sábado, 21 de julho de 2012

Bullying no trabalho contamina até quem não sofre a agressão

Análise foi feita com mais de 350 enfermeiros em 41 hospitais canadenses

DO G1
Não é surpresa saber que ser vítima de bullying do chefe ou de um colega de trabalho resulta em um aumento nas chances de um funcionário se demitir. Mas qual é o efeito que as provocações e o mau tratamento têm nas pessoas que apenas presenciam situações de abuso? Um estudo da universidade canadense de British Columbia mostra que a vontade de deixar o emprego nesses casos é ainda maior.

Ao analisar mais de 350 enfermeiros em 41 hospitais canadenses, os professores responsáveis pelo estudo identificaram casos de 'bullying' em diversos níveis - desde situações simples, como fazer gestos nervosos, a casos mais graves, como um funcionário impedir que outro use equipamentos importantes, ataques físicos e danos na propriedade alheia. Segundo os autores, o ambiente hospitalar é uma área em que o bullying é uma prática comum.

Como era de se esperar, os pesquisadores descobriram que a vontade de se demitir é maior entre os profissionais vítimas de bullying do que entre aqueles que não reportam essas situações como um problema no seu ambiente de trabalho. No entanto, entre profissionais que apenas presenciaram situações em que colegas foram maltratados, o número de pessoas que consideraram trocar de emprego foi ainda maior.

"Geralmente achamos que as pessoas que sofrem bullying recebem o maior impacto. Mas, de acordo com a pesquisa, os outros funcionários sentem uma indignação moral quando veem outros sendo maltratados, o que pode fazer com que eles tenham vontade de deixar a empresa em protesto", explica a professora Sandra Robinson, coautora do estudo.
 
Fonte: Mídia News

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Enfrentamento das condições geradoras de violência nas escolas conta com ação integrada do governo

Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) da UFMG está desenvolvendo metodologia para diagnosticar situação de todas as escolas da rede pública estadual

Através de um diagnóstico amplo, que vai abranger toda a rede pública estadual de ensino de Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) buscará conhecer a realidade objetiva das 3.762 escolas. A expectativa, segundo o professor da UFMG e coordenador do Crisp, Cláudio Beato, responsável pelo projeto, é fazer um retrato que "ultrapasse as questões relacionadas à violência", fornecendo evidências para que sejam elaboradas políticas públicas ampliadas.
A expectativa é que ainda no início deste segundo semestre o Crisp apresente para a Secretaria de Educação resultado do teste metodológico do diagnóstico, que está sendo realizado em seis escolas da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Essas escolas, duas de cada uma das superintendências regionais da RMBH, integram o projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, que atende mais de 500 escolas da rede pública estadual mineira.

O pré-teste deve ser concluído ainda em julho e a previsão é que o início da pesquisa se dê a partir de agosto deste ano. O trabalho prevê, ainda, a implantação de banco de dados integrado para as secretarias de Estado de Educação (SEE) e de Defesa Social (SEDS) e das Polícias Militar (PMMG) e Civil de Minas Gerais (PCMG). Este projeto e outras ações relacionadas ao tema foram apresentados por representantes do Governo de Minas à Comissão de Negociação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) durante reunião realizada na tarde da última segunda-feira (16-07).

Secretária adjunta de Educação, Sueli Pires, apresenta ações e programas desenvolvidos pelo Governo de Minas para enfrentar condições geradoras de violência
Secretária adjunta de Educação, Sueli Pires, apresenta ações e programas desenvolvidos pelo Governo de Minas para enfrentar condições geradoras de violência
 
Participaram da reunião, pelo Governo de Minas, a secretária adjunta, Maria Sueli Pires, a subsecretaria de Informações e Tecnologias Educacionais, Sônia Andere Cruz, da Secretaria de Educação (SEE); a subsecretária de Gestão de Pessoas, Fernanda de Siqueira Neves e o superintendente de Política de Recursos Humanos, Alvimar José Tito, da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag); e a chefe de gabinete do Escritório de Prioridades Estratégicas, Mônica Bernardi. Pelo Sind-UTE/MG, compareceram a coordenadora Beatriz Cerqueira, e as integrantes da Comissão de Negociação, Marilda Araújo, Feliciana Saldanha e Lecioni Pereira.

Durante o encontro, representantes do governo e do sindicato conversaram sobre resolução que estabelece critérios para o afastamento em férias-prêmio dos servidores da Secretaria de Estado de Educação em exercício nas escolas estaduais. O documento, publicado no Diário Oficial de Minas Gerais, no dia 02 de julho, determina que o percentual de servidores com direito ao afastamento será de 20%, sendo 10% por semestre. De acordo com representantes do sindicato há dúvidas de entendimento em relação a alguns trechos da resolução, entre eles, por exemplo, sobre o que pode ser considerado "próximo da aposentadoria". Segundo os integrantes do Governo, o conteúdo será reavaliado e, caso necessário, poderá ser divulgada uma instrução normativa que oriente a aplicação da resolução.Integrantes do Governo assumiram o compromisso de revisar o conteúdo e apresentar os aperfeiçoamentos na redação do texto para facilitar a compreensão dos servidores.

Integrantes do Governo solicitaram também aos representantes do sindicato que enviem os seus comentários sobre a minuta do projeto de lei que regulamenta a destinação de 1/3 da jornada de trabalho dos professores para atividades extraclasse. A proposta foi apresentada pelo Governo de Minas no dia 21 de junho e a minuta do projeto de lei encaminhada à direção da entidade na última semana. O Governo de Minas aguarda as considerações para analisá-las e para prosseguir no encaminhamento da questão, ou seja, enviar o projeto de lei para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Os representantes do Sind-UTE/MG afirmaram que irão encaminhar a resposta sobre o conteúdo da minuta do projeto de lei. Também ficou definida a data da próxima reunião, a ser realizada no dia 7 de agosto.


Ações integradas
O Governo de Minas desenvolve ações e programas integrados para enfrentar as chamadas condições geradoras de violência nas escolas estaduais do estado. As iniciativas estão agrupadas em cinco eixos: estudos, pesquisas e monitoramento para realizar diagnóstico sobre a situação das escolas; sensibilização, formação e capacitação em mediação de conflitos; ampliação da agenda intersetorial e incremento de parcerias interinstitucionais; investimentos em infraestrutura física; ações de divulgação e comunicação.

Além do diagnóstico, que está sendo realizado pela UFMG, outra iniciativa, desenvolvida em parceria com outros órgãos de Governo, é a realização de cursos de formação. Especialistas em segurança pública da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e da Polícia Civil desenharam cursos presenciais que estão sendo oferecidos aos servidores da educação. Os cursos buscam orientar os servidores a lidar com questões geradoras de violência e de mediação de conflitos. Os cursos serão oferecidos pela Magistra, a escola de formação e desenvolvimento profissional lançada pelo Governo de Minas, que funciona na antiga sede da SEE, no bairro Gameleira. Aproximadamente 750 profissionais da educação foram capacitados no curso de mediação e outros cinco mil irão ser capacitados pelo Programa Aliança pela Vida - Prevenção em Pauta (combate ao uso de drogas), parceria entre as secretarias de Educação e da Saúde (SES).

Existem também ações que objetivam ampliar a agenda intersetorial e o incremento de parcerias institucionais. A Secretaria de Estado de Educação é uma das apoiadoras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na promoção do Fórum Técnico Segurança nas Escolas. O Fórum, que acontece entre os dias 04 e 06 de outubro, tem entre seus objetivos levantar os problemas enfrentados pelos alunos e profissionais da educação decorrentes da violência dentro e fora do ambiente escolar e discutir propostas de integração de órgãos e políticas públicas relacionadas à questão de fatores geradores de violência.
 
Destaca-se ainda a ampliação da Secretaria de Educação no Forpaz, o fórum de promoção da paz nas escolas, e a realização de seis fóruns regionais em 2012, abrangendo aproximadamente 2.500 profissionais da Educação em quase 30 das 47 superintendências regionais de ensino. O primeiro fórum regional foi realizado no último mês em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, e o próximo acontece em agosto, na cidade de Divinópolis.

A partir de 2012, 1% dos recursos orçamentários da Secretaria de Educação é destinado para ações e projetos para a prevenção do consumo de drogas

A SEE vem implementando também ações para prevenir as condições geradoras de violência nas escolas. Por meio de uma parceria com o Canal Minas Saúde (TV, rádio e web), as escolas vão ter acesso a uma série de conteúdos que têm como objetivo tratar as questões geradoras de violência. Para garantir o acesso de todas as escolas aos conteúdos do Canal Minas Saúde, a SEE já instalou antenas em duas mil escolas. Nas outras 1779 escolas restantes estão sendo instaladas antenas, que vão permitir a transmissão dos conteúdos. A Secretaria investiu R$ 4 milhões na aquisição das antenas.
 
A partir de 2012, 1% dos recursos orçamentários da Secretaria de Educação é destinado para ações e projetos para a prevenção do consumo de drogas

A Secretaria de Educação também realiza outras ações com o objetivo de lidar com as condições geradoras de violência que, de alguma maneira, produzem impactos dentro das escolas. A partir de 2012, 1% dos recursos orçamentários da Secretaria, cerca de R$ 8 milhões, estão sendo investidos em ações contra o consumo de drogas. Parte deste recurso, em torno de R$ 3 milhões, será utilizada na aquisição de patrulhas escolares, que são grupamentos especiais da Polícia Militar que lidam especificamente com questões dos conflitos dentro ou próximos das escolas, mas que envolvem a escola.

Os representantes do Sind-UTE/MG sugeriram ao Governo de Minas que se crie ainda uma espécie de protocolo de atenção para lidar com as condições geradoras de violência dentro das escolas. Para os integrantes da entidade, este protocolo uniformizaria os procedimentos e ajudaria a orientar os diretores das escolas. A Secretaria de Estado de Educação considerou a sugestão adequada e irá apresentar uma proposta para a entidade.

Fonte: Secretaria de Educação do estado de Minas Gerais

RS: mãe de vítima de bullying invade escola e agride alunas e professora

Um suposto caso de bullying que acontecia em um colégio estadual na cidade gaúcha de Pelotas, no sul do Estado, acabou na delegacia nesta quarta-feira. A mãe da vítima, uma menina de 12 anos, indignou-se com a situação, invadiu a escola e agrediu duas alunas que estariam provocando a sua filha, e também uma professora de Educação Física.

A mãe foi ouvida nesta manhã pela 5º Coordenaria Regional de Educação (CRE). Ela relata que entrou no Colégio Dom João Braga para "tirar satisfações" com a colega de sua filha, a segurou pela roupa e colocou contra a parede. Também conta que a professora Letícia Romano tentou impedir a violência e foi atingida pelo cotovelo, pois a mãe tentava se soltar dela.

A professora registrou boletim de ocorrência na polícia, no qual afirma que a mãe da garota deu um tapa no rosto da aluna. Ao tentar interferir, acabou sendo agredida com um soco na braço direito. Um filho da mulher, que entrou junto no Colégio, teria ofendido Letícia. Ainda segundo a professora, outra aluna também tentou impedir a briga e foi agredida na mão com um "objeto".

A mãe da menina, que está na 6ª série, denuncia que a filha sofria bullying há algum tempo por ser cega de um olho e míope do outro, além de estar acima do peso. Ela estaria passando por constrangimentos e já sofrera tapas e puxões de cabelo. De acordo com o seu relato na delegacia, dois filhos dela entraram junto na escola, mas com a intenção de impedi-la.

A 5ª CRE alega que o caso nunca chegou ao seu conhecimento. Embora a mãe da menina diga que foi cinco vezes ao colégio registrar queixa sobre o bullying, a diretora Laura Machado também afirma que jamais fora avisada do fato.

O coordenador da 5ª CRE, Sírio Almeida, explica que, caso seja constatado que houve omissão da escola, serão tomadas medidas administrativas e pedagógicas para eliminar os atos de violência na instituição. A diretora será ouvida nesta tarde pela coordenadoria.

Fonte: Terra

quinta-feira, 19 de julho de 2012

"Busquei a arte para ser aceito", diz Sérgio Loroza

Ator discutiu bullying e preconceito no programa de Fátima Bernardes. Foto: Pihilippe Lima/ AgNews
Ator discutiu bullying e preconceito no programa de Fátima Bernardes
Foto: Pihilippe Lima/ AgNews

Os assuntos debatidos no programa Encontro, comandado por Fátima Bernardes na TV Globo, desta quinta-feira (19), foram o bullying e o preconceito. Entre os participantes da conversa estava o ator Sério Loroza, que deu um depoimento pessoal sobre os temas e disse que buscou a arte para superar alguns traumas da juventude. 

"Faço parte de diversas minorias, já que sou negro, gordo... E sofrer com xingamentos do tipo 'macaco' é complicado. Antes eu não entendia porque algumas pessoas se ofendiam tanto com isso, mas é realmente difícil. É como se estivessem te tratando como animal, como se não fosse nem um ser humano", contou. "Mas o teatro me ajudou muito a superar essas baixas na autoestima. Acho que busquei a arte exatamente para isso, para conseguir ser aceito. Aplauso é manifestação de amor", completou.

Fonte: Terra

Família reage a bullying e agride alunas e professora no RS

Um suposto caso de bullying em uma escola de Pelotas, cidade no sul do Rio Grande do Sul, provocou uma confusão que foi parar na polícia. A mãe e dois irmãos da menina que disse estar sofrendo bullying invadiram o Colégio Estadual Dom João Braga e agrediram duas alunas - uma de 12 e outra de 14 anos - e uma professora de Educação Física. A garota mais nova teria sido atacada pelo pescoço, e a de 14 teve quatro dedos quebrados. A professora foi atingida com socos nos braços. O caso foi encaminhado para a assessoria jurídica da 5ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e está sendo investigado pela Polícia Civil. As informações são do jornal Zero Hora

Na versão de uma irmã da garota que estaria sofrendo bullying, há pelo menos três meses ela se queixava de maus-tratos, que seriam cometidos por um grupo de colegas. A adolescente estuda na 6ª série e frequenta a escola desde o início do ano. Só neste semestre, a mãe teria procurado a direção cinco vezes - o que é negado pela instituição. A família atribui as supostas agressões ao tipo físico da garota, que está acima do peso e usa óculos. "A minha irmã é cega de um olho e tem miopia no outro, por isso usa óculos do tipo fundo de garrafa. Começou como chacota e acabou em agressão física. Um dia antes de irmos até a escola, ela havia sido espancada", contou a irmã. A diretora Laura Machado diz que não foi procurada pela família e que foram analisadas as imagens das câmeras de segurança, que não teriam revelado nenhum tipo de agressão entre as colegas. 

Fonte: Terra

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Escola Segura garante ações para prevenção e combate à violência

Da Redação

Cerca de 200 pessoas acompanharam, nesta terça-feira (17.07), a assinatura do termo de cooperação técnica para implantação do programa Escola Segura, em Mato Grosso. A solenidade ocorreu no Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja), Antonio Cesário Neto, em Cuiabá, e contou com as presenças dos secretários de Estado de Educação, Ságuas Moraes; de Segurança Pública, Diógenes Curado; demais autoridades; profissionais da Educação; e alunos.

Criado pelo Governo do Estado, com o intuito de promover ações de prevenção e combate à violência nas escolas, principalmente no que tange ao consumo e ao tráfico de entorpecentes nas unidades de ensino e no entorno, o programa integra as ações do ‘Pacto Estadual de Enfrentamento às Drogas’ lançado em novembro de 2011. O desenvolvimento do Escola Segura será realizado de maneira integrada pelas Secretarias de Estado de Educação (Seduc), de Segurança Pública (Sesp) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Em discurso no evento, Ságuas Moraes ressaltou que a coordenação do programa ficará instalada na Seduc, que desde 2007 desenvolve projetos voltados à promoção da paz nas unidades de ensino. “Antes contávamos com recursos para financiar as ações desenvolvidas pelas próprias escolas no que se refere a temática. Mas desde o ano passado quando criamos o ‘Paz na Escola’ começamos a trabalhar em conjunto com as outras secretarias de Estado à criação do Escola Segura que funcionará de maneira permanente”, disse.

O secretário de Educação disse ainda que “nesse início” as ações do programa serão aplicadas nas escolas de Cuiabá e Várzea Grande, com destaque para as 40 unidades que possuem um alto índice de vulnerabilidade social. “Cada uma delas terá ações específicas que serão desenvolvidas em parceria com as respectivas comunidades escolares”. Entre os trabalhos estão a realização de diagnósticos das situações de violência que afligem os alunos e educadores, para “a tomada de medidas de forma integrada”.

De acordo com o comandante Geral da Polícia Militar (PM), coronel Osmar Lino Farias, cem policiais militares trabalharão junto às unidades de ensino nesse trabalho de levantamento dos problemas visando a promoção de atividades preventivas, bem como de repressão a atos de violência. “Já temos a ronda escolar que foi implantada em nove escolas de Várzea Grande e agora vamos ampliá-la na cidade e estender as ações para a Capital. Esses policiais atuarão dentro das escolas e no entorno”, afirmou.

Conforme o coordenador do programa Escola Segura, major James Ferreira, os policiais já estão sendo capacitados por meio do curso de Policiamento Comunitário Escolar ofertado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, e a partir do dia 31 deste mês já estarão aptos para atuarem junto às escolas.


Prevenção
Para o secretário Diógenes Curado, o Escola Segura é mais um trabalho preventivo que contribui para o fortalecimento do combate às drogas junto à comunidade escolar. “Esse programa, assim como outros desenvolvidos pela segurança como o Proerd, Rede Cidadã e o Cara Limpa com as Drogas”, visam reduzir os índices de violência junto às crianças, adolescentes e jovens. “Com o sucesso desse novo programa, a ideia é expandir os trabalhos para as escolas de todo interior do Estado”, afirmou.

O secretário adjunto de Direitos Humanos, Genilto Nogueira, também defendeu a ampliação do programa. “A droga está próxima de todas as famílias e esse projeto, que tem a integração dos poderes e da sociedade organizada é um processo de salvação dos nossos jovens”, avaliou. A mesma opinião possui a professora do 1º segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA) do Cesário Neto, Dasilvania Nobre. “A questão das drogas afeta muito nossa escola, esperamos que esse programa traga melhorias”, disse.

A professora conta ainda que em função da oferta e consumo de entorpecentes muitos alunos deixam de frequentar o Ceja, mas “com o Escola Segura esperamos mais segurança para que possamos trabalhar e nossos estudantes possam sentir ânimo para virem as aulas e em paz”. Para o estudante do Ensino Médio da EJA, Carlos Alberto, a presença da polícia de maneira permanente na unidade vai ser importante, porém ele defende que toda a comunidade se junte no apoio as ações do programa.

“Todos juntos temos que ajudar para que o Escola Segura seja um sucesso, pois assim não somente nossa escola, mas todas que passam por problemas de violência serão beneficiadas”, finalizou. 

Fonte: O Documento

Bullying e Lei Maria da Penha são temas de palestra

Assuntos foram tratados em escola de Morro da Fumaça (Foto:Davi Carrer)

O bullying e a Lei Maria da Penha foram alguns dos assuntos de palestra que alunos da Unesc ministraram na Escola de Educação Básica Princesa Isabel, de Morro da Fumaça, nesta terça-feira (17/7). A atividade faz parte de projeto de extensão da Universidade, com a participação dos estudantes André Demétrio (Direito) e Rafaella Giassi (Psicologia) e das professoras Sheila Saleh e Monica de Camargo Cortina (Direito).

O projeto tem como tema “Adolescência e Cidadania: Construindo e socializando conhecimentos sobre a violência de gênero e a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) com jovens do ensino médio de Criciúma - SC”, sendo aprovado em edital pela Propex (Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão). Na quinta-feira (19/7) eles estarão novamente na escola para fazer a palestra.

Colaboração: Davi Carrer
 

terça-feira, 17 de julho de 2012

Federal Seguros oferece apólice de assistência psicológica contra bullying

A partir de agosto, os alunos da rede pública de ensino de Búzios, no Rio de Janeiro, poderão contar com o seguro de assistência psicológica contra bullying da seguradora Federal Seguros.
 
Para o presidente do Grupo Federal Seguros, Gustavo Capanema, esta cobertura veio de uma iniciativa junto ao trabalho da seguradora que foca em licitação de seguro em diversos órgãos municipais e alerta sobre a importância deste tipo de cobertura. “O bullying é um problema que vem afetando diversas crianças e adolescentes no Brasil, onde esta prática intimida uma pessoa com agressões verbais ou físicas. É uma questão desagradável e que precisa ser vista com seriedade pelas escolas. Estamos trabalhando para oferecer a melhor cobertura para os nossos segurados, com a finalidade de proteger estes alunos beneficiando a comunidade por inteiro”, alertou Capanema.[1]
 
Na volta às aulas, todos os estudantes da rede municipal de ensino da cidade de Búzios receberão seus cartões de seguro, com capital único em R$ 10 mil em despesas médicas, que garante a segurança dos alunos contra acidentes pessoais durante 24 horas, inclusive no período de férias e viagens. Todos terão acesso à assistência médica e odontológica, assistência hospitalar, tratamento fisioterápico, assistência psicológica e assistência psicológica contra bullying. Além disso, o seguro cobre remoções de emergência, remoções hospitalares, transporte para retorno após internação, assistência funeral e assistência educacional, contendo aulas de reforço com direito a transporte, caso o aluno necessite deste tipo de assistência após longo período de internação em que se manteve ausente das aulas.
 
Fonte: SEGS

Projeto tenta reduzir índice de violência nas escolas estaduais


CAPITÃO da PM, Tiago Ribeiro: meta é treinar todos os 750 vigilantes que trabalham nas escolas do Estado
Dados do Pelotão Escolar apontam que nesse ano já foram registrados 63 casos de violência nas escolas da rede estadual. O número representa um avanço, se comparado com as estatísticas de 2010, quando foram registradas 170 ocorrências. Para tentar manter essa queda, os 750 servidores que atuam nas escolas como vigilantes passarão por uma capacitação. As inscrições do curso de Vigilantes Comunitários podem ser feitas até o dia 20 de julho e é uma realização da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) em parceria com a Companhia Independente de Policiamento Escolar (Cipe), vinculada ao Comando de Policiamento Comunitário (CPCOM).
 

As inscrições podem ser feitas nas Gerências Regionais da Seduc. As aulas terão início no dia 20 de agosto e terão duração de 120 horas, de segunda a sexta, respeitando os horários de plantão dos vigilantes. De acordo com o capitão da Polícia Militar, Tiago Ribeiro, a meta é treinar todos os vigilantes que trabalham nas unidades estaduais de ensino em Teresina. As disciplinas ministradas terão como base os currículos da formação de seguranças da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Polícia Comunitária.
 

Para ele, o curso representa a valorização dos profissionais vigilantes, permitindo que eles mudem de padrão, já que ao passarem em concurso para função não recebem um treinamento adequado. "Entre as várias disciplinas ministradas estarão as de primeiros socorros e defesa pessoal, pois percebemos que os profissionais ainda carecem de conhecimento técnico em relação a vários quesitos de segurança", explica.
 

O curso é parte de um projeto-piloto e visa diminuir a violência nas escolas, principalmente em relação aos furtos e ao vandalismo, que são maioria entre as ocorrências registradas. "Queremos fomentar uma parceria com os vigilantes das escolas e com isso ter uma visão mais efetiva dos problemas que geram a violência", afirma o capitão. A partir daí, os casos serão trabalhados diretamente com a família dos alunos, com palestras e visitas às residências. "Vale mais a pena entrar em contato com a família e ver quais os fatores que desencadeiam um mau comportamento dos estudantes do que fazer somente o trabalho de repressão", defende.
 

Além do curso de formação, o projeto de combate à violência no ambiente escolar também prever a instalação de 4 câmeras em 43 escolas. A previsão é de que elas já comecem a funcionar no dia 15 de agosto nas escolas onde o índice criminalidade é mais elevado. Outra medida é a criação de grupos de escoteiro, visando, de modo geral, uma maior conscientização dos alunos através desse tipo de educação complementar.


Fonte: Diário do Povo do Pirauí

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Professores da escola de Otsu discutiram possível bullying pouco antes de suicídio de garoto

A última revelação sugere que eles estavam cientes sobre a possibilidade do garoto estar sendo intimidado.

Japão - Mainichi Shimbun

Professores da escola ginasial de Otsu discutiram a possibilidade do estudante de 13 anos estar sendo vítima de bullying pelos colegas de classe pouco antes do aluno do segundo ano se suicidar em 11 de outubro do ano passado, segundo informaram fontes do conselho municipal de educação ao jornal Mainichi.

Os professores, incluindo o responsável pela classe do estudante, falaram sobre a possibilidade do aluno estar sendo intimidado, depois que outros estudantes disseram para alguns professores que o garoto era vítima de bullying, de acordo com as fontes. Os professores foram informados do bullying por pelo menos duas vezes antes do aluno cometer suicídio.

De acordo com fontes próximas ao Conselho Municipal de Educação de Otsu e outros, por volta do final de setembro, um estudante disse a um professor que "(o garoto) está sendo intimidado. Quero que dê um fim nisso." Quando o professor perguntou ao garoto se ele estava realmente sofrendo bullying, ele respondeu que "estava bem", de acordo com as fontes.

Em 5 de outubro, outro estudante disse ao professor responsável pela classe que havia bullying. A escola então suspeitou que o garoto tinha desavenças com o colega de classe, chamou seus pais e os fez pedirem desculpas por isso. Na época, o porfessor conversou com o aluno separadamente e perguntou para ele "Qual é a verdade?". O aluno teria respondido "Hoje foi um pouco ruim".

O professor responsável pela sala e outros professores da segunda série conversaram sobre o aluno. Na época, um dos professores teria dito "talvez esteja ocorrendo bullying. Vamos ficar de olho nas relações pessoais (entre os alunos)". O estudante se suicidou seis dias depois.

A escola e o Conselho Municipal de Educação de Otsu vêm constantemente afirmando que, "todos, incluindo o professor responsável pela classe, não sabiam nada sobre o bullying". Mas a última revelação sugere que eles estavam cientes sobre a possibilidade do garoto estar sendo intimidado.

A Polícia da Província de shiga, que vem interrogando os professores e outras pessoas relacionadas ao caso, tentará chegar ao fundo do caso, possivelmente questionando cerca de 300 estudantes, na presença dos pais, que responderam a enquetes na escola sobre bullying.

Fonte: International Press