sábado, 7 de julho de 2012

Surras podem Aumentar as Chances de Transtornos Mentais, diz Estudo

Pessoas que levaram surras na infância têm maiores chances de sofrerem de doenças mentais quando adultas, incluindo distúrbios de humor e ansiedade, além de problemas com o uso abusivo de álcool e drogas, revelaram cientistas nesta segunda-feira (2).
 
O estudo, liderado por pesquisadores canadenses, é o primeiro a examinar a relação entre problemas psicológicos e danos físicos, sem considerar agressões mais graves ou abuso sexual, para medir com mais eficácia os efeitos da punição física isoladamente.

Aqueles que apanhavam quando crianças tinham uma probabilidade entre 2% e 7% maior de sofrer de doenças mentais mais tarde, indicou a pesquisa na publicação americana Pediatrics, baseada em uma investigação com mais de 600 adultos dos Estados Unidos.

A taxa parece pequena, especialmente porque cerca de metade da população americana afirma ter apanhado na infância, No entanto, ela mostra que os castigos físicos podem trazer consequências futuras, dizem os especialistas.

"O estudo é importante porque sugere uma reflexão sobre a paternidade", afirma Victor Fornari, diretor da divisão de psiquiatria da criança e do adolescente do Sistema Único de Saúde Judaica de North Shore-Long Island, em Nova York. A taxa "não é dramaticamente maior, mas é maior, o que sugere que o castigo físico é um fator de risco para o desenvolvimento de distúrbios mentais na idade adulta", disse Fornari, que não esteve envolvido no estudo.

Pesquisas anteriores já mostraram que crianças abusadas fisicamente tinham mais distúrbios mentais quando adultos, e têm mais chances de apresentar um comportamento agressivo que crianças que não apanharam.

Entretanto, esses estudos geralmente lidavam com abusos mais graves.
A pesquisa atual exclui abuso sexual e qualquer abuso físico que deixe hematomas, cicatrizes ou ferimentos, onde vez disso, ela foca em outros castigos físicos, como empurrões, agarrões, tapas ou palmadas.

Dois a 5% dos entrevistados sofriam de depressão, ansiedade, transtorno bipolar, anorexia ou bulimia, o que pode ser atribuído aos castigos na infância e 4% a 7% tinham problemas mais sérios, incluindo transtornos de personalidade, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) e dificuldades de raciocínio.

Os pesquisadores destacaram que o estudo não pode garantir que os castigos físicos tenham sido a causa das doenças em alguns adultos, e sim que há uma ligação entre as lembranças relacionadas a essas punições e uma maior incidência de problemas mentais.

Os participantes foram perguntados: "Quando criança, com que frequência você era empurrado, agarrado, estapeado ou levava palmadas dos seus pais ou de outro adulto que vivia na sua casa?" Os que responderam "às vezes" ou mais foram incluídos na análise.

Novas pesquisas poderão se aprofundar mais no assunto. Enquanto isso, o estudo serve para lembrar que existem outras opções para disciplinar as crianças, como o reforço positivo e a proibição de algum lazer, o que é mais aconselhado pelos pediatras.

"O fato é que metade da população (americana) apanhou no passado. Há maneiras melhores de os pais disciplinarem as crianças", disse Fornari.

Fonte: UOL Saúde

Cres­ce vi­o­lên­cia nas es­co­las

Ca­sos de bri­gas en­tre alu­nos e ame­a­ças a pro­fes­so­res são ca­da vez mais co­muns tan­to em ins­ti­tu­i­ções pú­bli­cas co­mo par­ti­cu­la­res. Para educadora, responsabilidade da escola não termina mesmo quando o problema ocorre nas ruas

Co­mo evi­tar bri­gas em um lu­gar on­de a me­ta é en­si­nar e edu­car? Os con­fli­tos nas es­co­las são um pro­ble­ma que, ca­da vez mais, têm ga­nha­do des­ta­que nos no­ti­ci­á­rios. Um ti­po es­pe­cí­fi­co de vi­o­lên­cia que não es­tá res­tri­to ape­nas às ca­pi­tais e gran­des cen­tros ur­ba­nos, mas tam­bém no in­te­ri­or. Re­féns da cul­tu­ra da vi­o­lên­cia, as es­co­las não con­se­guem es­ca­par des­sa re­a­li­da­de e é na po­lí­cia que al­guns ges­to­res e edu­ca­do­res en­con­tram apoio. 

De acor­do com Ma­ria Edi­leu­za da Cos­ta Fa­gun­des, vi­ce-di­re­to­ra do Co­lé­gio Es­ta­du­al Mar­tins Bor­ges, a mai­o­ria dos de­sen­ten­di­men­tos ocor­rem fo­ra do co­lé­gio e os mo­ti­vos ge­ral­men­te são dis­pu­tas dos ra­pa­zes por ga­ro­tas. "Na mai­o­ria das ve­zes, des­co­bri­mos ape­nas no dia se­guin­te ao ocor­ri­do por con­ta dos co­men­tá­rios dos de­mais alu­nos", es­cla­re­ceu. Ma­ria Edi­leu­za, que tam­bém é psi­co­pe­da­go­ga, dis­se que nes­ses ca­sos, mes­mo quan­do o con­fli­to ocor­re fo­ra do co­lé­gio, é obri­ga­ção da es­co­la in­ter­fe­rir. "Nós le­va­mos o alu­no até a di­re­ção, con­ver­sa­mos com ele e, de­pen­den­do da gra­vi­da­de, con­vo­ca­mos os pa­is", acres­cen­tou.
 

A vi­ce-di­re­to­ra con­tou que de­sen­ten­di­men­tos ocor­rem com fre­quên­cia, mas que nes­se ano já ocor­re­ram fa­tos co­mo ado­les­cen­tes ame­a­çan­do uns aos ou­tros e até mes­mo me­ni­nas de ou­tras es­co­las irem até o Mar­tins Bor­ges pa­ra bri­ga­rem com as es­tu­dan­tes do co­lé­gio. "No iní­cio do ano uma ado­les­cen­te do Co­lé­gio do Sol veio até a por­ta da es­co­la pa­ra bri­gar com uma alu­na nos­sa. Os es­tu­dan­tes es­ta­vam co­men­tan­do que ela es­ta­va ar­ma­da, nós le­va­mos a nos­sa alu­na pa­ra den­tro do co­lé­gio e cha­ma­mos os pa­is de­la. A ou­tra me­ni­na fu­giu", re­la­tou.
 

Já no que se re­fe­re aos ca­sos de vi­o­lên­cia con­tra pro­fes­so­res, Ma­ria Edi­leu­za dis­se que o co­lé­gio pos­sui um mé­to­do de re­pre­en­são aos alu­nos sem a in­ter­fe­rên­cia do pro­fes­sor. "Se o es­tu­dan­te co­me­çar a de­sa­ca­tar o pro­fes­sor, ele é le­va­do ime­di­a­ta­men­te à di­re­ção pa­ra ten­tar­mos so­lu­ci­o­nar o pro­ble­ma sem ge­rar uma mai­or dis­cus­são en­tre as par­tes en­vol­vi­das", fi­na­li­zou. Se­gun­do ela, es­ses ca­sos, se tra­ta­dos lo­go no iní­cio, são sim­ples e não ge­ram de­sen­ten­di­men­tos pos­te­rio­res. Mas quan­do ne­ces­sá­rio con­vo­cam os res­pon­sá­veis pe­lo alu­no pa­ra to­mar me­di­das mais pu­ni­ti­vas.
 

Con­for­me o de­le­ga­do re­gi­o­nal e tam­bém ti­tu­lar da De­le­ga­cia de In­fân­cia e Ju­ven­tu­de, Da­ni­lo Fa­bi­a­no, o pro­ble­ma não é alar­man­te, mas ge­ra pre­o­cu­pa­ção. O pre­fe­rí­vel, se­gun­do ele, é ten­tar so­lu­ci­o­nar o pro­ble­ma sem a ação da po­lí­cia. Po­rém, afir­ma que, em mui­tos ca­sos, a in­ter­fe­rên­cia dos po­li­ci­ais é ine­vi­tá­vel, co­mo nos re­gis­tros de ado­les­cen­tes por­tan­do ar­mas bran­cas nas es­co­las.
 

O de­le­ga­do en­ten­de que a mai­o­ria des­ses ca­sos é fru­to de uma de­ses­tru­tu­ra­ção fa­mi­liar, além da que­bra dos va­lo­res cul­tu­ra­is, e que mui­tos ado­les­cen­tes cri­a­ram o há­bi­to de de­sa­fi­ar as au­to­ri­da­des. Mas lem­bra que os me­no­res com ida­de en­tre 12 e 18 anos que co­me­tem atos in­fra­ci­o­nais res­pon­dem pe­las su­as ações con­for­me as nor­mas do Es­ta­tu­to da Cri­an­ça e do Ado­les­cen­te (ECA). A Va­ra da In­fân­cia e Ju­ven­tu­de tem apli­ca­do me­di­das só­cio-edu­ca­ti­vas, mas po­de de­ter­mi­nar a in­ter­na­ção do es­tu­dan­te em ca­sos mais gra­ves. Con­for­me a pro­mo­to­ra de Jus­ti­ça da In­fân­cia e Ju­ven­tu­de, Ka­ri­na D'Abruz­zo, as me­ni­nas li­de­ram as bri­gas re­gis­tra­das nas es­co­las de Rio Ver­de, "E elas es­tão ca­da vez mais vi­o­len­tas", con­ta.    


Desabafo

 “Alunos são cruéis com professores”, garante aposentada
Apo­sen­ta­da há pou­cos anos da re­de es­ta­du­al de Edu­ca­ção e com pas­sa­gem por es­co­las do mu­ni­cí­pio e tam­bém par­ti­cu­la­res, a pro­fes­so­ra Síl­via (no­me fic­tí­cio) sen­te-se ali­vi­a­da pe­lo fa­to de es­tar lon­ge do am­bi­en­te es­co­lar. "Os alu­nos são cru­éis. A mai­o­ria dos pa­is pre­fe­re ig­no­rar a re­a­li­da­de e dar ra­zão pa­ra os fi­lhos a qual­quer cus­to", re­la­ta. Se­gun­do ela, o pro­ble­ma se tor­nou mais acen­tu­a­do nos úl­ti­mos anos e apon­ta o uso de dro­gas e a "fal­ta de ber­ço" co­mo mo­las pro­pul­so­ras da vi­o­lên­cia nas es­co­las. "An­tes não era as­sim. O pro­fes­sor era res­pei­ta­do e até te­mi­do. Ho­je é o la­do mais fra­co."
 

Síl­via ne­ga que a vi­o­lên­cia se­ja ex­clu­si­vi­da­de das es­co­las pú­bli­cas ou uma prá­ti­ca ape­nas de es­tu­dan­tes po­bres. "Os alu­nos sem­pre bri­ga­ram en­tre si, mas o al­vo pre­fe­ren­ci­al ho­je em dia é o pro­fes­sor." Ela con­ta que já foi ame­a­ça pe­lo pai de um es­tu­dan­te após ad­ver­tir o alu­no a não uti­li­zar o te­le­fo­ne ce­lu­lar em sa­la de au­la. "Nos úl­ti­mos anos, a sa­í­da que en­con­trei foi fa­zer vis­ta gros­sa. Can­sei de ver alu­no bê­ba­do ou dro­ga­do na es­co­la."

Fonte: Tribuna do Suldoeste

sexta-feira, 6 de julho de 2012

“Salgando” a estrutura do bullying!

Marcos Luiz Gilioti
Você já recebeu apelidos? Já “zoaram” com você? Já foi vítima de fofocas, humilhação? É, caro leitor, provavelmente já foi vítima de bullying! Mas, da mesma forma, você já cometeu estes atos? Qual tem sido sua postura, frente a isso? De “Bully” ou de “Sal”? Você tem “salgado” esta maligna estrutura ou tem participado ativamente? Faz a diferença, atua ou é conivente?

Bem, por ser um assunto superatual e bem divulgado, basicamente, uma grande maioria já ouviu falar de bullying. Mas vamos retomar o significado. É um termo inglês que expressa atos de violência física e/ou psicológica, realizados por um ou mais bully´s (valentão-agressor), que pode desencadear conseqüências sinistras, causando muitos danos psíquicos/ emocionais, que se não tratados poderão tornar-se irreversíveis, como o suicídio, por exemplo. Representa diversos comportamentos inadequados, considerados “agressivos”, intencionais e repetitivos, abusivos, direcionados a outrem, como: humilhar, fofocar, torturar, apelidar, perseguir, desprezar..., desencadeando sofrimento de angústia e dor. Podendo ocorrer em qualquer lugar, ou seja, de maneira presencial ou virtual – o também chamado: Cyber Bullying – ex: comunidades na net depreciando a imagem de alguém.


Esta estrutura do “cão” está plantada na inflexibilidade, intolerância e no desrespeito às diferenças, expressando assim, uma antítese do que Jesus nos ensina em sua Palavra, estando, obviamente, no sentido inverso do, “amai-vos uns aos outros”. E é com muito pesar, tristeza, que afirmo a notoriedade desse contra Princípio, de desconsideração às diferenças, ainda está enraizadas em nossa sociedade, incluindo as comunidades que objetivam um viver espiritual, um caminhar em fé. As quais deveriam ser locais, somente de construção sadia, apoio, cura...; porém, por meio de alguns membros desavisados, incoerentes, insensatos, também tem ferido ou agravado ainda mais as mazelas já existentes em algumas pessoas. Essas comunidades, muitas vezes, tem sido palco da continuidade de dores que as vítimas trazem de fora, pois as agressões continuam ecoando entre os membros, e muitas vezes sem o conhecimento, ou mesmo, posicionamento de combate desta estrutura por parte de lideranças. Que em muitos casos, juntamente, atuam como os próprios “bully´s. Tiago 2:1,9, diz: “...não façais acepção de pessoas... mas se fazeis,... cometeis pecado, sendo argüidos pela lei como transgressores”.


Diante de toda esta estrutura, precisamos entender que tais posturas de ficar constantemente fazendo chacotas das diferenças dos outros, fofocando, fazendo acepção... seja dentro ou fora de uma “comunidade”, está na contramão do desejo de Deus. Sendo inadmissíveis, tais práticas, especialmente nestes ambientes, por ser um lugar no qual estão pessoas que professam e vivem uma fé que não cabe raiz de violência, nem de discriminação. Precisamos ter noção que isso é muito sério, não é brincadeira, não; pois podemos estar colaborando no rebaixamento da fé das pessoas, afastando-as do bem. “...qualquer, porém, que fizer tropeçar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse afogado na profundeza do mar”, (Mt 18:6). A final de contas, com atitudes de bully, estaremos ajuntando ou espalhando para o Reino da luz, dos Princípios? Jesus já nos advertiu: “Quem não é por mim, é contra mim, e quem comigo não ajunta, espalha”, (Mt 12:30).


Pessoal, precisamos aprender que alguns comportamentos devem ser enterrados, deixando aflorar uma “nova criatura” e, urgentemente, “salgar” esta estrutura bullyinista, ou seja, fazer realmente a diferença, combatendo a tal. Não podemos fazer vistas grossas e/ou espiritualizar o problema, pois está ao nosso lado, muitas vezes somos as vítimas e muitas delas os bully´s.


Vamos lá! Mobilizemos-nos como separados para a prática do bem, e com estratégias simples, combater o bullying, como o tratar as pessoas em Princípios, de amor, aceitação, respeito... “Vós sois o sal da terra; mas se o sal vier a ser insípido, com que há de salgar? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens”, (Mt 5:13).


O autor,
Marcos Luiz Gilioti, é psicólogo organizacional, consultor empresarial pela Transcendência Consultoria: Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. www.transcendencia.net – marcos@transcendencia.net

Fonte: JC NET

Pesquisa sobre bullying nas escolas de MS tem prorrogação

O prazo para responder o questionário pós da pesquisa do Projeto Tosco em Ação foi adiado por mais dois meses e irá até o dia 31 de agosto. A pesquisa é aplicada em todas as escolas da rede estadual de ensino. Tanto alunos quanto professores podem responder o questionário online que está no site: www.editoraalvorada.com.br/questionario_tosco.

Segundo a Coordenadora do Núcleo de Pesquisa, Suelen Sirugi, a prorrogação foi necessária para adequar-se à grade escolar. “Prorrogamos o prazo para que alunos e professores, parceiros da Pesquisa TOSCO, não sejam prejudicados, pois sabemos que em período de aplicação de provas e férias eles encontram mais dificuldades em participar de atividades extracurriculares. Estamos atendendo ainda às inúmeras solicitações de adiamento que nos foram solicitadas via e-mail, fan page e telefone”, completou Suelen Sirugi. 

Além do questionário, os participantes do projeto poderão continuar com as postagens das atividades realizadas nas escolas na fan page do Tosco (www.facebook.com/livrotosco).




Entenda o cronograma da pesquisa

A pesquisa faz parte do projeto “Tosco em Ação” projeto pioneiro no estado de Mato Grosso do Sul que aborda o tema bullying e violência nas escolas. O projeto foi dividido em duas etapas: Pesquisa Pré e Pesquisa Pós. A Pesquisa Pré teve início no dia 14 de março e terminou no dia 31 de maio e contou com a participação de mais de 30 mil alunos e professores. 

Na pesquisa pré, foi feito uma espécie de “raio-x” da questão da violência no Estado. Os questionamentos feitos nesta etapa abrangiam temas da vivência cotidiana dos jovens e professores, objetivando principalmente descobrir se a violência está presente ou não em suas realidades (família, escola e comunidade).

Paralelamente, a Pesquisa Pós, que se iniciou no dia 12 de junho, visa colher dados sobre as mudanças que possam ter ocorrido na escola, família e comunidade do jovem estudante após a aplicação do Projeto TOSCO. Pretende-se, portanto, saber a opinião dos participantes quanto a real contribuição do Projeto em determinados aspectos, como estímulo à leitura; fomento à reflexão; debate de temas como a violência e demais tipos de agressão; e incentivo ao engajamento de jovens, escola e comunidade em projetos semelhantes a este.



Serviço: O Projeto Tosco em Ação possui uma Fanpage: www.facebook.com.br/livrotosco com mais de 7 mil seguidores onde diariamente professores e alunos postam suas atividades e compartilham suas experiências.
 
Fonte: Aquidauana News

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Bullying: sofrimento infantil

Quem passa por esse processo geralmente se torna triste e introspectivo. Aprenda a identificar se seu filho sofre com esse problema na escola ou em outros ambientes

Por Ivonete Lucirio | Ilustração Mauro Nakata


A situação não é nova. O que se sabe é que, desde sempre as crianças sempre atacaram umas às outras, e os mais fracos viraram vítimas. Por anos e anos, muitos sofreram calados como se isso fosse natural. Nos últimos tempos o fenômeno começou a ser mais bem estudado, o que é uma boa notícia, porque o sofrimento pode ter fim antes que cause um mal mais profundo. Mas uma coisa é certa: os problemas físicos e psicológicos podem ser grandes. Segundo um estudo publicado em abril no British Medical Journal, as crianças que sofrem bullying são três vezes mais propensas a machucarem a si mesmas. O estudo foi conduzido pelo Kings College, de Londres. Foram avaliadas cerca de 2 mil crianças com idade entre 5 e 12 anos. Dessas, 237 sofriam bullying e 18% delas tinham o hábito de se ferirem propositadamente. Entre os ferimentos estavam cortar os braços, arrancar os cabelos e bater a cabeça na parede. O estudo revelou ainda que um quarto das crianças inglesas sofre com esse tipo de molestação.

Nem sempre as ameaças são físicas, muitas vezes se caracterizam por humilhação, adjetivos depreciativos. É um ataque à autoestima


 
A falta de dados
No Brasil não existem pesquisas precisas que possam indicar a quantidade de crianças ou adolescentes que passam ou passaram por esse tipo de constrangimento. "Sabe-se muito pouco sobre o bullying escolar por aqui. Este fenômeno começou a ser estudado há cerca de 30 anos lá na Europa, e há menos de dez anos aqui no Brasil", declara o promotor de Justiça de Minas Gerais, Lélio Braga Calhau, especializado nesse assunto.
"E somente nos últimos três anos aumentaram as pesquisas nacionais. Portanto, ainda não há números comparativos para saber se, realmente, o problema está mesmo crescendo." Além disso, ainda não se sabe precisar as consequências físicas e psicológicas em grande escala. "O que se pode afirmar é que o estresse pode fazer que a criança desenvolva até mesmo sintomas físicos, como dores de cabeça, gastrite e outras doenças psicossomáticas", diz a psicóloga Maria Isabel da Silva Leme, especializada em psicologia da aprendizagem, da Universidade de São Paulo (USP).


De olho nos sinais
O limite entre o bullying e as brincadeiras algumas maldosas típicas das crianças é algumas vezes difícil de ser identificado. "Um ato isolado não pode ser considerado bullying. Ele caracteriza-se sempre pela repetição da agressão", diz Calhau. Ou seja, não é porque a criança foi chamada de gordinha uma vez que ela está sofrendo esse tipo de admoestação. "Um caso isolado, se for extremo, pode configurar um crime, como difamação, ameaça ou constrangimento ilegal", completa o promotor. O fenômeno envolve uma intenção de dominação de um o autor sobre o outro  a criança que recebe a carga agressiva e sofre.

Acontece sempre entre iguais, não se trata de uma questão de hierarquia. Nem sempre as ameaças são físicas, muitas vezes se caracterizam por humilhação, adjetivos depreciativos. Na verdade é um ataque à autoestima. Alguns sinais são indícios claros de que a criança passou a ser molestada. "Se ela gostava de ir à escola e passa a não querer ir mais, arrumando pretextos como dor de cabeça e dores de estômago, há um forte indício", explica a psicóloga Maria Isabel. "Ela pode também se tornar retraída e quieta", completa. No caso dos meninos, podem aparecer em judicial que seja totalmente efetiva para o caso", casa com escoriações ou marcas roxas. Já no caso das meninas, as marcas físicas são menos comuns, já que as agressões são morais como xingamentos e difamação. Além dos sinais psicológicos, certos sintomas físicos podem surgir. Algumas perdem o apetite e outras passam a ter pesadelos frequentes.


Fale com eles!
Se há suspeita de que a criança esteja sofrendo algum tipo de constrangimento na escola, o melhor a fazer é falar com ela. "Converse com calma num diálogo franco e aberto, olhos nos olhos. Deixe-a à vontade. Anote datas, horários e nomes. Assim, fica fácil checar a veracidade dos fatos", diz Calhau. Na sequência, os pais devem procurar a escola. "Verifique antes o regimento interno para saber se existe um procedimento para reclamações sobre os casos de bullying. Não vá à escola ameaçando entrar com processos judiciais  seus representantes podem agir mais para defender-se do que para ajudar a criança", completa o promotor.
 

MALDADE NA REDE
cyberbullying é ainda mais nocivo devido à sua alta capacidade de contaminação. Depois que se coloca algo na rede, perde-se o controle sobre ele. Esse é um dos motivos pelos quais o cyberbullying - o bullying com o uso das ferramentas da internet - é tão nocivo. Pelo menos quando o bullying acontece apenas na "vida real", a criança tem uma folga quando está em casa. Na internet, ele se perpetua. As redes sociais são especialmente nocivas porque é lá que os amigos se encontram. "Antes as agressões eram apenas nas salas de bate-papo, fóruns, e-mails. 

Hoje, com as redes sociais, as postagens podem se multiplicar velozmente. Depois não há decisão judicial que seja totalmente efetiva para o caso", diz o promotor Calhau. O cyberbullying é também bastante ligado ao ambiente escolar, segundo uma pesquisa realizada na Universidade de Gothenburg, na Suécia, em 2010. Os pesquisadores perceberam que o assédio cai muito no período de férias. No caso das crianças, o melhor que os pais têm a fazer para evitar o cyberbullying é só permitir que elas acessem redes específicas para sua idade. No caso dos adolescentes, mais sujeitos a esse tipo de violência, os pais devem ficar atentos a qualquer tipo de alteração de comportamento.

Fonte: Revista Viva Saúde

Criciúma pode ter dia municipal de combate ao bullying

A câmara de vereadores de Criciúma aprovou, na noite da ultima segunda-feira, dia dois, o projeto de lei de número 88 de 2011 que institui o dia sete  de abril como o Dia Municipal de Prevenção e Combate ao Bullying.
 
Conforme o autor do Projeto, vereador Ézio Jévis Manoel  (PDT), em entrevista ao programa comunidade em Ação, da Rádio Difusora AM910, na manhã desta quarta-feira, dia quatro, a data foi escolhida em decorrência do episódio que ficou conhecido como o massacre de Realengo.
 
Nesta data Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou armado na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro e assassinou doze alunos. O Projeto de Lei depende agora da sanção do Prefeito Municipal.

Colaboração: Assessoria Imprensa
Por Jane Tibincoski 
Fonte: Difusora 910 

terça-feira, 3 de julho de 2012

Estudante é espancado em porta de escola em São Bernardo, SP

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

O bullying em ambiente escolar fez mais uma vítima. No dia 25 de junho, estudante de 13 anos da EE Professora Luiza Colaço Queiroz Fonseca, em São Bernardo, foi espancado por quatro meninos, sendo dois colegas de classe, perdeu um dente e ficou dois dias internado em observação. A vítima, que mora no bairro Ferrazópolis, tem sido alvo constante de piadas por ser considerado magro demais e ter dificuldade de aprender.

César (nome fictício), aluno do sexto ano no período da tarde, nunca desejou tanto as férias de julho, iniciadas ontem. Ele revela sofrer com xingamentos e agressões por parte de colegas desde que começou a estudar na escola, há dois anos. "Eles implicam com todo mundo, sempre arranjam motivo. Me chamam de cabeça de azeitona e E.T."

Há uma semana, a vítima conta ter revidado as provocações. E acabou empurrando um dos agressores, o que gerou outro episódio de ofensas, tapas e pontapés. Na saída dos estudantes, por volta das 17h30, a briga continuou na porta da unidade. "Ele desmaiou por duas vezes e foi socorrido pelo diretor, que acionou o Samu e, em seguida, me ligou", conta a mãe, a funcionária pública municipal Maria Aparecida de Novaes.

Depois de ficar dois dias internado no Hospital São Bernardo até que diminuísse o inchaço na cabeça, as escoriações e dores ainda incomodam o garoto. Não quer mais voltar para a EE Professora Luiza Colaço Queiroz Fonseca. "Ele quer mudar de escola. Disse que, se não conseguir, não vai mais estudar", afirma a mãe. Junto com o filho, Maria Aparecida aproveitará as férias para buscar outra unidade.

A Diretoria de Ensino de São Bernardo informou que a direção da escola convocou os pais dos adolescentes agressores para conversa junto com o professor-mediador. Durante a reunião, os responsáveis teriam optado por transferir seus filhos de escola.

A direção informou ainda que, neste ano, não recebeu nenhuma denúncia de que o estudante vinha sofrendo bullying no ambiente escolar. No entanto, a supervisão da instituição de ensino vai averiguar os supostos casos na escola e reforçará com os alunos projetos de prevenção e combate a violência.

O caso foi registrado no 1º DP de São Bernardo e agora será encaminhado para o Ministério Público municipal.

Fonte: Diário do Grande ABC

Prevenção e combate ao bullying podem ter dia municipal especial

Ana Paula Cardoso - anacardoso@engeplus.com.br

Depende da sanção do prefeito Criciúma ter instituído um dia de prevenção e combate ao bullying. Um Projeto de Lei com a proposição foi apresentado e aprovado na sessão desta noite na Câmara de Vereadores de Criciúma para a instituição da data de 7 de abril como o Dia Municipal de Prevenção e Combate ao Bullying.

Conforme o autor do
Projeto, vereador Pastor Jévis  (PDT), a data foi escolhida em decorrência do episódio que ficou conhecido como o massacre de Realengo, quando um jovem de 23 anos entrou armado na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, no Rio de Janeiro e assassinou doze alunos. 

Fonte: Engeplus

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ator de Os Descendentes sofrerá bullying em drama indie


Nick Krause, jovem revelação de “Os Descendentes” (2011), vai estrelar o drama indie “White Rabbit”, ao lado do ator Sam Trammell (série “True Blood”). Segundo o site The Hollywood Reporter, eles interpretarão filho e pai.

O filme vai girar em torno do personagem de Krause, que sofre bullying na escola e passa a ver um coelho branco que ele matou quando tinha 9 anos de idade. O coelho e outras criaturas imaginárias passam a manipulá-lo para um ato final de vingança.

O roteiro é de Anthony Di Pietro e a direção de Tim McCann (“The Poker Club”). As filmagens começarão no final de julho.

Fonte: Pipoca Moderna

Com trama simples como bullying, 'Carrossel' rende bons índices de audiência

A trama investe nos diálogos didáticos e explicativos. Foto:  Divulgação

A trama investe nos diálogos didáticos e explicativos
Foto: Divulgação

Caroline Borges
Alguns "remakes" de novelas infantis são a galinha dos ovos de ouro do SBT. A adaptação da trama mexicana da Televisa Carrossel garante à emissora suas maiores audiências. Assim como ocorreu com Chiquititas, há 15 anos. Cerca de um mês após a sua estreia, a versão escrita por Iris Abravanel ajudou a elevar o Ibope, o que garantiu a vice-liderança no horário, com 13 pontos de média. 

Com uma produção e direção centradas no público infantil, a trama investe nos já previsíveis diálogos didáticos e explicativos. Mas, e essa é uma boa surpresa, não são redundantes ou monótonos. Mesmo um tanto pueril, o texto é recheado por questões que ressaltam problemas e diferenças, como obesidade na infância, problemas de caráter, racismo, diferenças de classe, orgulho e o tão discutido "bullying" nas escolas.

A história cumpre bem o seu papel de entreter e educar o público infantil. Bom exemplo é a cena na qual José, vivido por Marcelo Batista, conversa com o filho, Cirilo, de Jean Paulo Campos, sobre a escravidão e a necessidade de cada um aceitar e respeitar suas origens.

Para aproximar a trama do universo infantil e seduzir ainda mais os jovens, a novela insere conteúdos próximos à realidade das crianças, como a participação da banda Restart na festa de aniversário da enjoada Maria Joaquina, vivida por Larissa Manoela. Com um "pocket show", os músicos tocaram sucessos já conhecidos do público infantil.

E, ao longo da história, novas participações devem acontecer. Apesar de ser uma adaptação da trama original de 1991, Carrossel traz a história para a atualidade e mostra elementos comuns do dia a dia das crianças modernas, como "tablets" e celulares.

Toda a trama é embalada por uma acertada trilha sonora, que vai de Chico Buarque a Simony. Diferentemente de muitas novelas infantis, Carrossel não apostou apenas em músicas diretamente ligadas ao universo das crianças, que muitas vezes, beiram o tatibitate. Há também composições adultas incluídas pelos produtores musicais Afonso Nigro e Arnaldo Saccomani.

Além disso, músicas como Aquarela, de Toquinho, e Não é Proibido, de Marisa Monte, não deixam espaço para o refrão chiclete e muito conhecido "embarque neste Carrossel, onde o mundo faz de conta a terra é quase o céu".

Interpretada na versão mexicana pela atriz Gabriela Rivero, Rosanne Mulholland dá o mesmo tom doce e meigo à jovem professora Helena. Entretanto, algumas vezes, a atriz confunde inocência e delicadeza com simplicidade, sendo apagada pela atuação agitada das crianças. Ter um elenco majoritariamente composto por crianças pode ser uma grande dificuldade quanto à naturalidade da interpretação. Com a direção de Reynaldo Boury, o núcleo infantil ganha um tom espontâneo durante suas cenas. Um contraponto à interpretação dos adultos, que com diálogos marcados e pausados, caem em um ar falso durante as cenas.

Vale ressaltar as ótimas sequências entre Larissa Manoela e Jean Paulo Campos, que conquistam e convencem com o conflito entre a riquinha e mimada Maria Joaquina e o simples e inocente Cirilo. A dupla mostra equilíbrio e se complementa com duas personalidades tão opostas.
 
Carrossel - SBT - Segunda a sexta, às 20h30. 

Fonte: Terra