sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Pesquisa inédita realizada em SC é prorrogada por mais uma semana



Foto: Divulgação
Escolas rede estadual de ensino participam de avaliação sobre bullying e outras formas de violência
O prazo para alunos e professores da Rede Estadual de Educação de Santa Catarina responderem a segunda fase da pesquisa que aborda o bullying e a violência nas escolas e em seu entorno foi prorrogado. A Pesquisa que começou no dia 30 de outubro e estava prevista para encerrar-se hoje (30 de novembro), irá continuar até dia 7 de dezembro.   
 
De acordo com Suelen Librelotto Sirugi, psicóloga e coordenadora de Pesquisas da Editora Alvorada, a data de encerramento da pesquisa foi adiada devido a muitos pedidos de escolas que ainda não responderam o questionário. Além disso, “prorrogando a pesquisa, podemos aumentar ainda mais a confiabilidade dos dados que buscamos, levando em consideração o fato de que quanto maior a amostra de respondentes, menor a margem de erro”, diz Suelen. 
 
A pesquisa “Violência nas Escolas: Dados Norteadores” faz parte do projeto ‘Tosco em Ação’ e dividiu-se em duas etapas: a Pesquisa Pré e a Pós. A Pré consistia em um questionário que envolvia perguntas relacionadas à vivência cotidiana dos jovens e professores, a fim de descobrir se a violência está presente ou não na família, escola e comunidade.
 
O projeto ‘Tosco em Ação’ tem como base a utilização do livro “Tosco”, de Gilberto Mattje e é realizado pela Editora Alvorada. O livro conta a história de um adolescente que sofre com a violência e procura meios para tornar-se uma pessoa melhor. Além das pesquisas pré e pós projeto, fazem parte das ações o acompanhamento personalizado as escolas, capacitação pré de professores e apoio com materiais e orientações. 
 
A etapa da Pesquisa Pós, a qual Santa Catarina está, tem a função de avaliar o aproveitamento do projeto ‘Tosco em Ação’ nas escolas, no intuito de identificar seus impactos, alcances e limites para lidar com a violência no contexto escolar.
 
O passo seguinte será a análise e transformação do resultado em produtos científicos que possam auxiliar a sociedade. “Para nós, o conhecimento gera boas perspectivas. Publicações, novos materiais e projetos sairão desta Pesquisa”, afirma Suelen. 
 
Até a última apuração, realizada hoje, 6.852 alunos e 488 professores cadastrados no projeto ‘Tosco em Ação’ haviam respondido ao questionário. Na Pesquisa Pré, 12.078  alunos e 1.515 professores participaram do levantamento.
 
Santa Catarina é o segundo Estado a participar do levantamento
 
A pesquisa intitulada “Cenário de violência nas escolas de MS: relato de pesquisa” foi também realizada em Mato Grosso do Sul. Mais de 40 mil estudantes e professores responderam aos questionários.
 
A pesquisa mostrou que após o trabalho com o Projeto ‘Tosco em Ação’, 87% dos estudantes que leram o livro de Gilberto Dari Mattje, disseram que alteraram sua forma de comportamento positivamente.
 
Destes, 37% passaram a respeitar mais as pessoas, 19% pararam ou diminuíram as piadas sobre os colegas, 17% estão mais interessados pelas atividades escolares, 15% estão menos agressivos e os demais passaram a se relacionar melhor com os colegas.
 
Presente no Piauí, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás, Santa Catarina e ano que vem Roraima, estima-se que desde seu lançamento em 2009, o “Projeto Tosco em Ação: Prevenindo a Violência na Escola”, já tenha alcançado mais de 450 mil pessoas entre professores e alunos envolvidos diretamente com as atividades.
 

Fonte: A Crítica MS

espetáculo BULLYING para 2013 com novidades


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Shalom!

A Cia Atores de Mar', que em 2013 estará completando 9 anos com o espetáculo BULLYING, vem com uma grande novidade para 2013, visando atender todas as ESCOLAS que se interessam em se manter no programa BULLYING ZERO.

CONTRATAÇÃO ATÉ MARÇO 2013
Não teremos um nº mínimo de alunos por apresentação de BULLYING. O custo por aluno é de R$ 12,00 e, a cada 10 alunos envolvidos no projeto, o 11º é grátis, para espetáculos fechados até março de 2013.

ESPETÁCULOS CONTRATADOS EM 2012 E REALIZADOS ATÉ MARÇO DE 2013
A contratação de BULLYING, ainda este ano, para realizar até MARÇO de 2013, a escola terá um desconto de 20%, ou seja, terá um desconto de R$ 2,40 por aluno. Só terá que fazer um depósito como garantia de data no valor de R$ 300,00, que será descontado no dia da apresentação, onde receberemos o restante, em espécie.

ESPETÁCULOS CONTRATADOS EM JANEIRO DE 2013 E REALIZADOS ATÉ MARÇO DE 2013
E as escolas que contratarem BULLYING em de janeiro de 2013, para realizar até MARÇO de 2013, terão um desconto de 10%, ou seja, terão um desconto de R$ 1,20 por aluno.

Será cobrada uma taxa, da escola, de R$ 150,00 de transporte para o município do Rio de Janeiro, outras cidades a negociar. Caso tenhamos apresentação pela manhã e à tarde, será cobrada uma taxa, da escola, de R$ 100,00 de alimentação. Se a escola quiser ter a Redação Premiada, que hoje tem no KIT uma camisa EU DIGO NÃO AO BULLYING, um boné BULLYING e um livro "BULLYING - EU sofri. EU pratiquei. EU hoje conscientizo.", será cobrada a taxa de R$ 120,00 (por KIT). Com isso, a escola ficou praticamente sem custo fixo para trazer o projeto EU DIGO NÃO BULLYING aos seus alunos.

Não perca a oportunidade de ter o projeto EU DIGO NÃO AO BULLYING com taxa BULLYING ZERO em sua escola.

Aproveite, envolva os pais dos alunos, convide-os para uma apresentação de BULLYING exclusiva para eles com um debate ao final com Mar'Junior, roteirista e diretor de BULLYING e autor do livro "BULLYING - EU sofri. EU pratiquei. EU hoje conscientizo." (Novo Ser Editora), o livro que vai transformar a sua vida! Leia, se emocione, chore!

Conheça nosso site http://ciaatoresdemar.com onde são abordadas várias matérias sobre BULLYING, com uma média mensal de 16 mil visitantes.

O ESPETÁCULO
BULLYING retrata o dia a dia do aluno em sala de aula, mostrando o problema e dando uma das possíveis soluções, de forma lúdica, com diversos personagens sendo interpretados pelos atores. Dividido em 4 cenas, intercaladas por dança e música ( "LIMITES", "DE VIOLÊNCIA JÁ ESTAMOS CHEIOS", "PENSE UMA, DUAS OU MAIS VEZES", "PIMENTA NOS OLHOS DOS OUTROS É REFRESCO" e "O BULLYING É DO MAL"). No primeiro, há uma explicação sobre o tema, citando o que é bullying, quais suas causas e consequências, os tipos de bullying que existem e como podemos combatê-lo. Nas outras três cenas, apresentamos o problema (bullying) e damos uma das possíveis soluções, sendo que duas delas são dadas pelos próprios personagens/alunos, fazendo com que se entenda que eles mesmos podem resolver algumas questões sem a interferência dos profissionais da educação.

APRESENTAÇÃO do espetáculo BULLYING 2013 tem os atores PATRICK MORAES, JUNIOR BEÉFIERRI, JULIANA BEHLA e AGATHA DUARTE, com roteiro e direção de MAR'JUNIOR.

Adquira o selo BULLYING ZERO realizando na sua Rede de Ensino "BULLYING - SEMINÁRIO PARA PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO".

Grato
Assessoria de Comunicação
da Cia Atores de Mar'


PRODUÇÃO RIO DE JANEIRO
(DDD) 21 (SEDE) 24246254 (NEXTEL) 78167987 ID 24*72586 - (TIM) 69107833 - (VIVO) 98135413
email: ciaatoresdemar@gmail.com
site: http://ciaatoresdemar.com

‘A violência nas escolas reproduz a violência na sociedade’, diz educadora

Segundo coordenadora da Unesco, ausência de regras claras entre professores e alunos contribuiu para o aumento dos casos de agressão.


Em Brasília, dois casos de agressão chamaram a atenção do país. Na maior universidade da capital, um professor acabou no hospital após ser agredido por um estudante. Em uma escola pública de ensino básico, um aluno foi morto a facadas pelo colega. “A violência nas escolas reproduz a violência na sociedade, não é um fenômeno intramuros isolado”, afirma a coordenadora de Ciências Humanas e Sociais da Unesco no Brasil, Marlova Noleto.

Segundo a educadora, os ambientes escolares deixaram de ser lugares protegidos e muitos pais perderam a tranquilidade ao levar os filhos à escola. Ela destaca que a ausência de regras claras de convivência entre alunos e professores contribui para o aumento da violência.

Para o professor da faculdade de Educação da Universidade de Brasília e da Universidade Católica Célio da Cunha, há uma profunda crise de valores humanos. “A violência na escola vem da Idade Média, é uma prática inconcebível no século XXI. A escola tem que refletir uma cultura de respeito da merendeira ao diretor”, diz. Cunha defende que é preciso recuperar a dimensão humana da educação, que foi transformada em um negócio.

A educadora Marlova Noleto aponta para a importância de um bom clima escola. “Na escola, aprendemos não só a ser, mas a fazer, a viver juntos e a conhecer. Um conjunto de regras e valores educam para a vida, não educam apenas no ambiente escolar”, acredita. A especialista reconhece que, em primeiro lugar, é preciso que o professor goste do que faz. “Ensinar é um ato de amor e é sempre uma via de mão dupla. É preciso estar aberto para ensinar e aprender”, aponta.

Em muitos casos, a violência na escola é decorrente do medo de ser reprovado ou de ameaças que o aluno sofre em casa. A coordenadora da Unesco no Brasil diz que é preciso incluir as famílias no processo de educação e ajudar as crianças desde cedo a desenvolver um sentido ético. “Quando estimulamos nossos alunos a respeitar a diferença, estamos também evitando a violência”, observa.

Em última instância, destaca Marlova, a educação deve propiciar também a satisfação dos alunos. “Se o processo de aprendizagem não trouxer também felicidade, dificilmente aprenderemos com qualidade”, afirma.

Fonte: G1

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Após ser xingada por fãs de Arthur Aguiar, Giovanna Lancellotti se diz vítima de bullying

A atriz virou alvo de chacota nas redes sociais e vem sendo muito hostilizada no Twitter
 
Nina Ramos, do R7, no Rio
 
Giovanna 
Agnews
Giovanna Lancellotti decidiu não responder os xingamentos nas redes sociais
 
 
Em entrevista ao R7 durante o Prêmio Extra de TV, realizado nesta terça no Vivo Rio, Giovanna Lancellotti falou sobre os xingamentos que vem recebendo dos fãs de Arthur Aguiar. A atriz virou alvo de polêmica ao ser atacada pelos fãs do ex-Rebelde quando assumiu oficialmente seu relacionamento com Arthur.

— Às vezes os fãs pegam mais pesado, sim. Agora a situação está mais tranquila, mas sofro um pouco de bullying às vezes (risos). Eu ignoro, não tenho que responder nada... uma hora ou outra eles acostumam.

Recentemente, a atriz foi alvo de chacota nas redes sociais ao mostrar sua celulite durante um passeio na praia no Rio de Janeiro. Mesmo com os ataques constantes, entretanto, Arthur e Giovanna fazem questão de afirmar que o relacionamento e vai muito bem. Nos últimos dias, Arthur postou várias fotos felizes do casal, que está de férias da TV.
 

Colegas dizem que jovem flagrada com arma na escola sofria bullying

Estudantes afirmam que adolescente era chamada de apelidos.
Jovem levou arma para 'assustar colega' na escola.

Do G1 CE, com informações da TV Verdes Mares

Colegas afirmam que jovem sofre bullying há três anos (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução) 
Colegas afirmam que jovem sofre bullying há três
anos (Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)

A jovem de 17 anos flagrada com uma arma na escola em que estuda na manhã de quarta-feira (28), no Bairro José Walter, em Fortaleza, sofria bullying segundo os estudantes que frequentam a mesma unidade de educação. “Os meninos implicavam muito com ela.(...). Acho que foi uma reação dela para se defender, acho que a menina não tem culpa. Chamavam ela de 'seca do quinze', 'neguinha' e ela não gostava”, afirmou a colega de sala Naiane Kelly.

Segundo Naiane, a adolescente era quieta e boa aluna. Mas sofria com “brincadeiras” desde o primeiro ano e demonstrava que não gostava, a jovem já está no terceiro ano. Mesmo os estudantes de outras salas sabiam dos ataques sofridos pela estudante. “Nada justifica esse fato, mas não a culpo porque acho bullying algo muito pesado”, disse Vanessa Amaral, que não tinha contato com a adolescente.

O professor da estudante, Franzé Soares, que a desarmou quando a viu com a arma no corredor da escola disse estar surpreso com a atitude da aluna e não sabia dos ataques dos colegas. “Em nenhum momento ela passou isso [os ataques de bullying] pra gente [professores e direção da escola]”, afirmou.

 
A arma
Soares conta que a jovem chegou atrasada na quarta-feira. Nesses casos, o procedimento da escola pede que a aluna permaneça fora da sala de aula até que se inicie a próxima aula. Mas, segundo professor, a jovem não queria esperar. “Ela é uma menina quieta, calma. Ela ficava pedindo que fosse conduzida para sala de aula e o diretor de turma tentando conversar. Aí, ela tira a arma da bolsa e fala assim, 'eu acho que você não está entendendo. Eu quero ir para a sala conversar com os alunos'”, contou Soares, lembrando que a jovem estava muito nervosa.


Franzé Soares afirmou que viu quando a jovem tirou a arma da bolsa, com o cabo virado para cima. “Pus a mão no tambor [onde fica a munição] e imediatamente a desarmei”, disse ele, acrescentando que a jovem não apontou a arma para ninguém. O revólver, calibre 38, estava sem balas. A adolescente disse para a direção da escola que queria apenas dar um “susto” nos colegas.
 

A escola
A coordenadora da escola de ensino médio e profissionalizante, Mônica Duarte, a unidade já conta com atividades preventivas para evitar atos como este. Mônicia afirma ainda que os pais dos alunos estão sendo chamados para participarem de reuniões na escola para receberem os devidos esclarecimentos.


As aulas foram suspensas na manhã de quarta-feira. A Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor) afirmou que o fato foi “uma situação pontual”. A estudante foi levada à Delegacia da Criança e do Adolescente, com acompanhamento da diretora da unidade escolar e os pais foram comunicados. O órgão também afirmou que “nas escolas estaduais da capital e do interior há diversas ações de incentivo à cultura de paz”.

 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Mãe grava conversa que teve com diretora da EM Tarsila do Amaral sobre bullying

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Brasil aparece em penúltimo em ranking de educação

Fonte: Veja

Estudo leva em conta testes internacionais e coloca à frente do Brasil nações como Colômbia, Tailândia e México

Sala de aula de escola estadual do Rio de Janeiro
Brasil faz feio em novo ranking de educação (Eduardo Martino/Documentography)

A educação brasileira fez feio em outro ranking internacional. Divulgado nesta terça-feira, o índice de qualidade elaborado pela empresa Pearson, de materiais e serviços educacionais, coloca o Brasil na penúltima posição da lista, atrás de nações como Colômbia, Tailândia e México. Apenas os estudantes da Indonésia figuram atrás dos brasileiros. Foram avaliados 39 países mais a região de Hong Kong.
 
O indicador, batizado Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais, foi feito com base em três testes internacionais de educação: o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), o documento Tendências em Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS) e o Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS). Essas avaliações compreendem o aprendizado de matemática, leitura e ciências durante o ciclo fundamental (1º a 9º ano).

No topo do ranking, figuram Finlândia, na primeira posição, e Coreia do Sul, na segunda. "Ao comparar os sistemas educacionais dos dois países pode ser difícil imaginar resultados semelhantes obtidos a partir de sistemas tão diferentes: o último é frequentemente caracterizado como rígido e de intensa carga de provas e avaliações. Já o sistema finlandês é considerado muito mais tranquilo e flexível. Um exame mais detalhado, porém, mostra que ambos se desenvolvem por meio de professores altamente qualificados, cujos resultados são mensurados", diz o estudo.

Além do Índide Global, a Pearson lançou nesta terça-feira o portal The Learning Curve (ou "A curva do aprendizado"), site que traz informações dos sistemas educacionais de 50 países. Índices, vídeos, indicadores, cases, artigos, mapas, dados socioeconômicos, infográficos podem ser acessados na nova plataforma.
 
Confira o ranking:
1. Finlândia
2. Coreia do Sul
3. Hong Kong
4. Japão
5. Cingapura
6. Grã-Bretanha
7. Holanda
8. Nova Zelândia
9. Suíça
10. Canadá
11. Irlanda
12. Dinamarca
13. Austrália
14. Polônia
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Estados Unidos
18. Hungria
19. Eslováquia
20. Rússia
21. Suécia
22. República Tcheca
23. Áustria
24. Itália
25. França
26. Noruega
27. Portugal
28. Espanha
29. Israel
30. Bulgária
31. Grécia
32. Romênia
33. Chile
34. Turquia
35. Argentina
36. Colômbia
37. Tailândia
38. México
39. Brasil

40. Indonésia

25 de novembro: dia de reflexão contra a violência nas escolas


* Aldo Santos - Embora todos os dias nos deparamos com a temática da violência no interior das unidades escolares, principalmente diante da omissão das autoridades governamentais, entendo que o dia 25 de novembro de cada ano deveria ser dedicado a reflexão e balanço sobre a violência institucional, a violência social, os conflitos de classe e os desafios da educação diante dessa crescente realidade.

Precisamos politizar esse debate, identificar o verdadeiro agressor aos educandos e educadores, estabelecermos uma relação de companheirismo em busca de um mundo justo, fraterno e igualitário, onde o aluno reconheça que o professor é seu amigo “mexeu com ele, mexeu comigo”, da mesma forma que o professor deve também reconhecer que “o aluno é seu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”.Portanto, somos aliados da mesma causa e Classe.

Durante o ano, são frequentes os problemas e conflitos, haja vista que a escola não é uma ilha apartada da comunidade. Ela expressa parcialmente e seletivamente o modo de vida da comunidade. É preciso reconhecer que a sociedade mudou, direitos e deveres avançaram, conquistas e direitos se estabeleceram, ferramentas virtuais disputam o imaginário e a coletivização do conhecimento destronado, ao mesmo tempo em que o educador deve ser o aliado direto no entendimento e acolhimento da vida concreta dos filhos da comunidade rumo a construção de um novo mundo livre de todas as formas de preconceito e opressão, de demarcações e dos atuais paradigmas da convivência humana.

Essa reflexão tem que ser a cada momento, porém, do ponto de vista da macro relação para dentro e fora do universo escolar o dia 25 foi uma data marcante que causou duas vítimas no processo educacional.

De um lado um pai de família, trabalhador, educador, lutador pela vida, e, de outro, um jovem sem educação e noção de limites, reproduzindo certamente a condição de não vida a que foi submetido ao longo de sua pouca existência. Ninguém saiu vencedor nesse embate, nem o agredido, nem o agressor, pois no limite foram vitimas da inoperância do estado burguês que pouco se questiona ou nele se identifica a ira das vítimas cotidianas do sistema.

Não se resolve a violência com mais violência ou aparato de violência. O espaço escolar é o espaço do diálogo, do contraditório e do respeito, uma vez que o grande violento para com o educador e educando são os governantes com os baixos salários, com as salas de aulas superlotadas, com a falta de perspectivas para os jovens brasileiros, com a defasagem das ferramentas educacionais, com a falta de investimento na educação e assim sucessivamente.

Construir um mundo de liberdade não rima com altos muros similares a prisões, já enunciadas em obras como: “Vigiar e punir do filósofo francês Michel Foucault, publicado originalmente em 1975 e tida como uma obra que alterou o modo de pensar e fazer política social no mundo ocidental. É um exame dos mecanismos sociais e teóricos que motivaram das grandes mudanças que se produziram nos sistemas penais ocidentais durante a era moderna. É dedicado à análise da vigilância e da punição, que se encontram em várias entidades estatais (hospitais, prisões e escolas). Foca documentos históricos franceses, mas as questões sobre as quais se debruça são relevantes para as sociedades contemporâneas. É uma obra seminal que teve grande influência em intelectuais, políticos, activistas sociais e artistas.Foucault muda a ideia habitualmente aceita de que a prisão é uma forma humanista de cumprir pena...” (publicado no Wikipédia,22/11/2012)

Com maior ênfase, por exemplo, a problemática da droga frequentemente relacionada com comportamentos inadequados deve ser enfrentada do ponto de vista educacional e não policial, haja vista que a juventude esta morrendo pelo vício do crack e outras drogas, que até hoje não se resolveu com a repressão praticada historicamente, cujo resultado é desolador.

Portanto, estamos iniciando essa reflexão tendo como marca uma data que dentro de uma relação dialética, deve discutir a tese que é o atual modelo educacional, apreciar a antítese, ou seja, os questionamentos e negação deste, rumo a uma nova síntese pedagógica, que redundará inexoravelmente numa nova tese.

Estamos sugerindo que no dia 25 de novembro de cada ano em memória e referência ao Professor José Vieira Carneiro que morreu após agressão em sala de aula, no dia 25 de novembro de 2001 na Escola Estadual Palmira Graciotto, no Parque São Bernardo em São Bernardo do Campo, se constitua num marco dessa abjeta realidade.

* Aldo Santos é professor, coordenador da APEOESP-SBC, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo


Fonte: Clique ABC

Maior pesquisa do País sobre bullying e violência escolar encerra-se nesta sexta-feira


Por Andréia Menezes Lorenzoni- Editora Alvorada   
Pesquisa avalia o bullying entre os jovens antes e depois do Projeto Tosco em Ação
Encerra-se nesta sexta-feira, 30, o prazo para alunos e professores da Rede Estadual de Educação de Santa Catarina responderem à segunda fase da pesquisa que aborda o bullying e a violência nas escolas e em seu entorno. Até o momento, 4.437 alunos e 353 professores do Estado já responderam ao questionário.

Suelen Librelotto Sirugi, psicóloga e coordenadora de Pesquisas da Editora Alvorada, explica que é importante obter um número alto de participantes, pois assim “é possível obter um resultado em que se possa confiar, ou seja, podemos observar a realidade escolar não como a imaginamos e sim sob a ótica de quem a vivencia diariamente, que são os alunos, professores e em breve pais e comunidade. Analisados estes números, poderão ser articuladas novas estratégias que visem sanar possíveis problemas cotidianos”.

A pesquisa “Violência nas Escolas: Dados Norteadores” faz parte do projeto ‘Tosco em Ação’ e dividiu-se em duas etapas: a Pesquisa Pré e a Pós. A Pré consistia em um questionário que envolvia perguntas relacionadas à vivência cotidiana dos jovens e professores, a fim de descobrir se a violência está presente ou não na família, na escola e na comunidade.

Encerrando-se no dia 30 de novembro, a etapa da Pesquisa Pós tem a função de avaliar o aproveitamento do projeto ‘Tosco em Ação’ nas escolas onde ele foi utilizado no intuito de identificar seus impactos, alcances e limites para lidar com a violência no contexto escolar.
Suelen afirma que “com os testemunhos coletados na Pesquisa Pós, poderemos traçar os novos rumos de continuação desta Ação, bem como fomentar políticas públicas que possam auxiliar a população, sobretudo as escolas, na instauração de uma Cultura de Paz nas regiões participantes”.

O passo seguinte após o encerramento da Pesquisa Pós será a análise e transformação do resultado em produtos científicos que possam auxiliar a sociedade. “Para nós, o conhecimento gera boas perspectivas. Publicações, novos materiais e projetos sairão desta Pesquisa”, afirma.

Santa Catarina é o segundo Estado a participar do levantamento
A pesquisa intitulada “Cenário de violência nas escolas de MS: relato de pesquisa” foi apresentada em outubro em São Paulo pela equipe responsável pela aplicação do levantamento do panorama de violência e Bullying nas escolas de Mato Grosso do Sul, composta por Maria de Lourdes Contini, professora da Equipe da Escola de Conselhos da UFMS e Suelen Sirugi, coordenadora de Pesquisas da Editora Alvorada.

Trata-se de um panorama de violência nas escolas que, com base em uma entrevista com 41.100 estudantes do Mato Grosso do Sul, foi comprovado que 65% dos adolescentes vivenciam diariamente situações de agressividade no ambiente escolar, seja ela física, verbal ou psicológica.

A pesquisa mostrou que após o trabalho com o Projeto ‘Tosco em Ação’, 87% dos estudantes que leram o livro de Gilberto Dari Mattje, disseram que alteraram sua forma de comportamento positivamente.

Destes, 37% passaram a respeitar mais as pessoas, 19% pararam ou diminuíram as piadas sobre os colegas, 17% estão mais interessados pelas atividades escolares, 15% estão menos agressivos e os demais passaram a se relacionar melhor com os colegas.

Com a apresentação dos dados da pesquisa, escolas de todo o Estado puderam traçar metas direcionadas e específicas em relação à violência e bullying escolar.

Serviço: Para conhecer mais sobre o projeto “Tosco em Ação” do qual a pesquisa faz parte, entre em contato pelo (67) 3316-5500 ou acesse www.editoraalvorada.com.br e www.facebook.com.br/livrotosco

ACE Seguradora cobra ações preventivas antes de oferecer cobertura para bullying

Depois de ter lançado para os estabelecimentos de ensino do Brasil o primeiro seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RCP) com cobertura para bullying, a ACE Seguradora passou a também estimular a implantação de medidas para evitar este tipo de sinistro nas escolas. “Para contratar o seguro, os estabelecimentos precisam preencher um questionário que solicita diversas informações sobre os métodos preventivos em utilização e, nesta etapa, eles contam com um importante apoio do corretor de seguros. Se a escola não demonstrar que possui mecanismos de prevenção, a contratação da apólice fica inviável”, diz Rodrigo Granetto, coordenador da área de RCP da ACE. 
 
O executivo diz que as informações cedidas verificam, basicamente, o nível de controle dos profissionais do estabelecimento com relação a todas as áreas da escola, além de um acompanhamento psicológico adequado. “A forma como comercializamos a proteção está estimulando a prevenção de um incidente que vem sendo deplorado por toda a sociedade. Além disso, quanto melhor o gerenciamento deste risco, mais baixo fica o custo do seguro”, destaca. [3]
 
Segundo Granetto, a apólice de RCP garante ao aluno a indenização a que tem direito em caso de condenação judicial da escola por atos interpretados como negligência. “Isto pode englobar não apenas o bullying, mas também atos pontuais de violência, desvios de documentos do aluno, lesões corporais nas dependências do estabelecimento e outros”, prossegue. “Esta proteção da ACE traduz o grande benefício social do seguro: garante para a escola condições de indenizar a vítima, ao mesmo tempo em que contribui para inibir os episódios”, finaliza. 

Fonte: SEGs

Criança depõe e delegada quer que vídeo de sexo seja deletado

Conselho Tutelar pediu ajuda da população para denunciar quem continuar a exibir vídeo com menina de 11 anos. 

A menina de 11 anos que sofreu bullying na escola após divulgação de vídeo de sexo prestou depoimento na tarde desta terça-feira (27) na Delegacia do Menor Infrator, acompanhada da mãe. De acordo com o Conselho Tutelar que acompanha o caso, a delegada já tomou providências para que o vídeo seja retirado da internet.

Fotos: Evelin Santos / Cidadeverde.com
Conselheira Janaína Florinda

A conselheira Janaína Florinda explicou que a divulgação do vídeo deixa a criança em situação constrangedora e por isso pediu ajuda da população para preservar a imagem da menor, denunciando os sites que continuarem a exibir o vídeo.

Janaína acrescentou que os dois garotos envolvidos com a situação serão investigados pela Delegacia do Menor Infrator. Até o momento, a delegada não quis falar com a imprensa.

Entenda o caso

A diretoria do Escolão do Parque Itararé, zona Sudeste de Teresina, acionou o Conselho Tutelar após tomar conhecimento de um vídeo de sexo explícito entre três menores de idade, alunos do colégio.

Segundo o diretor Solistício Melão, o fato ocorreu no dia 29 de outubro, nas dependências da escola. "A garota contou que foi chamada por um deles para namorar na área usada para a prática de esportes, que fica atrás da escola e eles pularam o muro. O outro garoto gravou o vídeo e esse vídeo foi repassado dentro da escola", explicou o gestor.

Os três envolvidos chegaram a ser afastados do colégio, mas já retornaram às atividades escolares. A mãe da menina denuncia que a filha vem sofrendo bullying dos colegas por conta do vídeo.

Jordana Cury (Cidadeverde.com)
Mírian Gomes (TV Cidade Verde)
redacao@cidadeverde.com

Carolina Munhóz começou escrevendo fanfictions sobre Harry Potter - hoje, já tem dois livros publicados

por Redação Galileu

Editora Globo
Carolina Munhóz // Crédito: Leandro Bergamo

Quando Carolina Munhóz tinha 11 anos, sofria bullying na escola. Sua saída era se esconder na biblioteca e mergulhar no mundo da literatura. Hoje, com 23 anos, ela já tem dois livros publicados ( A Fada e O inverno das Fadas) e é considerada uma das grandes promessas da literatura juvenil brasileira, trazendo na bagagem o Prêmio Jovem Brasileiro de 2011. Mas há uma ponte entre a adolescente da bibiloteca e a escritora de hoje: as fanfictions, histórias baseadas em livros, filmes, séries ou games criadas por fãs - usando dados da narrativa original. 

Em entrevista à GALILEU, Carolina conta como as fanfictions foram importantes em sua formação como escritora:

GALILEU: Como você teve contato com o Universo das Fanfictions?


Eu comecei no universo de fanfics ao mesmo tempo em que comecei a gostar de ler. Tinha 11 anos e era muito depressiva. Sofria bullying na escola e gostava de me esconder na biblioteca nos intervalos, mas ainda não amava ler necessariamente. Um dia uma amiga apostou que eu não conseguia ler Harry Potter e a Pedra Filosofal em uma semana. No final dela, já tinha lido os quatro primeiros livros da série.


GALILEU: Então tudo começou com Harry Potter?


Foi J.K. Rowling que me conquistou e consequentemente me levou para o mundo das fanfics. Necessitada de novas aventuras sobre os personagens que eu tanto amava, descobri um universo recheado de histórias e logo não parava mais de ler o que outros fãs escreviam sobre Harry Potter. Pouco tempo depois, arrisquei escrever uma songfic – fanfic inspirada em uma música – e logo já estava escrevendo histórias mais longas.


GALILEU: Mas qual era o apelo que as fanfics tinham para você, além de serem essa válvula de escape?


Gostava de criar situações que a J. K. Rowling nunca teria coragem. Adorava ler fics de casais absurdos ou acontecimentos fora do cenário dos livros. Quando tive minha oportunidade de escrever aproveitei todos os casais que gostava, como Harry Potter e Luna Lovegood, mas não existiam .


GALILEU: E você recebeu retorno ao publicar essas histórias na internet?


O retorno foi ótimo. Como publicava um capítulo por semana, podia acompanhar os comentários e me inspirar na empolgação dos leitores. Também aproveitei o feedback para melhorar minha escrita, aperfeiçoar os diálogos e também as cenas.  Notei que fiquei mais conhecida no meio potteriano, pois em alguns fóruns e sites as pessoas já conheciam a Krollefay -meu antigo 'nickname', que assinava as fanfics.


GALILEU: E ainda há leitores que acompanham sua carreira por causa das fanfics?


Tenho muitos leitores que me acompanham por conta de Harry Potter. As fanfics acabaram dando uma ajuda nisso. Faço parte do Potterish.com, maior site de Harry Potter Brasileiro escolhido pela J. K. Rowling e nele faço vídeos, posts e coberturas. Falei com os atores do filme, entrevistei membros famosos de sites e ganhei um selinho do ator Rupert Grint (!!!). Então essa minha aventura no mundo de Harry Potter ajudou muito minha carreira literária.


GALILEU: Isso tudo influenciou sua entrada no mercado editorial e seu estilo de escrita?


As fanfics me deram a base de escrita e de feedback. Aprendi a moldar meu estilo literário e a ver o que poderia dar certo com o público. Com o hábito de ler os comentários, aprendi a lidar com a crítica e distinguir o que é construtivo. Sou grata por ter começado nas fanfics, pois os leitores são muito apaixonados e você consegue aprender demais no processo. Esse convívio com os leitores de Harry Potter também me ajudou na hora de mostrar um diferencial no meu trabalho. Hoje muitos me conhecem como a escritora do Potterish ou a que veio do mundo de Harry Potter.


GALILEU: E como surgiu a ideia para o seu primeiro livro, 'A Fada'?

Aos 16 anos estava passando por uma crise forte de depressão e até os livros e personagens que me faziam companhia não me encantavam mais. Nesse momento, em uma das noites pedi para que uma luz entrasse na minha vida e tive um sonho com uma fada muito linda e toda uma história de amor. No dia seguinte, não escrevi mais uma fanfic que estava fazendo e comecei a descrever aquele sonho. No terceiro capítulo, percebi que estava criando um livro e no final após nove meses soube que aquela seria minha carreira.


GALILEU: Conseguir a publicação do livro foi fácil?

Demorei quatro anos para conseguir uma editora pequena, depois durante dois anos fiz minha própria assessoria de imprensa para tentar me destacar. Juntei uma boa clipagem com matérias na Folha de São Paulo, Estadão, Disney Channel e outros. A consagração veio em 2010 em uma matéria para Época junto com Cassandra Clare e Alexandra Adornetto. Nela eles destacaram escritoras jovens que vieram de fanfics e atingiram as listas, me colocando como uma futura candidata brasileira a conseguir o mesmo. 


GALILEU: Hoje sabemos que as editoras olham para escritores de fanfics em busca de novos talentos literários. Que conselhos você daria para os autores de fics que querem seguir o mesmo caminho?

Nas fanfics você possui muitas vezes os personagens e os cenários. Aproveite isso como um bônus e desenvolva sua narrativa, aperfeiçoando sempre os diálogos. É um excelente exercício de escrita, pois permite que você desenvolva sua criatividade sem precisar se preocupar com a base da história. Também aprenda a entender seu público e a respeitar as opiniões. Com isso comece a criar seus próprios personagens e tramas, logo terá um livro independente.


GALILEU: E para quem quer começar no universo das fanfics?

Extrapole e divirta-se. No mundo das fanfics você não precisa fazer sentido. Você pode criar o que quiser, sem se preocupar com mercados e públicos. Aproveite essa liberdade para desenvolver suas habilidades e ganhar confiança. Crie tudo que você sonhou após terminar aquele livro que tanto te encantou.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O Bullying na escola Uma violência Mascarada

Enviado por:Ellyda Aguiar
Arquivado no curso de Enfermagem

Há um problema novo e pouco estudado nas escolas brasileiras, relacionado com a indisciplina nas salas de aula, assumindo tais proporções que muitos professores estão com medo dos alunos, e o mesmo acontece entre os próprios alunos, uns com medo do outros, causando fobia escolar, sentem um profundo pavor da sala de aula, acompanhado de alterações físicas, como palpitações e tremores. Atualmente, há um termo inglês para designar uma das causas da violência na escola: “ bullying que é definido como o comportamento agressivo e repetitivo sem motivações, são formas manifestadas do fenômeno. Apresenta características próprias, uma delas é de causar danos psíquicos em sua vítimas. Não está presente apenas na escola, mas também, nas famílias, nas empresas, nas forças armadas, enfim onde há relações pessoais”(FANTE 2005). A denominação dessa palavra talvez até por ser um termo estrangeiro, ainda causa certa polêmica entre os estudiosos do assunto sobre violência nas escolas, não há uma tradução correta, ela tem um significado que abrange várias atitudes: zoar, intimidar, humilhar, ofender, roubar, aterrorizar, colocar apelidos, discriminar, isolar, ferir, tiranizar, e outras. O bullying é diferente das brigas que freqüentemente acontecem entre iguais, provocadas por motivos eventuais, essas brigas acontecem e acabam e o bullying, ao contrário, é contínuo, metódico, persistente, não precisa de razões para acontecer. A vítima, ao se preparar para ir à escola, sabe o que a aguarda, o seu desejo é fugir, mas não pode. E não há nada que possa ser feito para que o Bullying não aconteça. Informar os professores só pode agravar a sua situação. Misturado ao medo cresce o ódio, o desejo de vingança e as fantasias de destruir os agressores, essas fantasias, um dia, poderão se transformar em realidade.

Os estudos do fenômeno bullying levam a crer que há uma síndrome psicossocial com características próprias denominadas SMAR (Síndrome dos maus-tratos repetitivos).(LOPES et al,2005; Neto A.A et al,2004). O portador dessa Síndrome apresenta comportamento autoritário e se utiliza de meios de coação para subjugar outrem. Necessita de uma auto-afirmação constante, apresenta irritação, impulsividade, descontroles emocionais, tensão, raiva reprimida, sintomas psicossomáticos, depressão, stress e outros. São produtos de uma educação de estímulos agressivos que agridem a psique. A criança acaba internalizando o comportamento, o transformando em uma energia psíquica que comanda ações e reações.

O fenômeno atinge a área mais intima de cada individuo que se faz vítima: a alma. As vítimas do fenômeno perdem muitas vezes a vontade de viver, devido a agressão de sua intimidade e estima. Prejudicando a aprendizagem escolar, sendo por vezes o fator da reprovação e evasão escolar.

Enfim, esse fenômeno não é só brasileiro, tem várias causas, precisa ser estudado e encarado com seriedade pelas escolas, pois a cadeia da violência e da impunidade começa na sala de aula nas primeiras séries escolares. Portanto, educar pessoas para viver em grupo e obedecer às regras é papel da escola na construção da cidadania, e ela não pode prevaricar.
  1. Objetivos.
    1. Objetivo Geral:
  • Esse estudo tem por finalidade a busca de conhecimentos sobre um assunto que preocupa a todos na atualidade: o fenômeno bullying.O objetivo principal foi buscar um suporte teórico que contribuísse para o entendimento desse tipo de comportamento, que se alastra principalmente no ambiente escolar, as suas causas e conseqüências para todos os envolvidos.Verificar a existência bullying e qual é a proporção na escola;
    1. Objetivos Específicos:
  • Diagnosticar as causas e naturezas do bullying;
  • Identificar modos de prevenção desses problemas;
  • Verificar a freqüência de bullying, tipos de agressões, incidência, agressores, vítimas e testemunhas;
  • Promover a uma conscientização sobre o problema, minimizando assim o mesmo;
  1. Metodologia.
Os procedimentos adotados foram as revisões de literatura, baseado em artigos obtidos na base de dados Google Acadêmico e do livro Bullying na escola- Como Identifiá-lo|  Como Preveni-lo | Como Combaté-lo do autor Josevaldo Araújo de Melo, bem como a busca de conhecimentos sobre um assunto que vem preocupando a toda sociedade nos últimos tempos.
  1. Revisão de Literatura.
    1. Bulliyng.
O bullying é um termo ainda pouco conhecido do grande público. De origem inglesa e sem tradução ainda no Brasil, é utilizado para qualificar comportamentos agressivos no âmbito escolar, praticados tanto por meninos quanto por meninas. Os atos de violência (física ou não) ocorrem de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas. Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Em última instância, significa dizer que, de forma “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas.

Numa abordagem etimológica a palavra bulliyng “é um verbo derivado do objetivo inglês,que significa valentao, tirano.” (CHALITA,2008).

No Brasil o estudo do fenomeno Bulliyng esta apenas iniciando,tendo chegado por aqui no fim da década de 1990. “O centro multidisiplinar de Estudos e Orientação sobre o bulliyng Escolar” (CEMEOBES,2005) acompanha o fenômeno em oito cidades do pais e constatou em 2007 uma incidencia de bulliyng praticado por crianças e jovens em 45% dos estudantes brasileiros do ensino fundamental.

Em linhas gerais o bullying é um fenômeno universal e democrático, pois acontece em todas as partes do mundo onde existem relações humanas e onde a vida escolar faz parte do cotidiano dos jovens. Alguns países, no entanto, apresentam características peculiares na manifestação desse fenômeno: nos EUA, o bullying tende a apresentar-se de forma mais grave com casos de homicídios coletivos, e isso se deve à infeliz facilidade que os jovens americanos possuem de terem acesso as armas de fogo. Nos países da Europa, o bullying tende a se manifestar na forma de segregação social a até da xenofobia*. No Brasil, observam-se manifestações semelhantes às dos demais países, mas com peculiaridades locais: o uso de violência com armas brancas ainda é maior que a exercida com armas de fogo, uma vez que o acesso a elas ainda é restrito a ambientes sociais dominados pelo narcotráfico. A violência na forma de descriminação e segregação aparece mais em escolas particulares de alto poder aquisitivo, onde os descendentes nordestinos, ainda que economicamente favorecidos, costumam sofrer discriminação em função de seus hábitos, sotaques ou expressões idiomáticas típicas. Por esses aspectos é necessário sempre anali­sar, de maneira individualizada, todos os comportamentos de bullying, pois as suas formas diversas podem sinalizar com mais precisão as possíveis ações para a redução dessas variadas expressões da violência entre estudantes. (SILVA,2010).

*Xenofobia - È o medo irracional, aversão ou a profunda antipatia em relação aos estrangeiros, a desconfiança em relação a pessoas estranhas ao meio daquele que as julga ou que vêm de fora do seu país.
    1. O Bulliyng no contexto escolar.
“ A escola sempre foi vista como um ambiente saudável, seguro, onde se busca a educação formal, o conhecimento e a preparação das novas gerações para o enfrentamento da vida em sociedade como verdadeiros cidadãos. Até bem pouco tempo, esse era o valor maior imputado à escola. Hoje, o seu papel vem mudando drasticamente, ultrapassando sua função acadêmica e passando a responder também pelas relações interpessoais, formação do caráter, comportamento, áreas de desenvolvimento tão fundamentais ao crescimento dos jovens” . (ARAMIS, 2005).

É notório que a agressividade esta alcançando grandes proporções dentro e fora da escola uma vez que fortes questões sociais como: desemprego, moradia, fome, saúde e educação abalam a estrutura familiar refletindo no contexto escolar, pois a criança reproduz o que ela vivencia. Estas questões
relacionadas com a desigualdade e exclusão social têm conduzido ao crescimento da delinqüência e da violência, quer na sociedade ou no interior da escola.

O bullying existe em todas as escolas, o grande diferencial entre elas é a postura que cada uma tomará frente aos casos de bullying. Por incrível que pareça os estudos apontam para uma postura mais efetiva contra o bullying entre as escolas públicas, que já contam com uma orientação mais padronizada perante os casos (acionamento dos Conselhos Tute­lares, Delegacias da Criança e do Adolescente etc.).
 
As formas de bullying são:
    • Verbal (insultar, ofender, falar mal, colocar apelidos pejorativos, “zoar”)
    • Física e material (bater, empurrar, beliscar, roubar, furtar ou destruir pertences da vítima)
    • Psicológica e moral (humilhar, excluir, discriminar, chantagear, intimidar, difamar)
    • Sexual (abusar, violentar, assediar, insinuar)
    • Virtual ou Ciberbullying (bullying realizado por meio de ferramentas tecnológicas: celulares, filmadoras, internet etc.)
“ Estudos revelam um pequeno predomínio dos meninos sobre as meninas. No entanto, por serem mais agressivos e utilizarem a força física, as atitudes dos meninos são mais visíveis. Já as meninas costumam praticar bullying mais na base de intrigas, fofocas e isolamento das colegas. Podem, com isso, passar despercebidas, tanto na escola quanto no ambiente doméstico” .(SILVA,2010).
    1. Classificaçao dos alunos envolvidos.
De acordo com as maneiras que os alunos se envolvem com o bullying, eles são classificados em quatro categorias:
  • Alvos (vítimas)
São alunos(as) que somente sofrem bullying. Normalmente, não dispõem de recursos, status ou habilidade para reagir ou fazer cessar os atos danosos. São, geralmente, pouco sociáveis, inseguros e têm problemas para se adequarem a grupos de alunos. Apresentam aspecto físico diferenciado dos padrões impostos por seus colegas (magro e/ou gordo) e têm pouco rendimento nos esportes e em lutas devido à coordenação motora pouco desenvolvida. A baixa auto-estima é agravada por intervenções críticas ou pela indiferença dos adultos sobre seu sofrimento. Alguns crêem se merecedores do que lhes é imposto. Têm poucos amigos são passivos, quietos e não reagem efetivamente aos atos de agressividade sofridos (Lopes Neto e Saavedra, 2003; Fante, 2005; Programa, 2005).
  • Autores (agressores)
São os(as) alunos(as) que só praticam bullying.Os autores são indivíduos que têm pouca empatia.Além disso, são mais fortes do que seus colegas de classe, o que lhes dá vantagem em determinadas brincadeiras, esportes e lutas. Freqüentemente, pertencem a famílias desestruturadas, nas quais há pouco relacionamento afetivo entre seus membros. Seus pais e/ou responsáveis exercem sobre eles uma deficitária supervisão, além de, muitas vezes, oferecerem comportamentos violentos como modelo para solucionar conflitos, o que os leva a já apresentarem indícios de mau-caratismo e a adotarem condutas anti-sociais, como roubo, vandalismo e o uso de álcool e nicotina (Lopes Neto e Saavedra, 2003; Fante, 2005; Programa, 2005)
  • Alvos/autores (vítimas agressoras)
São os(as) alunos(as) que ora sofrem, ora praticam bullying. Habitualmente, esses alunos, que passaram por situações de sofrimento na escola, tendem a encontrar indivíduos mais vulneráveis que eles para transferir as agressões sofridas (Fante, 2005; Programa, 2005).
  • Testemunhas (espectadores)
São os(as) alunos(as) que não sofrem nem praticam bullying, mas convivem em um ambiente onde isso ocorre. As testemunhas, representadas pela maioria dos alunos, convivem com a violência e se calam em razão do temor de se tornarem as “próximas vítimas”. O medo, a dúvida sobre como agireafaltade iniciativa da escola são fatores que acabam promovendo um clima de silêncio e de omissão nas testemunhas. O rendimento escolar destes alunos poderá decrescer, uma vez que passam a considerar a escola como um espaço inseguro (Lopes Neto e Saavedra, 2003; Fante, 2005; Programa, 2005).

A principais razões que levam os jovens a serem os agressores
É muito importante que os responsáveis pelos processos educacionais identifiquem com qual tipo de agressor estão lidando, uma vez que existem motivações diferenciadas:
  • Muitos se comportam assim por uma nítida falta de limites em seus processos educa­cionais no contexto familiar.
  • Outros carecem de um modelo de educação que seja capaz de associar a autorrea­lização com atitudes socialmente produtivas e solidárias. Tais agressores procuram nas ações egoístas e maldosas um meio de adquirir poder e status, e reproduzem os modelos domésticos na sociedade.
  • Existem ainda aqueles que vivenciam dificuldades momentâneas, como a separação traumática dos pais, ausência de recursos financeiros, doenças na família etc. A vio­lência praticada por esses jovens é um fato novo em seu modo de agir e, portanto, circunstancial.
  • E, por fim, nos deparamos com a minoria dos opressores, porém a mais perversa. Trata-se de crianças ou adolescentes que apresentam a transgressão como base es­trutural de suas personalidades. Falta-lhes o sentimento essencial para o exercício do altruísmo: a empatia.(SILVA,2010).
Causas e consequências.
  • CAUSAS
As causas desse tipo de comportamento, segundo os estudos de especialistas, devem-se à carência afetiva, falta de limites e ao tipo de educação que receberam dos pais, comumente práticas educativas baseadas em maustratos físicos com explosões emocionais violentas.

Os agressores têm necessidade de reproduzir em outros as violências sofridas tanto em casa quanto na escola, como forma de se fazer notado e de exercer autoridade, já que esta foi a única maneira que lhe foi ensinada de lidar com suas inseguranças, de se auto-afirmar e de obter reconhecimento e satisfação pessoal.

Outra causa que deve ser citada é a ausência de modelos educativos que evidenciem e estimulem para uma convivência pacífica e para o crescimento moral e espiritual, fatores indispensáveis para o desenvolvimento sadio e como suporte da auto-superação na vida.
  • CONSEQUÊNCIAS
As consequências são as mais variadas possíveis e dependem muito de cada indivíduo, da sua estrutura, de vivências, de predisposição genética, da forma e da intensidade das agressões. No entanto, todas as vítimas, sem exceção, sofrem com os ataques de bullying (em maior ou menor proporção). Muitas levarão marcas profundas provenientes das agres­sões para a vida adulta, e necessitarão de apoio psiquiátrico e/ou psicológico para a supe­ração do problema.

Os problemas mais comuns são: desinteresse pela escola; problemas psicossomáticos; problemas comportamentais e psíquicos como transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia, fobia escolar, fobia social, ansiedade generalizada, entre outros. O bullying também pode agravar problemas preexistentes, devido ao tempo prolongado de estresse a que a vítima é submetida. Em casos mais graves, podem-se observar quadros de esquizofrenia, homicídio e suicídio.(CONSTANTINI,2000)
  1. Considerações Finais.

O motivo que nos leva a propor esse projeto, é que a violência praticada por bullying no Brasil é pouca estudada, há muitas referencias ao fenômeno “violência na escola”. Ao longo desse estudo, apresentamos algumas considerações construídas, no decorrer do trabalho, sobre o fenômeno bullying. Ao longo desse estudo, entendemos que as escolas identificam apenas algumas possíveis características do fenômeno e apresentam dificuldade na compreensão das diversas situações que envolvem o bullying. Talvez tal situação ocorra por que o bullying é muito mais complexo do que se pode imaginar, pois engloba características diversas e trata-se de uma violência contínua e sufocante que compromete o desenvolvimento da criança, impulsionando-a a desenvolver diversos traumas e bloqueios que repercutem sobre toda a sua vida.

A dificuldade em reconhecer o bullying pode ocorrer, também, segundo Fante (2005, p. 16), porque as vítimas normalmente sofrem caladas, com medo de expor a situação de repressão e acabam ficando presas a tal violência, acarretando diversas implicações no seu próprio desenvolvimento. Nesse caso, constatamos a ausência da percepção sobre o sofrimento da criança, o que pode reforçar a fragmentação do entendimento do fenômeno que os professores demonstram ao tentar lidar, sem sucesso, com tal situação.

Consideramos que a escola pode ser o caminho para influenciar nas mudança de idéias, comportamentos e valores, tanto para os profissionais atuantes da escola que precisam estar preparados para enfrentar o bullying, quanto para os alunos que serão capazes de agir de forma responsável, consciente e autônoma, frente às diversas situações cotidianas.

Compreendemos que a escola precisa ser um local seguro, tranqüilo e
agradável que permitirá à criança aprender a socializar-se, desenvolver responsabilidades, defender idéias e, acima de tudo, assumir uma autonomia própria. Porém, para a escola atingir tal objetivo, faz-se necessária a recuperação deste ambiente permitindo o desenvolvimento eficaz do processo de ensino aprendizagem.
 
6. Contribuição dos Estudos.
    • Objetivos Gerais.
  • Estimular e valorizar as individualidades do aluno, além de potencializar eventuais diferenças, canalizando-as para aspectos positivos que resultem na melhoria da auto-estima do estudante. Demonstrar a importância de se cultivar amigos dentro e fora da escola;
  • Incentivar o respeito mútuo a partir de atividades compartilhadas em grupo;
  • Diminuir o grau de agressividade no relacionamento entre os alunos;
  • Aprender e saber respeitar as diferenças físicas e psicológicas que existem entre as pessoas;
  • Reduzir, prevenir, evitar, acabar de vez com a questão do bulliyng na escola;
  • Objetivos Específicos.
  • Estimular os professores de forma interdisciplinar, para que combata qualquer tipo de bullying, que por ventura possa existir.
  • Evitar qualquer tipo de agressão física ou moral entre pares (como colegas) que ocorre repetidas vezes na escola.
  • Evitar que o aluno seja vítima de agressão física e verbal;
  • Agir preventivamente contra o bullying.
7. Referências
  1. ARGAMENON, R; RIZEK, B.; ALVES, J. Bullying: brincadeiras que ferem. Disponível em: . Acesso em: 17 mai. 2011.
  2. CONSTANTINI, Alessandro. Bullying: como combatê-lo?São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
  3. FANTE, C. Fenômeno bullying: Como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz. Campinas: Ed.Artmed, 2005.
  4. LIMA, Raimundo De. “Bullying”: uma violência psicológica não só contra crianças. Disponível em: Acesso em: 17 mai. 2011.
  5. LOPES, Neto AA. Bullying – comportamentoagressivo entre estudantes. J Pediatr (Rio J). 2005;81(5 Supl):S164-S172.
  6. LOPES, Neto A.A Diga NÃO para o Bullying. Rio de Janeiro: ABRAPIA; 2004.
  7. LISBOA, Carolina. O fenômeno bullying ou vitimização entre pares na atualidade: definições, formas de manifestação e possibilidades de intervenção. Rio Grande do Sul , vol. 2, n. 1, janeiro-junho 2009.
  8. MELO, Josevaldo Araujo de. Bullying na escola: como identificá-lo, como prevení-lo, como combatê-lo. 2 ed. Recife: EDUPE, 2010.
  9. NOGUEIRA, R. M. C. P. A. Violência nas escolas e juventude: Um estudo sobre o bullying escolar. Tese apresentada ao Programa de Doutorado em Educação: História, Política, Sociedade da PUC/SP. 2007.
  10. PEREIRA, Beatriz Oliveira. Para uma Escola sem Violência: estudo e prevenção das práticas agressivas entre crianças. Fundação Calouste Gulbenkian – Ministério da Ciência e da Tecnologia, 2002.
  11. SILVA , Ana Beatriz Barbosa.Cartilha Bullying - Justiça nas escolas, São Paulo , ano 1 , n.16 , 2010.
8. Apêndices

O ciclo do bullying elaborado e feito por todas as integrantes do grupo,baseado nos arquivos de ARAMIS 2005,FANTE,2005,
Usado como recurso o power point.

9. Anexos
FIGURA 1 - ALVO DE  
BULLYING
(Fante, 2005)
 
 FIGURA 2 - ALVO/AUTOR DE BULLYING

(Ilustração de Cristina da Cruz de Oliveira, 2007)
 
FIGURA 3 - AUTOR DE BULLYING.

(Ballone, 2005)
 
FIGURA 4 – PERCENTUAL DA AGRESSÃO EM ALGUNS PAÍSES

(IBGE e Plan Brasil (2009))

Fonte: Ebah