sábado, 2 de março de 2013

O tratamento típico do bullying no projeto de Código Penal


Resumo: O artigo ora delineado tem o escopo de, objetiva e simplificadamente, examinar as propostas de tipificação do bullying (intimidação vexatória) no Projeto de Novo Código Penal, através da análise breve do art. 148 do Projeto.

Palavras Chave: Direito Penal. Bullying. Intimidação Vexatória. Projeto de Novo Código Penal.

Nos últimos anos muito se discutiu acerca do bullying. Em todos os lugares, a palavra passou a povoar o imaginário popular como designadora de humilhação, intimidação, associada às práticas daqueles que se valendo de achincalhamentos da honra ou mesmo violações à integridade física, constrangem outras pessoas, por vezes, por puro sadismo, por vezes, com o escopo de abalar a convivência social de quem porventura os desagrade. Notadamente, o bullying serviu para especificar as manifestações entre e para com adolescentes de tais condutas lesivas a bens jurídicos, cujo potencial ofensivo desvela-se, nessa etapa, sobrelevado, em razão dos danos que podem ser gerados no desenvolvimento hígido do jovem que se vê vítima de um bully.

Trata-se de conduta que há muito existe, tendo sido sempre relatada e reproduzida na vida e na ficção. Entrementes, seu estudo e objetivação enquanto fenômeno psico-social é recente, datando, sobretudo, do período que sucedeu episódios como o massacre de Columbine (E.U.A). Passou-se a perscrutar com maior acuidade o fenômeno da violência entre os jovens e a o desenvolvimento de relações de força e poder em que, muitas vezes, alguns são vítimas de agressões e humilhações constantes (mesmo diárias).

Ante a repercussão atinente ao bullying, percebeu-se que o Estado deveria velar pela proteção dos infantes vítimas de tal espécie de conduta, não só porque a guarda de direitos fundamentais é seu dever, como também, porque, em última instância, salvaguardar a juventude se amalgama à proteção da própria comunidade e do crescimento pátrio. Nessa toada, a Comissão demonstrou preocupação derredor da questão, propondo a criação do tipo penal de intimidação vexatória. 

Percebe-se a existência do cuidado de expor na linguagem pátria o nomen juris, contribuindo para o acesso à informação normativa. Destarte, propõe-se a positivação do tipo penal de intimidação vexatória no art. 148 do Código Penal, como uma das condutas cerceadoras da liberdade individual, in literis:

“Intimidação vexatória

Art. 148. Intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir, segregar a criança ou o adolescente, de forma intencional e reiterada, direta ou indiretamente, por qualquer meio, valendo-se de pretensa situação de superioridade e causando sofrimento físico, psicológico ou dano patrimonial:
Pena – prisão, de um a quatro anos.
Parágrafo único. Somente se procede mediante representação”.

Percebe-se que o precípuo escopo da Comissão, ao elaborar o tipo penal da intimidação vexatória foi proteger a criança e o adolescente, razão por que apenas sujeitos em uma dessas faixas etárias poderia ser sujeito passivo do delito. O crime pode ser efetivado mediante intimidação, constrangimento, ameaça, assédio sexual, ofensa, castigo, agressão ou pela só segregação de criança ou adolescente e forma intencional e reiterada. É dizer, trata-se de tipo penal que consubstanciará crime habitual, materializando-se apenas com a perpetuação da conduta no tempo. Vê-se que o tipo penal é complexo, admitindo a perfectibilização do tipo, apenas acaso seja causado sofrimento físico, psicológico ou dano patrimonial.

Ante o exposto, percebe-se que o Projeto de Novo Código Penal, na esteira das discussões hodiernas, propõe a tipificação do bullying, sob o nomen juris intimidação vexatória, a fim de dissuadir comportamentos de intimidação, constrangimento, ameaça, assédio sexual, ofensa, castigo, segregação e agressão de criança ou adolescente, reiterada, direta ou indiretamente, por qualquer meio, valendo de pretensa situação de superioridade e causando sofrimento físico, psicológico ou dano patrimonial.
 

Informações Sobre o Autor

Rudá Santos Figueiredo
Advogado Criminalista Militante, Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia, Pós-graduando em Ciências Criminais pelo Juspodivm-IELF

Aluno vítima de bullying vinga-se esfaqueando o agressor


Jovem de 19 anos foi submetido a uma cirurgia de urgência ao coração, encontrando-se com um prognóstico reservado

A PSP anunciou a detenção de um jovem de 17 anos suspeito de ter esfaqueado um colega de uma escola de Lisboa, que se encontra internado com prognóstico reservado.

Segundo o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, na quinta-feira, 21 de fevereiro, os jovens ter-se-ão envolvido numa troca de provocações e insultos dentro da Escola Marquês de Pombal e marcado um ajuste de contas para o final da aula, no exterior do estabelecimento comercial.

Após o fim das aulas, os jovens, segundo a PSP, envolveram-se em confrontos físicos e o suspeito terá esfaqueado a vítima, de 19 anos, no peito, tendo a vítima perdido os sentidos de imediato.

Segundo a PSP, o agressor terá fugido do local enquanto um conjunto de alunos alertou os funcionários da escola e acionou os serviços do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

O jovem foi transportado ao hospital São Francisco Xavier, em Lisboa, onde foi internado e submetido a uma cirurgia de urgência ao coração, encontrando-se com um prognóstico reservado.

Fonte policial adiantou à agência Lusa que o suspeito seria, alegadamente, vítima de violência física e psicológica («bullying») por parte do jovem esfaqueado.

O suspeito foi detido na sexta-feira, na freguesia de Rio de Mouro, no concelho de Sintra. O jovem foi presente a tribunal, que lhe aplicou como medida de coação apresentações semanais na esquadra da sua área de residência.

Fonte: TVi 24

Após flagrante de sexo na praia, "Cicarelli do Rio" reclama de bullying de vizinhos e parentes


Wanderlea dos Santos Silva diz estar sofrendo bullying de vizinhos e parentes após vídeo em que foi flagrada fazendo sexo na praia do centro de Rio das Ostras, na região dos Lagos, virar hit na internet. No Youtube, são mais de 2,6 milhões de acessos. As provocações também se direcionam ao namorado dela, segundo contou ao R7 a "Cicarelli de Rio das Ostras", como ficou conhecida a moradora de Belford Roxo (baixada), em referência à apresentadora de TV também flagrada em cenas sensuais numa praia na Espanha.
O vídeo foi postado no Youtube na semana passada e se tornou um viral na web. Nele, Wanderlea supostamente tem relações sexuais com um homem de 37 anos, enquanto outros banhistas comentam e aplaudem ironicamente a situação. Depois de tanta repercussão, Wanderlea diz estar sendo perseguida por vizinhos e parentes. Ela conta que só seu pai e uma irmã estão do seu lado.
— Estou me sentindo mal e sem comer há dois dias. Fico trancada em casa para não escutar provocações de pessoas na rua.
Wanderlea afirma que seu namorado Johne Max Geraldo dos Santos, de 38 anos, com quem passou a morar junto depois do Carnaval em Rio das Ostras, também vem sofrendo provocações. Max perdoou Wanderlea depois de ela ter admitido o caso flagrado em vídeo.
Segundo ela, o rapaz é chamado de corno por colegas de trabalho e vizinhos. Segundo Vanderlea, Max está enfrentando melhor a situação e diz não se importar com o que falam.
Apesar das imagens, Wanderlea diz que não teve relações sexuais dentro do mar. Eles se conheceram no Carnaval e estavam conversando na praia, quando resolveram dar uns amassos na água.
— Na água só rolou uns beijos e amassos. Eu não transei com ele. Chega desse vídeo. Por que as pessoas querem tanto ver isso?
De acordo com a Prefeitura de Rio das Ostras, agentes da Guarda Municipal abordaram o casal e os conduziram para a Delegacia de Rio das Ostras (128ª DP). Eles foram autuados por atentado ao pudor e liberados em seguida.

R7

Governo quer união com pais e professores contra violência na escola


por Rita Porto
O secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho, revelou hoje que o Governo pretende estabelecer um protocolo de cooperação entre confederações de pais e sindicatos de professores, de modo a promover a convivência escolar e evitar a violência entre alunos.
Numa conferência organizada pela Fundação Pro Dignitate, o secretário de Estado referiu que o objectivo é encontrar «uma plataforma de entendimento entre vários intervenientes para que, em conjunto, se consiga perceber que medidas devem ser tomadas para melhorar a convivência nas escolas». O Governo ainda não tem uma data para a concretização desse protocolo.

A propósito do aumento de chumbos no 12º ano no ano lectivo de 2011/2012 em relação ao anterior - dados revelados pelo Ministério da Educação esta quarta-feira -, o responsável defendeu ainda uma intervenção desde o pré-escolar e uma aposta na avaliação externa e na formação de professores de modo a prevenir o insucesso escolar: «É preciso intervir no momento em que se manifestam as dificuldades de aprendizagem, para que depois elas não se repercutam ao longo do percurso».

‘Não à Violência nas Escolas’ foi o tema da conferência desta tarde, que contou com a presença de pais, professores, dirigentes da Educação e magistrados, nomeadamente Maria José Morgado (directora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa) e Armando Leandro (presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco) e por José Fernandes, do Gabinete da Segurança Escolar do Ministério da Educação.

Maria José Morgado defendeu que a indisciplina deve ser tratada no âmbito escolar e que apenas em casos excepcionais deve ocorrer uma intervenção criminal ou policial. «A intervenção policial é difícil e esmagadora», salientou.

A directora do DIAP de Lisboa diz-se uma defensora da disciplina, mas salienta que não se deve criminalizar «meras indisciplinas». Não só «a autoridade tem de ser apresentada ao jovem estudante» desde cedo como também, nos casos de violência, deve-se «individualizar a responsabilidade» para que se possa aplicar o devido castigo.

Maria José Morgado salientou ainda o fenómeno de mediatização da violência através das redes sociais: «O que há de novo é a difusão da ideia da contestação através das redes sociais transformada numa cultura de violência, de heroísmo dos comportamentos violentos».

Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), acredita que «é necessário valorizar a representação dos pais nas escolas». Na lei, já está prevista a eleição de pais representantes de turmas, ou seja pais que servem de intermediários com os professores. Ainda não está definido, no entanto, aquilo que lhes compete fazer: «a definição das missões [dos pais representantes de turma] deve adaptar-se à realidade de cada escola», sublinha. Para o presidente do CONFAP, isto permitirá uma maior e mais organizada participação dos pais na resolução dos problemas nas escolas, adiantando ainda que a definição destas missões «tem uma base de trabalho que será tornada pública em breve».

Uma segunda conferência sobre o tema decorrerá na próxima semana, a 7 de Março, na Fundação Pro Dignitate, onde será analisado o papel dos media na educação e formação das novas gerações.

rita.porto@sol.pt

Governo quer promover convivência escolar e prevenir violência


O Governo quer assinar com as confederações de pais e sindicatos de professores um protocolo para promover a convivência escolar no âmbito do combate à violência nas escolas, adiantou esta quinta-feira o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.
Governo quer promover convivência escolar e prevenir violência


Na sua intervenção na conferência ‘Não à Violência nas Escolas’, promovida pela Fundação Pro Dignitate, em Lisboa, João Grancho admitiu que “é preciso reconhecer que o problema existe”, mas recusou culpabilizações “numa responsabilidade que é de todos e que acaba por não ser de ninguém”.

João Grancho criticou os discursos sobre o assunto que conduzem a “alarmismos e banalidades” sobre “casos pontuais”.

Sobre o protocolo o secretário de Estado adiantou que” já há ideias pensas”, mas recusou avançar, por agora, qualquer detalhe.

“É um protocolo que terá que ser trabalhado com as diversas entidades e à medida que formos trabalhando vamos sabendo quais as medidas que vão ser tomadas”, disse.

Profissionais discutem alternativas para reduzir a violência nas escolas


Em 2012, foram registradas quase 600 ocorrências na grande Belém.
Técnicos e diretores de escolas da capital participaram de um encontro.


Do G1 PA

Profissionais de educação discutiram emBelém alternativa para diminuir a violência nas escolas. Em 2012, foram registrados quase 600 casos na grande Belém.
A babá Kátia Meireles diz que não fica tranquila quando a filha vai para a escola. “A gente vê na televisão esse negócio de briga de aluno, ficam se esfaqueando, se batendo, eu não sinto segurança, fico com medo, um pouco de receio”, conta a mãe.
No ano de 2012, o comando de policiamento escolar registrou 586 ocorrências nos colégios da região metropolitana de Belém. Esse número, dividido pelos 200 dias do calendário letivo, há um total de quase 3 ocorrências por dia.
Entre os principais problemas estão as brigas entre grupos rivais, agressões, roubos e ameaças. “No eixo principal que temos o maior índice de ocorrências, principalmente desses confrontos de grupos organizados é a Almirante Barroso, porque se concentram ali várias escolas. Esse é o eixo principal, que nos preocupa mais”, afirma o major Walber Queiroz, da Polícia Militar.
Debate
Mas este índice de violência não é simplesmente um caso de polícia. Na tarde da última quinta-feira (28), técnicos e diretores de 20 escolas da capital participaram de um encontro para discutir medidas que possam reverter esse quadro.
“Quando acontece uma situação de violência dentro da escola, o diretor não sabe às vezes como proceder. Ele tem medo por questões legais com o Eca (Estatuto da Criança e do Adolescente) que hoje está aí. As pessoas têm aquela cultura de que não pode punir o aluno, não pode fazer nada com o aluno.. Não é que você vá punir, é que você vá ter medidas sócio educativas”, esclarece Josiane Figueiredo, diretora de unidade da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Socorro Fayal é diretora do colégio Justo Chermont e explica que conseguiu diminuir as brigas entre alunos graças a projetos que aproximam a escola da comunidade. “Mutirão da limpeza, que nós fizemos em junho, agora em dezembro fizemos a gincana cultural, em que a escola arrecadou duas toneladas de alimentos em que nós ajudamos a comunidade. E isso nós tivemos parceria dos alunos, esses alunos que estavam em conflito, então nós buscamos esses alunos para nos ajudar nesse projeto”.

Governo, professores e pais podem juntar-se no combate à violência nas escolas


A ideia foi anunciada nesta quinta-feira pelo Secretário de Estado João Grancho, durante um debate acerca da indisciplina em contexto escolar.

O Governo quer assinar, com sindicatos de professores e confederações de pais, um protocolo de entendimento no âmbito do combate à violência escolar, anunciou o Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.
“Queremos criar uma plataforma para promover a convivência entre todos os intervenientes da vida escolar”, adiantou João Grancho durante a conferência ‘Não à Violência nas Escolas’, que decorreu esta quinta-feira na Fundação Pro Dignitate, em Lisboa.
O Secretário de Estado afirmou haver algumas ideias para o plano de acção, mas não avançou medidas concretas nem indicou uma data de assinatura do protocolo.
“A minha mão está completamente disponível para assinar um entendimento”, disse Albino Almeida, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP). Numa altura em que “a violência está institucionalizada como forma de nos fazermos ouvir”, diz ser “importante definir as condições de actuação dos pais representantes de turma para o próximo ano lectivo”.
A nomeação de dois representantes por turma está prevista na lei, mas não há quaisquer indicações acerca da missão destes intervenientes.
Rui Martins, da Confederação Nacional Independente de Associações de Pais, afirmou ao PÚBLICO que não houve contacto por parte do Governo no sentido de colaborar em qualquer protocolo.
Os sindicatos de professores deverão, juntamente com o Ministério da Educação e Ciência e as associações de pais, entrar no debate acerca da indisciplina e violência nas escolas.
A Federação Nacional de Educação (FNE) está receptiva à participação na plataforma. João Dias da Silva, secretário-geral, diz que a preocupação da FNE é a de prevenir a indisciplina nas escolas. “As sucessivas reformas do Estatuto do Aluno não têm tido as consequências previstas e queremos pensar noutras alternativas”, explica.
O novo Estatuto do Aluno pretende mais responsabilização para os pais de estudantes indisciplinados ou faltosos, nomeadamente através da perda do direito a apoios escolares ou da aplicação de multas. Está em vigor desde o início deste ano lectivo.
O PÚBLICO tentou contactar o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, mas até ao momento não foi possível obter quaisquer declarações.


Panorama dos Estudos sobre Violência nas Escolas


O Portal do Professor, site do Ministério da Educação do Brasil publicou a pesquisa PANORAMA DOS ESTUDOS SOBRE VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS,  realizado pelo sociólogo colombiano Edilberto Sastre em 2011. O documento analisa mais de 900 títulos encontrados em bibliotecas de todo o país, inclui livros sobre o tema, teses de doutorado, dissertações de mestrado, monografias, artigos, pesquisas,  e estudos realizados nas mais diversas áreas do conhecimento.



Trata-se por tanto de um documento indispensável para a compreensão do fenômeno da violência nas escolas em suas mais diversas facetas. Veja o texto na íntegra aqui:

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000015503.pdf

Governo de Portugal quer protocolo para prevenir violência escolar


Governo quer assinar com as confederações de pais e sindicatos de professores um protocolo para promover a convivência escolar no âmbito do combate à violência nas escolas, adiantou esta quinta-feira o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário.

Na sua intervenção na conferência «Não à Violência nas Escolas», promovida pela Fundação Pro Dignitate, em Lisboa, João Grancho admitiu que «é preciso reconhecer que o problema existe», mas recusou culpabilizações «numa responsabilidade que é de todos e que acaba por não ser de ninguém».

João Grancho criticou os discursos sobre o assunto que conduzem a «alarmismos e banalidades» sobre «casos pontuais».

Sobre o protocolo o secretário de Estado adiantou que «já há ideias pensas», mas recusou avançar, por agora, qualquer detalhe.

«É um protocolo que terá que ser trabalhado com as diversas entidades e à medida que formos trabalhando vamos sabendo quais as medidas que vão ser tomadas», disse.

... ver notícia completa em: tvi24.iol.pt.sociedade

Ministro da Educação dialoga com CFP, ABEP e movimentos sociais sobre o tema Violência nas escolas


Violência nas escolas foi tema da reunião entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o presidente do Conselho Federal de Psicologia (CFP), Humberto Verona, a presidente da Associação Brasileira de Ensino da Psicologia (ABEP), Ângela Soligo, e membros de movimentos sociais. O encontro aconteceu na terça-feira (19/2), em Brasília, e teve o propósito de debater a amplitude da pesquisa do CFP, em parceria com o MEC, para auxiliar no combate a esse tipo de ocorrência nas instituições de ensino do Brasil.

Verona informou que até o final de fevereiro está prevista a conclusão da parte orçamentária da pesquisa e infraestrutura necessária para começar os trabalhos. “A ideia é que a primeira etapa do projeto, que contempla o levantamento de todos os estudos feitos sobre violência nas escolas, esteja concluído até julho de 2013”, estimou. Dez universidades federais das cinco regiões do País vão colaborar com o projeto, coordenadas pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).
A pesquisa possui um campo amplo de avaliação que envolverá toda forma de violência e preconceito nas escolas urbanas e rurais, desde as de natureza étnico-racial, de gênero, aspectos culturais, até aquelas onde haja discriminação por questões culturais ou religiosas.
A proposta do projeto visa orientar a produção de subsídios aos segmentos envolvidos no processo educacional: pais, alunos, professores e demais trabalhadores das escolas. Há também a expectativas de resultados que apontem para a capacitação de docentes para atuar com os temas nas instituições de ensino.
Fonte: Conselho Federal de Psicologia