domingo, 10 de fevereiro de 2013

Brasil: escassez de estudos e a deturpação do conceito de Bullying

O bullying está disseminado no Brasil mas sua incidência está dentro da média mundial. Esta foi a conclusão da pesquisa Plan Brasil que constatou que a presença do bullying nas escolas brasileiras é de 10% e a prática nacional também ocorre com mais frequência entre meninos. Segundo a análise realizada, 12,5% dos meninos foram vítimas desse tipo de violência em 2009, enquanto que, entre as meninas, esta proporção é de 7,6% (Plan: 2010).

No entanto, as pesquisas e estudos nacionais sobre o bullying ainda são muito escassos, resultando num atraso de mais de 15 anos em relação à Europa. Cita-se, por exemplo, os trabalhos desenvolvidos em 1997 pela Professora Marta Canfield e seus colaboradores, em Santa Maria (Rio Grande do Sul). Entre 2000 e 2001, o tema foi objeto de pesquisa dos Professores Israel Figueira e Carlos Neto, no Rio de Janeiro. No ano de 2003, a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia, 2003) realizou uma pesquisa em 11 escolas do município do Rio de Janeiro e constatou que 40,5% dos alunos entrevistados já estiveram envolvidos em casos de bullying. Em 2000, na região de São José do Rio Preto, a educadora Cléo Fante iniciou um trabalho de conscientização de pais e professores sobre o bullying. Desenvolveu uma pesquisa com dois mil alunos, encontrando 49% de envolvimento. Desses, 22% atuavam como vítimas, 15% como agressores e 12% como vítimas-agressoras ((Fante: 2005, p.44).


Desta forma, é compreensível que a interpretação do fenômeno no Brasil seja eivada de erros. A ausência de conhecimento sobre o termo, dada a recente exploração e estudo do fenômeno, configura fator preponderante para desencadear falsas noções e mitos sobre o bullying.

Para desmistificar esta realidade, é imprescindível “construir ou buscar verdades” (mediante pesquisas e estudos sobre o tema no âmbito nacional), disseminando o correto significado do fenômeno, conforme difundido neste capítulo. Afinal, quebrar mitos é, antes de mais nada, esclarecer a verdadeira identidade do bullying, de modo que este tipo específico de violência escolar não seja relativizada como algo simples ou banal.

Nem banalização nem exageros. Em razão do desconhecimento do seu conceito, a inserção da definição do bullying (intimidação vexatória) no projeto do novo Código Penal levou muita gente a supor que se tratasse de uma neocriminalização própria (criação de um novo injusto penal). Na verdade, tudo que se pratica no bullying (xingamentos, ofensas, ameaças, constrangimentos, lesões etc.) já está tipificado nas leis penais. Trata-se, portanto, de uma neocriminalização imprópria, que pode ser útil para difundir a exata dimensão do conceito assim como facilitar a sua sistematização. De qualquer modo, mesmo que esteja tal definição no Código Penal, não se pode imaginar que é com ela que vamos enfrentar adequadamente e prevenir o fenômeno. De outro lado, somente os casos muito graves é que devem ser levados para o âmbito do controle formal. Todos os mecanismos de contenção do bullying já desenvolvidos e praticados na esfera escolar, a começar pelo diálogo, mediação, conciliação etc., tudo isso não vai deixar de ter incidência. Somente os casos realmente muito graves, de ofensas intoleráveis, é que deveriam ingressar no sistema formal de controle.

*LFG – Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do atualidadesdodireito.com.br. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Estou no www.professorlfg.com.br.

Aramis Lopes Neto fala de Cyberbullying

Cyberbullying e dicas para sua prevenção

Considerando-se a gravidade das agressões e violências que acontecem por meio do uso indevido das TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação), não há dúvida que muitas medidas devem ser tomadas, logo que se constata um desses ataques.

Nas escolas, por exemplo, aconselha-se: (a) que todas as pessoas vinculadas ao mundo escolar (alunos, professores, diretores etc.) entendam bem e falem do cyberbullying, (b) que revisem as políticas educativas e as práticas existentes, (c) que sejam abertas vias de comunicação das incidências do fenômeno, (d) que haja promoção do uso adequado das TIC e (e) que sejam analisados e acompanhados os impactos das estratégias de prevenção.


No que concerne à família, ela tem que assumir sua parte de responsabilidade ativa na prevenção do cyberbullying, que ensinem seus filhos a bem utilizar tais aparatos, que acompanhem o uso da internet pelos filhos, que prestem atenção no seu comportamento logo após terem feito contato com a internet, que denunciem eventuais ataques contra seus filhos etc.

Quantos aos alunos: (a) que sejam fomentados a adotarem uma atitude de tolerância zero frente aos ataques cibernéticos, (b) que não desprezem as provas do que aconteceu, (c) que todos os alunos sejam envolvidos no problema, desenvolvendo-se empatia em relação à vítima e censurando as agressões, (d) que não compartilhem dados pessoais na rede, (e) que nunca fiquem sozinhas com pessoas que conheceu na internet, (f) que façam o bloqueio eletrônico do agressor, (g) não acreditem em tudo que vejam na internet, (h) que não baixem conteúdos enviados por desconhecidos etc. (Mora-Merchán, Ortega, Calmaestra e Smith: 2010, p. 202-206).

Já não se justifica, em plena era ciberespacial, praticarmos a política do avestruz em relação ao cyberbullying. Não podemos fazer de conta que nada está se passando. Todos devemos estar muito atentos nas modificações de comportamento das crianças e dos jovens em idade escolar. A baixa do seu rendimento escolar, a recusa de ir à escola, a tristeza constante, o medo etc.: tudo pode estar indicando que estamos diante de uma agressão cibernética de bullying. Se essa situação já é dolorosa por si só, muito mais grave fica se ela perdura no tempo. Daí a necessidade de todos se envolverem para prevenir esse tipo de agressão ou, pelo menos, para fazer cessar a que está em andamento.

*LFG – Jurista e cientista criminal. Fundador da Rede de Ensino LFG. Codiretor do Instituto Avante Brasil e do atualidadesdodireito.com.br. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). Siga-me nas redes sociais: www.professorlfg.com.br.

Fonte: Instituto Avante Brasil

Estudo em Portugal, dá orientações para prevenir cyber-bullying

Para ajudar pais, jovens, escolas e professores a entender o problema do cyber-bullying, acaba de ser editada a brochura ‘Guidelines for preventing cyber-bullying in the school environment: a review and recommendations’, baseada num rigoroso trabalho científico, produzido no âmbito de uma acção financiada pela Fundação Europeia para a Ciência. Este trabalho de avaliação envolveu 13 investigadores de 11 países, incluindo a portuguesa Ana Tomás de Almeida, investigadora do Departamento de Psicologia da Educação e Educação Especial da Universidade do Minho.
O cyber-bullying refere-se a diferentes tipos de abuso praticados através dos meios electrónicos, telemóveis e principalmente pela Internet. Esta prática “está a emergir de forma expressiva e a ameaçar a saúde e bem-estar de crianças e jovens”, para além de afectar as dinâmicas de grupo nas escolas.
 

No estudo observaram-se 54 directrizes nacionais a partir dos 27 países, sendo estas avaliadas pela presença ou ausência de um conjunto de critérios relativos à ética escolar, políticas e programas, recursos e parcerias de colaboração. O grupo realizou um levantamento e uma análise de conteúdo, para identificar pontos fortes e fracos e apontar elementos de boas práticas.
 

Das principais conclusões, segundo Ana Tomás de Almeida, “muitas orientações colocam pais e professores no papel de modelos de consciência e desenvolvimento de competências para a prevenção do cyber-bullying”. Porém, as políticas e os regulamentos escolares merecem em geral pouco aprofundamento em termos de conteúdo.
 

A professora do Instituto da Educação acrescenta, entretanto, que “a omissão mais notada na maioria das directrizes é a do papel pró-activo que os jovens podem assumir, no combate ao cyber-bullying, para além do envolvimento do grupo de pares no apoio aos alunos que são vítimas deste tipo de abusos”.

Sob a perspectiva dos quatro principais grupos-alvo - pais, jovens, escolas e professores - foram avaliadas algumas recomendações. Para os pais há orientações no sentido de falarem e monitorizarem os filhos na utilização das TIC, para além de se mencionar o facto de os pais precisarem de desenvolver os seus conhecimentos acerca do cyber-bullying e dos meios para a sua prevenção. No entanto, é apontada como deficiente a presença de directrizes que apontem para a cooperação com a escola. Já os jovens têm várias orientações sobre a importância de desenvolverem competências gerais sobre a sua segurança online, especialmente nas redes sociais. Todavia, estão pouco disseminadas directrizes em torno de jogos online. 

No que respeita às escolas, há acções que desenvolvem a consciência entre os estudantes, mas neste domínio realça-se que o desenvolvimento de políticas de escola carece de valorização e aprofundamento.

Quanto aos professores, têm muitas orientações para agirem como modelos e ajudarem os alunos a melhorar a sua consciência e competências. Porém, é pouco enfatizado o papel dos professores na avaliação das políticas, nomeadamente nos planos de formação e desenvolvimento das suas próprias competências para o tema.


A brochura está disponível no sítio do projecto e será distribuída a nível nacional, em cada um dos países, através dos seus autores e promotores, no sentido de se tornarem uma ferramenta útil para o combate à problemática, auxiliando a tomada de decisões e a implementação de medidas eficazes.


Fonte: Correio do Minho de Portugal

CyberBullying é discutido em semana pedagógica do Acesso

As aulas dos alunos do ensino fundamental e médio do Acesso começaram essa semana, porém os educadores já estão reunidos desde a semana passada. De acordo com a superintendente de ensino, Tânia Cristina Salomão Rodini, os cerca de 150 professores participaram entre os dias 28 de janeiro e 1º de fevereiro da semana pedagógica. Para ela, além de planejar e organizar as atividades para o ano letivo, essa reunião é importante para o "compartilhamento e discussões de informações de temas relevantes".

Para o superintendente de ensino médio, o professor Ivo Lessa Filho, a semana pedagógica "é um dos raros momentos do ano quando os professores podem refletir em equipe sobre as dificuldades e soluções da sua prática profissional. Em grupo, com trocas de opiniões, pode-se conseguir muitos mais avanços em termos de elaboração de planejamento de aulas, avaliações e debates do que isoladamente".

Discussões
Este ano um dos assuntos escolhidos para estas discussões foi o Cyber Bullying. "As redes sociais fazem parte do nosso dia a dia. Nelas podemos manter contatos com os amigos, postar fotos, enviar links e criar comunidades sobre nossas preferências. No entanto, muitas pessoas utilizam essas redes como meios de fazer bullying. Daí a importância de educadores estarem atentos, tanto no sentido de identificar situações, como de preveni-las", explica Tânia afirmando que infelizmente este tema é algo comum entre os jovens.


Além disso, os professores discutiram sobre o ENEM e Sistemas de Cotas. "O tema é singularmente importante para os alunos e professores do ensino médio, haja vista a forma como ele é usado nas admissões para o ensino superior", diz Lessa. Para ele, "compreender a linha histórica de evolução do exame, os eixos sobre os quais ele está fundamentado e a interface entre o ENEM e o sistema de cotas da UFPR [Universidade Federal do Paraná] pode auxiliar nas estratégias docentes", garante.

Acesso
Fundado em 2003 pelos próprios professores, o Curso e Colégio Acesso possui hoje cinco mil alunos, divididos em oito unidades, sendo cinco em Curitiba (Boqueirão, Hauer, Santa Felicidade, Monsenhor Celso e André de Barros) e três na Região Metropolitana (Fazenda Rio Grande, Campo Largo e Almirante Tamandaré).
 
 
Fonte: Paraná Shop

Baixista do Pearl Jam sofreu bullying de Kurt Cobain e Courtney Love

 
Baixista do Pearl Jam sofreu bullying de Kurt Cobain e Courtney Love 
Kurt Cobain e sua companheira, Courtney Love, não perdoavam

Antes da carreira musical, o baixista do Pearl Jam, Jeff Ament, foi jogador de basquete e chegou perto de investir de verdade no caminho esportista.

Mas um fato inusitado o impediu que revelasse isso ao mundo anteriormente. Em entrevista concedida para a ESPN, Ament revelou que um casal de músicos conhecidos da cena de Seattle zombavam de seu passado.

"Tive que esconder essa parte da minha vida, pois Kurt Cobain (Nirvana) e Courtney Love (Hole) descobriram e tiravam sarro. Me lembro de cumprimentá-los uma vez antes de um show e quando fui embora, Courtney gritou me mandando jogar bola com Dave Grohl", disse Jeff.

Por Igor Miranda


Fonte: Revista Cifra 

Mulher se joga de ponte após sofrer bullying no Facebook

Reprodução/New York Post


Algumas horas depois de postar comentários contra seus inimigos no Facebook, a fashionista Ashley Riggitano se jogou para a morte na ponte George Washington. A morte trágica da designer de joias aconteceu em Nova York. Ashley estava envolvida em uma série de brigas online, que podem tê-la levado ao suicídio.

Fonte: R7

Ambiente escolar

CM News

A denúncia feita pelo Sindicato do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) na semana passada ao DS informando que 80% dos professores da rede estadual já foram vítimas de violência. Os dados, no entanto, foram muito contestados pela Secretaria de Educação do Estado. Ontem, o DS trouxe a repercussão das informações. Há um programa importante, o “Sistema de Proteção Escolar” que consiste em combater qualquer tipo de violência escolar nos redutos estudantis.
Não se pode admitir que o ambiente escolar tenha casos de polícia, com ocorrências de agressões ou qualquer outro tipo.

Segundo educadores, os ambientes escolares infelizmente deixaram de ser lugares protegidos e muitos pais perderam a tranquilidade ao levar os filhos à escola.

A ausência de regras claras de convivência entre alunos e professores contribui para o aumento da violência. Mas, reconhecidamente existe uma certa preocupação com toda essa situação. As próprias escolas, com apoio e garantia das diretorias regionais de Ensino, buscam mudar o cenário de possíveis ocorrências.
A escola tem que refletir uma cultura de respeito da merendeira ao diretor. Muitas vezes é preciso recuperar a dimensão humana da educação, que foi transformada em um negócio.

Muitas especialistas afirmam que em muitos casos a violência na escola é decorrente do medo de ser reprovado ou de ameaças que o aluno sofre em casa.

Para enfrentar a violência nas escolas brasileiras, o Ministério da Educação (MEC) assinou uma parceria com o Conselho Federal de Psicologia. A parceria prevê um estudo sobre violência nas escolas, elaboração de materiais didáticos e formação de professores para o combate à violência no ambiente escolar.

De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, oito universidades também vão colaborar com o projeto. Entre os temas que serão trabalhados dentro das escolas estão enfrentamento às drogas, gravidez precoce, homofobia, racismo, discriminação, bullying e bullying eletrônico (feito por meio das redes sociais). É um bom começo na busca de tentar sanar esses problemas.

Fonte: Diário de Suzano - Suzano/SP

Projeto tipifica como crime ‘bullying’ praticado pela internet

CenárioMT com Agência Senado




O senador Clésio Andrade (PMDB–MG) apresentou, nesta semana, projeto de lei que criminaliza o bullying virtual. O PLS 21/2013 tipifica as agressões passíveis de penas, que vão até três anos de detenção, para esse tipo de ação que causa sofrimento psicológico e constrangimento mesmo que transitório.

De acordo com o projeto, bullying virtual é considerado a ação de “violência emocional por meio da propagação de mensagem humilhante ou constrangedora via correio eletrônico, sítio da internet, redes sociais ou dispositivos da telefonia móvel”.

Segundo a proposta, qualquer ofensa relacionada à orientação sexual, etnia, religião, deficiência e a pessoas idosas poderá levar à detenção de três meses a um ano, além de multa. Discriminação por características pessoais como distúrbios motores ou de dicção também poderão deixar o agressor até três anos na cadeia.

Além disto, se for comprovada incidência de transtorno mental permanente, autoagressão ou agressão a terceiros por parte vítima, desencadeados pelo bullying, o autor poderá ser penalizado com detenção de seis meses a um ano, além de multa. Nesse caso, também se aplicaria pena específica relacionada à violência.

Se o autor do bullying virtual for criança ou adolescente, deverão ser aplicadas medidas correcionais e socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA- Lei 8.069 de 1990).

Clésio Andrade chama atenção para as particularidades e consequências do bullying virtual, que requer medidas detalhadas, segundo afirma.

- O espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente mais acuada. Também, nesse tipo de agressão, o anonimato tende a aumentar a crueldade dos comentários e das ameaças, e os efeitos tendem a ser extremamente graves.  Muitas vezes, o bullying afeta tão violentamente o estado psicológico da vítima que resulta em transtornos irreversíveis, algumas vezes causadores até mesmo de suicídio.

Reforma do Código Penal

A proposta de Clésio Andrade foi encaminhada para análise da Comissão Temporária de Reforma do Código Penal. Esse colegiado foi instituído para examinar o projeto (PLS 236/2012) que resultou do trabalho de uma comissão de juristas designada para apresentar sugestões para atualizar o texto legal. Também estão sendo encaminhados para essa comissão projetos de senadores relacionados ao assunto e emendas ao próprio texto do projeto principal.

No PLS 236/2012, os juristas incluíram a criminalização do bullying, tipificado como “intimidação vexatória”. A prática pelo texto pode resultar em prisão de um a quatro anos.

Instalada em agosto do ano passado, a Comissão de Reforma do Código Penal é presidida pelo senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) e tem como relator o senador Pedro Taques (PDT-MT).

Violência nas escolas cresceu 54% no distrito judicial de Lisboa

Ministério Público conseguiu ganhar 78% dos casos que levou a julgamento em processo comum em 2012.
No ano passado foram abertos 245 inquéritos por violência escolar no Distrito Judicial de Lisboa Miguel Dantas 
 
Os processos de violência na comunidade escolar cresceram 54% no ano passado no distrito judicial de Lisboa, que contabilizou 245 inquéritos deste tipo, mais 86 que em 2011.

Os números são da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), que divulgou nesta sexta-feira, no seu site, um memorando sobre a actividade do Ministério Público em matéria penal em 2012.

A coacção e resistência sobre funcionários é outro dos fenómenos criminais destacados no documento, que nota que no ano passado foram registados 970 inquéritos nesta área. O número representa um aumento de perto de 40% face a 2011, em que foram apresentadas 696 queixas por coacção e resistência sobre funcionários.

A criminalidade relativa à área da corrupção subiu 13,5% no mesmo período, tendo dado entrada 493 inquéritos daquele tipo no Distrito Judicial de Lisboa.

A PGDL adianta ainda que, apenas no segundo semestre de 2012, acusou 588 inquéritos no domínio dos crimes de “corrupção e afins” e de “burlas e fraudes contra o Estado e segurança social”. E sublinha: “Os valores pecuniários envolvidos nesses inquéritos ascendem a 70,6 milhões de euros”.

O balanço da actividade da PGDL destaca que o Ministério Público conseguiu ganhar 78% dos casos que levou a julgamento em processo comum e conseguiu diminuir os processos pendentes em 14,3% face ao registado em 2011. Dos 301 mil processos movimentados o ano passado, mais de três quartos foram concluídos nesse ano.

Segundo o documento, deram entrada naquele distrito judicial no ano passado 221.876 inquéritos, menos 2% que no ano anterior (226.659), tendo-se concluído 230.963, ou seja, 104% dos entrados.

O Distrito Judicial de Lisboa abrange os círculos judiciais de Almada, Caldas da Rainha, Cascais, Sintra, Lisboa, Loures, Oeiras, Amadora, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, além das regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

Fonte: Jornal Público de Portugal