domingo, 3 de junho de 2012

Estudante esfaqueia "amiga" em Castanhal

O que antes parecia notícia apenas nos jornais de outras cidades, acabou chocando os moradores de Castanhal, nordeste do Estado. Duas estudantes brigaram na porta da escola e uma delas foi esfaqueada nas costas. A vítima foi conduzida em estado grave para o hospital metropolitano.

Na noite de anteontem, a estudante Michele Taíse Batista Dias, 25 anos, desferiu um violento golpe de faca nas costas da “amiga”, Adoriana Saori Iguch, 24 anos. A agressão aconteceu na porta da escola estadual Lameira Bittencourt, onde ambas estudam. Após tentar matar a jovem, Michele Taíse, foi detida na própria escola por professores e amigos.

A Polícia Militar foi acionada e conduziu a estudante para a delegacia. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao hospital municipal, mas devido o golpe ter atingido o pulmão direito de Adoriane Saori, ela precisou ser transferida para o Hospital Metropolitano em Ananindeua.

“Quando chegamos ao local encontramos a vítima caída no chão pedindo ajuda. A autora do crime estava separada numa sala, parecia fora de si, mas não disse os motivos que levaram a cometer tal barbárie”, contou o comandante da 12ª ZPol, capitão Heyder Nascimento.

Na delegacia, a equipe do DIÁRIO conversou com a acusada. Michele Taíse, explicou com exclusividade porque tentou matar a amiga. “Desde o ano passado ela vinha me agredindo e ameaçando, nós brigamos algumas vezes, mas ela não parava de me xingar, falava que eu era doida e teria tentado matar minha mãe”, contou a acusada.

Para a Polícia Civil a tentativa de homicídio foi motivada depois que Michele Taise foi vítima de bullying. “A estudante sofria problemas familiares e tomava antidepressivo há cinco anos, isso era motivo de chacota por parte das amigas. Insatisfeita e revoltada com o comportamento das estudantes, ela (acusada) agiu dessa forma”, disse o delegado Antônio Roberto.

Na escola Lameira Bittencourt, o clima era de medo depois do acontecido envolvendo duas estudantes. A direção da escola informou que só irá se pronunciar depois que a Secretaria de Estado de Educação tomar uma posição sobre o caso. Na 8ª Unidade Regional de Educação (URE), a diretora, Norma Moura, disse que as brigas entre as estudantes eram de conhecimento da direção da escola, e que as alunas seriam transferidas na próxima segunda feira, quando terminam as provas. “A direção nos repassou o histórico das alunas e já tínhamos conseguido vagas em outras escolas para transferi-las, infelizmente não deu tempo”, disse a diretora.

Sobre o bullying sofrido por Michele Taíse, a 8ª URE informou que o governo desenvolve programas para identificar e combater esse tipo de crime. “Todos os casos são repassados para gente, as ofensas sofridas pela estudante não chegaram até nós. Mas a direção da escola estava resolvendo esse problema internamente”, concluiu Norma Moura. 

Fone: Diário do Pará

Autoridades discutem violência nas escolas dia 13 em Mato Grosso

Várzea Grande sedia dia 13 a reunião do Fórum Municipal Permanente Paz na Escola, do projeto Paz na Escola da Secretaria de Estado de Educação. Em parceria com Segurança Pública (Sesp) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), autoridades tem discutido e visado ações efetivas à prevenção e o combate a violência nas unidades escolares do Estado, com criação dos fóruns. No último encontro, na quinta-feira (31), foi formalizada a implantação de mais um Cuiabá. Os participantes deram início à composição, com missão de trabalho pela proposição e o acompanhamento das ações.

Coordenado pelo gerente de projetos educativos da Seduc, Allan Kardec Benitez, o encontro deliberou a escolha dos representantes de uma Escola por região da cidade, para compor o Fórum além de apontar as entidades que terão assento permanente no Fórum. De acordo com o técnico responsável pelo projeto Paz na Escola da Seduc, Marcelo Cruz, a criação dos fóruns foi "proposta pela sociedade durante a realização do grande encontro estadual que debateu a questão da violência escolar", realizado em novembro do ano passado, em Cuiabá.


Durante a reunião, o responsável pelo programa Escola Segura, Major da Polícia Militar, James Ferreira destacou a importância da participação no Fórum de todos os segmentos que trabalham com a Educação. "A criação desses espaços de debates e proposições com participação de educadores dos profissionais da segurança e da comunidade é fundamental para criarmos uma rede de proteção com foco na prevenção, mas também tratando de ações de combate a violência escolar", afirmou. Ele ainda ressaltou a participação dos profissionais da Sejudh, que junto com as demais Secretarias desenvolvem ações do Plano Estadual de Enfrentamento às drogas, do qual o Escola Segura é uma das ferramentas.


Além de Seduc e Sesp, o Fórum de Cuiabá contará com um representante por região (norte, sul, leste e oeste) de Cuiabá da Assessoria Pedagógica, Policias Militar e Civil, Conselhos Tutelares da Criança e do Adolescente e de Escolas Estaduais. Também haverá a participação de um representante da Assembléia Legislativa, do Juizado da Infância e da Juventude, da Rede Cidadã, do Centro de Referência a Assistência Social (CRAS), do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapro) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).


O gerente de Projetos Educativos da Seduc, Allan Kardec Benitez informou que os Fóruns terão regimento interno e autonomia para propor ações que serão executadas pelo Estado. Ele citou que em "cada município que for constituído o espaço, membros se reunirão mensalmente para avaliar as ações desenvolvidas para propor correções ou mudanças nas políticas implementadas", disse.


O projeto Paz na Escola teve início em 2011 com a realização pela Seduc de 24 encontros voltados à discussão dos problemas e apontamentos de soluções sobre a violência nas Escolas. No período também foi criado o Núcleo Escola Segura (NES) com a participação de diversas Secretarias e órgãos de Estado. As sugestões reunidas nos encontros foram reunidas e sistematizadas no Fórum Estadual realizado em novembro, na capital.


Assim como a proposta de criação dos Fóruns Municipais Permanentes houve a apresentação de demanda por mais investimentos em segurança nas Escolas. Nesse sentido Seduc deu início a repasses de pouco mais de R$ 500 mil em 40 unidades que registraram problemas de violência interno e no entorno.


Os repasses de R$ 14.500 de verbas emergenciais para cada uma dessas unidades localizadas em comunidades com alto índice de vulnerabilidade começaram ainda em 2011. Os recursos são para colocação de câmeras de monitoramente da área interna das unidades, ampliação e reforço de muros, e demais ações voltadas para a segurança.

Fonte: Só Notícias

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Menino se enforca após sofrer série de bullying no colégio em NY

Alagoinhas Notícias – Joel Morales, de 12 anos, se enforcou depois de ser vítima constante de bullying na escola, na cidade de Nova York. Joel era provocado por outras crianças por seu tamanho, inteligência e pela morte do pai.

A mãe de Joel, Lizbeth Babilonia, encontrou o filho pendurado no cano do chuveiro na noite da última terça-feira (29).

De acordo com o jornal americano The Huffington Post, Lizbeth usou uma faca para tirar o menino do local. Ainda segundo o jornal, vizinhos tiveram que segurar a mãe, que ameaçava se esfaquear.
As constantes provocações já tinham feito Lizbeth trocar o filho de escola, mas as brincadeiras de mau gosto continuaram.

Segundo o avô de Joel, Francisco Babilonia, a mãe do garoto reclamou com os professores diversas vezes.

— As provocações tinham parado um pouco, mas tinham começado de novo. As outras crianças sabiam que Joel tinha trocado de escola e esperaram por ele no clube, depois do colégio.

A família de Joel contou à imprensa americana que tinham apresentado uma queixa oficial para a polícia e obtido uma ordem de proteção contra os agressores. Apesar de uma reunião convocada entre os pais de todos os envolvidos, o caso continuou.

Parentes e amigos fizeram uma vigília em frente ao apartamento onde Joel morava, em homenagem ao menino.

A tia de Joel, Angelica Babilonia, contou ao jornal The New York Post que ficou indignada ao ver alguns dos agressores presentes na vigília, segurando velas e rezando.

— Ele era um anjo. Ninguém deveria passar por isso. Eu só queria ele de volta.

Léo Áquilla chora ao contar que sofreu bullying na infância

A drag queen afirma que recorreu aos braços da mãe

Léo Áquila chora ao contar que sofreu bullying na infância

Os peões se reuniram nesta quinta-feira (31) para participar de um jogo de perguntas e respostas para se conhecerem melhor. Entre as perguntas, Léo Áquilla respondeu que o maior ídolo de sua infância foi sua própria mãe.

Tal resposta mexeu com as emoções do peão que decidiu se abrir e falar mais sobre o assunto.

— Eu já não ia tocar no tema porque tive uma infância horrorosa, mas aí a gente já fala.

Léo conta que sofreu muito na infância pelo que hoje chamam de bullying. Por inúmeras vezes apanhou na escola e era motivo de chacota dos colegas por sempre ter tido um jeito mais afeminado. O peão afirmou que não podia nem ir ao banheiro, pois todos queriam bater nele.

— Quando vejo as pessoas falarem que sentem saudade da infância eu penso que eu odiaria voltar no tempo!

E continua explicando que é por isso que sua mãe é seu grande ídolo. Nessas horas de dificuldade foi nos braços da mãe que encontrou conforto e compreensão.

— Foi nos braços dela que cheguei aos 18 anos quando eu não aguentava mais segurar aquele peso que eu carregava desde a infância sozinha e contei: “Olha eu não gosto de menina, eu gosto de menino”.

O participante continuou contando muito emocionado que o ponto máximo foi quando voltava do colégio numa noite e uma turminha que sempre o agradia estava lá. Naquele dia eles não o agrediram só verbalmente, mas também decidiram jogar pedras em Léo.

—  Uma brincadeira que machucou minha alma, machucou meu corpo! E decidi contar para minha mãe.

Depois disso Léo ainda voltou até os meninos decidido a ir embora daquele lugar, mas antes foi falar para eles que aquele dia estava indo embora apedrejado, mas deixou claro que eles ainda iriam ouvir falar muito de Léo Áquilla.

— Gravem esse nome!

Fonte: R7

Mãe é presa por tentar asfixiar menino que fazia bullying contra sua filha

Redação Bem Paraná com UOL
 
Debbie Piscitella é acusada de abuso infantil (foto: Reprodução/10News)
Irritada com os comentários maldosos publicados sobre a filha dela no Facebook, uma mãe teria tentado asfixiar um adolescente de 14 anos, acusado de cometer o cyberbullying. A mulher foi presa pela polícia da Flórida (EUA).

A suspeita negava ter tentado asfixiar o adolescente e afirmava que “acidentalmente tocou o pescoço dele”.

No entanto, uma testemunha e imagens do circuito interno de segurança de um shopping em St. Petersburg, onde ocorreu o ataque, mostraram que Debbie havia mentido.

Segundo o “Huffington Post”, Debbie Piscitella, 46, e a filha dela, uma adolescente de 14 anos, estavam no shopping na última segunda (28) quando encontraram o colega de escola da garota no local. A filha comentou com a mãe que era aquele o rapaz da escola que praticava ciberbullying contra ela no Facebook.

Na rede social, Debbie tentou se defender. Segundo ela, que admitiu ter errado, o rapaz atormentava sua filha na escola, dizendo que ninguém poderia ter noção do quanto a adolescente sofreu, e que seu marido já havia abordado o garoto para reclamar do bullying.

Debbie enfrenta uma acusação de abuso infantil e foi solta sob fiança de US$ 5 mil.

BULLYING - a contratação pela Prefeitura só pode se dar até 30/06

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Shalom!

Um alerta importante: Por ser ano de eleição e por Lei, as Prefeituras só podem contratar o espetáculo BULLYING até dia 30 de junho, podendo ser realizado as apresentações até 31 de dezembro. Portanto não fique de fora de ter BULLYING na sua cidade. BULLYING é o melhor e mais eficáz projeto antibullying do Brasil. BULLYING está desde 2004 levando conscientização aos alunos e mestres. BULLYING é da Cia Atores de Mar'.
BULLYING retrata o dia a dia do aluno em sala de aula, mostrando o problema e dando uma das possíveis soluções. Divididos em 4 cenas, tendo 55 minutos de duração, BULLYING faz com que crianças, jovens e adultos saiam encantados das apresentações, onde os atores, além de atuarem, cantam e dançam músicas que abordam o tema.

BULLYING cria a semana do "EU DIGO NÃO AO BULLYING" com debate ao final da apresentação e a Redação Premiada (alunos ganham KITs com camisa, boné, adesivo, cd e certificado com a marca BULLYING - leia regulamento em nosso site).
BULLYING se apresenta em Escolas, Teatros, Praças Públicas, entre outros ambientes.

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da Cia Atores de Mar'
http://ciaatoresdemar.com
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Trabalho é premiado internacionalmente

A terapia comunitária no Município de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza, é realizada em escolas com professores, alunos e pais. Como resultados conseguidos, está o crescimento da autoestima dos participantes
Fortaleza O trabalho "I Formação em Terapia Comunitária Integrativa com Ênfase na Educação", aplicado em Pacatuba, e elaborado pela mestra e coordenadora da Escola de Saúde Pública do Ceará, Miriam Rivalta Barreto, foi o único trabalhado premiado no Brasil na categoria no III Concurso Ibero - Americano de Boas Práticas de Promoção da Saúde no Contexto Escolar, promoção da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), Organização Mundial de Saúde (OMS), Proinapsa e Universidade Internacional de Santander - Colômbia. A divulgação ocorreu este mês.

Surgida de forma pioneira no Ceará, a Terapia Comunitária é uma metodologia, hoje, aplicada em vários países. Atualmente, são 35 educadores da rede municipal de educação de Pacatuba, que estão em formação, realizando 24 rodas de terapia semanalmente nas diferentes escolas do município, com crianças, adolescentes, adultos - alunos do Educação de Jovens e Adultos(EJA)-, pais, mães, gestores, professores, motoristas, outros. A formação é uma promoção da Secretaria Municipal da Educação de Pacatuba. Ressalte-se que o Núcleo de Abordagem Sistêmica da Secretaria de Educação iniciou em 2008 ações de Terapia Comunitária.

Mirian Rivalto Barreto disse que é um projeto que articula saúde com o projeto político-pedagógico, "onde a escola sinaliza que está indo além do conteúdo programático, está vendo o ser humano em sua totalidade". Além de promover o bem-estar físico, mental e social, e coletivo.

"Pacatuba está mostrando que vê que o ser humano tem potencialidade e que todos, agindo juntos, pode-se contruir uma rede de ajuda, articulando a comunidade para promover a solidariedade.

Beneficiados
A Secretaria de Educação de Pacatuba beneficia hoje, aproximadamente, 5 mil crianças com o trabalho de Terapia Comunitária. "Ela consiste em trabalhar o eu de cada um. É preciso a gente se conhecer melhor para conhecer o outro. E essa providência é importante inclusive na luta contra o Bullying", destaca a coordenadora do Núcleo de Abordagem Sistêmica da Secretaria, Liduína Cavalcante. Segundo a coordenadora, Pacatuba é o primeiro município do País a inserir essa atividade na Escola, contemplando professores, alunos e demais profissionais. "O professor não trabalha só com a informação, mas com o corpo todo", destacou ela.

Oportunidade
Para a diretora da Escola Ana Albuquerque Campos, Euda Monteiro, o projeto trouxe uma oportunidade para que os profissionais da educação conhecessem melhor a vida dos alunos, de como eles vivem, de que precisam. "É uma troca, você fala, você escuta as necessidades de estudantes, dos pais, da família". E como resultado, a mudança no comportamento dos jovens. "Eles ficaram mais disciplinados, melhorou a autoestima, estão mais abertos para conversar e também escutarem conselhos", completou.

A promoção do trabalho é da Secretaria Municipal de Educação, a realização é do Centro de Estudo e Pesquisa da Família e da Comunidade, sob a coordenação de Mirian, e conta com o apoio do Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária do Ceará.

Outros países que ganharam esse prêmio: Argentina, Colômbia e Equador.

EVELANE BARROSSUBEDITORA DO REGIONAL 

Fonte: Diário do Nordeste

Preconceito tecnológico

Quem nunca foi vítima de bullying por causa de um celular, um aplicativo, site e até TV a cabo?

LUÍS ANTÔNIO GIRON

Em crônica anterior, revelei que havia casado com meu celular. Também escrevi que não sabia até quando poderia me manter fiel a ele. Meus amigos e amigas costumam pular a cerca rapidinho, e trocam de celular como trocam de mulher e marido. Não sou assim. Costumo me afeiçoar a tudo o que um dia me facilitou a vida, e me vez experimentar o instante que vale por uma existência inteira, vamos dizer assim. E isso não se aplica apenas ao meu celular, que se revelou smart e soube não apenas organizar meu dia a dia como me diverte com seus games, por mais primitivos que eles sejam.
 
Dias atrás eu enviava um torpedo do meu querido consorte quando a amiga que estava ao meu lado arregalou os olhos, fez uma expressão de nojo e comentou: “Você está usando esse celular aí? Você um dia usou iPhone e agora está com essa porcaria. Não tem vergonha, não?” Constrangido, tentei defender as virtudes do meu pequeno aparelho. Argumentei que, além de gostar muito do meu celular “atrasado”, o sistema era Android, mais ágil que o da Apple... Ela não perdoou e disparou: “Daqui a dois anos ninguém mais vai falar em Android. Deixa disso, não reconheço mais você”. O pior foi que ela se despediu e nunca mais entrou em contato, como se tivesse descoberto um ser virótico, contaminado por uma espécie de lepra digital capaz de fazer o indivíduo – no caso, eu – regredir à idade analógica. Temo encontrar essa amiga novamente, pois talvez ela me vire a cara, me trate com desprezo ou mesmo medo de ser contaminada pelo vírus da regressão.

Eis aí uma história exemplar. Ela mostra que fui vítima de preconceito por causa da tecnologia. Quando contei o ocorrido a outras pessoas, elas passaram a narrar histórias engraçadas de bullying pelos mais diversos tipos de tecnologia. Acontece com quem não tem TV a cabo, aplicativos, contas de e-mail, navegadores e mecanismos de busca. Um colega de redação contou que uma estagiária zombou dele quando notou que ele estava usando o Yahoo! em vez do Google para fazer uma busca. Tem gente que diz que não confia em ninguém que usa o Hotmail. Isso para não falar no Orkut – as pessoas que teimam em ficar por lá são tidas como desinformadas, para dizer o mínimo.

Em outros termos, os usuários de tecnologias consideradas recém-obsoletas pela elite da cultura digital agora são estigmatizados e excluídos do convívio social – ou do convívio com os iluminados pelas LEDs de última geração... Não há nada mais antigo e desprezível do que as coisas recém-arquivadas.

A necessidade de atualização frente ao avanço tecnológico gerou dois fatos: um novo tipo de consumismo, baseado na corrida desenfreada pelo novo, e uma distorção, que envolve a pressão social. Já não basta acompanhar e se adaptar às novidades. Se você não estiver na crista da crista da onda, será vítima de assédio moral. Ninguém dá mais tempo ao outro de se alinhar. O resultado é uma quantidade enorme de pessoas que pensa que consegue se atualizar, mas que se encontra sumariamente excluída. Dessa forma, surge a inconsciência, a alienação digital.

Para quem é antenado, acontece o fenômeno que alguns denominam de orkutização, que é outro nome para discriminação. Retorna a velha história: quando alguém não se enquadra aos meus padrões, ela é automaticamente considerada “um outro”. O preconceito implica a exclusão do outro, de um outro que me amedronta – e horroriza. Afinal, ao encarar o outro como ultrapassado, não quero ver que eu próprio tenho limites de tempo e espaço. Ver o outro usando uma rede social fora de moda, ou buscando informações em um buscador velho, mostra o quanto eu recentemente fui velho, menor e mais medíocre que as máquinas e software que uso. Tal percepção anuncia que um dia eu serei ultrapassado – e alvo de discriminação por causa disso. Minha vocação a mártir me faz corroborar o juramento que fiz a meu celular diante do altar. Vou viver feliz até o fim ao lado de minhas antigas traquitanas.  

(Luís Antônio Giron escreve às quintas-feiras.


Fonte: Revista Época

 

Projeto prevê comissão antibullying em escolas públicas e privadas

Ribeiro: não podemos deixar toda a responsabilidade para a vítima da agressão.

Em análise na Câmara, o Projeto de Lei 3036/11 obriga as escolas a instituir comissão antibullying. De autoria do deputado licenciado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), a proposta abrange todas as escolas, públicas e privadas, da educação infantil e do ensino fundamental e médio.

O bullying é definido na proposta como “qualquer ação intimidatória que ridicularize, ofenda ou agrida, física e psicologicamente, praticada por alunos matriculados contra alunos também matriculados”.

Pelo projeto, as comissões deverão ser integradas por membros do corpo docente e por representantes dos pais e mães de alunos. Elas terão atribuição de elaborar planos de prevenção e de repressão ao bullying, a fim de permitir intervenção imediata e fazer cessar a ocorrência.

A proposta prevê a suspensão do agressor e a proteção do aluno vítima; e a notificação imediata dos pais ou responsáveis, sendo que, nos casos graves, os alunos envolvidos deverão ser encaminhados ao Conselho Tutelar.


Informação semestral
A comissão deverá receber as denúncias e prestar informações semestrais ao órgão executivo de educação competente e a todos os pais e mães de alunos.

A escola privada que infringir as normas previstas estará sujeita à aplicação de multa administrativa, no valor de vinte mensalidades escolares. Já a escola pública infratora deverá ser autuada e estará sujeita a penalidades administrativas aplicadas pelo órgão executivo de educação competente.

Aguinaldo Ribeiro considera urgente implantar o combate ao bullying nas escolas. “Não podemos deixar toda a responsabilidade para o jovem ou a criança vítima da agressão”, diz ele, acrescentando que cabe aos adultos e às instituições identificar a ocorrência.

Segundo o deputado, “tanto os profissionais dos estabelecimentos de ensino, familiares ou conhecidos das crianças que são vítimas da perseguição e da violência precisam estar atentos para esses problemas e agir imediatamente.”

Ele alerta que o problema não pode ser tratado como mera “brincadeira de criança”, e afirma que as escolas não podem mais se esquivar e deixar o problema sem solução, “lavando as mãos”. As leis vigentes, diz o deputado, tratam de medidas preventivas e educativas, mas deixam de proteger os humilhados e atacados diariamente.


Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 1785/11, do Senado, que incumbe os estabelecimentos de ensino de promover ambiente escolar seguro e adotar estratégias de prevenção e combate ao bullying. As propostas terão análise conclusiva das comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 
Reportagem – Luiz Claudio Pinheiro
Edição – Newton Araújo
 
A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara de Notícias
 
 

Bullying: um crime?

É fato, e um clamor da população, que as leis brasileiras devem ser atualizadas de acordo com a evolução social. Neste momento, comissão...

É fato, e um clamor da população, que as leis brasileiras devem ser atualizadas de acordo com a evolução social. Neste momento, comissão formada por juristas discute propostas atuais para o novo Código Penal brasileiro. Porém, é necessário abrir alguns temas para discussão, como o caso do bullying. Nesta semana, foi aprovada pela comissão a criminalização do bullying, que será considerado ‘intimidação vexatória' e terá pena de um a quatro anos de prisão. Quando for praticado por menores serão aplicadas medidas socioeducativas.

A decisão dos juristas é louvável apenas pelo fato de que, finalmente, discussão em âmbito federal reconhece que o problema existe. Contudo, essa aprovação revela pontos preocupantes. Será que a proposta sugere que o melhor caminho é a detenção e não a solução na raiz? A decisão não colocaria em xeque os direitos garantidos pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)? Na última semana, coordenei o lançamento da Frente Parlamentar contra o bullying e outras violências nas escolas, na Assembleia Legislativa. O objetivo é abrir discussão entre o governo e entidades da sociedade civil para propor soluções que combatam esse tipo de intimidação.

Infelizmente, as pesquisas não revelam a realidade do bullying nas escolas. Os últimos dados da Secretaria Estadual da Saúde são de 2010. A partir do Disque-Adolescente se identificou que o bullying incomodava um em cada cinco jovens. No entanto, são comuns os registros na imprensa de casos de violência gratuita entre alunos. O trauma causado por essas ações pode gerar desejo de vingança irrefreável, ou criar, ainda, um adulto prostrado, fraco, depressivo.

Mas é preciso entender que a intervenção desse problema passa por outras esferas, muito anteriores à penal: inserir o aluno nessa discussão; fazer a família perceber sua responsabilidade pela socialização da criança; a atuação da escola na prevenção e capacitação de profissionais, além de proteção às vítimas; e o poder público no auxílio a atividades que garantam os direitos previstos no ECA. É nesse sentido que realizamos a Frente Parlamentar. Para combater o bullying desde cedo, por meio do resgate de valores como respeito e tolerância. O documento final será entregue ao governo, para que o Estado seja vanguarda na prevenção a esse tipo de violência nas escolas.

Regina Gonçalves é deputada estadual, líder da bancada do PV na Alesp e coord. da Frente Parlamentar contra o Bullying e outras Violências nas Escolas.

Fonte: Diário do Grande ABC