegas, para que mais tarde não aconteça o pior dentro da sala de aula e fora dela”, explica Eronice.
“Eles me xingavam, me sentia triste e sozinho. Fui para sala da psicologa, aí melhorou tudo”, disse o aluno de 12 anos que era alvo de frequentes maus tratos. A escola Neuza de Sá é uma das maiores do município. São 650 estudantes que cursam entre o sexto e o nono ano do ensino fundamental.

No Eusébio, o programa de combate ao bullying foi criado por lei. O assessor pedagógico da Secretaria de Educação do município, José Demontier Vasconcelos, explica que as ações são desenvolvidas em 20 escolas com a ajuda dos próprios estudantes. “São em cima de palestras. Algumas crianças são levados para assistir a essas palestras e passam a ser agentes multiplicadores”, afirmou.
Após a implementação do programa, segundo a diretora da escola, Deliane Alencar, os estudantes tem evitado brigas e procurado a coordenação quanto têm de enfrentar problemas com colegas. Os alunos aprovaram as medias. “Não tem briga, não violência, não tem essas coisas de apelido. É melhor assim”, disse o estudante de 11 anos,  Denis Wendell de Lima.

terça-feira, 26 de março de 2013

Exclusivo: estudante fala sobre agressão a diretora de colégio no Rio

O aluno de um colégio municipal em Piedade, na zona norte do Rio, admitiu que errou, mas afirma que também foi agredido. Veja a entrevista exclusiva.

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Estudantes fazem passeata contra bullying em Vila Velha, ES


Manifestação aconteceu em Aribiri, nesta terça-feira (26).

Iniciativa foi de alunos da escola Ofélia Escobar.


Do G1 ES


Estudantes protestam contra bullyng. (Foto: Divulgação/ Assessoria de Comunicação da Semed)Estudantes protestam contra bullyng. (Foto: Divulgação/ Comunicação da Semed)



Cerca de 50 alunos da Unidade Municipal de Ensino Fundamental (Umef) Ofélia Escobar realizaram na manhã desta terça-feira (26) uma passeata pelas ruas do bairro Aribiri, Vila Velha, Espírito Santo, para combater o bullying nas escolas. Participaram do manifesto, estudantes entre 14 a 16 anos e estudantes do 9º ano da escola. Com faixas, cartazes, adesivos e panfletos, as crianças mobilizaram a população e pediram o apoio das famílias.

De acordo com a pedagoga Graziela Chalhub e da professora Marlusse Ribeiro de Freitas Vieira, coordenadoras do projeto, a ideia é mostrar como a mudança de comportamento e o respeito às diferenças é um importante meio de prevenção ao bullying.
Projeto
E o projeto vem mostrando resultados positivos. Em sua terceira edição, o índice de bullying na escola teve uma queda de 80%. Por isso, o projeto transpôs os muros da escola e foi para as ruas, para mobilizar ainda mais a comunidade em torno da prática da intimidação, que segundo as professoras, tem consequências pedagógicas desfavoráveis ao aprendizado do aluno.
Uma estudante de 15 anos disse que já sofreu bullying e foi prejudicada nos estudos. Com o projeto e a conscientização dos colegas, o problema foi resolvido. “Já pensei em parar de estudar, mas a minha escola, a Umef Ofélia Escobar, me ajudou bastante quando iniciou o projeto”, falou. Já uma outra, de 14 anos, disse que, embora nunca tenha sofrido bullying, a prática é constrangedora para todos. “Por isso, queremos chamar a atenção para esse mal que adentrou aos muros da escola seja exterminado em todos os locais de ensino do nosso Estado”, comentou.
A iniciativa foi promovida para reforçar o Dia Estadual da Conscientização contra o Bullying, celebrado no último dia 20 de março, data instituída pelo governo do estado, pela lei de número 9.653 e incluída no Calendário Oficial do Espírito Santo.
Bullying
Bullying é uma palavra inglesa que significa intimidação. O que exerce o "bullying" o faz para impor seu poder sobre outro através de constantes ameaças, insultos, agressões, humilhações, entre outras, e assim tê-lo sob seu completo domínio. A vítima sofre calada na maioria dos casos. O maltrato intimidatório o fará sentir dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a consequências irreparáveis.

Diretora escolar fala sobre violência nos colégios


segunda-feira, 25 de março de 2013

Ação simples na escola Ruben Bento Alves, em Caxias, conseguiu quase zerar bullying e outros tipos de violência



Há quatro anos, um professor tem a tarefa de monitorar estudantes em busca de atitudes que possam caracterizar violência. O docente escreve dissertação de mestrado sobre o assunto

Professor Adilson Martins Correa, 48 anos, foi convidado pela Smed para desenvolver trabalho contra o bullying em escola do municípioFoto: Daniela Xu / clicRB

Ação simples na escola Ruben Bento Alves, em Caxias, conseguiu quase zerar bullying e outros tipos de violência Daniela Xu/clicRBS
Correa, 48 anos, foi convidado pela Smed para desenvolver trabalho contra o bullying em escola do município - Foto: Daniela Xu / clicRBS
Cristiane Barcelos
Uma ação simples desenvolvida na Escola Municipal Ruben Bento Alves, bairro Vila Ipê, em Caxias do Sul, conseguiu quase zerar casos de bullying e de violência escolar nos corredores da instituição. Há quatro anos, o professor Adilson Martins Correa, 48 anos, tem a tarefa de monitorar os estudantes em busca de atitudes que possam caracterizar violência. Ele estima que os casos tenham diminuído em 90%. O docente foi convidado pela Secretaria Municipal da Educação (Smed) a desenvolver o trabalho, porque o colégio registrava grande índice de violência escolar.

O trabalho de Correa é fora da sala de aula, mas não menos importante que a de um professor tradicional. Na entrada e na saída de alunos, no recreio ou em outras atividades em grupo, ele está lá.

A atividade não é apenas mera observação, mas começa por aí. É a partir desse contato inicial que Correa percebe qual aluno deve ser acompanhado e avalia se os pais precisam ser chamados à escola. O docente se antecipa: não espera que os alunos o procurem para solicitar ajuda.

O professor desenvolveu técnicas aparentemente simples mas igualmente eficientes para inibir o ingresso de armas no colégio. Ao suspeitar que algum estudante possui faca ou arma junto ao corpo, por exemplo, a medida não é revistar o aluno _ ação que poderia expor o jovem caso a suspeita não se confirmasse. Correa prefere dar um abraço ou fazer um cumprimento comum entre a gurizada, tocando naturalmente o corpo do jovem e com isso percebendo se ele carrega algo.

A atuação de Correa apresenta bons resultados. Além da diminuição das ocorrências de bullying e outras violências, ele nota que as vítimas passaram a demonstrar confiança na escola e solicitar auxílio aos professores.

Parte da experiência de Correa está na dissertação do mestrado em Inclusão Social e Acessibilidade que ele cursa na Feevale. O docente entrevistou professores e coordenadores das cinco maiores escolas municipais de cada região de Caxias, totalizando 20 instituições e cerca de 20 mil alunos.

Conforme Correa, o bullying tem perpassado as agressões verbais e físicas: a moda é o ciberbullying. Escondidos sob perfis falsos em redes sociais, os jovens publicam montagens fotográficas, imagens ofensivas de colegas ou escrevem comentários maldosos.

Diretora de escola no Rio diz ter sido agredida por aluno de 15 anos


Segundo diretora-adjunta, "a violência não é comum na escola".

Estudante foi transferido para outro colégio, diz secretaria.


Isabela Marinho
Do G1 Rio
Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)
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A diretora da Escola Municipal João Kopke, Leila Soares, em Piedade, no Subúrbio do Rio, afirma ter sido espancada quinta-feira (21) por um aluno de 15 anos. Segundo informou nesta segunda-feira (25) a diretora-adjunta da escola, Ana Paula, Leila sofreu lesões no rosto, ficou com a face muito machucada e está de licença. Ainda de acordo com Ana Paula, o caso foi "pontual" e "a violência não é comum na escola".
A mãe de uma aluna de 13 anos, identificada apenas como Aline, contou ao G1 nesta segunda que desde que a diretora Leila chegou à escola, ela tenta "melhorar o ambiente". Os alunos da escola fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda.
De acordo com Aline, antes de o aluno agredir a diretora, uma briga entre dois jovens, na semana retrasada, movimentou a escola. "Minha filha me contou que um aluno jogou pedra em outro, que revidou", disse. A mãe ressaltou ainda que o consumo de drogas no entorno da escola é comum.
Jennifer foi aluna da escola há cinco anos e seu irmão estuda na instituição atualmente. Segundo ela, naquela época, já havia presenciado a tentativa de agressão de um aluno à mesma diretora.
"Acho que é porque ela quase não fica na escola. É difícil encontrá-la aqui. E quando chega quer botar moral e não consegue", afirmou a ex-aluna. De acordo com Jeniffer, o irmão dela costuma comentar que "a pancadaria" na escola é frequente.
Uma professora da escola, que não quis ser identificada, contudo, disse que a diretora subiu para ver o que estava acontecendo no corredor. Segundo ela, o aluno estava dando uma gravata "de brincadeira" em um colega. O rapaz deu um empurrão e xingou a professora, que disse que chamaria o responsável do aluno. Foi quando ele deu um soco na diretora.
"Ela foi para a sala, ele a imobilizou, deu vários socos nela. Saiu muito sangue, enchemos uma  lixeira com papeis. Ela também machucou o ouvido", contou a professora. A diretora foi encaminhada para o Hospital Salgado Filho. A história foi publicada pelo jornal "O Dia" nesta segunda.
Medo
A professora disse ainda que os professores estão com medo, porque o aluno fez ameaças de que caso fosse expulso, voltaria para matar todo mundo.
Segundo a professora, a afirmação da ex-aluna de que Leila é omissa é uma inverdade e que "ela é muito dedicada" e fica na escola além do horário.
A mãe de uma outra aluna, que não quis se identificar, chegou na porta da escola por volta de 11h20, preocupada.
"Recebi a ligação de uma amiga me dizendo que o aluno que agrediu a diretora é morador do Morro do Urubu e que os traficantes viriam à escola pegar a diretora. Não sei o quanto disso é verdade, mas fiquei com medo e vim aqui ver. Fiquei tranquila quando vi que as portas da escola estão trancadas e que as coisas estão calmas", contou.
Segundo nota da Polícia Civil, a vítima procurou a delegacia informando ter sido agredida por um aluno de 15 anos. O menor foi ouvido e a vítima encaminhada para exame de corpo de delito. De acordo com a delegada Cristiane Carvalho, da 24ª DP (Piedade), a vítima compareceu à delegacia sem apresentar lesões externas, contudo, foi encaminhada ao IML para averiguar lesões internas, no ouvido.
Ainda segundo a polícia, na delegacia, o aluno contou que agrediu Leila após a diretora do colégio o repreender por ele não voltar à sala após o intervalo de aula.
A Secretaria Municipal de Educação esclareceu, em nota, que não admite este tipo de conduta nas escolas da Prefeitura do Rio e já aplicou o Regimento Escolar Básico do Ensino Fundamental ao caso, com a transferência do aluno para uma outra unidade.
"É triste e lamentável. Não admitimos qualquer tipo de violência nas nossas escolas", declarou a secretária de Educação, Claudia Costin.
De acordo com a Polícia Civil, o caso foi enviado a Vara da Infância e Juventude e foi registrado na 24º DP (Piedade).