sexta-feira, 25 de maio de 2012

Sesimbra: GNR alerta sobre droga, bullying e delinquência

O concelho de Sesimbra acolhe já esta sexta-feira, e nos próximos dias 5 e 6 de Junho, as Jornadas da Segurança, promovidas pela GNR e pela Câmara Municipal. O programa inclui também acções de sensibilização, circuitos e demonstrações, destinadas a alunos, pais e encarregados de educação.

O programa arranca às 21h00 desta sexta-feira, no Cineteatro Municipal João Mota, Sesimbra, com uma palestra de alerta ao perigo do consumo de drogas.
A abertura da palestra será feita por Augusto Pólvora, presidente da Câmara Municipal.

As explicações sobre os sinais de alerta de consumo e as consequências que o uso de estupefacientes tem no organismo vão estar a cargo do tenente Mário Martins, comandante do destacamento territorial de Setúbal, e de Ramon Ruano, delegado de Saúde. 

No dia 5 de Junho, das 9h00 às 12h30, na Escola Básica do Castelo, em Sampaio, haverá uma demonstração Cinotécnica de Canídeos de Busca e Salvamento.

No dia seguinte, das 9h00 às 17h30, no Auditório do Centro Cultural e de Acção Social Raio de Luz, Sampaio, vai decorrer uma acção de sensibilização sobre droga, bullying e delinquência juvenil. 

Fonte: CM Jornal de Portugal

Rio Preto debate bullying durante simpósio

Auditório da Unip de Rio Preto recebe evento que abordará assédio moral e outras violências nesta sexta  


Acontece sexta e sábado (25 e 26) no auditório da Unip de Rio Preto o 1º Simpósio de Formação Ética e Moral, que falará sobre diversos temas, inclusive sobre crimes virtuais, um dos temais mais comentados nos últimos tempos.

Bullying, assédio moral e outras violências serão discutidas entre os participantes. Segundo os organizadores, simpósio tem o intuito de reunir profissionais da saúde, educação, direito, estudantes, áreas correlatas, pais de alunos e quem possa interessar, para debater a formação ética e moral.

A série de palestras tem início na sexta às 20h. Já no sábado, mais palestras acontecem durante todo o dia. Mais informações pelo site www.orgcon.com.br na parte de agendas.

Fonte: Rede Bom Dia

Lei de combate ao bullying passa a valer em escolas de Brasília

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

Uma nova lei pretende conscientizar, prevenir e combater o bullying nas escolas públicas e privadas do Distrito Federal. O texto foi publicado nessa terça-feira, no Diário Oficial.

A Lei Nº 4.837, que foi decretada pela Câmara Legislativa e sancionada pelo governador, define bullying como violência física ou psicológica intencional e continuada "com o objetivo de agredir, intimidar, humilhar, causar sofrimento e dano físico ou moral à vítima”. Comportamentos que se enquadram nesse quadro são muitos, e vão desde agressão física à manipulação de um colega, indução ao preconceito, e isolamento do aluno.

Ainda segundo a lei, qualquer pessoa que tomar conhecimento de uma vítima de bullying pode formalizar a denúncia junto à direção da escola, na Secretaria da Educação, no Conselho Tutelar, no Ministéiro Público ou na Polícia Civil.

O texto prevê a realização de pesquisas para identificar causas e consequências do bullying. A capacitação dos professores e pedagogos para identificar e lidar com esse tipo de violência, e a exigência dos estabelecimentos privados de realizarem programas de prevenção ao bullying são outras demandas.

Pelo decreto, serão necessários conselhos de segurança escolar para organizar seminários, palestras e debates, e também a distribuição de material didático especializado.

Na prática
O coordenador do Centro Especial de Ceilândia, Leonardo Jesus Mendes, acredita que a lei vai ajudar muito na luta diária dos docentes contra o bullying. Ele conta que na instituição que atende portadores de necessidades especiais, existiam muitos casos de preconceito. Em uma ação conjunta com os pais, alunos e orientadores, o quadro está aos poucos mudando.

Na escola em que Leonardo atua, são organizados encontros de pais e de alunos, assim como eventos com palestras e peças de teatro, para conscientizar os alunos da visão inclusiva da escola. Ele considera que esse trabalho gera resultados a longo prazo, e precisa de empenho das pessoas envolvidas.

Para ele, o resultado pode ser maior, agora que existe o amparo legal. “Com o embasamento jurídico é possível conversar com mais propriedade com os pais e os alunos”.

Do Correio Braziliense

Ação pública causa queda para bullying

Professora fala sobre a dificuldade das escolas em identificar o problema entre as brincadeiras  

Aline Pagnan
aline.pagnan@bomdiajundiai.com.,br


Uma queda significativa de casos de bullying (agressões psicológicas ou físicas entre estudantes) foi registrada nos últimos seis anos em Salto. E  a ação decisiva foi a criação de políticas públicas sobre o assunto.

“Às vezes falta limite no contexto familiar, há carência de modelo, e mais do que isso, não podemos tratar somente a vítima. O agressor, para ter esse tipo de atitude, passou por alguma experiência e também precisa de atenção”, afirma a professora e pedagoga Taisa Gasparini Rizo.

Principal convidada de um encontro de políticos na Cúria Diocesana ontem, ele mostrou que o primeiro desafio é diferenciar o que é perseguição, brincadeira ou indisciplina. E mostrou cartilhas usadas com alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.

“Criamos esse trabalho em 2005 e sentimos no comportamento das crianças a diferença e o preparo de cada uma delas com relação ao assunto”, explica citando a ausência de casos graves nos últimos anos. 


Exemplo / Para o prefeito Miguel Haddad (PSDB), o tema é importante. “Merece a nossa atenção“, afirma. Ele foi um dos representantes das 11 cidades envolvidas pela Diocese de Jundiaí convidadas para o encontro político, o terceiro de uma série onde os participantes apontam os temas futuros.

“Os casos impressionam e chocam a comunidade. Além disso, é a partir de sofrimentos que começam com o bullying que a vítima pode sofrer algum problema no futuro”, destaca o bispo Dom Vicente Costa.
 

A palestrante destacou que o combate a esse problema começa com a capacitação dos educadores, já que eles são os primeiros a ter contato com as vítimas e agressores.

“É importante preparar os professores para essa identificação dos casos e criar políticas públicas visando  essa formação”, defende


Lideranças políticas definem nova dataJá está agendado para o dia 22 de novembro, depois das eleições municipais,  o novo encontro entre as lideranças políticas na Cúria de Jundiaí.

Lei da Ficha Limpa ganha debate
Nos dias 15 e 22 de junho, a Pastoral Fé e Política promove palestras com os pré-candidatos a vereador para a próxima legislatura. No primeiro encontro será debatida a lei do Ficha Limpa. Já na segunda reunião será abordada a  lei federal  9.840, sobre o combate à corrupção eleitoral.


Fonte: Rede Bom Dia

BULLYING - Depoimentos dos Educadores de Brasilia

Bullying não é legal! Tema abordado em cartilha será discutido nas escolas

 
Ministério público, dirigentes, coordenadores e educadores das escolas municipais e estaduais de Votuporanga participam da entrega oficial do material didático
 
 
Da Redação

A entrega oficial da cartilha “Bullying Não é Legal!” foi realizada na manhã da última terça-feira, dia 22, pela Secretaria da Educação, Cultura e Turismo da Prefeitura de Votuporanga. O evento promovido na sede da UAB (Universidade Aberta do Brasil) reuniu o promotor de justiça da Infância e Juventude da Comarca - Eduardo Martins Boiati, da diretora do departamento de Educação Básica da Secretaria da Educação, Cultura e Turismo de Votuporanga - Luzia  

Aparecida Zirundi Figueira, do dirigente regional de ensino da Diretoria de Ensino de Votuporanga – Edélcio Roosvelt Martins, da gestora do “Sistema de Proteção Escolar” da Diretoria Regional – Elídia Salustiano e diretores da educação infantil e fundamental da rede municipal de ensino.

O material didático foi elaborado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo e, em Votuporanga, contou com a parceria da Prefeitura do município. Perto de 10 mil unidades foram reproduzidas que professores e alunos discutam e trabalhem o tema em sala de aula. Os estudantes também levarão a cartilha para a casa e repassarão aos pais, para que todos possam conhecer melhor e identificar o bullying.

Durante o evento, a diretora da Educação Básica disse que a escola deve eleger seus valores; “quais valores devemos passar aos nossos alunos? É importante traduzir todas as questões que envolvem o bullying e reconhecer que pais, alunos e escola têm o seu papel para lidar com tudo isso que estamos discutindo hoje”.

Para Elídia Salustiano tratar as conseqüências do bullying é muito mais difícil e que a eficiência da questão está na prevenção. “O diálogo é necessário para evitar que esse tipo de conflito ocorra. Se não há ambiente de aprendizagem, não há aprendizagem. Precisamos cumprir nossa função de educar” – destacou a gestora da Diretoria de Ensino.

Na ocasião, o dirigente regional de ensino, acredita que, “sempre existiu e sempre existirá o bullying, seja em casa, na escola, em qualquer lugar. Mas, a escola, como instituição de educação precisa fazer a sua parte instruindo melhor crianças e adolescentes”.

O promotor, Eduardo Boati, em discurso, falou sobre a desconstrução social e o desarranjo social que o mundo tem vivido; “percebemos que tudo progrediu, mas, de uns tempos para cá, estamos regredindo. Estamos esquecendo os ensinamentos, esquecendo as histórias. Lá atrás, no passado tudo era diferente, difícil imaginar que nos dias de hoje o aluno não tem o respeito para com o mestre”.

Na visão de Boiati, algumas pessoas conseguem lidar melhor com a questão do bullying, seja em ambiente escolar, em casa ou com os amigos. No entanto, cabe aos professores não tolerar essa conduta e aumentar a auto-estima dos alunos que sofrem com o bullying. “É necessário que os educadores fiquem atentos aos sinais que são dados tanto pela vítima, quanto pelo agressor, de quem sofre e de quem fez. Algumas dicas a serem adotadas podem ser encontradas nessa cartilha que estão recebendo” – frisou o promotor. Com a cartilha, ele espera que os professores e alunos trabalhem em sala, e depois, os pais; “para que a sociedade possa atuar com rigor e integrar uma rede com todos que compõem esse cenário – escola, família e poder público”.

 
Material

Segundo os conceitos do material, escrito com uma linguagem simples, os familiares são responsáveis pelo processo de socialização da criança, de formação de valores morais e comportamentos adequados para viver em sociedade. Devem proteger a criança acompanhando o que acontece no seu dia-a-dia, supervisionando se estão em segurança.

A escola também socializa e constrói padrões de comportamento. É na escola, cujo tema ética é assegurado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais como conteúdo da educação básica, que crianças e adolescentes precisam construir as regras de convivência entre iguais, com seus professores e funcionários. Diretores e professores não podem ser negligentes com o assunto, simplesmente ignorando o fato. Ao contrário, devem realizar programas ‘antibullying’ para promover uma cultura de paz. Mais que isso: é preciso promover um ambiente em que crianças, adolescentes, professores e pais possam ter espaços para aprender novas e mais eficazes formas de combate ao problema, com reuniões, estudos, formações continuadas, etc.

Disque 100, para denunciar os crimes contra a criança e o adolescente.

Fonte: Região Noroeste  

Cine Sesi de Maceió: documentário debate bullying na escola


Divulgação
Equipe de produção do documentário

Apresentar e debater a temática do preconceito na escola, buscando conscientizar alunos e professores acerca do mal causado pelos atos de violência física ou psicológica que se passam no ambiente escolar, conhecidos mundialmente como bullying. Esta é em linhas gerais a temática do documentário Escola sem PREconceitos, que será exibido em sessão gratuita no Cine Sesi, na Pajuçara, às 19h30 da segunda-feira, dia 28.

Documentário com sequências de ficção e animação e o tempo de duração de uma hora e quatro minutos, o vídeo integra o Projeto Aprender em PAZ sendo produzido pelo Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa e Ação sobre Mulher e Relações de Sexo e Gênero (Nipam) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). A direção é do professor doutor Pedro Nunes, do curso de Comunicação Social da UFPB. A equipe de produção é formada por técnicos especializados, estagiários do curso Rádio e Televisão e docentes da UFPB que trabalharam no processo de planejamento, realização e finalização do vídeo educativo .

“A proposta audiovisual tem como locações a Paraíba, mas a temática, a discussão e os exemplos são universais e se adaptam à realidade de preconceito que ainda existe nas escolas em todo o Brasil. A intolerância persiste nas salas de aula e o vídeo tem como meta estimular o debate entre professores, pais e alunos, principalmente os servidores e educadores do ensino médio. Sabemos que em Alagoas há inúmeros casos de bullying nas escolas e por isso queremos apresentar o filme aos estudantes e aos educadores alagoanos” afirma Pedro Nunes.

O cenário do documentário é a Escola Lyceu Paraibano, instituição pública de educação fundada em 1837 na então capital do Estado da Paraíba. Alunos e educadores do Lyceu dão seus depoimentos, que são entrecortados por análises de especialistas que aprofundam o tema da violência na escola na perspectiva dos Direitos Humanos e respeito às diferenças. O vídeo mostra casos de homofobia entre alunos e professores, preconceitos por questões de gênero ou até mesmo por deficiência física ou negritude. Alguns casos extremos de violência na escola a exemplo de assassinato de professor e morte de aluno por causa de corte de cabelo são analisados didaticamente sem os artifícios do sensacionalismo.

O vídeo “Escola sem PREconceitos” como parte do Projeto Aprender em PAZ tem o apoio e financiamento do Ministério da Educação (MEC), por meio do Projeto Educação para Promoção do Reconhecimento da Diversidade Sexual e Enfrentamento ao Sexismo e a Homofobia, vinculado a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – Secadi/MEC.

Com o fomento do MEC, o vídeo documentário será distribuído em toda a rede pública de educação da Paraíba. “Através do NIPAM-UFPB, submeteremos o referido trabalho audiovisual ao MEC e a Secadi que selecionarão produtos audiovisuais para distribuição nas escolas de todo o país, e nosso vídeo é um dos candidatos a material didático oficial do Ministério. Pela qualidade rebuscada de nosso vídeo em termos de experimentação de forma e conteúdo, esperamos atender integralmente os critérios técnicos de seleção”, afirma Pedro Nunes. O Projeto Aprender em PAZ é coordenado pela Prof. Drª Glória Rabay, também da UFPB, e engloba diversas ações de combate ao preconceito nas salas de aula como capacitação de docentes com recursos audiovisuais.

A exibição gratuita em Maceió do filme “Escola sem PREconceitos” é uma promoção da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) por meio do projeto “Cinema, Homem, Imaginário: Ufal no Cine Sesi” e marca as comemorações de 20 anos do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Comunicação (NEPEC) do curso de Comunicação Social da Ufal. O Cine Sesi e a Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Ufal apóiam a iniciativa.
 
SERVIÇO
Documentário Escola sem PREconceitos
Entrada Gratuita
Segunda-Feira, 28 de maio de 2012, 19:30 horas
Cine Sesi – Pajuçara, Maceió
Av. Dr. Antônio Gouveia, 1113, Pajuçara
Realização Ufal, UFPB, Cine Sesi

por Assessoria

Fonte: Aqui Acontece

quinta-feira, 24 de maio de 2012

BULLYING - redação premiada Colégio Bonfim, RJ


REDAÇÃO PREMIADA

COLÉGIO BONFIM – Flamengo/RJ
Aluno: GUILHERME MARTINELLI DE FREITAS
Idade: 10 anos
Professora: Tânia Cristina – Turma: 501
Disciplina: Língua Portuguesa
Data da Redação: 15/03/2012


BULLYING

        Todos nós sabemos que o bullying é crime e pode levar a cadeia. Mas também sabemos que em várias escolas, os próprios alunos estão se conscientizando sobre isso.
        Mas agora, existe o cyberbullying que é o bullying pela internet, que é pior ainda porque a pessoa que sofre não sabe quem é o agressor.
        E até mesmo as estrelas pop estão lutando contra o bullying. A cantora Lady Gaga foi a Havard iniciar uma campanha antibullying. Ela levou sua mãe e alguns amigos ilustres, incluindo Oprah Winfrey.
        A “Born This Way Fundation” (Fundação nascida deste jeito) leva um nome de um álbum de sucesso de Gaga que combate o bullying nas escolas.
        Todos nós sabemos que o bullying é difícil de superar e quando a pessoa que sofreu descobre, ela fica com raiva e denuncia a polícia e é por isso que não se deve praticar o bullying.


 os alunos Guilherme (camisa vermelha) e Maria Laura com o diretor de BULLYING Mar´Junior e os atores Patrick Moraes, Junior Beéfierri, Thaissa Castellani e Andressa Nunes na entrega dos Kits da redação Premiada

COLÉGIO BONFIM – Flamengo/RJ
Aluno: MARIA LAURA VALDIVIEZO DA SILVEIRA
Idade: 9 anos
Professora: Flávia – Turma: 401
Disciplina: Língua Portuguesa
Data da Redação: 15/03/2012


BULLYING

        Bullying... você tem certeza que quer praticar? Bullying é quando você é maltratado na escola, tanto verbalmente quanto fisicamente.
        O bullying pode causar falta de apetite, depressão, etc. A vítima de bullying pode ser chamada de apelidos desagradáveis, ser xingada e até agredida.
        Para evitar esses casos, a vítima deve falar com seu responsável ou a professora. O bullying pode causar problemas com a vítima e, principalmente, com quem pratica.
        Lembre-se: Bullying é coisa séria.

Depoimentos dos Educadores de Brasília e GO sobre o espetáculo BULLYING

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Bullying em todos os cantos!

“O modo como uma escola é gerenciada e a atenção que os adultos dão ao bullying têm um grande impacto sobre os efeitos dessa violência. Sabe-se que há uma ligação muito forte entre a qualidade do clima e das relações pessoais na escola e a ocorrência de casos desse tipo”.

Olá, caros Leitores! O bullying é um tema que penso em aborda há bastante tempo, porém é preciso primeiramente o conhecimento sobre o mesmo e em seguida saber posicionar-se a respeito. Acredito que atualmente é um assunto demasiadamente presente nas escolas e em tantas outras instâncias da vida dos sujeitos, todavia é relevante que cuidemos com os conceitos estabelecidos e os diagnósticos feitos na escola, mas precisamente nas salas de aula com nossos alunos.

Enquanto professores é nosso dever discernir o que caracteriza o bullying ou não; e saber qual seu conceito? Portanto, o Bullying Escolar, como definido por Anna Carolina Lemos "é um conjunto de atitudes agressivas intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente, adotado por 1 ou mais alunos contra outros, causando dor, angústia e sofrimento. Insultos, intimidações, apelidos cruéis, gozações que magoam (....)" e para que este ocorra o fenômeno envolve o agressor, a vítima e os espectadores. Com a citação acima, já pode ser visualizado como isto é vivenciado em nossas realidades escolares e como reagimos diante delas.

Durante uma entrevista para a Revista Nova Escola, Eric Debarbieux coloca-nos alguns posicionamentos a respeito do Bullying e como ele tem visto isto. Dentre algumas perguntas, destacamos três delas: É possível determinar as causas desse problema? O professor, de modo geral, é um profissional preparado para lidar com a violência na escola? A solução está na gestão da escola?

Como resposta é colocado por Debarbieux que este fenômeno acontece em nossas escolas por fatores múltiplos e determinados pela soma de certo número de fatores de risco presentes no cotidiano dos envolvidos. “Um deles é o pessoal, ligado ao temperamento de cada um, mas também influenciado pelas relações familiares e pelo meio social. Outro elemento importante é o ambiente da escola. Por exemplo, a estabilidade da equipe docente e a clareza das regras escolares são aspectos determinantes para que se alcance a proteção almejada”.

Ou seja, é importante que a equipe pedagógica viva seus enquadramentos e mantenha sua equipe docente em sintonia com a coordenação. É necessário que os professores recebam formação adequada a respeito do assunto para que saibam agir no momento certo. Como coloca o autor: “Fico impressionado com o fato de que os professores passem a vida trabalhando como líderes, tendo que manter o controle da classe, sem receber nenhuma formação específica para isso. É inacreditável, inclusive, porque as violências escolares surgem quase sempre dentro dos grupos de estudantes”.

E sei terceiro ponto sobre o Bullying é apostar na gestão escolar como solução para uma parte do problema causado pelo fenômeno. Deixo em destaque a fala abaixo, por acreditar que a abrangência do Bullying, muitas vezes, poder ser controlada ou amenizada pelas partes administrativas de uma escola, as quais possuem a formação adequada para tratar o assunto e conduzir as situações sem sobrepor os fatos:

“O modo como uma escola é gerenciada e a atenção que os adultos dão ao bullying têm um grande impacto sobre os efeitos dessa violência. Sabe-se que há uma ligação muito forte entre a qualidade do clima e das relações pessoais na escola e a ocorrência de casos desse tipo”.

Meus colegas professores e profissionais da área como é importante que estejamos atualizados quanto ao Bullying, para que possamos ser coerentes ao tomar uma atitude dentro de sala de aula e agir com nossos alunos em outras instâncias da escola, sem precipitar ou enaltecer uma situação.

Na minha época de colégio, com certeza, o Bullying existia, mas era tratado com cuidado e sutileza. Da mesma forma como foi resolvido lá atrás, pode-se resgatar agora e contornar as situações atuais. Pensemos sempre no melhor para nossos alunos, futuro de País.


* A Autora é Tradutora e Intérprete da Língua Inglesa, Psicopedagoga, Especialista em Educação Especial, Gestão Escolar e Mestranda em Educação pela PUCPR. Email: anaregina_braga@hotmail.com ou Blog: educarevita.blogspot.com

Fonte: A Crítica UOL